Notas iniciais
Oi! aqui é a The Girl Who Reads Books postando mais um capítulo para vocês! Só para deixar claro, vocês nos fariam muito, muito muito felizes se comentasse, ok? é só uma dica.

Finalmente , algo. Quatro magníficos pedacinhos de um mapa! Deuses!

– Isso é...?- começou Jade

– Um mapa múndi.- Luísa assentiu- A questão é: como isso nos ajuda?

Tive a péssima sensação de que isso é uma espécie de sinal luminoso que dizia: hey! queremos mandar vocês ir atrás de algo ! . Mas com certeza não era isso... Devia ser pior. Bem pior.

– E se tentarmos colocar a bússola nele?- eu sugeri

Eu peguei-a e passei-a por cima do mapa. Então, de repente, o ponteiro começou a girar feito louco. Ele girava tão depressa que juro ter pensando que a Bússola sairia voando.

– Endiabrou esse troço?- Jade pergunta

Eu estava preste a responder a loira , quando senti algo esquentando depressa na minha mão. Demorei para perceber que era bússola. Então, eu senti uma dor forte na mão e pulei da cama soltando aquele objeto.

– Aí!- eu gritei, massageando a minha mão queimada.- Ficou quente!- eu respondi as perguntas silenciosas que Jade e Luísa fizeram.

Quando olhamos para a bússola novamente , ela estava parada.

– Quem toca nela primeiro?- Jade perguntou depois de um tempo.

– Vamos resolver isso como adultas...- Luísa respondeu.

Eu, sinceramente , não entendo porque ela sempre sugere pedra , papel , tesoura para decidir sendo que ela é a pior pessoas existente no planeta nesse jogo. Sério. Luísa nunca ganhou um. ( Luísa: já ganhei sim, tá?) ( Você achou alguém mais incompetente que você nesse jogo?) ( Luísa: eu só sou ruim nisso, falou?) ( Jade: e no par ou ímpar, e no dois ou um e no...) ( Luísa: calada Mortiça Adams versão loira!) ( Jade: quieta também Miss Sunshine.)

De qualquer maneira, não custou nada , já que a bússola não estava mais quente. Mas, o ponteiro apontava não para o norte e sim para um pequeno país do Mediterrâneo. Eu já ia sugerir que tínhamos quebrado a bússola quando Luísa disse:

–Ah não!- ela se afastou da cama — De novo não!

Eu e Jade trocamos olhares. O que deu naquela menina?

Eu olhei para o país que a bússola apontava. Aquele que parecia ter sido furado com uma tesoura . O que sempre fora meu problema na hora de desenhar o mapa na aula de geografia...

– Eles querem...- eu comecei, encarando o mapa. Contudo, é claro que alguém tinha que me cortar.

– que nós viajemos para a Grécia ?- Jade riu, sem humor- Duas palavras: Nem. Fodendo.

– Por que não? — eu rebati- é um lugar legal... — então, alguém me cortou de novo. ( Luísa: aceite, honey, ninguém aguenta ouvir você falando) ( Só vocês ) ( Jade: a grande maioria só escuta por dó) ( Luísa: ou quando querem dormir.) ( Jade : é verdade. Funciona muito bem) ( Caiam fora! As duas!)

– é quente, velho e problemático- Disse Luísa.

– Além de ser o lar dos monstros.- Jade acrescentou.

Eu encarei as duas.

– E tudo isso é sinônimo de problema.- Eu disse- Pensei que gostassem de problemas.

– Ainda tenho amor à vida.- Jade retrucou, como se isso fosse verdade...

poderíamos ter continuado uma longa discussão se Lucy não tivesse entrado. Ela parecia estar bem nervosa e com um mau-humor daqueles...

– Her... meninas...- ela engoliu em seco- Tem um homem esperando vocês no Hall. Ele quer vê-las. Disse que era importante.

