De Repente Deusas

7 Minha nova família, e uma nem tão boa conversa com os deuses


Notas iniciais
Oiiiiiiiiiiiiiiiii! aqui é a The girl who reads books! Sei que demorei um pouco , estava resolvendo alguns assuntos importantes... mas... enfim, tá aqui o cap, ó ká?

Quando eu acordei, tudo que vi foi uma massa de cabelos loiros em cima de mim.

– Jade?- perguntei

– Laura!- ela me abraçou forte. Graças aos deuses eu não sentia mais dor.

Devagar, me sentei na cama e olhei ao redor. Eu estava na enfermaria. Ao meu lado, Luísa e Will Solace cuidavam de Jack.

Olhei para o teto... Não estava com a mínima vontade de relembrar o que tinha acontecido.

– Seu ombro está melhor?- Jade perguntou

– Meu...- eu precisei de um tempo para processar- Ombro..?

– é... você tinha deslocado ele.

– ah... deve ter sido quando eu cai...

– Caiu...? Caiu da onde? Quando?

– Eu...

– Talvez seja melhor começar pelo começo, Laura.- Quíron apareceu do outro lado da cama, me assustando. Ou será que ele já estava ali e eu não tinha percebido?

Relutante, eu passei a contar-lhe tudo sobre a minha breve luta. Mesmo aos meus 16 anos, nunca me sentia nada heroica depois de qualquer luta. Sinceramente, a única coisa que eu costumo sentir é dor. { Lully: Porque você não luta como a diva aqui!} { Sai daqui vudoo! Está na minha vez de narrar!} { Jade; aff ¬¬ ela usa está em vez de tá! Que brega! Isso é tão 2009!} { Eu falo do jeito que eu quiser Jade ¬¬} { Jade: plagiadora ¬¬} { Luísa: querem parar! Parece criança ¬¬} { Jade: falou a adultona, né?¬¬} { Querem parar de usar ¬¬?!} { Jade: Tão simpática!} {Luísa: porque será que ela nunca consegue um namorado?} { Falou A pegadora , não?} { Luísa: Porra! Golpe baixo! T.T} { Voltando...}

– Talvez isso explica o porque os deuses querem falar com vocês.- a expressão do centauro me deixou muito preocupada.- Aparentemente, o acampamento não é o único alvo desses monstros...

– Eu já entendi.- e o interrompi- pelo visto eles só se importam quando o problema atinge eles, não?

– Acho que você não está muito bem.- Quíron concluiu. O que me fez perguntar-me se sou assim tão fiel as princípios dos semideuses a ponto de quando falo o que realmente penso as pessoas acharem que estou doente ou delirando. [ Luísa: isso se chama caretice...} { Vá a merda!} { Jade: caraca! A careta falou um palavrão} { Luísa: você considera Merda um palavrão?! Eu esperava mais de você Jay...} { Dá licença! A vez é minha!} { Jade e Luísa: grossa!}

– Mas.. acho que tenho uma boa notícia para você. Tem uma pessoas que vai querer falar com você quando voltar da reunião no Olimpo.

– Posso saber quem?- perguntei

– Ainda não.- ele sorriu . As vezes eu acho que ele gostava de fazer mistério.{ Luísa: As vezes?!}

– Quando eles querem nos ver?- Jade interrompeu

– Hoje. Pra ser mais preciso: agora.

Eu grunhi e me joguei na cama. Tudo que eu menos queria era ver era meus dois pais divinos/malucos/idiotas/malignos. { Jade e Luísa: apoiado, apoiado}

– Deuses!- Jade exclamou

– O quê?- me sentei de novo na cama.

– Você!

Eu passei as mãos pelo rosto, a procura de alguma anormalidade. Nada.

– Como assim, eu?

– Nunca pensei que pudesse se comportar como uma criança birrenta!

Peguei o travesseiro e bati nela. Depois, voltei-me para Quíron.

– Eles sabem... da ... Profecia que a Rachel falou alguns dias atrás.

