De Repente ... Ela?!
18 Capítulo 17 - Parte II
Notas iniciais

“No fim tudo dá certo, e se não deu certo é porque ainda não chegou ao fim”.
— Fernando Sabino
No capítulo anterior:
— Parem esse casamento!! – Duas vozes masculinas preenchiam o ar em uníssono.
— Deidara?! – Orochimaru exclama confuso.
— Sai?! – Karin fala indignada.
Agora:
— Esse casamento não pode acontecer – Sai diz convicto.
— O que pensa que está fazendo Sai? Esse é o meu casamento com Sasuke-kun – Karin dizia irritada chamando a atenção da imprensa presente.
Sai se aproxima de Karin e Sasuke. e diz:
— Esse filho que você tanto espera Karin, eu sei que não é do Sasuke.
Ao dizer isso todos ali presentes na igreja se espantam, começando um grande murmúrio.
— Não...não... não, esse filho é do Sasuke – Karin olhava para Sasuke de uma forma diferente – Não é Sasuke-kun, esse é nosso filho.
— Karin... – Sasuke ia dizer algo, mas suas palavras são cortadas.
— Karin! – Sai vira Karin bruscamente a fazendo o encarar – Esse filho é meu Karin, admita.
— Não.. – Karin se agacha com as mãos em ambos os lados da cabeça – Não, Sasuke acredita em mim não é?
— Chega – Orochimaru se pronuncia – O que pensa que está fazendo?
— Vim assumir a responsabilidade como pai – Sai diz sem exitar.
— Pai? Você não ouviu o que minha filha disse? – Orochimaru já estava se irritando com o moreno petulante, mesmo sabendo que o filho que sua Karin gerava não era de Sasuke – Esse filho não é seu.
— Você tem certeza? – Sai sorri intimidador, vira-se e puxando uma moça que estava sentada junto aos convidados – Conhece Karin?
Neste instante Karin congela, a enfermeira que a havia ajudado a trocar os matérias que iriam para análise, era ela.
— Não conheço – Karin diz com os olhos sendo tomado por lágrimas. Narumi observava atenta cada movimento da ruiva.
— Diga o que vocês fizeram — Sai exigia que a moça confessasse.
A moça continha lágrimas nos olhos e uma expressão envergonhada pelo que fizera.
— Sim, eu troquei... troquei o material da análise, foi ela quem mandou e pagou pelo serviço — A moça dizia e apontava para Karin.
— É mentira Sasuke-kun — Karin tentava se defender e lançava um olhar assassino para a enfermeira — Não acredite em nenhuma palavra do que essa maluca está dizendo.
— E você Deidara pode me explicar o porquê dessa sua atitude? – Orochimaru estava confuso.
O loiro respira fundo e começa:
— Oro ... – Deidara disse.
— Não me chame assim – Orochimaru dizia com uma feição triste – Me traz más lembranças que eu não gosto nenhum pouco de lembrar.
— São delas que eu vim esclarecer – Deidara diz de uma vez, encontrando o olhar de Sasori em meio às pessoas lhe dando incentivo para continuar e depois o olhar de Fugaku e Minato, aquilo era o certo – Me perdoe.
— O que? – Orochimaru se assustou com o pedido do loiro, desabafaria tudo que estava preso em sua garganta – Perdão pelo quê? Por ter sumido na hora que eu mais precisava de você, você que se dizia ser meu melhor amigo, simplesmente sumiu. você me deixou sozinho, pra quem dizia que era amigo de verdade, que estaria me dando força em momentos felizes ou tristes, eu que te ajudei e muito, e quando preciso de um ombro amigo, cadê?
— Me desculpe, eu sei que errei, mas não poderia te encarar, não mais da mesma maneira, não depois do que fiz – Deidara dizia já prevendo a reação do moreno a sua frente.
Orochimaru estava mais confuso com essa confissão.
— Mas o que você fez? – O moreno pergunta tenso.
— Vou lhe dizer – Deidara diz respirando fundo e tomando a devida coragem.
FlashBack {on}
— Minato – Orochimaru dizia receoso – Depois da aula queria te dizer algo.
— Está bem – Minato sorriu e foi em direção a sua respectiva sala, quando o último sinal soasse ele se encontraria com o moreno.
Minato, Fugaku, Orochimaru e Deidara estudavam juntos, na época cursavam o segundo ano da faculdade de administração, pois os quatro possuíam uma família com grande influência empresarial no mundo e um dia as iriam assumir.
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Minato e Fugaku eram melhores amigos, assim como Orochimaru e Deidara também. Os quatro eram colegas, conversavam durante os intervalos e às vezes durante as aulas. Podia-se dizer que eram mais que colegas, eram amigos.
~
A última aula findou-se e o corredor principal era tomado pelos alunos dos diferentes cursos que a faculdade oferecia.
Orochimaru esperava Minato no final do corredor, estava ansioso e ao mesmo tempo temeroso. Logo após alguns minutos, quando o mar de pessoas se dissipou um pouco pode ver a cabeleira loira se aproximando. O coração do moreno parou uma batida, pensou em desistir, mas não o faria.
Longe dali Deidara estava a procura de Orochimaru, mas não o estava encontrando, acabou por encontrar Fugaku no refeitório que parecia esperar algo ou alguém.
— Yo Fugaku – Deidara cumprimenta o moreno – Onde está Minato?
— Yo Deidara – Fugaku responde sorrindo de leve – Está conversando com Orochimaru.
Ao ouvir tais palavras Deidara sentiu um aperto no peito, um sinal. O loiro nutria um grande paixão por Orochimaru que chegava até a ser exagerado, mas mesmo assim o moreno não desconfiava desse sentimento que Deidara possuía.
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— Então Oro, o que queria me dizer? – Minato estava curioso para saber.
— Er... hum... como posso te dizer?... – Orochimaru tinha sua face vermelha pela vergonha – Minato ...
— Diga-me – Minato dizia tranquilo.
— Eu-eu go-gosto de você – Orochimaru diz já prevendo as piores das reações.
— Também gosto de você Oro – Minato sorriu dando esperanças ao coração do moreno – Já te considero meu amigo.
Quando o loiro disse a última parte, acabou com as esperanças que Orochimaru teve e este teve que melhorar sua confissão.