Algo na expressão dela me deixava nervosa. Algo ali estava bem errado... Por isso, não hesitei em segui-la. Qual não foi minha surpresa ao ver Quíron no Hall de entrada.

– Quíron?- eu perguntei, surpresa.

– Era ele que queria falar com a gente?- ouvi a voz de Jade atrás de mim.

Acho que ambas pensamos a mesma coisa : ferrou-se.

– En- então , Quíron.- eu gaguejei- O que-que você queria fa-falar conosco?

– Os deuses querem vê-las.

Juro, não sei de onde veio , mas eu me senti raivosa.

– Sério? essa parece uma frase que estão tentando inserir no meu dia-a-dia, não é?-eu cruzei os braços- Por que eles não dizem tudo que precisam logo?- eu suspirei- Isso está ficando cansativo.

– A magricela tem razão.- Jade disse, ganhando um olhar não feliz meu.

– Vocês tem que entender... — Quíron falou- Eles querem conversar, querem vocês lá no Olimpo. Deve ser importante.

– Claro.- eu respondi, sem emoção.

– Acho melhor irmos, Laurita.- Lucy pôs a mão no meu ombro

Eu , Lucy e Jade já estávamos quase indo para a porta quando Quíron disse:

– Lucy, você não pode ir.

– Como assim " Eu não posso ir"?!- ela arqueou as sobrancelhas.

– Os deuses, eles querem ver apenas elas...

– Dane-se o que eles querem! Eu não deixar as minhas meninas irem sozinhas para ver aqueles loucos!

Algo em mim ficou extremamente radiante ao ouvir Lucy dizendo aquela frase. Ela realmente parecia uma mãe falando. Uma mãe que se continuasse a falar assim dos deuses levaria um raio na cabeça. Mas, ainda uma mãe.

Então, os dois começaram um discussão. Eu meio que entrei em estado de choque. As duas pessoas mais calmas que eu já conheci em uma briga. Apesar de Quíron não alterar o tom de voz, ele não parecia nem um pouco alegre ao ter que argumentar com Lucy, afinal de contas, ela ainda era uma Clark. E os Clark não estavam acostumados a receber um não como reposta... Será que isso é contagioso? ( Jade: Tomara que sim, quem sabe assim você não ganha um pouco mais de atitude?) ( Eu tenho atitude) ( Luísa: Laura, o seu ato mais rebelde foi chamar os filhos de Apolo de acéfalos...) ( Jade: Sem contar que você saiu correndo depois...) ( Luísa: Aliás... Isso é estranho agora que você sabe que eles são seus meio-irmão...) ( Nem me lembre disso...) ( Luísa: O que quis dizer com isso ,Clark?) ( Nada... Nada...) ( Jade: Viu? Covardia pura...) ( Sai daqui Mortiça!)

De qualquer maneira, essa discussão foi interrompida por Luísa , que adora cortar as frases. ( Luísa: é quase um hobbie)

– Eu... perdi alguma coisa?- ela perguntou, encostada na parede.

Acho que teríamos percebido a chegada dela se Lucy não gritasse tanto.

– Luísa , — Quíron disse — quer explicar à Lucy que eu simplesmente não posso levá-la ao Olimpo?

– Mas eu não vejo problema- Jade comentou — Lucy é uma semideusa! Por que não pode ir ao Olimpo?

– Não, Jade. Os deuses querem ver apenas vocês...

– EI! EI! — luísa berrou antes que uma nova discussão começasse- Nós vamos ao Olimpo? Os deuses querem nos ver? Eu ouvi direito ou estou cochilando na cama e tento um sonho muito louco?

Quíron suspirou e repetiu pela milionésima vez:

– Os deuses querem vê-las, sim. E não, eu não sei porque.

Ninguém nunca sabe, aqueles lá são malucos, pirados na batatinha, sei lá como se fala...

– Eles não podem simplesmente dizer tudo o que querem de uma vez? — Luísa perguntou- Já deve ser a terceira vez que vamos ao Olimpo em um mês...