– Provavelmente.

– Quem vem me ver mais tarde?- eu perguntei em seguida para ver se ele respondia no impulso.

Mas, Luísa se aproximou e ele se calou.

– Quírion disse que os deuses querem nos ver... – comecei a falar, sem tirar os olhos das minhas mãos

– E daí? – a filha de Apolo disse.

– Que , bem... nos vamos ter que voltar lá no Olimpo. – falei, mesmo que contrariada.

– Sem testemunhas eu não vou.

– Luísa, o que eles tem para falar é muito importante...

– não estou nem ai, Quírion. Não estou muito afim de falar com eles.- ela disse limpando suas mãos na barra da camiseta.

–Lully... – tentou Jade.

– Sabe, — Luísa riu sem humor – que Ally me disse que eu deveria perdoar meus pais... ela adora nosso pai... claro ele sempre cuidou dela melhor do que nos ...

– Alysson tem outros problemas...- começou Quírion, parando logo depois. Em qualquer outro momento eu teria dado atenção á conversa. Mas, o fato de ter de rever minha mãe me deixava nervosa, com vontade de berrar e espernear.

– Ah, tem? – Luísa arqueou as sobrancelhas ,parando de limpar as mãos.

– Isso não vem ao caso- disse ele – vocês tem que ir ao Olimpo. Agora.

– Vamos , Luísa. – disse Jade- Vai ser rápido.

A menina fez uma careta demonstrando sua insatisfação com o desfecho da conversa e, por fim, berrou

– Wiiiiiiiiill

– Chamou?- perguntou ele surgindo na porta.

– Eita que brota do chão! – disse Jade, assustada.

Will fez cara de poucos amigos para ela.

– Tome conta do pessoal. Eu vou sair. – Ela disse pegando sua jaqueta.

O menino assentiu enquanto eu me levantava da cama.

Como de esperado , Argos nos esperava na van do acampamento. Sentei-me entre Jade e Luísa, passando o tempo todo pensando no que faria se minha mãe tentasse uma “conversinha”.

Mais , rápido do que eu esperava , chegamos ao Empire State e Luísa apertou o botão para o 600º andar. A subida inteira tudo o que pode ser ouvido foi uma música dos anos 60. Nem era tão ruim assim...

Enquanto rumávamos para a sala dos tronos, eu observava a bela arquitetura local. Toda vez que vinha ao Olimpo me perguntava como seria a Grécia nos tempos antigos. Mas.... Para a minha felicidade ,{ sim Jade , estou dizendo ironicamente.} { Jade: eu sei que você me ama!}, Jade começou a me arrastar pelo braço dizendo:

– Oh! Criatura....

Depois do que me pareceram anos, chegamos ás portas da sala dos tronos. Todas paramos.

– Faça as honras.- brincou Jade, fazendo uma meia referencia para mim. Eu riu e empurrei a porta.

O salão estava lotado. TODOS os deuses estavam lá, inclusive os menores. Isso me deixou tão nervosa que quase vomitei.

– Entrem. – disse Zeus – temos muito o que conversar.

Eu engoli em seco, mas , por mais incrível que possa parecer, eu fui a primeira a entrar. Quando estávamos as três no centro eu me senti como em um circo e eu fosse a atração principal.

Eu vou mostrar quem é o palhaço. Pensei.

Endireitei minhas costas e disse:

– Concordo que temos muita a conversar, senhor. – minha voz soou confiante pelo salão.- Mas, vossa senhoria poderia nos dizer a causa de tal convocação? Por favor?

O senhor do Olimpo assentiu e começou a dizer:

– A pouco tempo, ocorreu uma batalha, aqui mesmo, no Olimpo. Monstros feitos de modo parecido aos que atacaram o acampamento.

– Eles também se dissolviam em areia negra?- Luísa perguntou

O senhor do Olimpo assentiu.

