Notas iniciais
Boa Noite Leitores!!! Nesse capítulo trago um personagem novo que vocês amarão odiar (kkk), ele é realmente terrível e esse capítulo é apenas uma amostra do que é capaz (olha o pequeno spoiler). Porém nem tudo é feito só de momentos ruins, então trago também um momento leve entre o nosso casal preferido, cercado de tensão sexual (acho que já perceberam que sou bem fã disso rsrs) e revelações. Desejo-lhes uma excelente leitura.

David ouviu batidas na porta, porém não eram na sua, faltava-lhe colocar o isolamento acústico na sala, todo aquele barulho já o estava deixando pirado.

As batidas insistentes continuavam, só que agora um pouco mais violentas. Logo ouviu uma porta se abrir.

— O que você faz aqui? — perguntou a voz um tanto conhecida, era Emily.

— Vim pedir mais uma chance, eu sei que errei... — foi cortado.

— Traição não é erro, é escolha. — ela falava calmamente.

— Não era a minha intenção, mas você estava afundada no trabalho e nem me dava atenção.

— Atenção? Peter, eu te dava atenção, mas você nunca estava disponível, por quê será né?

— Emily, larga de ser assim. Sei que está sem ninguém, então porque não ficar comigo?

— Porque eu tenho nojo de você Peter.

— Você não mudou nada em. — a agarrou pelo braço e tentou beija-la.

— Me solta Peter, ou vou chamar a polícia. — David ouviu a última frase e abriu a porta rapidamente.

— Você não ouviu o que ela disse? — David falava de cabeça baixa, olhando para o chão.

— Quem é você? O Superman? — ironizou.

— Se for preciso sim. — levantou a cabeça para o encarar.

— David... Deixa, não vale a pena.

— Tire as mãos dela. — disse sério.

— E se eu não tirar?

— Nesse caso eu mesmo tiro. — segurou a mão do sujeito e girou seu braço no sentido contrário, empurrou os dedos e sentiu dois deles estralarem em sua mão, haviam quebrado. Deu-lhe um chute na boca do estômago, girou seus braços para trás, esticando-lhe os nervos ao máximo que pode. Deferiu um soco em seu rosto acertando em cheio o nariz. Peter nem conseguia se reerguer do chão.

— Da próxima vez que eu falar para soltar, você solta. Ah esqueci, não vai ter próxima vez, porque você não vai ser homem o suficiente para voltar.

O sujeito foi embora pelas escadas de emergência tentando conter o sangramento em seu nariz.

— Emi, você está bem? — acariciou-lhe os braços que a pouco haviam sido apertados.

— Estou sim. Muito obrigada por aparecer. Eu não sei o que teria feito sem você.

— Você teria usado alguns dos golpes da Bones. — imitou e sorriu para ela, Emily sorriu de volta.

— Entrei em pânico. Muito obrigada, de coração.

— Sempre que precisar Emi. — ela o abraçou forte, lágrimas quentes começaram a rolar pela sua face.

— Heyy, não fique assim. Ele não merece as lágrimas de uma mulher como você. — as secou.

— Espero que ele não volte nunca mais.

— Pode ter certeza de que se ele voltar, vou fazer da vida dele um inferno. — a abraçou apoiando o queixo em sua cabeça.

Caminharam até a porta do apartamento dele.

— Vamos, entre Emi! Sente-se que farei um chá. — ela se sentou na bancada, um sorriso insistiu em aparecer no seu semblante ao vê-lo preocupado.

— Já faz tanto tempo, achei que nunca mais o veria. — comentou.

— O passado sempre retorna Emi. Temos que enfrenta-lo, mas sabe o que é melhor? — entregou-a o chá.

— O quê?

— Enquanto eu estiver aqui, enfrentaremos juntos. Aliás, estive pensando, que tal acamparmos?

— Nunca fui muito fã de acampamento.

— Não Emi. Esse é diferente. Meu carro tem um espaço interno muito bom que abre para um porta malas incrível. Já até arrumei com colchões, travesseiros e edredons. Hoje vai acontecer o eclipse, queria muito que víssemos do ponto mais alto da cidade.

— Que ideia genial. Como pensa em tudo isso? — curiosa perguntou.

— Achei que te faria feliz.- sorriu.

— Vamos passar em algum lugar e comprar alguns lanches para virarmos a noite.

— Já resolvi isso também, tá reservado na padaria é só buscar.

— Você pensa em tudo David! Seria capaz de te dar um beijo agora! — disse empolgada.

— Seria maravilhoso. — sorriu de lado extremamente feliz.

