De Quantos Acasos Coincidentes é Feito o Destino?
37 Capítulo 37 - Um Novo Vizinho
Notas iniciais
Eis que estou de volta kkkk. Peço perdão por não ter postado na sexta, não vou mentir, estava indisposta e preferi não postar. Porém hoje volto com um capítulo um pouco turbulento... Preparem os lencinhos aí kkkkk. Recomendo que antes de fazerem a leitura escutem a música Porteiro do Lucas Lucco que tudo vai fazer sentido kkkkk. E o motivo de eu ter escolhido esse ator é que se eu tivesse escolhido alguém como Richard Gere, não iria resistir e acabaria mudando o rumo da fic. Tenham uma excelente leitura.
Ela se arrumava em seu camarim, havia marcado de sair com Michaela. Ouviu batidas vindas de sua porta e disse:
— Pode entrar! David entrou e a encontrou de frente para o grande espelho, ia começar a passar o batom pelos lábios.— Eu tô com uma inveja tão grande da Michaela. — se encostou na porta e cruzou os braços.— Por que? — perguntou ela sorrindo.— Porque ela vai sair com você e eu não. — se aproximou pairando as mãos em sua cintura, encarando-a pelo reflexo no espelho.— Eu saio com você numa outra hora, prometo. — jogou um beijo para o reflexo dele.— Você está tão linda. Confesso que estou um pouco enciumado em te deixar sair assim. — ela usava um vestido preto bem acima do joelho de mangas compridas.David pôs a mão na barra do vestido e começou a subir aos poucos, logo estava no tecido de sua calcinha.— Não David! Hoje não, senão irei me atrasar! — tirou a mão dele de sua intimidade.— Hoje vamos dormir no meu apartamento ou no seu? — perguntou curioso.— Nem sei se vou voltar ainda hoje. Amanhã decidimos isso. — Pretende dormir fora e me deixar aqui? — Ah David. Nem sei para onde vamos, pensei em dormir em algum hotel. — arrumou os cabelos.— Assim você me mata Emi. — mordeu os lábios e puxou a cintura dela de encontro a sua.— Como você é carente. — virou para ele e o beijou. Um beijo quente, que passava confiança.— Posso usar seu celular? Esqueci o meu. — perguntou.— Claro. Está ali na bolsa. — ela indicou.— Obrigado. — pegou o aparelho.— De nada. — ela respondeu. Enquanto isso David instalava um aplicativo de GPS. — Eu vou indo. — disse abrindo a porta.— Até mais. — sorriu para ele.David caminhou até o camarim que dividia com Thyne. — Que tal saímos hoje Thyne? — fechou a porta atrás de si.— Claro. Seria ótimo.— Vou me vestir. — disse tirando a camisa e pondo outra.— Te espero ali fora.Ali ao lado Michaela entrou no camarim.— Está pronta querida? — Estou sim, vamos.Ambas pegaram um táxi, foram em uma balada mais afastada de Los Angeles. Estavam dispostas a se divertirem e conversarem um pouco, sem paqueras e sem excesso de bebida.— Então vocês estão realmente juntos? — perguntou Michaela.— Estamos. — sorriu.— Demorou um pouco em. Sempre soube que iam terminar juntos. — deu um gole no drink.— Ahh. — passou os dedos envolta da borda da taça.— Minha bebida acabou, vou ali buscar outra.Nesse momento um homem se aproximou de Emily.— Olá, eu estava ali te olhando de longe. Acho que te conheço de algum lugar. — sorriu.— Faço uma série, por favor, não comenta. — sorriu, naquela noite ela queria paz.— Tudo bem. Você não vem muito aqui né? — se aproximou dela.— Não. Na verdade foi minha amiga que me trouxe. — Não quer sair daqui e ir para algum lugar? — sorriu galanteador.— Não. Tenho namorado. — se afastou.— Ele nem vai saber. — se inclinou sobre ela.— Mas eu vou. E eu amo ele. — David chegou e avistou a cena.— O que é isso aqui Emi? — empurrou o cara e deu um soco em seu rosto. O homem saiu cambaleando.— Que coincidência encontrar vocês aqui. — Thyne disse para Michaela.