Notas iniciais
Estou de volta, com fic nova AHA o
enjoy

Era dia de foto na escola, porque eles tinham essa coisa de tirarem fotos dos alunos? Que coisa, sempre saiam feios, sempre saiam estranhos ou fazendo caretas. Eu não fui diferente, minha foto (depois de tentar fazer o cara acertar meu nomes, várias vezes) sai com a pior cara que eu podia sair, droga

“ah não” – disse quando peguei a foto – “não acredito, fiquei horrível”

“soorria” – olhei para frente, vi um flash na minha cara

“Tom não, por favor”

“ dia ruim?”

“ um pouco, olha” – Tom pegou minha foto. Ele era meu melhor amigo desde o maternal, era o meu único amigo

“não está tão ruim assim, agora sorria” – ele tirou uma foto comigo – “seus 13 anos tem que registrar”

“tudo bem, mas chega ok?” – ele sorriu para mim, uma coisa que eu adorava nele, a sua covinha em uma bochecha só, ele ficava um fofo com ela. Olhamos para frente e vimos a garota que nenhum de nós dois gostava, não porque a gente queria e sim porque ela cismava em implicar, com ele, e isso me estressava as vezes, mas eu queria ser do grupo dela, além do mais, era o grupo mais popular na escola “Olá Jess”

“Olá Kate, oi castor como vai na represa?” – Tom olhou para ela e deu um sorriso sínico – “como ficou sua foto?”

“ficou... boa, é, boa... e a sua?”

“não ficou tão boa assim, eles cismam que esse é meu melhor ângulo”

“impossível” – ela me mostrou – “nossa, ficou linda, você é fotogênica Jess”

“te espero lá na frente ta?”

“faz o que quiser, ela não precisa da sua ajuda” – disse Jess, Tom olhou para mim envergonhado

“daqui a pouco eu estou indo” – falei baixinho para ele, ele sorriu e saiu dali

“até que fim... Katy eu disse para o Jason que eu e as garotas estamos indo para sua festa hoje e ele ficou super animado para ir também”

“ isso significa que...”

“que a gente ia, mas não dá, temos um trabalho de matemática para fazer, uma pena já que a gente e o Jason queríamos tanto ir né garotas?”

“é sim” – as garotas que andavam com ela concordaram

“bem, se for assim, eu posso fazer o trabalho para vocês”

“ótimo, boa menina, te vejo as 19:00”

“ mas a festa é só as 20:00”

“adianta a festa” – ela saiu andando, teria as garotas mais populares e o cara mais lindo da escola na minha festa, melhor do que isso não tem como ficar.

“então, Jess e seu exercito vão na sua festa? Nossa que... legal”

“Tom para! e não é só a Jess e as amigas dela, o Jason também vai”

“Jason? Jason Butter? Katy, esse garoto é um aproveitador, todos eles são”

“isso tem outro nome, ciúmes. Para Tom não vou parar de falar contigo por causa disso”

“espero” – paramos em frente a nossa casa, bem Tom era meu vizinho – “quer ruesos?”

“isso é para crianças”

“sério? Legal” – sorri e peguei um pouco do pacote que ele tinha semi aberto – “até mais tarde”

Arivedete

au revoir” – ele sorriu e entramos em casa, sempre fazíamos isso antes de nos separar. Droga eu tinha que arrumar as coisas.

“Olha a aniversariante” – ouvi a voz do meu pai – “parabéns para você...” – ele entrou no meu quarto com uma câmera, ah não

“pai! Não, sai daqui!” – me joguei na cama de bruços escondendo meu rosto entre os travesseiros

“ok, depois eu volto” – ele saiu

“filha, vai dar tudo certo, ta tudo bem” – minha mãe disse acariciando minhas costas, eu sentei na cama furiosa

“não, não ta nada certo, eu sou um desastre eu odeio minha vida”- eu estava com o rosto borrado de maquiagem, eu tentei me maquiar, repito tentei

“não é porque você não é parecida com as garotas de revista que você não é bonita do seu jeito”

“eu não quero ser linda do meu próprio jeito, eu quero ser linda igual a ela” – mostrei a revista com a capa de uma modelo linda – “porque o mundo me odeia?” – deitei de novo

“o mundo não te odeia, relaxa, daqui a pouco as pessoas estão chegando e você tem que estar linda, como sempre foi” – minha mãe sorriu e me deu um beijo no rosto e saiu do meu quarto, eu esperei ela fechar a porta para colocar papel em meu sutiã, eu não tinha um tamanho de peitos apropriados para a minha idade, eles eram muito pequenos, pequenos demais. Desci para o porão, aonde seria a minha “festa” e comecei a dançar “Triller”, minha música preferida, eu sabia a dança toda.

“Katy? Olha o que eu trouxe para você”

“Tom, não precisava” – ele colocou a caixa em cima da mesa – “que é isso?”

