De Repente Casamos!
12 Capítulo 12
Notas iniciais
Rony estava na sala de estar em pé à espera de Hermione, eles sairiam juntos. Molly insistiu e muito para que os dois tirassem uma noite de folga e ela até se ofereceu para cuidar de James. Hermione resistiu muito, não queria deixar James, mas depois que Rony pediu que ela aceitasse ela finalmente cedeu.
Rony a levaria para jantar, ela não sabia onde, mas ele a levaria. Ela ainda estava em seu quarto se arrumando enquanto ele estava lá embaixo com Molly que estava sentada no sofá com o neto no colo.
— A Hermione está demorando, né mãe?
— Toda mulher demora pra se aprontar, meu filho. — e assim que Molly terminara de falar eles ouviram os passos de Hermione descendo as escadas.
Ela estava linda! Usava um vestido vermelho e justo de alças que ia até seus joelhos, um scapin preto de salto, seus cabelos estavam presos de maneira que caíssem apenas sob um de seus ombros deixando a mostra o brinco brilhante que usava. Quando ela se aproximou Rony pode notar melhor seu rosto que estava com uma maquiagem bem clarinha, realçando suas pequenas sardas.
— Dona Molly, eu deixei uma mamadeira já pronta pra ele. É só esquentar! Se ele quiser mais eu deixei colado na geladeira como se prepara a madeira, e também tem a comidinha dele, acho que se comer a comida não vai se importar tanto com outra mamadeira. As fraldas dele ficam no trocador, mas os lenços e as pomadas estão no armário. Se a senhora puder observar se o narizinho dele parou de escorrer ou não eu agradeceria e ah, tem o...
— Hermione, querida. James é meu neto, eu sei como cuidar dele. Fique tranquila! — Molly disse carinhosamente.
— Longe de mim pensar que a senhora não sabe como cuidar dele... É que eu nunca o deixei sozinho, estou um pouco receosa e...
— Pois não fique! Ele não está sozinho, está com a vovó dele e vai ficar bem né James? E o Rony acabou de me dizer como devo preparar a mamadeira, não é filho?
— Sério? — ela olhou para Rony surpresa, mas ficou um pouco encabulada com a maneira como ele a encarava, parecia vidrado em algo. — O que foi, Ron?
— Por Merlin, Hermione! — ele pareceu ter saído de um transe — Você está linda!
— Ah... Hm... Obrigada. — ela corou feito um pimentão.
— Ele tem razão, querida. Está muito bonita!
— Obrigada, dona Molly. Vamos então?
— Vamos! — ele respondeu.
— Tchau, meu amor. Logo a madrinha está de volta, tá? Obedeça a vovó. — ela disse pegando James no colo, rapidamente o abraçou e o beijou antes de devolvê-lo para Molly — Dona Molly, pra qualquer coisa que precisar pode nos ligar, ok? Já sabe como usar o telefone, né?
— Está tudo sob controle, Hermione!
— Ok. Tchau, James! — ela beijou o menino mais uma vez — Obrigada mais uma vez, dona Molly.
— Tchau mãe, tchau James! — Rony beijou os dois e então eles saíram.
Assim que chegaram no restaurante o garçom os recebeu e os encaminhou para a mesa que estava reservada no nome do ruivo.
— O que vai pedir? — Hermione perguntou concentrada em seu menu.
— Você vai escolher o que vamos comer hoje.
— Confia em mim assim? — já que ele amava comida mais do que tudo, devia estar depositando muita confiança nela.
— Confio! Pode escolher!
— Ok... Então hoje será o dia da massa! — ela disse e fez os pedidos para o garçom.
— Como vão as coisas? — Rony perguntou após um tempo tentando puxar assunto.
— Ah, o James ainda está um pouquinho resfriado então...
— Não! Não com James! Como vão as coisas com você? Sinceramente Hermione, nós moramos na mesma casa e não sabemos praticamente nada sobre o outro. Sei que James é o centro de nossas atenções, mas ele não é o único com quem me importo lá em casa, entende?
— Ah... — ela ficara um pouco extasiada e envergonhada ao ouví-lo confessar que se importava com ela — No trabalho vai tudo bem... Quer dizer, ando muita mais atarefada que o normal. Estou organizando a festa de aniversário da ONG junto com sua mãe, mas acho que disso você já sabia.