— Não Minato, não é esse tipo de gostar, não como meros amigos – Orochimaru percebeu a tensão que o corpo do loiro agora se encontrava – Quis dizer que... eu te amo Minato.
Minato ficou sem palavras, não ficou com nojo, nem nada, só espantado, nunca pensou que teria uma confissão de um homem e ainda mais seu amigo. Não conseguiria nem poderia lhe corresponder.
— Então? – Orochimaru dizia triste por já saber a resposta.
— Me desculpe Oro, não poderei corresponder ao seus sentimentos – Minato diz – Queria lhe contar algo também, sei que não é o momento, mas eu estou namorando Kushina, já fazem duas semanas.
— Ah! Sim, entendo – Orochimaru continha lágrimas nos olhos – Felicidades pra vocês.
Minato aproximou-se em um passo, mas o moreno se afastou na mesma distância.
— Só não quero que nossa amizade termine – Disse Orochimaru já derramando algumas lágrimas – Bom, tenho que ir.
— Espero, Oro! – Minato diz, mas Orochimaru já tinha saído correndo.
O loiro um pouco sem saber o que fazer, vai ao encontro de Fugaku que estava o esperando a alguns minutos.
— E então? – Fugaku pergunta.
— Vou te contar... – Assim Minato conta toda a confissão de Orochimaru e a reação do mesmo. Fugaku também não teve repulsão ou nojo de seu colega, bom, amigo, mas ele sabia que Minato amava Kushina desde o ensino médio e como conseguira começar um relacionamento mais sério com a ruiva não iria desistir. Lamentou por Orochimaru, mas sabia que ele acharia um novo amor.
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Deidara que ouvira quase toda confissão não acreditava no que seus ouvidos ouviram.
— Não... – Sussurrava enquanto ouvia Orochimaru se declarando – Eu que te amo Oro, eu!
— Se você não for meu, não será de ninguém, não é possível que você não tenha notado todas as minhas investidas – Deidara ainda falava consigo.
O loiro saiu dali sem nem ao menos ouvir toda a situação e a resposta que o moreno iria receber. Aquilo não ficaria daquela maneira, não iria deixar Orochimaru ser de ninguém.
No mesmo dia, ao entrar no grupo de conversa onde participavam somente Minato, Fugaku, Orochimaru e Deidara, Deidara viu a resposta de sua revolta, mas não pensou ao certo sobre as consequências de seus atos.
~
Na manhã seguinte a faculdade estava tomada por folhas impressas, onde nelas continha a confissão de que Orochimaru era homossexual. Ao chegar na faculdade, a maioria das pessoas olhavam para Orochimaru com desprezo, nojo, revolta, mas algumas nem tanto, algumas demonstravam um olhar de pena e isso o estava deixando inquieto, até que vira uma das folhas caída a sua frente, agachou-se e pegou-a, arregalando os olhos logo em seguida.
— Não pode ser – Orochimaru resmunga apertando a folha com um pouco mais de força.
Nesta época em que viviam, o homossexualismo era algo inaceitável, os pais deserdavam os filhos e todas as oportunidades lhes eram retiradas, em outras palavras estariam sozinhos e sem alguma oportunidade de ser alguém na vida. O preconceito era extremamente visível e aqueles que se denominavam gays eram tratados de forma terrível pelas pessoas.
Orochimaru não aguentando aquela humilhação fora ao encontro daqueles que ele achava que teriam feito aquela brincadeira de mal gosto, que com toda a certeza iria resultar em algo horrível pra sua vida.
— Oro! – Minato acenava chamando o moreno para se juntar a ele e a Fugaku, ambos ainda não tinham visto os folhetos por terem entrado pelo estacionamento.
— Não me chame nunca mais assim – Orochimaru disse e lhe deu um tapa estralado no rosto, fazendo o loiro se assustar com aquela atitude – Obrigada Minato e Fugaku, vocês conseguiram acabar com a minha vida, se era para me tornar infeliz e sem recursos, ótimo, vocês conseguiram, mas me prometam que nunca mais nos veremos e que nunca mais vocês se preocuparão ou pensarão em mim com pena, por que me arrependo profundamente por achar que vocês eram meus amigos, e por ter dito algo particular meu naquela conversa no chat ontem, já que vocês perguntaram que mal tinha em responder não é? É o que eu achava, pensando que ficaria entre nós, mas estava enganado e principalmente enganado em relação a você Minato, vou fazer de tudo pra te esquecer, esquecer esse amor que sinto por você, esquecer a sua existência, mas fique ciente de que caso nos encontremos futuramente, vingarei-me e tirarei de você tudo aquilo que acabara de tirar de mim, isso é uma promessa e esta vale pra você também Fugaku, muito obrigada mesmo, vocês são os melhores amigos que alguém poderia ter ou querer – Orochimaru terminou sarcástico, os olhando com um misto de tristeza, ódio e ironia.
— Mas Orochimaru, não tivemos nada haver com isso e muito menos vimos o que têm ai... – Fugaku tentava explicar.
— Mentiras, mentiras e mais mentiras, sempre tinha algo que me dizia que não eram confiáveis, mas deixei de lado e confiei cegamente em vocês – Orochimaru dizia e colocou o papel com tudo na mesa os mostrando.
— Orochimaru-san compareça a sala da diretoria – O autofalante soava – Orochimaru-san compareça a sala da diretoria.
O moreno sorri irônico e olha intensamente para ambos que estavam prestando atenção em cada movimento de Orochimaru – Mais uma vez, obrigada – Dito isso, retirou-se do campo de visão de Minato, Fugaku e da multidão de alunos que prestavam atenção em cada palavra que Orochimaru disse.
Fugaku e Minato ficaram surpresos com o que o papel mostrava, era um print da conversa que ambos tiveram com Orochimaru e só tinha uma pessoa que também tinha acesso a essa conversa. Deidara.
Longe dali Deidara observava tudo.
— Não, não... Não era isso que deveria ter acontecido, eles perceberam e irão contar pro Oro – O loiro se martirizava – Ele nunca vai me perdoar, tenho que sumir, não deixar rastros.
E foi isso que Deidara fez. Sumiu. Quando Orochimaru apareceu em sua casa pedindo ajuda por ter sido expulso da sua cassa, o loiro não morava mais lá, não atendia as ligações e nem dava um sinal de vida, então Orochimaru resolveu esquecer este também e o fez. Minato e Fugaku nunca foram capazes de contar a verdade, não queriam estragar o que Orochimaru pensava ser seu melhor amigo.