– A questão é,- Quíron interrompeu Luísa. ( Luísa: eu não gosto de ser interrompida...) ( Mas adora interromper os outros...) ( Luísa: Essa é a graça! Você não gosta que riam de você , mas gosta de rir dos outros!) ( Na verdade...) ( Luísa: esquece e volta pra chata da sua narração...) ( Não é cha..) ( Luísa : volta logo!)- Vocês tem que vir comigo.

– Espere só um minutinho...- Jade deu aquele sorriso falso que garota do telemarketing e nos empurrou para o armário de vassouras que ficavam em um canto depois do Hall.

– Então...- Luísa começou assim que a porta foi fechada.

– Nós temos que ir. — Eu respondi- Deve ser algo importante para estarem no chamando no Olimpo... Se lembram da última vez?

– Como esquecer? — Luísa respondeu- Eles me fizeram de enfermeira!

– Mesmo assim, — eu continuei sobre o comentário desnecessário já que a pergunta era retórica. ( Luísa: para você tudo que eu faço é desnecessário...) ( Deve ser porque é.)- Não acham que isso pode nos ajudar a descobrir o que devemos procurar em Atenas?

– Eu pensei que já soubéssemos — Luísa respondeu- Atlântida.

– é um pouco mais complicado que isso.- eu argumentei. Na verdade, era bem mais complicado, você sabe, achar uma terra perdida que nem os melhores dos melhores conseguiram... Não nem um pouco fácil.

– Mas... Nós nem vamos tomar café?- Jade choramingou.

/////////////////

Eu confesso que não sei quanto tempo demoramos para chegar, ou quanto tempo pareceu demorar, uma vez que eu estava tão presa em meus pensamentos que não ia ou ouvia quase nada.

Contudo, lá para o final do percurso, Luísa reclamou algo sobre seu estômago estar devorando alguma coisa e então eu vi Jade tirando uma... uma Nutella da bolsa?!

– O que é isso?- Luísa perguntou

– nutella.- ela deu de ombros como se dissesse que respirava.

– Você carrega Nutella na sua bolsa?- eu perguntei incrédula.

– Sou uma garota prevenida — Jade retrucou em tom superior.

Me limitei a revirar os olhos e voltar a olhar pela janela. Eu não sentia fome. Na verdade eu não sentia nada, era como se eu fosse feita de pedra ou gelo, eu me sentia fria, sem emoção. Quando chegamos, a sensação só piorou. Na realidade, eu me sentia melancólica só em pensar em quão feliz eu estava semanas atrás, naquele excursão que eu sempre ia, sempre ajudava a organizar... Parecia tão distante agora. O Olimpo tinha se tornado sinônimo de problema para nós , o deuses viraram as pessoas que eu nunca mais queria ver... Ah! tudo isso era confuso, horroroso, dramático, estranho... Se já dizem que ser semideus é difícil, imagine ser filha de dois deuses! Você se sente fora de qualquer mundo. Diferente dos outros semideuses, diferentes dos humanos, diferente dos deuses.

Falando neles... Lá estavam, em seus enorme tronos , como se isso os fizesse serem maiores, ou melhores... ( Jade: menina, hoje você acordou virada, ein? adorei) ( Luísa: é verdade, ela está mais legal hoje... Todo esse ódio...) ( Jade: finalmente, né?) ( Vocês estão dizendo que me preferem brava?) ( Luísa: não brava com a gente, brava com o mundo, os deuses assim...) ( Jade: mas tira a parte filosófica do meio... ) ( Luísa: é, isso é chato...) ( Ei! é a minha vez de narrar! Posso narrar como eu quiser?) ( Luísa: se você quer narrar da maneira chata...) ( Argh! se calem!)

Quando as portas se abriram, congelei. Sério. Não era medo ou deja vú . Era o simples sentimento de que algo bem ruim estava para acontecer. Agora eu senti metade do meu corpo ficar frio e a outra quente.

