De Repente Deusas
13 Festa, pesadelos e um buggy no meu quarto
Notas iniciais

Depois de tomar café, subi as escadas e entrei no quarto de Jade. { Jade: ei! Eu não te dei permissão!} { ninguém manda ficar no sétimo sono!} { Jade: a sete da manhã!} { Fraca...}.
Como ela ainda dormia, resolvi escrever um bilhete.
Bom Dia,Jay!
Te mandei este bilhete,só para dizer para você ir ao meu quarto,preciso te mostrar uma coisa
Laura
“não... está muito formal... “ pensei. { Luísa: você fala como se fosse a diversão pura!} { Eu sou divertida} { Luísa e Jade: me engana que eu gosto , meu bem...} { Caladas!} { Jade: a culpa não é nossa se você é a senhorita perfeitinha.... ¬¬} { Isso é tudo inveja! ... e mentira!} { Luísa: aé? Então fala um palavrão!} { Budega!} { Luísa: Budega? Budega é palavrão , Laura?!} { Ah! Esquece!}
P.S: tem Nutella no Café da Manhã.
Escrevi com pressa na última linha da folha, bem grande.
“ pronto!” pensei, feliz “ Agora está melhor”
Saindo sem fazer o menor barulho, coisa na qual sou especialista, fui para o quarto da Lully. E, deixei outro bilhete. { Luísa: filha , as folhs da sua caderneta nunca acabam?!} { Não! Eu ganhei de aniversário de uma filha de Hécate!} { Luísa: Misericórdia! } { ¬_¬ }
Luísa,
Venha para meu quarto. Quero mostrar á você uma coisa.
PS: se a Nutella acabar a culpa é da Jade.
Achei melhor deixa-la avisada. Jade costuma ser muito feroz quando o assunto é Nutella.
Voltei ao meu quarto e sentei na minha cama. Passei um bom tempo lendo... Depois de terminá-lo, olho para o relógio no criado-mudo: ainda são sete e meia. No mínimo, Luísa aparecerá daqui a uma hora.
Suspiro e levanto da cama, entrando na sala de leitura e devolvendo o livro para seu devido lugar na estante.
Passo alguns momentos em um conflito interno, tentando decidir se leio outro livro ou faço outra coisa.
Decido explorar mais um pouco o quarto. Mais precisamente, closet. Na verdade, não tenho muitas roupas, mas Lucy fez questão de comprar algumas. Ao contrário do que muitos pensam, ela não é uma patricinha sem miolos que só pensa em compras. Lucy sempre foi ... normal. Uma garota normal... Até onde seu parentesco com Afrodite deixava-a ser. Ela não era do tipo que só vestia roupas de marca, simplesmente colocava o que estava afim. Aparentemente , isso agradava muita gente. Por isso tanto dizem que ela daria uma ótima estilista. Lucy havia me dito uma vez que pensara no assunto, mas odiava o assédio da mídia. Eles pegavam no pé dela desde quando nasceu. Especialmente por não saberem quem é sua mãe.
Sim, ela gosta, talvez um pouco...quero dizer muito, de luxo. Ela gosta de viver bem, mas não é nenhuma Sharpay Evans. Mas, apesar de todo , ela ainda é Lucy Clark, nunca viveu em outra condição que não fosse essa.
Robert, o pai dela era um cara legal. Apesar de ser rico e famoso fez questão de ensinar a filha desde cedo a ser boa com todos, não importa quem seja. Por isso ele sempre visitava o orfanato, e levava Lucy junto. Foi assim que ficamos amigas.
Agora... Grace... Nunca ouvi muito sobre ela. Quero dizer, sei que ela é uma socialite muito famosa, está sempre em eventos famosos, sempre elegante e muito crítica. Porém , Lucy mal me falava dela. Lembro-me da única vez que a vi, junto do filho. Ela era a mulher mais rígida, seca e exigente que conheci. Acho que compreendendo a vontade de Lucy de não falar sobre ela. Não me parece uma grande e amorosa avó.