FlashBack {off}
— Foi isso que aconteceu – Deidara disse finalizando.
Orochimaru possuía a face repleta por lágrimas, não acreditava naquelas palavras, seu melhor amigo o havia apunhalado pelas costas.
— Como você pode? – Orochimaru gritava – Como pode fazer isso comigo? Como pode pensar só em você? Egoísta, hipócrita, você acabou com a minha vida, eu te adeio.
Neste instante Deidara sentiu um verdadeiro baque em seu coração.
— Nunca vou te perdoar, nunca... – Orochimaru se derrama em lágrimas, não queria acreditar, não poderia ser, sua vida estava perfeita, seu plano estava quase completo, por que isso tinha que acontecer logo agora?
— Me perdoe, por favor, Orochimaru, não conseguirei viver com esse peso de culpa, faço qualquer coisa para obter seu perdão – Deidara suplicava.
— Não quero me igualar a você – Orochimaru sorria entre as lágrimas que não paravam de cair de seus olhos – Te perdoo, mas fique ciente que essa culpa você carregará para sempre, não importa meu perdão, tudo que passei foi por SUA causa, por ter sido expulso de casa, por mentir pra mim mesmo em relação a minha sexualidade para que eu pudesse começar novamente uma faculdade em outra cidade, me casei sem amar e construi esse império de empresas sozinho, mas renegando aquilo que realmente era, que sou e já quero pedir desculpas por tudo que fiz injustamente para Minato e Fugaku, não deveria ter agido daquela maneira e isso também é SUAculpa Deidara. Espero que seja muito feliz de agora em diante, mas nunca mais apareça na minha frente, nunca mais, você era meu melhor amigo, ERA.
Deidara sabia das consequências, mas não fugiria, ficaria de cabeça erguida e não mais fugiria da responsabilidade de seus atos impensados. Após o ultimato de Orochimaru, Sasori veio ao encontro de Deidara o abraçando forte e sussurrando em seu ouvido:
— Viu? Não foi tão difícil, você conseguiu.
O ruivo conseguiu retirar um sorriso amarelo de Deidara, assim saíram da igreja para amenizar um pouco a situação, mas o barraco estava apenas começando.
Isso é tudo culpa sua, sua vaca – Karin avança em Narumi que se mantinha ao lado de Neji.
— Ei, ei, ei.. você não vai encostar num fio de cabelo da minha loira – Neji diz e recebe um olhar assassino de Sasuke – Quer dizer... ah! Você entendeu.
— Saia da frente olhinhos perolados, senão os arranco com as unhas – Karin ameaçava Neji.
— Pare Karin, você está ficando fora de controle – Sasuke dizia preocupado com o bebê.
— Não se preocupe querido, só vou fazer essa Uzumaki virar homem outra vez – Karin dizia em alto e bom som.
— O que? – Neji diz assustado – Como assim sua maluca, você está doida é?
— Eu? A doida ou o doido daqui é ele ou ela, sei lá – Karin se defendia apontando para Narumi.
— Como sabe disso sua desequilibrada? – Narumi quebra o silêncio.
— Eu sei de tudo querida/querido, assim como todos sabem agora – Karin diz se gabando e gargalhando alto – Sabe o que você tem? Você está com recalque por EU estar me casando com Sasuke-kun e não você, mas você não vai conseguir tirá-lo de mim, nunca.
— É o que você pensa amor – Narumi avança pra cima de Karin mas Neji a segura, a loira queria arrancar os cabelos daquela ruiva.
— Oh! Está mostrando as garras, qual é mesmo o seu nome? – Karin fingia pensar – Naruto.
Nisso todos os presentes ali se espantaram, principalmente Neji que soltou Narumi e desmaiou.
— AH! Eu te mato sua vagabunda – Narumi praticamente voou pra cima de Karin, arrancando o véu do cabelo ruivo e tufos do mesmo, tomando cuidado com a barriga de Karin, não queria maltratar o bebê, mas sim a mulher que o gerava.
— Sua aberração! Me larga – Karin rasga uma grande parte do vestido de Narumi.
— Já chega vocês duas! – Orochimaru diz vendo que Karin estava sendo segurada por Sai e Narumi por Sasuke e ambas se olhavam com puro ódio.
— Nossa, eu tive um sonho estranho, sonhei que a Narumi na verdade é o Naruto... Que loucura né? – Neji dizia se sentando no banco próximo a Narumi e Sasuke recebendo a atenção de ambos que sorriam amarelo.
— Não é sonho Neji, me desculpe não ter dito antes, mas é a verdade – Narumi um pouco mais calma esclarece – Sofri uma mutação genética, minha bisavó na verdade era meu bisavô, passou de geração e acabou que me transformei, primeiro foi um choque, mas depois agradeci, por isso tenho a capacidade de ter um filho e posso finalmente ficar com Sasuke sem que a sociedade nos julgue.
— Não acredito que eu estava dando em cima do Naruto o tempo todo – Neji disse para si mesmo, na qual foi o mesmo pensamento de Fugaku que ainda não sabia da transformação da loira – Realmente amo a Tenten, nunca mais vou me envolver com outras mulheres.
— Assim esperamos – Sasuke diz rindo da reação do amigo.
— O que vocês pensam que estão fazendo me ignorando? – Karin tentava a todo custo escapar dos braços de Sai.
— Admita Karin, admita que perdeu, você nunca terá o Sasuke, porque ele me ama e não você – Narumi diz firme – Olhe a sua volta e veja quem realmente vale a pena e te ama.
— Não venha bancar a virgem imaculada – Karin dizia sarcástica – Você sabe que esse tempo todo quem estava ao lado dele era eu, na verdade eu deveria ter passado por cima de você naquela vez, assim não iria ter um problema assim.
— Foi você que me atrepelou! – Narumi perdera todo o controle – Sua vadia, você acabou com minha felicidade, você fez com que eu perdesse meu filho, meu e do Sasuke!
— Ah! Que pena que você não foi com ele também não é? – Karin sorri maligna.
— Já chega Karin! – Orochimaru diz autoritário.
— Mas papai, não era isso que queria? Eu quero o Sasuke-kun todo pra mim – Karin possuía um sorriso doentio – E ainda podemos criar nosso filho juntos.