— Eu sabia sim. Ela não pára de falar nisso! É o primeiro aniversário da ONG sem o Harry...
— É... Não queremos fazer feio. A festa será em memória dele!
— Vai ser linda! Eu tenho certeza disso. Mas, já vou adiantando para você: talvez eu não vá.
— Por que não? — ela deixou escapar mais desapontamento do que queria.
— Não era pra eu te falar, era pra ser um serviço secreto. Mas eu vou sair numa missão com outros aurores, vai ser um pouco complicada e não sei se posso te garantir que estarei de volta no dia da festa.
— Pra onde vocês vão? — perguntou no plural para disfarçar sua preocupação singular com ele — Que missão é essa?
— Não posso dizer, Hermione. Você sabe...
— Regras do conselho. — ela completou — Quando você vai?
— Amanhã cedo.
— E você não ia me contar? — agora ela estava estressada.
— É claro que ia! Só não tive oportunidade antes. Você terá que ficar com James sozinha durante esses dias e eu ficarei sem notícias de vocês assim como ficarão sem notícias minhas.
— Encontraram algum grupo de seguidores de Voldemort que tenha fugido? Tudo bem, tudo bem, você não pode me falar pra me manter em segurança.
— Prometo que será rápido.
— Rápido o suficiente para ir à festa?
— Prometo que vou tentar isso também. Ei, não fica assim... — ele disse indo segurar a mão dela.
— Desculpa. É que... Depois de todo aquele horror da guerra eu fico com medo dessas coisas.
— E é por isso que eu vou nessas missões, para que ninguém mais precise passar pelo o que passamos.
— É uma atitude muito bonita, Ron. — ela disse fitando a mão dele que estava sob a sua.
— Chegou nossa massa! Vamos ver se Hermione Granger tem bom gosto...
— Oras, Weasley. Come minha comida todo dia e ainda duvida?
— Nunca se sabe né...
Os dois passaram uma noite agradável juntos. Riram e se divertiram bastante. Rony era muito engraçado, arrancava gargalhadas de Hermione facilmente e ele estava encantado com ela, a cada segundo que se passava só se confirmava o quão inteligente ela era.
Quando voltaram para casa já era por volta das dez da noite, Rony que pagou o táxi e o restaurante trouxa que foram. Estava cada vez mais familiarizado com as libras.
Encontraram a casa toda fechada e escura. Adentraram-na a procura de Molly, mas tudo o que encontraram fora um bilhete deixado por ela.
"Levei James pra casa comigo, Arthur também queria vê-lo e tenho certeza que meu pequeno também estava com saudades do vovô. Vão buscá-lo amanhã na toca, farei um almoço para vocês!"
— Ela não sabe que você vai viajar, né? — Hermione perguntou após ter lido o bilhete em voz alta.
— Não. A tarefa de contar pra ela ficará pra você amanhã nesse almoço... Não acredito que vou perder a comida da minha mãe!
— Muito espertinho deixar a parte difícil pra mim. Espero que pelo menos tenha gostado da comida, já que sua mãe insistiu tanto para que fossemos jantar. — Hermione disse fazendo com que Rony que estava deitado no sofá se sentasse e ela ocupasse o lugar ao seu lado.
— Ela queria que nos distraíssemos, disse que desde que tudo aconteceu nós só priorizamos James e esquecemos nossas próprias vidas. Não que ela ache isso errado, mas ela quer que vivamos a nossa vida também como se... Como se James não fosse nossa responsabilidade.
— E é claro, pra ela poder ficar com ele um pouquinho.
— Sabe, eu não acho ruim ter que me preocupar com o James. Antes eu achava, agora não mais. Gosto de ter alguém pra cuidar, e principalmente ter alguém pra cuidar de mim.
— James cuida de você?
— Não, mas você cuida. De nós dois. — o que ele dissera arrancara um sorriso tímido dela.
— Bem, eu como uma garota comum, sempre pensei nisso... Ter uma casa, uma família. Não imaginava que seria desse jeito e com você, mas eu sempre quis isso pra mim.
— É estranho estarmos nós dois aqui né?
— Muito. Não pensava que um dia isso fosse acontecer realmente... — declarou aérea, a ideia dela e Ron juntos num futuro como aquele só se passava em seus pensamentos quando ainda era menina.
