De Repente Amor !
3 A pousada.
Notas iniciais
Procurariam um hotel, só para passar um pernoite.
Conheceram um senhor em uma estação de trem quando foram saber de alguns horários, como não havia mais trem para aquela noite, o simpático senhor os ofereceu um quarto em sua pousada, aceitaram é claro.
- Oi, olha quem chegou. – Disse o simpático senhor a sua senhora.
- Oi, vocês deram sorte. A pouco foi embora um casal de mochileiros que estavam querendo um quarto, mas eles não eram casados, então não os deixei ficarem, o que é certo é certo, com ou sem chuva.- Sara e Grissom se entreolharam- Então, senhor e senhora?
— Grissom. – Responderam juntos.
- Mas podem nos chamar de Sara e Grissom- Disse Sara, muito simpática com a senhora.
- Podem vir por aqui. – Guiou-os a doce senhora.
- Quer uma ajuda com a mala, meu docinho?- Brincou Grissom.
-Obrigada meu Chuchuzinho. – Retribuiu Sara.
E foram para o quarto.
Pararam de frente para a cama, uma cama de casal enorme, portanto, só a cama, nem um sofazinho ou qualquer coisa parecida.
- Você não vai dormir nessa cama comigo, Senhor Grissom. – Continuou a brincadeira que teve inicio há pouco.
- Você que não vai dormir na cama comigo, amorzinho.
- Ah, que cavalheiro.
-Vocês mulheres queriam votar, não queriam? Portanto, queriam direitos iguais, certo? Então, é o que terá.-Disse dando a volta e deitando-se.
- Cara ou coroa, meu bebê. – Pegou uma moeda.
- Está bem, cara ou coroa. Cara eu ganho e coroa você perde. – Brincou.
Sara jogou a moeda para cima.
- E deu cara. Disse meio confusa.
- É, e deu cara. Vá dormir na banheira.
Sara abriu a cortina.
-Mas é um chuveiro.
- Então vá dormir no chuveiro.
- Está bem, fazer o que néh. – Deu-se por vencida.
Foi pra o chuveiro e começou a tomar um longo banho. Grissom deitou-se na cama e quando ia adormecer, ouviu Sara cantarolando.
“Eu to tomando uma chuveirada, tirando a lama, hum hum hum. Um machucado aqui, outro machucado ali”
Deitado na Cama Grissom sorriu. Sorriu da música de Sara, e de sua dança engraçada que conseguiu ver pela cortina um pouco transparente. Lembrou-se do tombo de Sara quando saíram correndo para pegar o trem, Sara escorregou e saiu rolando pela ladeira, e para melhorar não conseguiram nem chegar perto do trem. Sara chegou à pousada com lama dos pés a cabeça. Realmente foi uma cena muito engraçada, e a cara que Sara fez para ele quando riu da cara dela, foi hilária.
De repente ela sai do banho, e ele dormindo.
- Acorda, acorda!- Disse, puxando-o pelos pés.
- O que foi? – Disse assustado.
- Ah, você disse “cara eu ganho e coroa você perde” – Disse, imitando a voz dele.
- Ah, agora que você percebeu?
- Você perdeu, a cama é minha. Mentirosos perdem. – E chegou perto dele- E é melhor você tomar um banho, você está fedendo.
- Não, você vai me ver pela cortina.
- Por que, você me viu?
- Hum hum.
- Você me viu? – Disse incrédula.
- Tá bom, mentirosos perdem, mentirosos perdem. – E correu para o banheiro- E não espia não, heim. – Fechou a cortina.
... Momentos depois a simpática senhora bate a porta. Sara abre.
- Está tudo bem?
- Está sim.
- Hoje teremos tripa para o jantar. Nada melhor que tripa de boi em uma noite fria.
- Tripa? Hum, delícia. Ouviu amor, vamos ter tripa para o jantar. – Disse, referindo-se a Grissom.
- Bem, senhora, eu estava pensando, para agradecer pela senhora ter nos acolhido assim em cima da hora, se a senhora não se importar, eu gostaria de fazer o jantar hoje.
- Não posso aceitar.
- Pode sim. – Interveio Sara. – Ele é cheff e é ótimo.
- Mesmo?
- Hum Hum.
- Bem, nós temos um casal de italianos hospedados também, tem algum problema?
- Problema nenhum. – Respondeu Grissom ainda do banheiro.
- Então tá, obrigada senhor Grissom.
- De nada.
E a senhora saiu.
- Tripa? ÉCA! – Sara disse baixinho, só para ela e repuguinou-se só de imaginar o sabor da comida.
- Grissom, te esperarei lá na horta.
- Tudo bem.
Antes de sair, Sara deu uma olhada para o banheiro, a cortina estava um pouco aberta e denunciou Grissom escovando os dentes só com a toalha enrolada na cintura. Ele não percebeu que ela estava observando-o. Ela foi andando em direção a porta e olhando em direção ao banheiro, em perceber que chegava perto demais da porta, continuou a andar e bateu a cabeça na porta, fazendo barulho. Com certeza doeu.
-Ai – Botou a mão na cabeça.
- Algum problema Sara?
- Não nada, só tropecei. – E saiu do quarto em direção a horta.
Deus, por que fico tão boba perto dele? Tenho que parar com isso !
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