— Não Karin, foi um erro meu te envolver nisso, olha o monstro que você se tornou, sua mãe jamais aceitaria isso de você e até mesmo de mim, mesmo não a amando como merecia ela sempre fora apaixonada por mim – Orochimaru mostrava-se arrependido por seus atos – Perdoem as ações de Karin, não imaginava que ela ficaria assim.
— Orochimaru, eu a perdoo somente se ela prometer ficar longe de mim e da Narumi, ter esse bebê e o entregar para Sai caso não queira ficar com ele – Sasuke diz sério.
— Prometa Karin – Orochimaru mandava.
— Nunca – Karin dizia séria.
— Karin assim será melhor e por que não construir uma vida com Sai? – Orochimaru diz.
— Não é ele quem eu amo papai – Karin diz choroso.
— Mas nem tudo que queremos podemos ter – Orochimaru dizia olhando levemente para Minato.
— Não, não... nunca – Karin se exalta novamente e escapa do abraço de Sai. A ruiva sai correndo da igreja descontrolada. Se Sasuke não seria dela não seria de mais ninguém, precisava de tempo para pensar em um plano.
A ruiva vê o motorista do carro que a trouxe, o expulsa do carro e o acelera com tudo, não prevendo que sua vida e a do bebê estariam em risco. Após duas quadras a tragédia se tornou real, em uma curva brusca, o carro derrapou e capotou.
As pessoas da igreja estavam aflitos. Orochimaru que ao ver a filha saindo da igreja apressou-se e conseguiu um carro para seguir a filha, neste estava Orochimaru, Narumi e Sai, mas fora tarde de mais.
Ambulâncias se aproximavam, o barulho da sirene se tornava mais estridente, as pessoas que estavam no casamento logo chegavam ao local, assim como a imprensa. Orochimaru mostrava puro desespero ao ver sua filha com o rosto ensanguentado.
— É a minha filha, por favor, a salvem! – Orochimaru gritou e por impulso abraçou Sai que também chorava.
Os primeiros socorros foram rápidos, mas o que fora difícil fora tirar Karin do carro com o vestido de noiva, já que suas pernas estavam presas e mostrava que a ruiva não usava cinto de segurança. Precisavam fazer algo rápido, ainda mais que os socorristas perceberam que a acidentada estava grávida. Ao conseguirem libertá-la, deixaram que Orochimaru fosse na ambulância, mas Sai não pode, o moreno ficou aflito e logo se apressou para comparecer ao hospital dito pelo socorrista.
~
Sai deixou Sasuke e Narumi na igreja para esclarecerem as coisas a alguns convidados que ainda estavam lá e logo se dirigiu para o hospital em que Karin estava sendo encaminhada.
— Com licença, preciso da atenção de todos – Sasuke dizia sério – Este casamento fora cancelado. Karin a ex-noiva acaba de se acidentar.
Fora um grande alvoroço, mas todos começaram a se retirar da igreja e foram cada um para sua casa. O padre era o mais confuso de todos.
— Com licença meu filho, mas você poderia me dizer se vai acontecer ou não este casamento?
— Desculpe padre, mas podemos remarcar? – Sasuke diz com um sorriso amarelo.
O padre concordou com a remarcação do casamento mesmo confuso com a situação, mas não quis insistir naquele assunto. Por todos os anos que viveu, já aconteceram cada coisa durante os casamentos que iria morrer, mas não ia ver de tudo nesse mundo.
Neji se aproximou de Narumi lentamente e tocou de leve em um dos seios da loira.
— Ei, o que pensa que está fazendo? – Sasuke diz raivoso.
— Estou tentando crer que você é o Naru – Neji diz inconformado.
— Vou te mandar as provas, mas pare de me tocar assim, vou contar pra Tenten – Narumi ameaça.
— Está bem, está bem, não conte nada à ela – Neji suplicava de joelhos tirando gargalhadas do casal.
— Então meu filho, o que faremos? – Fugaku aparece com Mikoto.
— Bom, tou-san é melhor vocês irem pra casa, vou passar no hospital para ver o estado da Karin e do Sai.
— Está bem, se cuidem – Fugaku diz piscando para Narumi, mesmo ela sendo o Naruto, não poderia dizer que não era sedutor no corpo de mulher.
— Vocês também senhor Minato e Kushina, sugerimos que vão para casa, hoje fora um dia daqueles – Sasuke diz.
— Eu que o diga – Kushina sorri – Fez o que prometeu senhor Sasuke, agora cuide da minha pequena ok?
— Claro Kushina-chan – Sasuke diz sorrindo.
— Se você a fizer chorar eu o mato entendeu? – Kushina que estava abraçando Sasuke sussurra no ouvido do moreno, fazendo este engolir em seco pela ameaça feita pela agora sogra.
Narumi se despede de seus pais e não espera nem mais um segundo, agarra Sasuke com toda sua vontade e saudade que a preenchia, selando seus lábios com o do moreno em um beijo avassalador, um pouco demais para o local em que estavam.
— Senti muito a sua falta, por todo esse tempo que estivemos separados – Narumi diz.
— Também senti meu amor – Sasuke diz e ia volta a beijar Naru quando Itachi aparece.
— Parem de fazer isso dentro da igreja, que pecado – Itachi os repreende de forma sapeca – Não precisaremos mais disso não é?
— Não mesmo – Sasuke confirma e Itachi rasga todos os documentos falsos, não deixando sobra alguma – Obrigada Itachi, não saberia o que fazer sem você.
— Imagina irmãozinho e norinha – Itachi diz – Desejo a vocês toda a felicidade do mundo, e obrigada especialmente a você Naru, por ter mudado esse meu irmão birrento e mandão que eu tinha.
— Itachi! – Sasuke sentia-se intimidado.
— Você sabe que é verdade — Itachi diz e sai da igreja ao encontro de sua mulher.
— Itachi baka! – Sasuke murmura e é tirado de seus devaneios por um selinho inesperado.
— Vamos, você sabe que ele está certo – Narumi abraçava Sasuke.
— Ah! Não, até você? – Sasuke fazia bico.
— Oun, que fofo fazendo bico – Narumi dizia para irritar Sasuke e o beijando – Ainda bem que terminou tudo bem.
— Bom, quase tudo, mas ainda não terminou – Sasuke diz e sai da igreja com Narumi em direção ao hospital.
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O hospital estava agitado, normal naquela época do ano.