Voltando... Eu amei as roupas que Lucy comprara para mim! Pareciam , realmente minhas!
Apesar de minhas novas e velhas roupas , juntas, formarem um grande número, várias prateleiras ainda estavam vazias. Eu não esperava preenchê-las logo. Não ligo muito para o vestuário.
Comecei a abrir umas malas e colocar algumas roupas que haviam ficado lá dentro nos seus devidos lugares. Sapatos, bolsas, blusas, blazers, shorts, saias, vestidos... Todos perfeitamente organizados. { Luísa: você não acha um exagero organizar por cor , em ordem alfabética?!} { Não te perguntei nada!}
No exato momento em que voltei a me sentar na cama, a porta de abriu, mostrando uma Luísa assobiando baixo.
– já viu o closet?- perguntei apontando par uma porta lateral. Ela entrou lá.
– não sei nem por que as pessoas fazem closets tão grandes.- Ela comentou- minhas roupas não ocupam metade desse lugar...
– também tenho uma sala de leitura. – digo de forma distraída- o que tem o seu quarto?
– uma sala cheia de tranqueiras para eu me divertir
Isso realmente me assusta. Muitas coisas nem tão legais divertem Luísa. Mas acho que ali , devem ser somente as coisas legalizadas pelo país... { Luísa: aff...} { Atirar em pessoas por diversão e mutilação são ilegais Lully} { Luísa: infelizmente.... Certas pessoas merecem torturas...} Um doce , não?
Nesse momento, Jade entra.
–Quarto pequeno,não é?- diz
Solto uma risadinha.
–Isso porque você não viu o tamanho do Closet!- disse bem na hora que Luísa saiu de lá.
–Bom ,eu chamei vocês aqui-Comecei -Para contar a vocês sobre isso.
Abro uma gaveta do da penteadeira e tiro a caixa da bússola de lá.
–Recebi isso hoje de manhã, de Hermes -Ela contei ,tentando não parecer desesperada-Parece que é para ajudar na nossa missão. Alguma ideia?
Um silêcio mortal cobre a sala. Teria sido melhor ela terem dito não.
– Estou com Fome-Jade disse
–Ér..Vamos tomar café da manhã?-Perguntou Luísa
–Vamos.- Isso saiu mais como um suspiro do que com uma frase.
–------------------------///////---------------------
– Lucy? – cochichei no ouvido dela enquanto a porta se fechava
– Estou ouvindo.
– Porque fez todo aquele teatro para a Jade? Você não chama nenhuma daquelas velhas mal-humoradas de amigas...
– Eu sei. Queria dar um susto nela.
– Deu certo?
– Mais ou menos. Mas ainda não acabei.
Eu solto uma risada que para no momento que vejo em que caro íamos entrar.
– desde quando você...
– Tem um porche cor-de-rosa?- ela arqueou as sobrancelhas- Desdo na passado, quando minha avó insistiu em me dar um.
Todas entramos no carro. No meio do caminho Luísa diz:
–Pensei que você tinha um estilista
Lucy deu uma risadinha.
–Na realidade eu tenho Mas é mais legal fazer compras!- eu disse que ela não era uma completa patricinha. Mas ... quem não gosta de comras?
Todas rimos e continuamos conversando até chegarmos no shopping.
Lá , estacionamos em uma vaga VIP. Eu nem sabia que shoppings tinham áreas VIPS! Mordo minha bochecha ao lembrar que minha cidade natal não tinha Shoppings.
– Vamos a minha loja favorita, aonde tem os melhores vestidos. Meu pai falou para gastarmos o quanto for necessário, para passarmos uma boa impressão para a mídia.- Lucy falou em seu melhor estilo patricinha , filhinha do papai. Tive que morder o lábio para não rir.
–Mídia?-Jade e Luísa pareciam prestes a vomitar.
–É, a Mídia. -Disse Lucy, simplesmente.
Lancei um olhar repreensivo á Lucy. Ela ia acabar matando Lully e Jay do coração.