— Eu pensava. Quer dizer, desejava. — a declaração dele a pegou de surpresa.
— Pensava?
— Pensava. Eu gostava de você no nosso sexto ano, mas só consegui aceitar aquilo nas férias que tivemos antes da caça às horcruxes. Eu até li um livro por sua causa! — riu.
— Que livro?
— Doze maneiras infalíveis de encantar bruxas. Eu ganhei do Fred e do Jorge e tentei seguí-lo para conquistar você. Não sei se consegui...
— Ah, então está explicada toda sua atenção e gentileza comigo. — constatou rindo.
— Então eu consegui?
— Conseguiu. Mas você não precisaria fazer muito para me encantar... — ela declarou desviando o olhar do dele. Os dois estavam muito próximos, seus braços quase se encostavam e ela não conseguiu manter os olhos fixos nos dele.
— Por que não?
— Eu sempre gostei de você, Ron. É claro que no quarto ano tudo ficou mais claro pra mim quando eu quis mais do que tudo que você me convidasse pro baile de inverno, mas chegou ao ponto em que o Vítor Krum, a pessoa que eu nunca imaginei que me convidaria me chamou e você não. Eu chorei muito quando brigamos na noite do baile.
— Mesmo?
— Mesmo. Eu tentei te esquecer, mas sempre me pegava suspirando por você pelos cantos de Hogwarts. Quando você descobriu que eu ainda mantinha contato com Vítor no quinto ano uma pontinha de esperança se acendeu dentro de mim, pensei que estava com ciúmes. Mas aí chegou o sexto ano e você começou a namorar a Lilá. Eu nunca senti tanta raiva de alguém na minha vida como senti no sexto ano.
— Raiva da Lilá?
— Não, de você mesmo. Por ser um legume-insensível... Dela eu só tinha inveja. Eu queria muito estar no lugar dela, ser sua namorada. Mas vocês estavam apaixonados demais para que eu fosse notada, então inventei aquele namorico de mentira com o Comarc pra tentar te irritar e te deixar com ciúme. Mas eu não consegui. — ela riu nervosa ainda sem olhá-lo.
— Não conseguiu? — o tom de voz dele saiu esganiçado — Hermione, eu odeio aquele cara até hoje por conta disso!
— Ainda?
— É claro que sim! Eu odiava aquele mauricinho! Ele vinha me perguntar coisas sobre você, pedir dicas sobre como chegar em você! Eu só queria socar a cara dele! Sei que era errado, mas eu não gostava tanto assim da Lilá. Aliás, acho que só deixei as coisas irem pra frente porque fiquei com ciúmes de você.
— De mim? — agora ela voltara a olhá-lo.
— Sim, de você. Gina tinha rido da minha cara porque eu nunca tinha beijado ninguém e começou a dizer que todos já tinha beijado alguém, inclusive você que já tinha beijado o Vítor. — ele pareceu chateado.
— Gina te contou isso? Não acredito! Era um segredo nosso!
— Ela estava nervosa quando contou, nós estávamos brigando e ela disse a primeira coisa que pensou pra me magoar. E ela sempre soube que dizer uma coisa dessas me magoaria muito, eu gostava muito de você, Mione. Quando você me beijou durante a guerra... Foi sem dúvida a única coisa que me deu razões pra prosseguir no meio daquilo tudo.
— Mas, ainda bem que tudo acabou né? — ela se referira à guerra.
— Nem tudo, eu acho.
— Como não tudo? — ela estava nervosa.
O espaço entre os dois parecia nulo e ela estava tão nervosa com a proximidade dele que pensou que sufocaria, mas Rony não desistiria de seu objetivo no meio do caminho e dera tempo para que ela apenas fechasse os olhos antes de selar seus lábios nos dela.
Hermione estava nervosa, mas não hesitou, queria receber aquele beijo tanto quanto Rony queria dá-lo nela.
Rony lhe dera um beijo apaixonado e cheio de carinho e assim que ele cessou outro se iniciou. Rony segurava sua nuca com uma mão e com a outra apertou sua cintura trazendo-a para mais perto de si, ela por sua vez abraçou-o pelo pescoço quando ele a puxara para seu colo.
Os beijos que trocaram logo foram ganhando um ritmo mais acelerado e intenso, deixando que todos os sentimentos oprimidos ao longo dos anos aflorassem naquele momento.
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