Notas iniciais
HEYYYA GUYS! ~desvia das pedras , dos tacos e das flechas em chamas~ Okay, sei que demorei, mas escola não anda colaborando. Mais reclamações com meus professores , que resolvem dar trabalhos todos ao mesmo tempo. Anyway, eu acabei de ter uma decepção com um livro que eu esperava que fosse muito bom e acabou se provando um verdadeiro desperdício da minha grana já curta. Por isso resolvi voltar ao meu autor favorito: Julio Verne

Em primeiro lugar, estão para se formar praias mais difíceis de sair do que as gregas. Acabamos seguindo o mar e acabamos em uma espécie de super-mega-gigantesco porto. E também descobrimos não estar exatamente em Atenas e sim em uma cidade vizinha chamada Pireas e que o único jeito de chegar a Atenas seria pegando um trem.

Lucy queria alugar um carro e ela não parecia muito animada com a ideia de pegar um trem, mas não queríamos sair gastando o dinheiro da nossa irmã/ babá/amiga desse jeito.

A viagem durou 30 minutos. Meia hora de pura discussão entre Laura e Jade .

– Por que Hades você pensou em praia? — perguntou Laura, enquanto Jade cruzava os braços. — Atenas não tem praias!

– Argh , relaxe. — bufou a loira — São menos de trinta minutos até lá.

– Se pelo menos você tivesse feito nós ficarmos molhadas deste jeito....

Não interessada na briga das minhas meia-irmãs , comecei a observar os poucos outros passageiros do trem enquanto Lucy dormia com a cabeça apoiada na minha coxa.

Um homem sentado no banco a nossa frente me encarava com uma cara estranha. Não sei se pelo fato de eu deixar Lucy dormir na minha coxa ou pelo fato de 4 garotas aparecerem num trem completamente molhadas e cheias de ervas daninhas.

Told ya. Praias gregas são meio selvagens. Tirando pelo fato de que há civilização ao redor.

Haviam ainda duas garotas que não deveriam ser mais velhas que eu mas que usavam tanta maquiagem no rosto que pareciam ter mais de 30. Argh. Gross.

Além disso também havia uma garota que fingia ler um livro enquanto lançava olhares discretos em nossa direção. Argh, eu estou tão linda assim?

Sabe, eu posso parecer um pouco estranha por ficar encarando as outras pessoas do trem , mas sabe, quando se é um semideus nunca se sabe quando uma manticora , uma anfisbena , uma empusa e essas coisas. Nunca se sabe. E eu não estava muito no clima de matar monstros, não encharcada e ainda tonta de viajar pelas sombras.

Foi pensando no quão cansada eu estava que reparei que Laura e Jay ainda discutiam , mas dessa vez sobre o que fariam quando chegássemos a Atenas. Suspirei ouvindo as vozes das duas.

– Quando chegarmos- disse interrompendo Laura — Nós vamos ir para um hotel e ver o que ainda é utilizável das nossas mochilas.

Por um segundo , Jade e Laura ficara tão surpresas com a minha interrupção na discussão delas que ficaram quietas, apenas me olhando com cara de paisagem. Nesses preciosos segundos a paz foi restabelecida no trem, fato pelo qual a garota do livro e o tiozinho julgador pareciam gratos.

Mas é claro que , como toda felicidade na vida de semideus dura pouco...

– Luísa. — começou Laura. Algo no brilho dos olhos dela me lembravam uma coruja brava por alguém estar chegando perto demais do ninho. é, talvez ela seja um pouco mais parecida com a mãe do que pensa. Mas havia algo de mais assustador ali. Algo que dizia "se tentar discordar, vou arrancar seus olhos com uma colher"

– Na verdade. — disse Jade — Essa é a melhor ideia que me disseram desde que pisamos na Grécia....

– Ou deveríamos dizer "nadamos" ? — provocou Lucy meio sonolenta.

Jay praguejou e ficou quieta. Laura parecia não gostar muito da ideia de ter que esperar para ir a biblioteca, mas aparentemente se conformou por sermos a maioria. Ou quase isso. Ela bufou e murmurou um "que seja".