– Existe algum jeito para que possamos vê-los?- Perguntei

Hécate se aproximou e formou monstrinhos de névoa. Dois deles eram idênticos aos que eu já conhecia. Os outros três eram um pouco diferentes... Um deles era vagamente humanoide, mas era como se fosse feito de fumaça negra. Um parecia uma mistura entre dragão e um jacaré. Quanto ao outro, tinha cabeça de lobo, corpo de tigre e cauda de ... zebra?

– Uma estratégia interessante...- comentei sem pensar.

– Perdão?- Poseidon perguntou

– Eu aposto que os primeiros monstros a aparecer por esses aqui.- eu apontei para os dois que já conhecia. A maioria dos deuses a minha volta assentiu.- Eu já tinha desconfiado antes mas... achei bem cruel.

– O quê?- Hera perguntou se aproximando. Não que ela já tenha feito algo contra mim, porém eu não conseguia confiar nela.

– Bem... não conheço a força dos outros , contudo- me virei para eles- suponho que os monstros tenham sido feitos em escala. Mais fáceis e mais difíceis.

– E?- a rainha do Olimpo me questionou

– E que esses dois monstros foram ... Não vou dizer fáceis porque nenhuma luta é mas... razoáveis. Como se tivessem sido levados para o acampamento só pra assustar. E usados aqui, para cansar vocês... dificultando a luta com os mais fortes.

Alguns deuses assentiram, outros murmuraram algumas coisas, todavia, a maioria ficou me encarando.

– Faz sentido-Zeus admitiu

– Faz muito sentido.- Artémis corrigiu.

Eu a encarei, talvez tenha sido loucura minha, mas pude ver um esboço de um sorriso nos lábios dela. Isso me deu uma injeção de ego. Endireitei a postura e levantei a cabeça. Estava na hora de mostrar a que vim e o quanto valho.

– Enfim...- Hades quebrou o silencio. Eu só havia percebido a sua presença agora. Ele me deu a impressão de estar angustiado. O que poderia deixar o deus da morte assim?- Esses monstros nos preocupam. E muito.

– Como assim?- Luísa indagou

Deméter deu um passo a frente e disse:

– Eles podem nos machucar. Podem causar sérios ferimentos.

Olhei para o rosto dela. A deusa tinha um grande corte no lado esquerdo do rosto. Luísa e Jade pareceram entender também. Lully, principalmente.

Foi então que olhei para cada um dos presentes na sala. Todos eles tinham alguma marca de uma recente batalha. Mais do que em um instinto, olhei para minha mãe: ela tinha um ferimento nada bonito no braço direito. Mesmo a contra gosto fiquei preocupado com ela. Porém, foi quando olhei para Hades que me lembrei do que faltava.

– Onde está Perséfone?- Jade foi mais rápida.

Eu consegui ouvir Deméter chorando e Hades baixou a cabeça.

– Perséfone foi gravemente ferida em batalha...- Zeus disse cabisbaixo.

– Será.... que podemos falar com ela?- Luísa perguntou

Ouve uma troca de olhares rápida entre o senhor do Olimpo e a Deusa da colheita. Aparentemente, Deméter venceu essa. { Luísa: é... Mamis arrazanu!} { Meus deuses ! Sai daqui criatura!}

– Venha comigo.- A deusa caminhou até as grandes portas do salão com Luísa logo atrás.

– Vou com ela.- Jade cochichou em meu ouvido.

Quis protestar. Tudo o que eu menos queria era ficar sozinha ali. { Jade: covarde!} { Da próxima vez fica você então!}

Um grande silencio ocorreu depois da saída delas. Por menos crível que isso pareça, fui eu quem quebrei-o.

– Vocês tem alguma amostra do que feriu-os?

Hefesto trouxe até mim um pedaço de metal. Peguei-o na mão. Lembrava um pouco cobre, mas parecia mais forte, mais bonito mais... valioso.

“considerado muito valioso, depois apenas do ouro.” A frase do Wikipédia veio a minha cabeça. Oricalco. Puro Oricalco. AI MEUS DEUSES!