Só saí do estado de choque , quando Jade guardara sua nutella e fora acompanhar Luísa.

– Então- Luísa começou, para a minha surpresa- por que exatamente nos chamou aqui com tanta urgência?

– é.- Jade pareceu tomar coragem — Eu nem tive tempo de tomar café!

– Nos as chamamos porque temos uma missão para vocês.- Zeus respondeu.

Eu torci as mãos. Eu não sabia se eles diriam com todas as palavras ou não, mas eu sabia que eles iam nos meter na maior furada da história da humanidade , atrás de um lugar que ninguém sabe onde estar, provavelmente cheio de monstros , para salvar a pele deles. Que plano de férias seria melhor?

E então eles ficaram quietos. Por que tem que sempre ser o script que eles escreveram? e por que nesse eles não falavam tudo de uma vez antes que eu me descontrole de alguma maneira?

( Luísa: e você se descontrolar seria começar a dizer todas as capitais do mundo?) ( Jade: quem sabe ela não fala em chinês?) (Закрой свой рот Бастард! { cale a boca bastarda em russo}) ( Jade/ Luísa: O.o .... WTF?) ( continuando...)

– O que , exatamente, vocês querem que façamos?- Luísa perguntou. ( Luísa: Só eu que falo nessa porra, né?) (Закрой свой рот Бастард!) ( Luísa: EU NÃO ENTENDO O QUE VOCÊ ESTÁ FALANDO!) ( At var intensjonen { Essa foi a intensão em norueguês}) ( Luísa: não ajudou...) ( Nid oes ots gennyf { eu não me importo em galês}) ( Luísa: .........) ( Folytatva ... { Continuando em húngaro} )

– Que vocês encontrem a cidade perdida de Atlântida.

é... در حال حاضر، ما می میرند...{ agora, nós morremos em persa} ( Jade: que língua é essa menina? africâner? ) ( Nee, dit is hier Afrikaans.{ Não, isso é africâner em africâner} ) ( Jade: endiabrou essa menina!) ( Stille! { Silêncio em alemão})

Eu fechei os olhos. Estávamos condenadas a morte.

– Isso é sério?- Luísa arqueou as sobrancelhas.

– Eu pareço estar brincando?- a Deusa respondeu.

– Não é só que...- Luísa parecia ter ganhado um pouco de juízo ( Luísa: eu até ia te responder , mas aí você ia começar com aquelas bruxaria e...) ( Hau ez da sorginkeria! { isso não é bruxaria em basco})- se nem os melhores historiadores e arqueólogos conseguiram... Por que nós? Não seria melhor escolher um dos seus filhos?

Mas é muita burrice em uma pessoa só. ( Luísa: Qual é? Como é que eu ia lembrar que você e a Jade são filhas da corujona velha?) ( Prestani! Ona je moja majka! { pare com isso! Ela é minha mãe em croata}) ( Luísa: okay. cansei de falar com você.) (Buď ticho.{ Cale-se em eslovaco})

– Se a senhorita não percebeu, duas de vocês são minha filhas.- a deusa se irritou.

– ah.. é verdade.- Luísa murmurou

– Mas... Então é assim? — Jade retrucou- Vocês querem que achemos Atlântida , assim, do nada?

– Vocês tem a profecia. — Atena respondeu- Nenhum semideus já recebeu mais ajuda do que isso.

Oubliez la parenté. Comment cette chienne peut être si cruel? { esqueça o parentesco. Como essa cadela pode ser tão cruel? em francês} ( Luísa: agora ela ficou brava com a mãe?) ( Jade: não sei... ) ( अरे हाँ! आप वह क्या कहा सुना? { Oh sim! Você ouviu o que ela disse? em hindi}) ( Luísa: ela concordou com a gente?) ( Jade: não sei... acho que sim...)

– Só isso?- Luísa perguntou.

– Creio que sim .- Disse Zeus.

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– Luísa , cale a boca! estou tentando pensar!- Eu gritei.