Lucy passou o resto da viagem se virando inquieta no banco e esmagando minha perna de várias maneiras diferentes, resmungando o quanto estava odiando aquilo e como não podia esperar para chegar ao hotel e tomar um banho. Apesar de não ser nenhuma patricinha, ela viveu rodeada de conforto a vida inteira. Sair numa missão devia ser um pouco desconfortável para ela.

O hotel que ficamos era apenas duas quadras da estação do trem. Laura não parava de apontar para qualquer coisa e dizer coisas como "Oh meus deuses, um banco de Atenas! Olhem, olhem! Um supermercado de Atenas! Olhem como letreiros gregos são engraçados !" e até mesmo " OH! UM POSTE DE ATENAS!". Acho que ela acabou esquecendo um pouco da discussão com Jade. A loira olhava para Laura como se ela fosse algum tipo de doente mental, o que todos sabemos ser verdad... Ai! Isso doeu! { Laura: pra você aprender a não sair por ai falando asneira! } { ASSneira? hahahhahahhahaush} { Jade: Não, cara. Você não disse isso. } { Ah, vai. é hilário!} { Laura: Não, não é. Luísa sua pervertida!} { Disse a santa do pau oco!} { Laura: Ei! Eu não sou pervertida como você e a Jade!} { Jade: ah, não? Então me diga, você não sabe o que é uma...} { OKAY CHEGA, FORA DO MEU POV} { Jade: Nhaim, grossa} .

Enfim, onde eu estava? Ah, sim. O hotel. Não era lá grande coisa, mas era confortável para quatro pessoas. Depois de uma briga ( lê-se luta de MMA com cadeiras e livros sendo arremessados, cabelos sendo puxados e , é claro, os berros que podiam ser ouvidos da esquina) decidiu-se que eu e Jade ficaríamos com as camas de solteiro e Lucy e Laura dividiram a de casal. Mas Lucy ganhou na corrida para o banheiro, então, ficamos apenas nós três, sujas e mulambentas no quarto.

Laura estava encostada na janela, olhando para as ruas movimentadas. Eu estava de pé na mini cozinha que o quarto dispunha e procurava os preços das coisas no frigobar. Já Jay estava jogada no sofá , trocando os canais da Tv dizendo "tragédia,tragédia,tragédia ..... chato... Uh, Scooby Doo! A não espera. Está em grego"

– Bem observado , genia — disse pegando uma garrafa d'água e abrindo o armário a procura de um copo. — Estamos na Grécia. Aqui, tudo é em grego.

– Argh. Mas o grego moderno é tão complexo. — ela resmungou jogando o controle no sofá.

Laura deu um suspiro exagerado e revirou os olhos. Jade a imitou teatralmente e ri colocando água no meu copo. Laura nos fuzilou e eu sufoquei minha risadas dentro do copo.

– O que devíamos estar fazendo é procurando algo sobre Platão. — ela disse

– Duvido que fossem nos deixar entrar neste estado na biblioteca. — Jade deu ombros.

– Não é isso. — Disse ela se afastando da janela. — É que.... Tenho a sensação de que não vamos conseguir encontrar nada lá. Pelo menos....

Ela parou, como se hesitasse dizer isso para pessoas como eu e Jade. Eu notei e coloquei o copo na mesa, fingindo não ter percebido. Aparentemente, Jade era um pouco mais animada com isso.

– Pelo menos...? — repetiu se sentando na ponta do sofá.

– Pelo menos não num lugar onde todos tenham acesso. — ela terminou.

Quase me engasguei com a água.

– Não, não não. — disse. — Vocês duas , escutem. Eu acabei de chegar na Grécia. Não quero ser deportada em menos de 24 horas.

Jade fez beicinho.

– Mas Lu, essa viagem tem sido um completo desastre — disse se jogando dramaticamente sobre a cama. — Além disso, desde quando você é a careta do grupo?

Ai. Essa doeu.

– Realmente- provocou Laura — Pensei que você gostasse de problemas...

As. Bastardas.

–É.Quando você começou a amolecer?– perguntou Jade.

AH. Mas que ( N/A : as palavras aqui foram cortadas por a) serem extremamente chulas e de baixão calão b) por fazerem referências a tantas coisas que pouquíssimas pessoas saberão o que é c) Por que eu quis. Me julguem) [ Laura: Porque me traumatizou] [ Jade : e a mim também O.O]

Tocaram num nervo. Me remexi desconfortável no lugar. Não podia deixar barato. Eu era a rainha suprema das tretas , veterana das pegadinhas e talvez a criatura mais vida loca daquele acampamento depois do pessoal do chalé 11.