— Não é coincidência não. — disse Emily. — Você me rastreou. Poxa David, você não confia em mim mesmo.— Confiar? Esse cara estava em cima de você quando cheguei.— Eu estava dando um fora nele, mas ele me prendeu com o corpo. — Eu não acredito. Como posso te deixar sozinha desse jeito Emi? Qualquer coisinha e já posso te perder.— Você pode confiar em mim. — se aproximou dele.— Em você eu confio, não confio em caras como ele. — apontou para o rapaz. — Vamos embora daqui. — a pegou pelo braço.— Não vamos não, vim com a Michaela e vou voltar com ela. — Emily, por favor. Não faz isso.— Você não confia em mim mesmo né? — balançou a cabeça negativamente de braços cruzados.— Tudo bem, se não quiser vim não venha. — disse claramente nervoso.— Se você não gosta que aconteça essas coisas termina, termina comigo. — disse de cabeça quente.— Olha que eu termino. Nunca vou ter sossego mesmo, só de piscar já tem homens te desejando. Já contei três desde quando cheguei. — virou as costas e foi embora.— Maravilha. Que droga. Ele tinha que aparecer. — sentou e bebeu o drink em um único gole.— Emily, não beba tanto. — sua amiga impediu que pedisse mais uma dose.— Eu não fiz nada. A única coisa que fiz foi dispensar o sujeito, mas parece que ele não entende. Quer saber? Eu vou embora. — Thyne, devemos deixa-la ir? — Michaela cutucou o amigo.— Deixa. Ela não está bêbada, só frustrada. Emily saiu, chamou um táxi e foi para seu apartamento. O porteiro há viu chorando e entristeceu-se, será que seu namorado havia feito algo? Foi uma pergunta que não conseguiu responder. Pegou o elevador e parou em seu andar, sua vontade era bater na porta dele. O número 1003 não saia de seu pensamento. Queria se desculpar, mesmo que não tivesse feito nada. Se desculpar pelas palavras que disse. Acabou desistindo. Sentou-se na porta do seu apê e chorou. A porta do 1002 abriu, aquela porta nunca havia sido aberta, a não ser pelas pessoas da limpeza. Não sabia se ali havia um morador, descobriu hoje.
Um homem de aproximadamente 1,80, cabelos grisalhos e elegante saiu. Era George Clooney. Ela jamais pode imaginar que ele era seu vizinho. Se aproximou e com uma aparência serena se abaixou ficando próximo a ela.— O que aconteceu? — seu timbre de voz era suave.— Não se preocupe comigo, ficarei bem. — puxou um leve sorriso.— Você não me parece bem e já estou preocupado. — arqueou a sombrancelha.— Não precisa, estou bem George.— Você me conhece. — riu.— Todos te conhecem. Você é bem famoso, já eu ainda estou começando.— Eu vi sua série. Ela é ótima. Você atua muitíssimo bem. — se levantou e estendeu a mão para ela.— Obrigada! — disse ao ser puxada para cima. — Entre, por favor. — abriu a porta de seu apartamento e deu passagem para que ela entrasse.Ao entrar reparou que tudo era decorado de acordo com o seu gosto, havia uma adega toda a madeira. O ambiente era composto por cores clean, madeira e veludo vermelho em partes de destaque.— Sente-se que vou preparar um chá. — disse calmamente. — Quer me contar o que aconteceu? — sorriu.— Fui a uma balada com uma amiga, meu namorado, o David, me seguiu até lá e encontrou um cara dando em cima de mim. Ficou nervoso e brigamos. — disse observando tudo a sua volta.— Ele precisa entender que mulheres bonitas chamam a atenção, já mulheres como você despertam a imaginação. O que faz os homens quererem você. — entregou-lhe a xícara de chá.— Não tenho certeza se ele confia em mim, confio muito nele, mas ele pareceu não acreditar no que disse. — abaixou a cabeça.— Talvez ele acredite, só acha difícil ter que lidar com uma mulher como você. — sentou ao lado dela.— Como assim? — se virou para ele o encarando.