Estávamos no meu quarto. Eu examinava a profecia que escrevemos em um papel enquanto Jade tinha um surto inexplicável de melancolia e Luísa achava que rodear o quarto inteiro ajudaria em algo... Tradução: só eu estava trabalhando. E não invadam o meu POV porque é verdade!

– E pare de ficar andando de um lado para o outro como se fosse um peru!- eu disse, sem tirar os olhos do papel.

– Posso respirar, pelo menos?

Eu rolei os olhos eu voltei para o trabalho. Alguma coisa estava quase fazendo sentido quando Jade disse:

– Já descobriu alguma coisa? Já está ficando tarde... E eu estou com fome.

– Novidade...- eu murmurei co raiva.

– O que disse?

– Que não consegui nada.- sorri sarcástica.

Luísa bufou.

– Quando partimos?- ela perguntou.

– Amanhã cedo.- eu tirei os óculos de leitura e massageei a testa.Minha cabeça doía. Acho que ler estava forçando a minha visão. Talvez meu grau tenha aumentado, ou talvez isso seja só estresse mesmo. Quem sabe os dois juntos...- Para onde, eu não sei.

– Acho que devíamos seguir a pista da bússola.- Jade comentou e eu apoiei o queixo nas costas da mão em que eu segurava o óculos.

– É.- concordou Luísa.

– Acho arriscado...- eu disse coçando a nuca- Viajar para a terra dos deuses...- eu comecei encarando-as.

– Mas não temos outra opção, não é?- Luísa me interrompeu.- Não temos nenhuma outra pista.

Nós discutimos por mais um tempo, até eu ver que não havia mais jeito, era ir ou ir para a Grécia. Então, Jade e Luísa saíram e eu fiquei. Passei alguns segundos na mesma posição até lembrar que provavelmente acordaria cedo amanhã. Delicadamente, coloquei o óculos de leitura dentro da sua caixinha e fui fazer uma mochila para a viagem.

Quando terminei, não estava cansada. E resolvi ler um pouco. Tentei dormir de novo. Mas eu só rolava na cama . Já era tarde da noite quando o sono bateu e eu fui forçada a dormir profundamente.

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Senti muita vontade de ficar na cama quando ouviu a música do meu relógio despertador. Mas eu tinha que levantar hoje, então, com uma grande dose de auto-controle me forcei a acordar e caminhar ( mesmo que como um zumbi) até o banheiro.

Eu já estava trocada e bem acordada quando passei em frente do quarto de Jade, que pelo visto dormira de porta aberta, e vi que ela ainda dormia. Bati na porta.

– Jade! Jade!

– Hum?

– Jade, acorda!

– Já vou...

– Jade!

–Já vou.- ela respondeu se virando.

Eu entrei no quarto, as sapatilhas silenciosas ecoavam naquele quarto grande, e puxei o lençol dela.

– Ah ! Isso é covardia!- ela disse e se virou novamente.

Eu abri as cortinas.

– Jade!

– Ah! Isso queima!- ela gritou.

– Para de brincadeira e vá se arrumar!- eu gritei, empurrando ela da cama.

– Aí!- ela se deitou no tapete.

– Vamos JADE!- eu gritei no ouvido dela.

– Acordei!- ela berrou, indo para o banheiro.

Eu revirei os olhos e saí. ouvi Luísa levantar correndo antes de eu passar em frente ao seu quarto.

– Luísa?

– Já estou acordada ...

– Certo.

Eu desci a escada rapidamente e colocava café na xícara quando Lucy apareceu.

– Bom-dia.- ela sorriu sonolenta.- Pensei que você não fosse acordar tão cedo... Passei no seu quarto já era meia-noite e você ainda estava lendo.

– Eu aguento o tranco.- dei de ombros enquanto pegava a manteiga.

– São seis da manhã.- Lucy me encarou por cima da caneca cheia de achocolatado.