Cruzei os braços na frente do peito, andando lentamente na direção das duas.

– Tudo bem — disse- Mas se vamos invadir uma das bibliotecas mais famosas do mundo, vai ser do meu jeito.

–----xxxxx-----

– Isso não vai dar certo. — disse Jade ajeitando a saia pela décima quinta vez. — Sério, essa é uma ideia estúpida.

– Concordo. — disse Lucy. — Ela nem tem idade para parecer nem estudante de faculdade, quem dirá professora.

– Vai dar tudo certo, confiem em mim. — disse — E pare quieta , Jade. Desse jeito você vai estar toda descabelada.

Jade bufou e Laura revirou os olhos.

– Tudo bem — disse ela cruzando os braços — Mas você não vai nos dizer como você conheceu um falsificador de documentos russo ? Nem por que Hades ele estava na Grécia.

– Primeiro: isso não vem ao caso. — eu disse arrumando minha mochila no ombro — Segundo: eu não perguntei, então, não sei .

– Você não perguntou? — disse Jade abismada.

– Sim , Jade. Assim como ele também não perguntou porque diabos eu precisava de quatro vistos gregos falsos. — revirei os olhos.

A loira bufou e murmurou um "tanto faz".

– Vamos — disse Laura — Está na hora.

Jade colocou os óculos falsos na cara e jogou o cabelo para atrás, subindo a escadaria da biblioteca como uma diva. [ Jade: a diva que eu sei que sou, bitch please ] [ Luísa: FORA DO MEU POV] [ Jade: depois do que aconteceu nessa biblioteca, eu deveria impedir você de narrar] [ Luísa: OFF. NOW. ] [ Jade: ouch. Rude. ]

Enfim, Jade subiu a escadaria com Lucy no seu encalço. Enquanto isso, eu e Laura corremos para lateral da biblioteca. Ao contrário da entrada, ali era bem menos movimentado. Nós duas fingimos conversar enquanto um casal passava (caminhado na famosa velocidade zero). Depois disso, comecei a escalar a parede.

Você deve estar impressionado , pensando numa daquelas cenas de filme do missão impossível ,certo?

É, não foi bem assim que aconteceu.

A primeira coisa que você deve saber é que a biblioteca de Atenas não é somente uma biblioteca. Ela é um monumento. Um bem grande, com um prédio principal e dois secundários ligados a ele. Feito no estilo grego ( dã) , a fachada é magnifica com seis enormes colunas e ladeada por duas escadarias com acesso a entrada. Os prédios laterais já não pareciam mais tão antigos. contavam cada um com três janelas na frente , ambos brancos e ligados ao prédio principal por uma espécie de corredor suspenso.

Eles tinham a parte inferior feita de bolcos de cor amarronzada e dividida em duas partes, a primeira com blocos maiores e finalizada por uma espécie de baixo relevo na própria construção, o que seria perfeito para a minha escalada. A segunda era feita de blocos menores ( e não pichados como os da base) e finalizada pelos caixilhos das 13 janelas altas e de vidros opacos que ocupavam a parte superior do prédio, dividas por 14 colunas nem-tão-gregas-assim. .

Comecei a escalar a parede, colocando meu pé nas pequenas frestas feitas pelo tempo ou mesmo para decoração. Você deve estar pensando que eu estava tremendo, colando meu corpo na parede e rezando pra cair.

Herrrrrm, não. Na realidade, eu adoro altura, então... eu meio que podia estar me divertindo como uma criança no parquinho enquanto a Laura tinha alguns ataques de chiliques doidos de menina cricri. Talvez estivesse se arrependendo de ter me deixado fazer o plano.

Cheguei a primeira janela. Tentei abri-la, mas estava trancada. Passei para a próxima mas também não obtive sucesso. Terceira, quarta. Nada. Começava a ficar desesperada. Estava passando para a sexta quando uma sombra surgiu na janelas.Foi tudo muito rápido e quando percebi , já havia trombado com o vidro da janela. Me desequilibrei e cambaleei para trás, me segurando na parte superior do caixilho.