— Olha só para você. Vem de família rica, estruturada. Começou a carreira cedo, por isso é independente. Estudou nas melhores escolas, o que faz de você uma pessoa altamente inteligente. E como se já não bastasse é linda e elegante. É o tipo de mulher que deixa um homem inseguro. — Você entende mesmo disso em. Mas já falamos muito de mim. E você? Por que nunca te vi aqui?— Eu não costumo ficar aqui durante a semana. Na verdade, venho de quinze em quinze dias. Geralmente quando as pessoas por aqui não estão em seus apartamentos.— Entendo. Apesar das pessoas que moram aqui serem civilizadas você seria assediado. — riu.— Fico feliz que eu tenha conseguido te tirar um sorriso.— Eu também. — sorriu lindamente.— Ah Emily... ainda não acredito que ele te deixou ao vento por estar bravo. — tocou levemente o seu rosto.— Ele era tudo que eu sempre sonhei, mas como diz minha irmã, eu não tenho sorte no amor. — fechou os olhos. — Você pode não ter... mas os caras que passaram por sua vida tem muita sorte. — se aproximou e sussurrou no seu ouvido.— Eu preciso ir. — se levantou.— Ei, sente-se. Eu não vou te beijar. A não ser que queira. — sorriu segurando no pulso dela.— Ah me desculpe, é que eu... — ele levou o dedo indicador aos seus lábios.— Não precisa se explicar. — sorriu. — Você é realmente linda, mas não te forçaria a fazer algo que não queira. Se quiser chorar estou aqui. Se quiser fazer amor também. — levantou e foi até a adega. Voltou com uma garrafa de vinho italiano.— Aceita? — estendeu uma taça até ela.— Obrigada. — sorriu.— Conte-me mais sobre você. Onde você cresceu?— Aqui em Los Angeles mesmo.— Cresceu no berço da fama. — riu. — O que seus pais fazem?— Meu pai é cineastra e a minha mãe é atriz. — sorriu.— Já sei de onde veio seu talento.— De certa forma acabei sendo influenciada por eles, gostava do que faziam. E hoje gosto do que faço.— É bem nítido. Você é espetacular no que faz. Então... quer dormir aqui comigo essa noite? — deu um sorriso malandro, ele era o típico cara elegante e sedutor.— Não, obrigada. Me apartamento é esse aqui ao lado. — indicou. — Sei que é esse. Você diz que não, mas seu corpo me fala que sim.— Meu corpo não está falando nada. — se inclinou.— Está sim. Olha só para sua boca, está mordendo os lábios, como se tentasse conter alguma vontade súbita. — provocou. — Seus olhos estão mirando a minha boca e você está avaliando quão prejudicial pode ser. — se inclinou até ela. — Okay. Você me pegou. — Ainda não te peguei. — sorriu.— No sentido figurativo. — mordeu os lábios sensualmente. — Quando eu era mais nova, era louca por você. — É mesmo? — ele encarou-lhe os olhos que reluziam devido a taça de vinho.— É sim. Acho que todas já foram. Principalmente quando era um médico em ER. — sorriu para ele.— Eu realmente adorava aquele papel. Ficava bem de médico, não acha? — jogou charme.— Claro que acho. Ficava muito bem. — Ah Emily, se você fosse minha. Casava com você amanhã mesmo. — Para eu ser mais uma das suas conquistas?— Amo todas as minhas conquistas, sempre amei. Não me lembro de ir para a cama com alguém sem estar apaixonado.— Eu vou indo. — Sabe que não precisa ir. Você quer ficar e eu quero que fique.— Boa noite! — caminhou até a porta.— Até mais! — acompanhou ela. — encostou-se ao marco e viu a bela mulher adentrar seu apartamento. A maneira como ela andava o deixava intrigado, o corpo todo ajustado, um passo em frente ao outro e o balançar dos quadris, ah aquele balançar o fez estreitar os olhos só para ver com maiores detalhes.
Notas finais
Espero que tenham gostado!
Espero comentários!
Até mais pessoinhas!
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