– Sim. E daí? — eu respondi esticando a mão para pegar o saco com o pão de macadâmia e chia.

– Não acha que você dormiu pouco?- ela arqueou as sobrancelhas.

– Lucy, — eu ri- Eu estou bem. Sério.

– Estou de olho mocinha.- ela respondeu soltando a minha mão.

Ainda comíamos quando Luísa desceu.

– Bom-dia.- ela disse, mau-humorada.- Como você consegue ter energia a essa hora da manhã?- ela perguntou colocando canela no seu chocolate quente. Sim. chocolate quente no verão e de manhã. Nem pergunte. ( Luísa : é gostoso!) ( ok) ( Luísa: Juro!) ( Tá certo) ( Luísa: Sério!) ( Já disse que acredito Luísa, caramba!)

– Isso se chama auto-controle.- eu respondi.

– Não. Isso é doença.- ela retrucou pegando um pão normal e fazendo sanduíche com presunto e queijo.

Eu me limitei a rolar os olhos.

– Que porcaria é essa que você está comendo?- ela apontou para o meu pão.

– Pão de macadâmia e chia.

– Oi?

– São sementes.

– Pensei que pães fossem feitos de trigo.

– E são. Só que esse tem Macadâmia e Chia.

– Vai me dizer que é uma daquelas porcarias integrais saudáveis e naturebas que você come?

– Oi?- foi a minha vez de perguntar enquanto ela lia a embalagem.

– Eca! — ela me encarou- É.

Eu estava quase terminando o café quando Jade finalmente desceu.

– Ainda bem! Até a Luísa foi mais rápida!- eu disse, colocando a minha xícara vazia na mesa.

– Dormiu na pia?- Luísa brincou.

– Não.- ela disse, pondo seu chá na caneca.- No chuveiro.

– Como?- eu limpei as mãos que estavam sujas de farelos de pão em cima da mesa.

– A água estava tão quentinha... e então meus olhos foram fechando, e fechando e...bum! caí.

– E você acordou sozinha?- Lucy perguntou, ela parecia preocupada.

– Não dá para dormir muito tempo no chuveiro, né?- Jade deu de ombros- Pelo menos eu não estava na banheira...

Eu ri e comecei a subir as escadas.

//////////

Depois de um tempo, já deviam ser por volta das sete e meia ,quando Todas estávamos com as mochilas nas costas , nos jardins da mansão.

– Então...- eu Lucy começou — vamos comprar as passagens para um voo ...

– Não.- eu a cortei- Nem pensar.

– Por que?- ela perguntou.

– Jade é filha de Hades. Morreríamos torradas se tentarmos viajar pelos territórios de Zeus.

– Ok...- Luísa assentiu- que tal barco?- ela olhou a minha expressão e pareceu se lembrar- Ah! é Poseidon... não vai dar certo...

– Então como nós vamos chegar na Grécia?- Lucy perguntou.- De carro?

– E vamos atravessar o oceano como?- Luísa retrucou.

– E se, nós viajássemos pelas sombras?- Jade sugeriu.

– Mas nem fodendo!- eu respondi.

– Tem uma ideia melhor?- ela me provocou.

– Ainda não. — eu dei o braço a torcer.- Mas, vou pensar em algo.

– Não tem como viajarmos para a Grécia sem passar pelo ar ou pelo mar.

– Jade tem razão.- Luísa argumentou

– é verdade Laurita.- Lucy disse.

– Ah não...- eu choraminguei.

– Então...?- Jade arqueou as sobrancelhas.- Vai com a gente ou vai continuar tentando achar uma maneira impossível de sair daqui?

Eu grunhi.

– Façamos do seu jeito.

– Quem quer ir para Atenas?- Jade riu.

Notas finais
Então? gostaram? lembrando que um gostei, legal, muito bom, bom ou até um yeah vale , sabiam? só não deixem de comentar. Nós queremos saber se vocês gostam, se precisamos melhorar... por favor, comentem.