De Repente Casamos!
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Sejam bem-vindos(as) ao primeiro capítulo de "De Repente Casamos!"
A ideia inicial é inspirada no filme, mas o decorrer da trama é todo meu. A fic não é em UA, ou seja, Rony e Hermione são bruxos por aqui! Espero que gostem e se divertam comigo ❤️
Obrigada a minha beta que embarcou em mais uma de minhas invenções junto comigo, amôce! ❤️
Agora, sem mais enrolações, vamos ao primeiro capítulo.
Desculpem-me os erros ortográficos.
Aqui se inicia De Repente Casamos!
Abotoava delicadamente cada um dos botões de sua camiseta até a gola apertar-lhe a garganta. Passou um perfume e penteou os cabelos com gel para trás, estava realmente se produzindo, afinal seus cabelos viviam bagunçados.
Assim que colocou o casaco ficou a fitar-se em frente ao espelho. Respirou fundo inúmeras vezes e tomou coragem pra sair. Desceu as escadas e encontrou Harry e Gina junto de seus pais e Jorge que estavam rindo. Era bom ver que estavam se recuperando, depois da guerra o clima ficara tenso demais na toca e com a perda de Fred, o Weasley mais engraçado da família, tudo ficara com um ar triste e melancólico. Com o passar dos meses as coisas foram melhorando, mas ainda não estavam cem por cento melhores, e infelizmente nunca ficaria.
— Já vai buscá-la? — Harry perguntou ao vê-lo em pé parado na escada e todos voltaram o olhar pra ele.
— Ah, sim. Bem, ela me disse um lugar próximo a casa dela em que eu posso aparatar e de lá nós vamos pra um restaurante trouxa num tás-si?
— Táxi! — Harry o corrigiu.
— É isso mesmo! Bem, eu vou indo. Não quero me atrasar...
— Você está muito lindo, meu filho! — Molly o elogiara.
— Obrigado, mãe.
— Pode me descrever depois como é um restaurante trouxa e esse tal de tássi? — Arthur pediu.
— Ok, pai. Eu realmente tenho que ir.
— Boa sorte, maninho! — Gina se pronunciou.
— Obrigado, Ginny. E mais uma vez: obrigado vocês dois! — agradecera a ela e a Harry — Até mais!
Rony levaria Hermione para jantar. O encontro fora organizado por Gina e Harry que queriam muito que ele e a morena se dessem bem após o que aconteceu na guerra.
Ele e Hermione tinham se beijado! Ou melhor, ela o beijara. E desde então mais nada acontecera... Quando a guerra terminou houve um período de ovação ao trio de ouro e eles praticamente não tiveram tempo para conversarem direito. Depois Hermione foi a busca dos pais na Austrália com a ajuda de Kingsley, o atual ministro da magia. Sendo assim, ela saíra da toca de uma vez por todas, e com ela as chances da possível existência de um diálogo sobre os dois.
Harry que fizera a reserva e Gina o ajudara a escolher uma roupa adequada para a situação. Eles estavam mais empolgados do que ele, afinal Rony tinha inúmeras dúvidas em seu coração. Esperava saná-las neste jantar.
Aparatou a algumas ruas da casa de Hermione onde era permitido aparatar e seguiu o resto do caminho andando. Bateu na porta e a própria Hermione o atendera. Estava vestida com um vestido simples e branco que ia até um pouco acima de seus joelhos, tinha mangas curtas e rendas. Ela estava com os cabelos soltos, seus cachos agora domados caiam perfeitamente sobre os ombros dela e se estendiam quase até sua cintura. Ela usava sapatilhas que não favoreciam em nada sua altura, mas completaram a simplicidade de seu visual.
— Oi, Ron. — disse timidamente.
— Oi, Mione.
— Você quer entrar? Ainda estou terminando de me arrumar e o táxi ainda não chegou então...
— Claro, claro!
— Vem, entre. Meus pais já estão dormindo, eles andam um pouco cansados demais com a retirada do feitiço. Foi bem forte, estão se recuperando aos poucos e...
— Você é uma bruxa muito poderosa, Hermione. Quer dizer, não que seja uma coisa boa seus pais terem se esquecido de tudo... Bem, por um lado foi sim por causa da guerra e tudo o mais... Mas, você é muito boa com feitiços. Já era de se esperar que fosse forte e... Bem, parabéns pelo feitiço. — ele embaraçou-se.
— Ok. Hm, obrigada. — ela riu levemente — Pode se sentar se quiser, eu já desço.