Naru e Sasuke procuravam por Sai e Orochimaru, não demoraram muito e os encontraram na sala de espera um pouco afastada.
— Então? – Sasuke se senta ao lado de Sai – Alguma notícia?
— Nada ainda Sasuke – Sai dizia aflito – Como ela pode ser tão cabeça dura?
— Não sei Sai, mas já estava se tornando algo doentio – Sasuke dizia.
— Eu deveria ter percebido antes – Orochimaru dizia e olhava serenamente para Narumi – Me perdoe pelas coisas horríveis que Karin fizera com você e pelo meu incentivo a ela também.
— Shii... – Narumi se aproxima de Orochimaru o abraçando, sabia que aquele momento não estava sendo fácil pra ele, sendo o pai de Karin – Vamos falar disso depois.
— Ok – Orochimaru tentava se acalmar respirando pesadamente em consequência do choro constante.
— Não disseram nada em relação à Karin? – Naru pergunta pois não tinha ouvido o que Sai dissera.
— Disseram que ela estava em trabalho de parto, que era muito arriscado – Orochimaru dizia.
— Entendo – Naru murmura.
30min depois...
O médico que atendeu Karin aparece para das às notícias, mas pela feição não eram nada boas.
— Então doutor, Karin está bem? – Sai pergunta.
— Infelizmente não conseguimos salvar o bebê e consequentemente tivemos que fazer a retirado do útero, sinto muito – O médico diz calmo fazendo uma pausa para respirar – Karin teve uma fratura na coluna, causada pelo não uso do cinto de segurança, não sabemos ainda qual é o resultado disso, só poderemos dizer com certeza se essa lesão afetou algo quando ela acordar.
— Podemos vê-la? – Orochimaru pergunta.
— Ainda não – O médico diz – Mas vão para casa, descansem e amanhã a partir das 14h podem vir vê-la.
— Está bem doutor – Sai diz se levantando.
— Quer que eu te leve pra casa Orochimaru? – Sai diz educadamente.
— Não precisa, sua casa fica do outro lado, eu pego um taxi, mas obrigada pela oferta – Orochimaru se levanta e caminha lentamente em direção a recepção.
— Sasuke – Sai fala chamando a atenção do moreno – Posso ir ao seu apartamento? Quero buscar as coisas de Karin.
— Claro – Narumi responde por Sasuke, já que o apartamento é dela também.
— Vamos? – Sai fala.
— Hai – Sasuke confirma seguindo Sai.
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Enfim, sós, sem nada que lembrasse a presença indesejada de Karin no apartamento o finalmente casal aproveitava para matar a saudade.
— Sa-Sasuke vamos pro quarto – Naru dizia ofegante pelo beijo que recebera.
— Como queira – Sasuke pega Narumi no colo e a leva para seu quarto, a depositando cuidadosamente na cama e subindo por cima do corpo da loira.
— Está melhor? – Sasuke diz não perdendo o contato com Narumi.
— Hai – Naru responde, mas logo é calada por outro beijo que fora prontamente correspondido.
O beijo começara calmo, mas logo se transformara em um beijo selvagem, as línguas se entrelaçavam, cada um explorava cada canto da boca do outro, não deixando nada passar, as mãos de Sasuke passeava pelo corpo da loira que tanto lhe fez falta e agora o que lhe faltava era ar. Sessaram o beijo em busca de ar, ambos ofegavam, mas só aquele contato era pouco.
Sasuke impaciente rasgou o que faltava do vestido de Narumi, a deixando apenas de roupas íntimas, mas logo estas também foram retiradas. As mãos delicadas de Narumi terminavam de abrir a camisa que Sasuke usava e descia para abrir o zíper da calça social do moreno. Parecia uma noite de núpcias, mas com um pouco mais de desejo.
Sasuke após retirar toda a roupa olhou intensamente para Narumi que corou com aquele olhar com um misto de luxúria e impaciência. Aproximou-se do ouvido direito de Narumi e sussurrou:
— Aishiteru minha hime.
— Também te amo Sasuke, te amo muito, nunca mais se separe de mim – Narumi dizia temerosa.
— Prometo, nunca mais me separarei de você – Sasuke diz olhando nos olhos de Narumi, como amava aqueles olhos.
Sem perder tempo beijou novamente a loira, mas dessa vez mais calmamente. Agora sentia a pele macia de sua amada, cada pedacinho do corpo. Como havia sentido falta, mas nunca mais teria essa sensação de perda novamente, se assim Kami-sama permitir.
Sasuke sessou o beijo descendo para o pescoço de Narumi, dando uma atenção especial. Narumi por sua vez já estimulava o membro de Sasuke com uma das mãos, sabia que ele adorava. O moreno descendo para os mamilos da loira observou que deixou marcas visíveis no pescoço de Narumi e que mais tarde esta iria ficar louca com ele, mas não se importou com isso, aproveitaria o momento. Sem mais delongas Sasuke abocanhou o mamilo direito enquanto massageava o esquerdo, sabia que ela era mais sensível do lado direito.
— Hum... Nn.. – Narumi gemia.
Sasuke ora lambia ora mordiscava, uma sensação muito boa para a loira. Sasuke trocou de mamilo, agora dava certa atenção ao mamilo esquerdo e massageava o direito. Naru intensificava os movimentos de vai e vem no membro já pulsante de Sasuke, queria lambê-lo, mas Sasuke a estava deixando louco com aqueles toques. Narumi fora tirada de seus devaneios ao sentir a língua de Sasuke em uma de suas coxas, lambendo-a e beijando. Suspirou profundamente quando o moreno passou levemente a língua em seu clitóris. Queria mais, necessitava de mais e percebendo a reação da loira Sasuke começou a estimulá-la. Narumi não mais alcançava o membro de Sasuke, mas o recompensaria.
— AH.. Sasuke... Tão bom... – Narumi dizia – Mais...
O moreno fazia movimentos circulares com a língua naquela região, chupava com certa força, mas que agradava e muito. Introduziu um dedo na entrada de Narumi, verificando se estava pronta e esta estava, parou com os movimentos se ajeitou entre as pernas da loira, mas este foi parado.
— Não, não – Narumi sorria sedutora – Agora é a minha vez.
Narumi troca de posição com Sasuke, ficando por cima. Encarava o grande falo a sua frente, aquilo lhe dava água na boca. Não pensou nem duas vezes, abocanhou o membro de Sasuke de uma só vez.