Aparentemente a pessoa que abriu a janela não notou minha presença, pois apenas se afastou sem dizer uma palavra. Me aproveitei da oportunidade espiei lá dentro. Depois de alguns segundos vigiando para ter certeza de que ninguém estava olhando , pulei para dentro. Me atirei em cima da primeira estante que encontrei e peguei o primeiro livro que vi. Depois, voltei para perto da janela e joguei a corda para Laura subir.

Apesar de não conseguir escutá-la , tive certeza que ela gemeu com desanimo e fuzilou a corda. Mesmo assim, ela começou a subir. Passei a observar a rua apenas para ter certeza que ninguém a veria. Algumas pessoas passaram, mas nenhuma teve a curiosidade de olhar para prédio, assim, Laura conseguiu chegar em poucos minutos.

A única diferença é que eu pulei like a boss ass bitch e aterrizei de pé. Já a Laura... Bem, para ser gentil direi que ela apenas caiu como uma jaca madura. [ Laura: Hey! Não foi bem assim...] [ Luísa: Ahhh, na realidade foi pior. Cair como uma jaca significa que você apenas caiu. Mas você bateu a cara no chão...] [ Laura: NÃO FOI BEM ASSIM!!] [ Luísa: Okay, Laura. Okay...]

– Argh. — Ela disse se levantando — Sabe, estou começando a me arrepender de ter deixado você fazer o plano.

– Até aqui estamos bem — disse, ignorando seu comentário pessimista. — Vamos. Temos encontrar Jade no subsolo.

Ela murmurou algo por cima da respiração, mas nem me dei ao trabalho de escutar. Provavelmente era algo sobre como eu era estúpida e como ela teria feito de outro jeito. Aliás, as vezes me pergunto se Laura sabe dizer outra coisa que não seja isso.

Nosso único problema seria achar Jade no meio daquela enorme biblioteca.

Mas para minha surpresa este não foi um grande problema. Na realidade, nem um foi. Acontece que Jade era aparentemente a única retardada o suficiente para falar alto dentro de um biblioteca. Laura deu um tapa na própria testa.

–Por que ela? Por que?

– Por que Lucy é muito burra, você é muito covarde e eu sou muito esquentada! — explodi.

Laura pareceu se encolher sobre o comentário da sua falta de coragem. Suspirei.

– Olha, sei que é a mais inteligente, mas não pode simplesmente agir sozinha em tudo! Se tivesse que mentir , se enrolaria toda! Jade é boa nisso. As vezes acho que você subestima o potencial dela.

Andamos mais alguns passos até chegarmos ao salão principal. Laura parecia prestes a pular de alegria.

A biblioteca era como um fosse: três andares de estantes de livros e no meio, no último andar um espaço aberto cheio de mesas cercado por diversas colunas no estilo grego. O teto de vidro , que deixava transparecer a luz do dia. Isto deveria deixar o lugar bem iluminado de dia, pensei, para economizar energia. Mas já era fim de tarde e apenas uma fraca luz entrava pelas vidraças. Mordi o lábio.

– Já devem ser quatro horas. Nosso tempo está acabando.

Laura pareceu não escutar o que disse, maravilhada com a biblioteca. Revirei os olhos.

– Vamos, não aja como se nunca tivesse visitado a biblioteca de Nova Iorque.

Antes que ela tivesse tempo de dizer alguma coisa . Nos escondemos atrás de uma das colunas. Estiquei o pescoço, procurando por Jade. A avistei conversando com uma recepcionista no primeiro piso.

– O que eu não entendo.... — começou Laura.

– Agora não- interrompi — Temos dois andares para descer.

Ela me olhou como se quisesse me matar. Digamos apenas que , apesar de ser uma semideusa , Laura não era muito fã da ideia de correr por escadas. [ Laura: Na verdade, só gosto muito de ser ARRASTADA por elas] [ Luísa: Nah, pare de drama. Nem foi tão ruim assim] [ Laura: Fale por si mesma] .

Chegamos no primeiro andar a tempo de avistar Lucy e Jade sendo guiadas por um homem de preto pela porta de entrada.

– Estão saindo? — perguntei

– Acho que as seções reservadas ficam no prédio ao lado. — Laura disse.