Os deuses me observavam de forma preocupada. Quanto tempo eu passei examinando esse troço?

– Então...?- Hera perguntou impaciente. Tive vontade de tacar o Oricalco na cabeça dela para ver se machucava mesmo.

– Impossível...- eu murmurei , pensando alto- Isso tinha sumido á éons!

– O quê foi?- Hefesto perguntou aflito

– Oricalco! Isso é puro Oricalco!

A reação deles não foi imediata, mas eu pude ver Poseidon deixar os nós dos dedos brancos de tanto apertar os braços de seu trono.

– O metal da Atlântida?- Hermes perguntou incrédulo.

– Aos meus olhos parece...

– Como você sabe?- o deus dos mares perguntou inquieto

– Há séculos muitos humanos buscam por Atlântida e tentam desvendar seus mistérios... Muita gente, em base no que Platão escreveu tenta imaginar como seria a Atlântida ,seus moradores e um certo metal muito valioso, depois do ouro , é claro. Seu nome traduzido é cobre da montanha. Ninguém nunca soube do que exatamente era feito o Oricalco.... Mas, eu pelo menos, supunha que ele tinha certa semelhança ou pelo menos alguma parte de sua composição feita de cobre...

– é isso que está nos ferindo?- Afrodite perguntou. Isso me fez perguntar se ela estava acordada nesse meio tempo.

– Ao que parece...- Zeus comentou. Depois voltou-se para mim.- Você e suas amigas estão dispensadas. Mas, esta conversa ainda não acabou.

Eu assenti fiz uma meia reverencia e fui sendo guiada por Hefesto. No meio do caminho, quando ele teve certeza de que não havia ninguém, tirou algo do bolso e me deu.

– Mas o que...?- Minha pergunta ficou no ar.

– Shhh! – o deus falou aflito- Zeus não quer que ajudemos vocês... diz que precisam mostrar seu valor como prole do sangue do Olimpo mas... me sinto responsável pelo que aconteceu com todas vocês... Só abra o presente com a suas amigas. Não vai ser difícil entender como ele funciona.

O resto da caminhada até o elevador foi silenciosa.

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Enquanto estávamos na van, abri o embrulho dado por Hefesto junto de Jade e Luísa. Eram três pulseiras, uma de ouro, outra de bronze e outra de prata. O pingente de coração , presente em todas, tinha uma espécie de walkie talkie... quer dizer...comunicador... não sei bem dizer o que mas você entendeu, não?

Passamos muito tempo falando sobre isso. Até Clary vir até mim no meio da tarde.

– Laura... O Quíron mandou te chamar.

– A gente se fala amanhã.- disse indo em direção á casa grande.

Bati na porta.

– Entre.- o senhor D disse com sua simpatia de sempre.

Sorri desconfortavelmente e entrei, Quíron estava sentado , conversando com uma moça de cabelos castanhos bem claros.

Eu abri a boca para falar , mas , então entrei em conflito com a minha consciência.

“Não seria grosseria interromper?”

E você pretende ficar ai plantada feito um dois de paus até perceberem que tem alguém?!

Tem razão... eles botem achar que eu estava bisbilhotando... Também seria grosseria.

Mas você não pode simplesmente interromper a conversa.

Quer que eu faça o que então?!

Espere por uma brecha!

E se não tiver uma?

Eles não podem passar o dia inteiro conversando.

Podem sim!

É.. considerando que estamos no fim da tarde e que a tarde é fim do dia. Daí vem a noite. Ao menos que você esteja falando de dia no sentido de 24 horas aí...

– Laura?- Quíron perguntou

Corei ao perceber que tinha ficado olhando o nada feito boba.

– Perdão. Eu estava distraída.

– Sente-se- ele indicou o assento ao lado da moça.- Acho que você talvez não se lembre da senhorita Clark.

– Também não culpe!- disse a mulher. – Faz muito tempo!