— Ah... ah... nossa... – Sasuke não conseguia formular uma frase para descrever as sensações que estava tendo.
A loira o encarava provocante e continuava com movimentos de sobe e desce com a boca, lambendo da base até a glande do pênis, chupando e fazendo Sasuke delirar. Ficaram naquilo alguns minutos, Narumi percebendo que Sasuke estava para chegar a seu ápice para a masturbação, recebendo um resmungo de reprovação. A loira vai até o criado-mudo do quarto e encontra o que esperava: camisinhas, ela mesma coloca em Sasuke e olha com desejo, não queria correr o risco de ficar grávida novamente, não neste momento, ainda era cedo para terem outra surpresa.
Sasuke já pronto puxa Narumi para seu colo a beijando, a loira ergue seu quadril pra que o moreno pudesse posicionar seu membro para que Narumi cavalgasse e assim o fez.
— Aah.. nya..huum – Narumi gemia enquanto deslizava pelo membro rijo de Sasuke.
— Hum... Você está bem Naru – Sasuke se preocupava.
— Sim, é que faz tempo que não fazemos – Naru explica.
— Tomarei cuidado – Sasuke diz beijando a testa de Narumi e começando com leves estocadas.
Subia e descia, Narumi agora já estava em puro êxtase, estava agarrada ao pescoço de Sasuke e pedia por mais. Logicamente Sasuke não recusaria tal pedido.
Agora com estocadas fundas e rápidas uma leve camada de suor cobria ambos os corpos, gemidos preenchiam o local, nem se importavam se os vizinhos ouvissem, estavam se amando e qual o problema nisso?.
Sasuke trocou de posição, deixando Naru de quatro apoiando somente a cabeça no travesseiro, fazendo com que a loira se empinasse toda pra ele e o mesmo teve uma ótima visão. Agora as investidas eram mais precisas e intensas, fazendo Narumi gritar de prazer, assim como Sasuke gemia mais alto.
— Nyaah ... Sa-Sasuke... Assim – Narumi falava não se contendo.
— Hum.. Naru... muito bom – Sasuke gemia.
Naru começou a ter espasmos de prazer.
— Eu vou.. hum .. Sa-Sasuke – Naru não conseguia pensar direito.
— Eu também.. Naruu.. aaah! – Sasuke estava chegando ao seu ápice.
— Ahh.. huum..- Narumi chegou ao ápice e com mais duas estocadas Sasuke chega também.
— Huuum – Sasuke gemia ao se retirar de dentro da loira.
— Isso foi muito bom – Narumi arfava tentando se recuperar do orgasmo.
— Concordo – Sasuke abraçava Narumi fazendo com que ela se aconchegasse em seu peito desnudo.
— Te amo Naruto – Sasuke diz acariciando a cabeleira loira, mas não obteve resposta, Naru estava dormindo. O moreno sorri e se deixa levar pelo sono.
Na manhã seguinte Narumi acorda e percebe que está sozinha no quarto, torcia pra que tudo aquilo não tivesse sido apenas um sonho, obteve sua resposta quando Sasuke entrou com uma bandeja com café da manhã.
— Bom dia meu amor – Sasuke diz colocando a bandeja em frente a loira e dando um leve selinho.
— Bom dia – Naru responde feliz – E pronta para devorar a deliciosa refeição preparada por Sasuke.
— Coma – Sasuke diz gentil – Tem tudo que gosta.
— Com certeza – Narumi come um pouco de cada coisa que havia na bandeja.
O casal passou uma manhã maravilhosa com mais uma dose de amor.
~
Quando o relógio marcava 14h15min quando Narumi e Sasuke saiam para ir ao hospital, mesmo com tudo que Karin havia feito, o sentimento de ódio que Narumi tinha fora substituído por pena e assim resolveram ir visita-la. Ao chegarem lá, encontraram Sai na sala de espera, este esperava Orochimaru que havia acabado de entrar.
— Yo Sai – Sasuke o cumprimenta.
— Yo Sasuke, Narumi – Sai cumprimenta desanimado.
— O diagnóstico já foi feito? – Naru pergunta.
— Sim – Sai diz sério – Ela ficou paraplégica e com sequelas, bateu a cabeça, mas não sabemos o que afetou, o médico disse que ela está sendo analisada por um psicólogo.
— Sinto muito Sai – Sasuke dizia.
— Não sinta tanto Sasuke, foi consequência do que ela aprontou – Sai continuava sério – Mas eu estou disposto a cuidar dela.
— Você realmente a ama né? – Narumi sorri levemente.
— Mesmo os maus merecem amor não?! – Sai diz com um sorriso fraco.
— Sim – Naru afirma.
— Bom, tenho que dar uma olhada na boate, vocês poderiam avisar ao Orochimaru que volto mais tarde? – Sai diz se levantando.
— Claro – Sasuke diz.
— Obrigado amigo – Sai abraça o moreno.
— Imagina é pra isso que servem os amigos – Sasuke retribui o abraço.
Sai se despede de Narumi e tenta ocupar a cabeça com algo.
~
Após alguns minutos Orochimaru aparece, possuía o rosto choroso, mas aliviado.
— Yo Orochimaru – Sasuke diz se levantando e indo em direção ao moreno mais velho.
— Yo casal – Orochimaru os cumprimenta.
— Sai nos pediu pra avisar que voltará mais tarde para ver Karin – Sasuke diz.
— Aquele rapaz realmente ama minha filha não é? – Orochimaru sorri fraco.
— Sim – Naru responde.
— Acho que pelo menos assim Karin conseguirá ser feliz, quem sabe... – Orochimaru dizia.
— Sei que Sai será capaz de fazer Karin muito feliz – Sasuke diz.
— Obrigada por ter feito a coisa certa Sasuke – Orochimaru falava sinceramente.
— Estava seguindo o meu coração – Sasuke diz abraçando carinhosamente Narumi.
— De repente vocês terão uma surpresa – Orochimaru sorri.
— Surpresa? – Naru não entendia.
— Sim, bom, tenho que ir ja ne – Orochimaru se despede.
— Ja ne – Sasuke diz curioso.
~
Ao entrarem no quarto onde Karin se encontrava primeiro tiveram um susto, a mesma estava com curativos na cabeça, braços e pernas, mas viva. Aproximaram-se fazendo a ruiva prestar atenção neles.
