Notas iniciais
Olá queridos leitores! Estou de volta depois desse pequeno hiatus (sem avisos prévios, porque de surpresa é muito melhor!). E volto com um combo de capítulos para ressarci-los de alguma forma. Agora entramos na parte legal da fic segundo vocês mesmos. Já me perguntaram se irá ter algo que desestabilize o nosso querido casal, e vai sim, então se preparem para a tempestade! Tenham uma excelente leitura.

Voltaram para o chalé, tomaram um banho e se aconchegaram no sofá retrátil que se instalava na varanda que cortava de fora a fora o ambiente. Emily se deitou ao lado dele e puxou a coberta cobrindo os dois.

— David, algo me intriga. — disse franzindo a testa.

— O quê? — virou para encara-la.

— Desde que chegou não comentou sobre seu primo. Você está bem? — pegou em sua mão.

— Estou melhor, na verdade estou preocupado com você e sua reação.

— Por que? Eu nem o conhecia.

— Sabe o cara que eu disse ser meu amigo, o cara da lancha em que tomamos café logo quando nos conhecemos?

— O Phillipe​?

— Ele é o meu primo que morreu. Costumávamos nos referir como amigos e não como primos. Mas foi ele.

— David. — ela levou a mão ao peito. — Porque não me disse? Eu teria ido com você. — uma lágrima escorreu de seus olhos.

— Ele fez um testamento. E me deixou aquela lancha. Era uma das coisas que ele mais gostava.

— Nossa! Não sei o que dizer, ainda estou em choque. — se encostou na poltrona.

— Trouxe uma cópia da parte em que ele me incluiu no testamento. — limpou a voz e leu em alto e bom som. — "Para o meu primo, amigo do peito, gostaria que fosse escrito em primeira pessoa. Para que possamos ter uma conversa e não uma despedida dolorosa. Quando você for informado provavelmente entrará em choque, aliás, como um homem tão saudável como eu chegou a esse ponto? Ao leito de morte? Queria te dizer que o meu câncer estava em estado terminal, eu poderia ter tratado e sofrido para ao fim descobrir que não tinha cura. Mas preferi aproveitar a vida, curtir cada momento, abandonar a empresa da família e me dedicar as pessoas a minha volta. Quero que fique com a minha lancha, só você sabe o quanto eu gostava dela, da sensação de liberdade que ela me proporcionava. Sabe a sua garota? Eu sinto que aquilo ali vai para frente. Espero que esteja lendo isso ao lado dela, porque quando a vi soube que ela era a pessoa ideal para você. Preciso lhe parabenizar por ter escolhido muito bem. Se eu não fosse um paciente terminal você precisaria se cuidar, senão a perderia para mim. Sempre fiz mais sucesso com as mulheres e você sabe disso. Quero que seja feliz, muito feliz. Espero que formem uma linda família. E se ainda não pediu a mão dela essa é a hora. Adeus primo." — quando terminou os dois estavam aos prantos.

— Ele acreditava na gente David. Ele via futuro na gente. — o encarou com os olhos tomados por lágrimas.

— Eu sei. Por isso evitei entrar nesse assunto, sabia que sentiria muito e ficaria nesse estado. — a abraçou.

— Ele podia ter sobrevivido se acaso se cuidasse? — o olhou por um momento.

— Nunca saberemos. — secou-lhes as lágrimas que caiam insistentemente.

— Eu te amo David, muito. — encostou a testa a dele.

— Eu também te amo meu amor, mais do que a mim mesmo. — acariciou seu rosto com os polegares.

Aos poucos ambos iam chegando mais perto, logo estavam envolvidos um ao outro beijando-se como se não houvesse amanhã, com paixão e fervor, com os corações acelerados por conta de uma chama que ninguém mais do que Phillipe​ havia ascendido.

Uma estrela ao céu brilhou mais forte, mostrando que era a mais iluminada da noite, David a olhou de relance e sorriu enquanto a beijava. Talvez fosse seu primo que enfeitava o céu ao reluzir com as outras estrelas.

Notas finais
Espero que tenham gostado, até logo!