Olhando agora, seu rosto me era vagamente familiar. Ela tinha cabelos castanhos muito claros e que formavam lindos cachos somente nas pontas. Era difícil dizer se ela tinha 16 ou 24 anos. Tinha uma expressão feliz e doce no rosto, como se a vida fosse perfeita.

– Desculpe... Eu te conheço de algum lugar?

A moça/menina ( isso estava me deixando confusa) deu uma gostosa risada, daquelas que dá vontade de rir junto. Eu só não entendi qual era a piada.

– Eu disse! Faz muito tempo!- ela sorriu para Quíron- Sou Lucy Elizabeth Clark!

Um flashback veio á minha mente. A lembrança de uma garotinha de uns oito anos e muito bem vestida brincando comigo. Lucy era filha de uma família muito rica, apesar de ser filha de Afrodite, tinha uma vida tranquila. Ela sempre fizera questão de visitar o orfanato em que seu pai fazia doações. Foi assim que ela me conheceu e ficamos muito amigas. Até eu fugir, é claro. Depois disso, descobri que sua avó , Grace Clark , era uma das maiores e mais poderosas socialite do mundo e residia em Nova York. O pai? Um grande diretor de Holywood. Renomado no mundo todo.

Lucy não era tão assediada pela mídia, mas certas pessoas bem famosas diziam que ela tinham um talento nato para ser estilista. Com a pouca internet que tinha, nunca vi ela fazer qualquer declaração sobre o que pretendia fazer da vida. A última vez que a vi foi uma semana antes de Jack e eu fugirmos. Eu tinha 6 anos e ela 12. A menina sempre gostou de conversar comigo mesmo com uma diferença de idade de 6 anos. Alias... era bem difícil eu ter amigos da minha idade. Eles nunca conseguia me acompanhar na conversa. Até hoje é um pouco assim , prefiro gente mais velha para conversar. { Luísa : careeeeeeeeeeeeta!} { Não ! sou inteligente tá?} {Jade: Não! Você é antissocial com pessoas da sua idade.} { Não sou com vocês}{ Jade:Por que você não vive sem nós} { Convencidas ¬¬} por isso tivemos uma ótima amizade.

{ Luísa : então por que raios a menina tá ali!} { Cala a boca! É minha vez de narrar!}

A pergunta era: O que ela estava fazendo ali?! { Luísa: Noussa! De onde você tirou essa pergunta?! ¬¬}

– Claro! Lucy! Como não me lembrei antes!- sorri

– Quíron...- ela pediu docemente- pode nos deixar á sós um segundo..?

– Claro.

Depois que ele saiu, Lucy se virou para mim com aquele sorriso louco de sempre.

– Menina! Sabia que eu te procurei em tudo que é canto esses anos!

– Por quÊ?- perguntei confusa

– Sabe...- ela começou a enrolar uma mecha do perfeito cabelo- Quando eu era pequena... eu não costumava dizer que você era a irmãzinha que eu nunca tive...

– Você tem um monte de irmãs aqui no chalé de Afrodite se você...

– Não, não.- ela negou com a cabeça- Eu gostava de você como irmã porque você era diferente. Você era esperta . Eu adorava isso- ela riu

– Aonde você quer chegar?

– Aguenta aí! Já chego lá.- ela fez sinal de pare com a mão- Então... eu insisti muita para meu pai te adotar. Mesmo assim ele não queria, dizia que doía muito, e tudo relacionado a amor lembrava a minha mãe.... Daí, você fugiu. Passei anos sem ter notícias de você. Até pouco tempo atrás eu tinha um noivo, mas já desmanchei o noivado. Mesmo assim, minha vó insiste que eu faça algo na mídia . Não quero ocupar minha vida agora, não quero perder minha privacidade agora. Então... resolvi realizar um antigo sonho: ter uma irmã! Adotar uma! Sabe... para ficar sob meus cuidados, fazer as coisas comigo...- ela brincou com as mãos em um minuto de silêncio- Então, eu achei um sátiro, ele me levou até aqui e faz algumas semanas que venho conversando com o Quíron. Foi quando descobrir que você está aqui á dez anos. Acho que seria mais fácil eu adotar alguém que eu já goste muito... Seria mais fácil para duas. Por isso... Eu quero adotar você.