— Olá – Sasuke diz – Como se sente?
— Quem-quem são vocês? – Karin tinha um pouco de dificuldade para falar e os olhava como nunca os tivesse visto.
— Mas o que? – Naru sussurra para Sasuke – Não acredito. Será essa a surpresa?
— Acho que sim – Sasuke sorri minimamente.
A ruiva ainda os olhava com um ponto de interrogação na cabeça.
— Conhecidos do seu pai, sabemos do acidente e viemos lhe visitar – Sasuke diz.
— Oh! Obrigada por virem e por acaso vocês sabem onde está o meu bebê? – Karin pergunta procurando pelo quarto – E por que não sinto minhas pernas?
— Seu pai não lhe contou? – Narumi indaga.
— Sim... Ele disse que iria trazer o meu bebê – Karin sorri de forma doentia – Você conhecem o meu bebê?
Com aquela pergunta Narumi lembrou-se que o médico havia dito que teve que tirar o útero de Karin, ela nunca mais poderá ter filho, como Orochimaru arranjaria um bebê?
— Não conhecemos, você nos apresentará ele? – Sasuke pergunta.
— Sim – Karin sorri – Como você se chama?
— Sasuke e está é a Narumi – Sasuke diz temendo que ela o reconhecesse.
— Prazer sou Akie – Karin sorria.
— Akie? – Sasuke ficou confuso.
— Será essa a surpresa? – Narumi repete a pergunta de antes.
— Não sei nem mais o que dizer – Sasuke diz sincero – Bom Akie temos que ir.
— Ah! Já? – Karin/Akie fazia uma expressão triste – Então até logo.
— Até – Narumi respondeu percebendo a mudança de personalidade de Karin.
— Até – Sasuke se despede.
Ao saírem do quarto encontram novamente Orochimaru, este carregava uma boneca. O bebê da Karin.
— Estão indo já? – Orochimaru fala – Gostaram da surpresa?
— Estamos sim, mas qual das surpresas? – Narumi fala.
— Deixe-me explicar, o médico me disse que como ela bateu a cabeça, a parte afetada fez com que perdesse uma parte da memória, no caso, tudo que envolveu vocês – Orochimaru dizia calma.
— Ai meu Kami-sama! – Narumi ficava um pouco feliz – Sério?
— Sim, e é permanente essa perda, então não se preocupem, ela não irá perturbar vocês mais, nunca mais – Orochimaru sorri mesmo com algo tão triste que acontecera com sua filha – Em contra partida ela criou uma personalidade que ainda não conhecemos muito bem, mas isso é o de menos.
— Obrigada Orochimaru – Sasuke diz.
— Imagina, vocês mudaram a minha vida – Orochimaru faz uma leve reverência e entra no quarto onde Karin está.
O casal pode ver o quão feliz Karin ficara ao pegar seu bebê de mentirinha no colo, no jeito que o ninava, a ruiva pensava que era real, loucura, com toda certeza, mas de certa forma ela teve o castigo merecido, mesmo tendo a morte dela desejado, até Narumi achava que assim ela iria pagar pelo que fizera contigo pelo resto da vida. Desejava que nunca recobrasse a memória e que Sai tivesse forças para fazê-la feliz.
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Alguns meses depois...
— Uchiha Sasuke aceita Uzumaki Narumi como sua legítima esposa? – A voz do padre ecoava pela igreja e dessa vez terminariam o casamento corretamente.
— Sim – Sasuke diz.
— Uzumaki Narumi aceita Uchiha Sasuke como seu legítimo esposo? – O padre pergunta novamente.
— Sim – Naru sorria.
— Com o poder investido em mim eu vos declaro marido e mulher, pode beijar a noiva – O padre findava a cerimônia.
Sasuke se aproxima de Narumi e a beija com todo carinho, aplausos e assovios preenchiam o local, a felicidade de ambos estava completa, ou quase isso.
~
Na festa, quando o jantar foi servido o cheiro de algo frito fez com que Naru passasse mal, nada muito grave, mas que despertou a curiosidade de Sasuke que a acompanhou até o banheiro que era exclusivo do casal.
— Naru, você está bem? – Sasuke pergunta preocupado.
— Sim amor – Narumi responde.
— Pode começar a dizer – Sasuke encarava a loira.
— Parabéns! – Naru diz sorrindo.
— Pelo quê? – Sasuke diz confuso — Ah! Sim, por que finalmente estamos casados?
— Não der – Narumi diz calmamente, como Sasuke poderia ser tão lento? – Acho que a nossa lua de mel não será exatamente em dois
— Meu Kami! Não me diga que está... – Sasuke sorria agora entendendo a situação.
— Sim, estou grávida de três semanas – Naru diz feliz.
— Obrigada amor, foi o melhor presente que pude ganhar – Sasuke abraça Naru e a gira no ar.
— Amor... er .. eu vou vo-vomitar – Naru se desvencilha do abraço de Sasuke e corre pro banheiro.
— Gomen – Sasuke diz ao observar o que fizera e coça a nuca – E lá vamos nós.
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Após a lua de mel, o casal aproveitara o máximo o tempo juntos amenizando a saudade que ainda sentiam um pelo outro, mas não contavam com uma surpresinha que os aguardavam na volta para casa.
— Enfim em casa! – Sasuke se jogava no sofá do apartamento do casal.
— Também estava com saudade do nosso apartamento – Narumi fala – Não sei por que você inventou de passar na casa do Nagato durante nossa lua de mel, você viu como ele reagiu quando contamos a história da minha transformação? Riu um monte, aquele baka.
— Ah Naru, mas ele precisava saber, além de ele ser seu irmão mais velho, ele mora quase do outro lado do mundo e ainda ele disse que Kushina-chan não havia contato nada sobre o assunto quando ele ligou para sua casa – Sasuke explicava.
— Mas nem pro nosso casamento ele não conseguiu vir – Naru dizia emburrada, claro os hormônios de grávida.
— Não fique brava meu amor – Sasuke puxava Naru para sentar em seu colo – Ele estava cuidando da filial dos nossos pais, você sabe muito bem disso e agora que ele arranjou uma namorada lá, duvido que venha nos visitar tão cedo.
— Aquele Nagato, não se prendia a nenhuma mulher, agora está com uma namorada, como as coisas realmente mudam – Naru dizia com ciúmes do irmão.