“espera, e... taran! Sua casa dos sonhos” – eu abaixei para ver mais de perto – “aqui está todas as coisas que você gosta, livros, CD’s, muito deles afinal” – ele riu – “aqui é o seu cantor preferido te esperando na sala” – olhei para a pessoa parecida com ele em pé, apontando para a porta, comecei a ri

“você está com cara de bravo aqui”

“sou eu expulsando ele da casa porque... você não quer vê-lo” – eu ri, ele sorriu – “ainda não está completa, olha... eu comprei isso, vi numa loja, é o pó dos desejos, você faz um desejo e despeja numa superfície ou qualquer coisa, eles vão se tornar realidade”

“legal, será que eu posso ter 25 anos com esse pó?”

“Katy? Você só tem 13 anos, vai demorar ainda”

“vai não, passa rápido” – ele sorriu negando com a cabeça, abriu o saquinho rosa que ele tinha nas mãos e despejou o pó brilhante sobre o telhado da casa, eu fechei meus olhos e fiz meu pedido

“não quero que você cresça”

“porque?”

“porque eu tenho medo que você se esqueça de mim”

“não vou esquecer, você é meu melhor amigo, lembra?” – ele sorriu sem graça, eu sorri junto e ouvi a campanhia sendo tocada – “ai não, é eles... droga droga droga”

“Katy calma”

“tem que estar tudo perfeito... Tom eu vou guardar ela ok? para não ter perigo de quebrar ou algo parecido” – peguei a mini casa que ele fez para mim e guardei no armário – “coloca uma música, seilá, já volto” – subi as escadas correndo, cheguei na porta, respirei fundo e atendi – “olá garotas, Oi Jason” – ele sorriu para mim, meu deus como ele era lindo

“Oi Katy, podemos entrar?” – ela foi entrando – “obrigada”

“a festa é lá em baixo gente, podem ir para lá”

“ok” – eles foram entrando e jogando os casacos para cima de mim, droga eu não via nada. Chegamos no porão e começamos a conversar, quer dizer, eles falavam coisas que eu não entendia nada. Com o tempo tudo ficou entediante demais, Tom começou a dançar eu ria, só eu, Jess chegou no som e desligou

“desculpe mas isso estava ridículo, quer dizer, você é ridículo” – os outros riram, ela colocou uma música que ela tinha trago e eles começaram a ficar mais animados

“idiota”

“castor” – ele veio até a mim

“bem eu vou... eu vou lá em casa e pegar meu violão, não demoro”

“faz o que você quiser, eu não preciso da sua ajuda” – ele me olhou com um olhar triste, todos começaram a ri, me senti mal fazendo aquilo mas eu não podia perder a oportunidade já que quem eu queria estava ali a poucos metros de mim, Jason Butter. Tom não falou nada, subiu correndo e a festa continuou, droga eu sabia que tinha feito uma coisa errada e tinha magoado ele.

“argh! Bem eu tive uma idéia meninas, vamos jogar 7 minutos no céu”

“o que seria isso Jess?”

“simples Katy, você vai ser vendanda, já que você é a aniversariante, e vamos mandar uma pessoa ir ali dentro daquele armário aonde você vai ficar e deixar essa pessoa fazer o que ela quiser em 7 minutos” – ela sorriu e chegou perto de mim e sussurrou – “o Jason é o primeiro e ele está doido para ficar contigo ali dentro” – ela pegou o lenço dela que estava amarrado em seu pescoço, e me vendou – “agora é só esperar e voilá” – ela deu uma risada e me colocou dentro no armário – “ah! Antes que eu me esqueça aonde está o trabalho?”

“em cima da mesa de salgados”

“ok, olha cuidado... Jason tem mão boba” – escondi o que eu não tinha por dentro da minha blusa. Ouvi a porta sendo fechada e eu sentei no chão me encostando na prateleira do armário.

“vamos logo, isso ta um saco”

“cadê a Katy?”

“está no armário, te esperando” – Jess e os outros saíram rindo, Tom olhou pro armário, sorriu e abriu ele, me vendo sentada

“pensei que você não ia vir ou era brincadeira da Jess” – eu sorri, estiquei meus braços, tocando o nada – “ué, cadê você?” – senti duas mãos envolvendo as minhas, sorri, senti alguém vindo perto do meu rosto – “Jason...”

“Não é esse idiota, é o Tom”

“han?” – tirei a venda – “cadê o pessoal?”

“eles foram embora”

“o que você fez?”

“nada”

“você fez sim”

“não eu só fui buscar o meu violão, não fiz nada”

“sai daqui” – empurrei ele e me tranquei no armário – “eu me odeio, eu te odeio, eu odeio todo mundo”

“que papo louco é esse?”

“eu quero ter 25 anos”

“deixa eu tocar para você ok, você vai ficar melhor, eu fiz uma música legal”

“eu quero ter 25 anos” – bati com as minhas costas na prateleira do armário – “quero ser linda com 25 anos, ter sucesso com 25 anos, ter tudo o que eu quero com 25 anos” – o pó que estava na casa dos sonhos caiu em cima de mim – “ter tudo que eu quero com 25 anos” – fiquei repetindo isso, aquele foi sem dúvidas o pior dia da minha vida.