Ela me deu um sorriso típico dela : algo entre maluco, psicótico, feliz e cafeínado. Quanto a mim, entrei em um estado de choque. Eu nunca tive uma família. Sempre vivi por minha própria conta e risco. Agora descubro que Lucy me procurara por todos esses anos por que queria que eu fosse sua irmã. Fazer parte da família dela.

Por uns segundos não senti nada. Depois... bem... como eu posso dizer... { Jade : deu Aloka?} { Dá pro gasto...} Eu fiquei muito feliz! Tipo... muito. { Luísa: Termina logo essa parte que essa doçura toda vai me deixar diabética!}

– Como assim... você quer que eu seja sua irmã?- perguntei chocada

– É... eu me torno responsável por você. Adoto você. Então , você tem uma família, uma irmã, uma casa e tals...- ela sorriu e arqueou a sobrancelha esquerda- O que você me diz?

Soltei um gritinho de felicidade e abracei ela.

– Vou considerar um sim.- ela gargalhou- Eu vou resolver tudo com a minha vó e meu pai e amanhã a gente sai para resolver a papelada, ok?

– Sim, senhorita.- sorri

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Não comentei com ninguém o que tinha acontecido. Para mim era tabu falar sobre alguma coisa antes para que nada pudesse dar errado.

Eram altas horas da madrugada, mas eu estava tão agitada que passei umas três horas rolando na cama. Quando finalmente cai no sono, tive um sonho.

Eu vi Perséfone. Ela estava deitada em uma cama, com a mãe do lado. A deusa gritava de agonia. Mesmo em um sonho aquilo era perturbador.

Hécate entra na sala acompanhada de Hades, Zeus, Hera e Hefesto.

– Por favor- Deméter correu até a deusa da magia- Diga que pode cura-la.

– Talvez.

– Talvez?! Como assim talvez?! Vai deixar minha filha nesse estado!- a deusa da colheita berrou, descontrolada.

– Deméter! Se controle! Todos queremos ajudar Perséfone!- repreendeu Hera

Por um mero momento pensei que estava preste a presenciar um UFC de deusas. Mas Deméter inspirou fundo e se calou.

– O que tem em mente?- Zeus perguntou á Hécate

A deusa encarou Perséfone por um longo tempo. Como um médico observando o que poderia fazer com um paciente em uma cirurgia perigosa.

– Preciso do metal. O metal que a feriu.- ela concluiu.

– Ótimo! – disse Hera- Hefesto pegue aquele pedaço que...

– Aquele não serve.- Hécate interrompeu a rainha do Olimpo.

– Como assim “não serve”?!- Deméter gritou indignada- Você disse que pode cura-la com o metal que a feriu! O pedaço da espada daquele monstro que a machucou serve!

– A espada não é feita de metal puro! Eu preciso do material bruto Deméter! Preciso dele no estado natural! Sem arranhões, sangue divino, sujeira! Preciso dele limpo, puro!- a deusa praticamente cuspiu as palavras na cara da mãe aflita .

Agora, eu começava a achar que ia rolar um vale tudo entre as duas deusas, mas Hefesto interrompeu.

– Precisamos chegar á fonte desses malditos! Assim pegamos o metal e o destruímos.

– Não podemos fazer isso. – discordou Hades

– Nós não.- Zeus disse com toda aquela voz de líder.- Nossos filhos sim.

– Nenhum semideus conseguiria!- Hera praguejou

– Eu conheço três que sim.- o senhor do Olimpo deu um sorriso?! ( tu tá de brincadeiration uíte mi cara?!)

Acordei em um salto. literalmente, bati a testa na parte de cima do beliche . { Luísa: Porra! DE novo?!}

Isso não era booooooooooooooooooom.

Notas finais
O que acharam? escrevi um capítulo enorme para vocês! bjs