David dirigiu até às montanhas, como aquele lugar era alto, eles ficariam em um planalto cortado, a sombra bateria primeiro ali para então escurecer todo o resto.

— Chegamos! — desligou o carro e saltou do veículo, abriu o porta mala e se sentou na ponta, ela se juntou a ele.

— Ainda é cedo. São dez horas e só acontecerá as duas da madrugada. O que faremos durante esse tempo?

— Trouxe alguns jogos, achei que seria interessante bater um papo enquanto jogamos.

— Vamos ver o que temos aqui! — disse abrindo a bolsa de jogos. — Baralho, esse não podia faltar, dominó e uma caixa de palitos de fósforo. — olhou para ele ironicamente.

— Que foi?

— Os palitos são para jogar purrinha né? — riu.

— São sim.

— E o que apostaremos? — perguntou.

— Achei que não gostasse de apostas!

— Não gosto, mas nesse eu sou muito boa.

— Então... O que quer apostar?

— Não sei. Estamos no meio do nada. — sorriu.

— Que tal apostarmos perguntas respondidas?

— Isso pode ser um tanto constrangedor. — Gargalhou.

— Ah vamos Emi! Será legal.

— Tudo bem. Quer jogar com quantos palitos?

— Cada um com três.

— Okay.

Distribuiu os palitos e os levou até as costas impossibilitando que o outro visse. Emily decidiu jogar dois, David se perguntava o quão boa ela era e jogou a mão vazia. Chutou um resultado.

— Acho que tem um palito.

— Tem dois palitos. — ela respondeu. Ficou indignado, como ela poderia saber que ele tinha jogado lona?

— Você faz uma pergunta.

— Okay, vamos lá... — ela pensou por um momento. — Como aprendeu esses seus métodos de conquista?

— Que métodos? — perguntou rindo.

— Saber o que gostamos, inventar programas diferentes, esse tipo de coisa. — sorriu.

— Meu pai. Ele é um cara muito romântico, e cresci vendo ele ser assim com a minha mãe. Sempre quis ser igual.

— Uau! Então é um dom de família?

— Digamos que sim.

Jogaram novamente, ela decidiu pôr todos os três palitos e ele apenas um.

— Acho que tem quatro palitos Emi.

— Deve ter uns três.

Dessa vez ela errou. Eles abriram as mãos para conferir.

— O que seus pais achavam do Peter? — perguntou.

— Um babaca. — respondeu.

— O que eles achariam de mim?

— Pensei que fosse apenas uma pergunta David. — ela riu.

— Tudo bem, ganho essa mão e pergunto.

— Eles gostariam e muito de você. — respondeu. O sorriso de David foi maior do que seus lábios podiam suportar.

Jogaram mais uma partida. Emily pôs lona e David apenas um palito.

— Tem um palito. — ela disse.

— Tem dois palitos.

Ele perdeu dessa vez.

— Opa! Outra pergunta. Sobre a noite que te encontrei na balada, foi a Zooey quem te falou que estaríamos lá né? — ele corou na mesma hora.

— Sim, foi ela. — abaixou a cabeça sorrindo.

— Minha irmã é uma peça.

Lançaram os palitos, os dois tinham optado por lona.

— Não tem nada. — ela encarou a mão dele.

— Vai ser lona.

Abriram as mãos e confirmaram o resultado, ambos tinham acertado.

— E agora?

— Você faz uma pergunta e eu faço outra.

— Tá bom. Por que homens sentem atração por duas mulheres juntas? Ela perguntou. Ele riu e prosseguiu.

— Emi, levanta. — pediu gentilmente. Ela ficou de pé. — Agora imagina duas de você. — ela fez língua para ele e se sentou.

— Quantos anos você tinha na sua primeira vez? — franziu a testa.

— Nossa David essa é pesada. — ela forçou um sorriso.

— É só uma pergunta.

— Okay. Eu tinha vinte anos. Agora pode rir.

— Por que eu riria de você?

— Porque não foi o que você estava esperando.

— Acho legal o fato de você ter esperado até ter maturidade o suficiente. — se aproximou. — Ele deve ter sido o cara mais feliz do mundo, uma mulher linda igual a você. — colocou uma mecha do cabelo dela atrás da orelha.

Emily sorriu e se afastou um pouco, David estava muito próximo e só ela sabia o quanto aquilo podia ser perigoso.

— Que tal comermos alguma coisa? — desviou do assunto.

— Acho uma excelente ideia. — sorriu lindamente.

Notas finais
Espero que tenham gostado! Tenham uma boa noite e uma excelente semana!