–------------//////////-----------------------
Eu tinha acabado de me arrumar e me olhava no espelho. O decote em V que outrora fora ousado, agora era mais comportado, agora que eu fiz alguns ajustes.
Lucy tinha razão, o verde claro ficava bem em mim e se destacava em minha pele pálida. Eu usava saltos. Nada contra eles , mas odeio usá-los . Não é muito bom , ao menos que você precise se defender. Uma pancada dessa coisa na cabeça , mata.
Enquanto colocava minha pulseira, ouvi alguém bater na porta.
– Está aberta!- gritei.
Pelo espelho, vejo Lucy entrando com toda sua graciosidade.
– Oi!- me viro para ela.- O que faz aqui?
– Queria ate entregar isso.- ela mostrou o colar em sua mão- vai ficar perfeito com o seu vestido.
– Não posso aceitar! É seu.
– Não há problema! Agora somos irmãs! Você pode pegar minhas roupas e joias se quiser!- ela sorri
Meio sem graça deixo ela colocar o colar.
– deixe-me ver como ficou! – ela pede
Eu me levanto e dou uma voltinha.
– Você ficou linda!
– Você também.
– Venha! Temos alguns convidados para receber.
Quando descemos as escadas, a sala estava cheia de gente. Nervosa, endireitei a postura.
Depois de um tempo, Vejo Luísa descer as escadas. Ela estava ótima! Com um salto , ao menos. Ela parece não me vÊ e começa a andar pela sala. Certo tempo após, perco-a de vista.
– Laura?- chama Lucy.- Venha aqui! Quero te apresentar alguém.
–----------------------//////////-------------
Minha noite se resumiu a ser apresentada e me apesentar a muitas pessoas. Acho que Lucy desistiu da ideia de assustar Jade e Luísa, pois não vi mídia nenhuma lá. Isso era um alívio.
Passado das onze da noite, as pessoas começaram a ir embora. Quinze para meia-noite, já estávamos em nossos quartos.
Acho estranho não ter visto Jade em lugar nenhum. Talvez ela e Lully tenham saído da festa mais cedo. Elas realmente não fazem o tipo festeiras . Não desse tipo de festa.
Rapidamente, ponho meu pijama e caio dura na cama.
Obviamente, tinha a necessidade de eu ter um sonho esquisito , não?
Dream on
Eu não sabia onde estava, mas parecia com uma caverna. Água pingava em algum lugar, ao fundo, uma luz alaranjada se refletia.
Sucumbi a tentação de chegar mais perto. Mas meus pés pareciam colados. Subitamente, senti pânico. Tentei gritar, porém nenhum ruído saiu da minha garganta. Foi quando uma voz, vinda de lugar algum, retumbou pelo lugar.
“ Semideusa” ele/ela disse como se isso fosse uma ofensa “ Os Olimpianos realmente acreditam que vocês três conseguem nos deter?!”
Um barulho ensurdecedor preencheu o recinto. Demorei a entender que aquela era sua risada.
“ Três crianças sem a mínima noção do que fazer nem de quem são... O Olimpo está completamente desesperado , não?”
Eu tentei lhe dizer certas coisas que até mesmo Luísa não ousaria dizer, mas minha voz não saia.
Antes que qualquer um de nós pudesse falar algo, a caverna começou a desmoronar. Enquanto a poeira me envolvia, ouvi uma voz familiar , cuja a qual não me lembra a quem pertencia dizer:
– Olhe no fundo.
Dream off
Saltei, literalmente da cama. Sentada no chão frio de pedra , repasso o sonho todo me minha mente. O que tudo aquilo queria dizer? “ Olhe no fundo”... Não havia como ser mais vago?
Nervosa, me levantei e fui até a sala de leitura. Peguei um livro qualquer e comecei a ler.
Mais tarde do que o esperado, cai no sono.
–----------------------------------////////////----------------------------
Acordei ao som de buzinas. Meu primeiro pensamento foi que havia alguém lá fora, mas , ao me sentar, ainda meio grogue , percebi que o som vinha da minha porta.