Rony ficou sozinho na sala em pé enquanto observava o quão esquisita era a casa de Hermione. Ele não conseguia definir ela com nada além de muito trouxa! Ele nunca tinha ido lá, era sua primeira vez na casa dela e apesar de não saber para que prestassem metade das coisas que havia ali ele a achara incrivelmente bonita e organizada. Era um ambiente claro e também era enorme, aquela sala de estar devia ser da família Weasley que tinham nove pessoas e não a dela que só tinha três. Muito espaço pra pouca pessoa! Pensou.
Ele passou a fitar algumas fotos que estavam dispostas na sala, Hermione aparecia na maioria delas. Em algumas ela ainda era muito pequena, sem dentes e bem gordinha. A certeza que Rony sempre tivera se confirmou olhando aquelas imagens, Hermione definitivamente era muito mimada. A princesinha do papai e da mamãe, como sempre imaginou. Ouviu uma buzina do lado de fora e logo Hermione descera correndo.
— O táxi chegou! Vamos?
— Vamos! — concordou e então os dois saíram.
Hermione trancou a porta de sua casa e guardou a chave na bolsinha em que carregava então os dois se dirigiram ao veículo. Rony ficou pensando se deveria ou não ter aberto a porta do carro para ela, mas demorara tanto se decidindo que a própria o fez e adentrou o táxi.
Ele entrou logo após ela e o motorista lhes desejou uma “Boa noite!" que Hermione respondeu gentilmente, mas ele ainda estava um pouco incomodado com tudo.
— O restaurante não é muito longe daqui, vamos chegar rápido. — ela disse olhando pela janela.
— Ah, que bom.
— Como estão todos na sua toca? Sua mãe?
— Está bem. Harry conseguiu animá-la com a história da ONG, é assim que se fala né?
— É sim. Fico feliz que ela esteja animada, Harry pediu minha ajuda com tudo isso também, mas sei que está me dando um desconto por conta dos meus pais e tudo o mais...
— Harry pediu sua ajuda? — perguntou indignado.
— Sim. Com as papeladas, ideias, organização de tudo...
— Como sempre achando que você é a melhor em tudo!
— Como assim?
— Ele não pediu minha ajuda. Só pensa em você como se fosse a rainha do universo e você não é não! — agora ele estava chateado, também queria ajudar na criação da ONG, mas ninguém lhe dera nenhuma tarefa para tal.
— E quem disse que eu sou a rainha do universo?
— Ninguém precisa dizer, Hermione. Você faz questão de deixar bem claro que é melhor que todo mundo!
— Eu não faço isso não! — irritou-se também.
— Faz sim! Se acha superior a todos!
— Está me chamando de metida? Esnobe?
— Vai me dizer que não é? "Sou a bruxa mais inteligente da minha idade!" — ele disse com a voz enojada.
— Se você se esforçasse pra conseguir alguma coisa na vida seria elogiado também.
— Está me chamando de vagabundo?
— Se a carapuça serviu...
— Pelo menos de mim as pessoas gostam ao contrário de você que ninguém te suporta.
— Merlin, eu não acredito que aceitei sair com um garoto tão imaturo! Olha só como você consegue estragar tudo por uma bobagem! É um crianção mesmo!
— Você bem que gostou de beijar o crianção aqui, né?
— Eu devia te estuporar Ronald Weasley!
— Estupore então!
— Pare o carro! — ela pediu e o motorista o fez — Saia daqui, Ronald! Agora!
— Eu vou sair mesmo! Não sou obrigado a ficar aqui com uma irritante sabe-tudo metida!
— Cale a boca seu legume insensível! Eu nunca devia ter cogitado a ideia de ter vindo aqui.
— Muito menos eu! — ele disse e bateu a porta do carro com força quando saiu.
Hermione começara a chorar imediatamente. Soluços altos e o rosto escondido entre as mãos, como tinha sido estúpida! Era óbvio que Rony não ia ser o príncipe encantado que fora com ela durante a guerra. Agora ele tinha voltado a ser o trasgo horrível e grosso que sempre fora. E ela uma imbecil apaixonada por ele! Burra, burra, burra! Ela passou a bater na própria cabeça com aquele pensamento.
— Está tudo bem, senhorita? — o motorista perguntou.
— Sim, está sim. Pode me levar de volta pra casa, por favor?
— Como desejar.
E assim Hermione decidira que voltaria a odiar Ronald Weasley.
Notas finais
Espero que tenham gostado!
Mereço reviews?
Beijinhos e até o próximo ❤️
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