— E como mudam – Sasuke se referia a transformação de Naruto — Mas ele ainda te ama, pode ter certeza, ele até te achou muito sensual.
— Sasuke! – Narumi se irritava – Ele é meu irmão! Aquele baka.
— Não faz esse biquinho de emburrada minha loirinha – Sasuke dizia e se aproximava para roubar um beijo da loira, com sucesso.
— Mudando de assunto Sasu, estou me sentindo estranha ultimamente – Narumi reclamava.
— Enjoo de novo? – Sasuke fala.
— Não sei, parece diferente – Narumi falava acariciando a barriga ainda lisa – Espero que não seja nada com o bebê.
Sasuke percebendo a aflição da loira a abraça dando-lhe confiança.
— Não deve ser nada amor, nosso(a) filho(a) está seguro(a), acredito nisso e você também deveria meu anjo – Sasuke dizia e dava um beijo caloroso na testa da loira e a mesma assente.
— Vamos dormir minha hime? De repente quando acordar estará melhor – Sasuke diz enquanto puxava Narumi para o quarto.
~
Naquela noite se amaram mais uma vez, mas não sabiam o que aconteceria quando acordassem.
10h da manhã...
— Huum... – Sasuke se remexia na cama abrindo os olhos lentamente, sentia ser abraçado mais fortemente por Narumi, mais que o normal.
Olhando para o lado onde Narumi deveria estar, percebeu que o corpo que havia ali não era o dela, a estrutura era maior.
— AAAH! – Sasuke grita acordando a figura ao seu lado e acaba caindo da cama.
— Huum, Sasuke deixe-me dormir mais um pouquinho – Naruto reclamava.
— Na-na-Naruto? – Sasuke olhava desconfiado.
— É claro que sou eu – Naruto abre os olhos azuis e percebe que seu corpo feminino desaparecera – Meu Kami, não acredito.
— Nem eu – Sasuke dizia se recompondo e sentava na cama — Tenho que parar com esses ataques.
— Como aconteceu? – Naruto se perguntava.
— Não faço ideia – Sasuke coçava a nuca nervoso.
— O bebê – Naruto se desesperava – E agora, meu Kami, será que...
— Não Naru – Sasuke também temia pelo pior já que Naru voltou a tomar a forma de homem.
— Sasuke.. – Naruto possuía os olhos repletos de lágrimas.
— Vamos para a clínica da Sakura – Sasuke dizia convicto enquanto se vestia.
~
Sasuke dirigiu rápido até a clínica, após alguns minutos chegaram e Ino estava passando pela recepção quando vira Naruto e Sasuke.
— Meu Kami! – Ino aparecia – Naruto! Você voltou a ser homem!
— Yo Ino-chan – Naru sorria levemente contendo sua ansiedade – Sakura-chan está?
— Você nem vai perguntar como estou? Que amigo cruel que eu tenho e a lua de mel? Olá Sasuke-kun. – Ino se queixava enquanto observava que Narumi voltou a ser Naruto.
— Yo Ino-chan – Sasuke sorri de lado.
— É que estou meio com pressa, depois te conto tudo detalhadamente – Naruto dizia.
— Ela está na sala dela, podem ir até lá – Ino dizia – Você sabe onde é Naruto?
— Hai – Naruto confirma e vai em direção a sala da amiga.
~
Ouvem-se duas batidas na porta e um leve entre.
Sasuke e Naruto entraram na sala de Sakura fazendo a mesma quase surtar.
— Narutooo! – Sakura se levanta e praticamente corre em direção ao loiro – Meu Kami, você voltou a ser homem!
— Sim Sakura – Naruto falava calmo.
— Mas por que essa carinha de triste? – Sakura dizia.
— Sakura você pode me examinar? – Naruto falava mostrando sua aflição e Sasuke apenas o incentivava com o olhar.
— Por que Naru? Está se sentindo estranho? – Sakura começava a se preocupar.
— Na verdade não, não sinto nada de diferente e é isso que está me preocupando – Naruto segurava as lágrimas com medo de suas próprias palavras.
— O que houve Naru? – Sakura guiava o loiro para que se sentasse.
— Eu estava grávida Sakura, mas não sei se estou mais agora que mudou meu corpo – Naruto dizia devagar.
Com aquilo Sakura se assustara e não descartava a possibilidade da perda do filho que o loiro esperava, mas naquela situação nada seria uma surpresa.
— Vamos para a sala de ultrassom – Sakura dizia e caminhava para uma sala ao lado da sua – Deite-se ai.
Naruto fazia tudo o que Sakura dizia preocupado com o que teria como resposta. Sasuke estava sempre segurando a mão do loiro.
— Bom, irei passar o gel e ver se há o útero ainda, está bem? – Sakura dizia receosa.
— Sim – Sasuke se pronunciava e olhava para Naruto que também assentia.
Ao passar o aparelho de ultrassom a rosada teve um susto.
— Meu kami! – Sakura deixou escapar. Naruto apertava fortemente a mão de Sasuke já prevendo o pior.
— O que foi Sakura? – Sasuke perguntava.
— Está aqui – Sakura sorria – Seu bebê está bem, por incrível que pareça o útero se instalou e o que me parece é que você está produzindo óvulos e não espermatozoides... Mas bom, vamos fazer um exame de sangue e o analizarmos, mas por agora descanse e alimente-se bem, fique tranquilo, seu bebê está bem e com um bom desenvolvimento.
Um grande alívio se instalou na sala, Sasuke não aguentando beijou Naruto profundamente.
— Obrigada por esse presente – Sasuke dizia sorrindo.
— Obrigada você – Naruto sussurrava.
— Só uma coisa, como o bebê vai ... – Sasuke se preocupava.
— Nascer? – Sakura completa – Por cesariana.
— Ah sim – Sasuke fala envergonhado.
— Não se preocupe, ele ficará bem – Sakura sorri e sai da sala para arrumar os preparativos para a retirada do sangue de Naruto, deixando o casal aproveitar o momento de felicidade.
Saindo da clínica voltaram para casa, dariam a notícia para os pais de Sasuke e Naruto sobre a transformação do loiro e com isso, a vida deles voltaria ao normal, ou quase isso.
"Alguns podem dizer que este é o fim, mas o que os aguarda é apenas o começo"
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