Sem entender, encarei a porta alguns minutos. Depois de vencer a preguiça e praguejando um pouco, abri a bendita porta.
Em um primeiro momento não vi nada. Então, olhei para meus pés, onde um buggy de controle remoto atropelando meus pés.
– Meus Deuses! – resmunguei , saindo da frente e deixando-o entrar no quarto – Calma pigmeu!
Quando chego mais perto, reparo que há uma folha de caderno no banco da frente. Me abaixo e pego. Era um bilhete. Nele estava escrito :
Laura, preciso que você venha para o meu quarto agora. É muito importante!Sem brincadeira o assunto é sério! Venha aqui imediatamente!
Bom-Dia,
Luísa
P.S: não atropele o buggy! Ele é uma forma muito eficiente de mandar recados!
– Santa preguiça!- resmungo.
{ Luísa: falou a menina que não queria levantar da cama!} { Você também não levantou da sua! Aliais, você nunca levanta!} { Luísa : quieta, careta!}
Entro no closet e escolho uma roupa qualquer. Depois de cansar de pentear meus cabelos, prendo-os em um coque frouxo .
Logo, bati com força na porta do quarto da Luísa.
– Luísa!- bati mais uma vez- Abra! Abra!
A porta se abre sem aviso e minhas mãos quase acertam o rosto da filha de Apolo.
– De graças aos deuses por não ter me acertado. – ela responde , me deixando entrar.
Não a respondo , pois estou ocupada demais tentando achar o quarto no meio daquela bagunça.
– Di Imortales! Mas o que aconteceu com o seu quarto!
– Ah! Vá pastar Laura! Senta logo aí e escuta!
Tirei um monte de roupas de cima da cama e me sentei na beirada dela. Só agora reparei em Jade, sentada em uma cadeira , nas sombras. Aquilo era meio estranho...
– O que é?- perguntei
– Isso.- Luísa tirou uma aljava com lindas 28 flechas de sabe-se-lá´deuses-aonde.
{Luísa: quer parar de implicar com o meu quarto!} { Aquilo não é um quarto é um chiqueiro!} { Luísa: pelo menos meu quarto mostra a minha personalidade!} { é .. com certeza mostra como você é porca e bagunceira!} { Luísa: Careta!}
– Sua aljava?- Jade se pronunciou pela primeira vez desde que eu entrei.
– Não.- Luísa respondeu como se aquilo fosse obvio.- é nossa.
Eu levantei uma sobrancelha sem mudar minha expressão.
– Oi?
– Como assim?- Jade apoiou os braços nos joelhos e se inclinou para frente.
– Eu encontrei Artémis ontem, na festa. Ela me deu isso.- ela sacudiu a aljava , fazendo as flechas emitirem um ruído estranho.
– Alguma ideia de como isso funciona?- Jade olhou para nós, mas eu já estava com a aljava na mão.
Ouvi meu nome ser chamado algumas vezes por alguém , porém eu estava concentrada no que fazia. Mais como um instinto do que um ato pensado, enfiei minha mão em meio as flechas e apalpei o fundo. Para minha felicidade, encontrei uma corda. Não pude evitar de sorrir. Rapidamente, puxei-a e senti um papel cortar minha mão. Ignorando a pequena dor e o sangramento ralo do dedo, peguei-o.
– Meus Deuses ! – Luísa arranca o papel da minha mão- Isso é...
Repentinamente, eu me levando, as engrenagens da minha cabeça funcionando á mil. Fundo... fundo... procure no fundo...
Quando caio em mim, estou na porta do meu quarto. Sem hesitar, caminhei até minha penteadeira e abro a segunda gaveta a esquerda. Pego a caixa com a bússola, tiro-a de lá e começo a tirar aquele monte de plástico-bolha e papel crepom. No fundo, encontro um papel minuciosamente dobrado.
Talvez os deuses estivessem mais dispostos a ajudar do que eu imaginava...
Fale com o autor