Revirei os olhos, fazendo um sinal para que ela me seguisse.

– Prédio daqui, prédio de lá.... — murmurei irritada.

Viramos a esquerda, onde Jade e Lucy desapareciam na curva.

– O que eu não entendo é porque você não foi no lugar da Jade. — Laura disse quando pararam para espiar , encostadas na parede. Lucy ainda estava na metade do corredor e olhava para trás , como se nos procurasse. — Se o fato era mentir bem, você deveria ter ido. É claramente a melhor de nós nisso.

Revirei os olhos mais uma vez. Meu Santo Apolo, por que ela tinha que ficar tagarelando?

– Digamos apenas que a Interpol não é muita minha fã — respondi. — Venha, eles viraram a direita.

Laura demorou alguns segundos para vir atrás de mim.

– Espera! — ela sussurrou ao me alcançar- Isso quer dizer que você já esteve fora dos Estados Unidos?

– Muito bem, genia. Agora fique quieta ou vão perceber a nossa presença.

Espiamos mais uma vez pela curva ( argh, isso já começava a me cansar). Vimos Jade e Lucy entrarem numa porta do corredor. O homem abriu passagem para elas e depois fechou a porta a suas costas dizendo algo em inglês, mas seu sotaque tornou qualquer que fosse a frase incompreensível.

E então ele se virou e começou a voltar pelo mesmo caminho que havia vindo. Eu e Laura nos encostamos na parede.

– Ai Meus Deuses. .. — murmurei

Laura olhou para os lado, mas não havia onde se esconder.

– E agora?- ela perguntou se descabelando.

Meus olhos pousaram em algo pouco a esquerda dela. Ela franziu o cenho e se virou. Quando voltou-se para mim tinha uma expressão de horror no rosto.

– Não — disse.

A peguei pelo pulso sorrindo.

– Laurinha, sabe que eu te amo , né?

Ela parecia querer retrucar , mas eu não a dei tempo. Simplesmente abri a janela do lado oposto do corredor e empurrei nós duas. Pela graça de Atena ela não gritou, se agarrando firme numa das colunas perto da janela. Ela olhava para o chão aterrorizada. Encostei meu ouvido na lateral do prédio. Os passos vieram e pararam por alguns instantes. Torci para que o homem não resolver fechar a janela. Por fim os passos continuaram e sumiram. Esperei mais alguns segundos antes de apoiar a minha mão no parapeito da janela e saltar para dentro.

Ajudei Laura a fazer o mesmo e o olhar que ela me lançou enquanto fechava a janela era uma mistura de " Mas que ideia mais insensata!" e " Te matarei assim que não houverem testemunhas por perto". [ Laura: Ah, você pode ter certeza de que eu vou. ~Le tira a adaga~] [ Luísa: ~se esconde atrás da Jade~ Ahhhh meu santo Apolo] [ Jade: ......]

Nós corremos até a porta onde Jade e Lucy entraram . Laura tentou abri-la , mas estava trancada. Ela parou para pensar , provavelmente calculando as probabilidades das possibilidades e bahbahbahbah. Então eu simplesmente fiz a coisa mais estupidamente estúpida , algo que provavelmente apenas uma criança de quatro anos faria.

Eu bati na porta.

Laura parecia estar prestes a pular no meu pescoço. Eu deveria realmente me preocupar por ter tirado Laura do sério tantas vezes num mesmo dia. Mas para minha sorte a porta se abriu antes que ela pudesse reagir. Lucy nos encarou com alivio.

– Ah são vocês! — disse nos puxando para dentro — Que susto, pensei que era a policia vindo nos prender!

– Acho que a polícia não bate na porta, Lucy... — disse, meio rindo meio tentando me afastar de Laura. Lucy fechou a porta.

A sala que nós encontrávamos era baixa e tinha cerca de três estantes cheias de livros. Um ar-condicionada deveria estar na posição freezer porque ali dentro estava muito frio . Havia ainda uma mesa e uma madeira, ambas feitas de madeira bem simples. Jade estava ao lado da mesa debruçada sobre algo.

Ela nem levantou os olhos quando entramos.

– Acho que vocês deveriam conversar . — disse Lucy. — Acho que Jade encontrou algo importante.

Notas finais
e então? Acho que o próximo não demora tanto!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.