Notas iniciais
Boa Noite gente bonita! Retorneiii! E trouxe um capítulo regado ao bom vinho com um toque MasterChef! Particularmente adoro as provocações que se dá para fazer em um ambiente como a cozinha, então soltei (só um pouquinho) a imaginação. E é claro, dedico esse capítulo a minha grande amiga Gabriela Lima, a única pessoa que entraria no Museu do Ocultismo comigo para ver a Annabelle pessoalmente. Lembrando para os apaixonados por filmes de terror que semana que vem é o lançamento do segundo filme. Tenham uma excelente leitura!

Ainda naquela tarde ambos foram a uma loja de fechaduras, David escolheu uma bem resistente e fez questão de instalar.

— Pronto Emi, amanhã ligamos para uma empresa de sistema de segurança, por hoje isso aqui será suficiente. — sorriu para ela.

— Obrigada David!

— Eu vou indo... — foi cortado quando ela o puxou pelo braço.

— Não! Não vá! Fique para o jantar! — sorriu mais uma vez corando.

— Jantar? Você vai cozinhar para mim? — perguntou surpreso e sorridente.

— Claro que vou. Tenho alguns dotes culinários. — Piscou para ele.

— Só aceito com uma condição Emi.

— Qual? — fez uma carinha fofa.

— Me deixe cozinhar com você.

— Mas é claro.

Foram em direção a cozinha, Emily colocou sobre a bancada tudo que precisava.

— Então... O que vamos fazer? — perguntou curioso.

— Pretendo fazer talharim ao molho de pesto.

— Parece delicioso. Sabe Emi... podíamos fazer uma sobremesa. — disse passando a língua pelos lábios.

— Claro que podemos. O que quer fazer?

— Que tal um mousse de chocolate? — chegou mais perto dela.

— Por mim tudo bem. Não sei se você vai aprovar o chocolate vegano.

— Tenho certeza de que é ótimo!

— Ele é mais forte.

— Melhor ainda, amo chocolate amargo. — encostou na bancada ao lado dela.

Emily começou a preparar a massa, ela massageava e batia a medida em que achava não estar no ponto. Logo começou a cortar os temperos que utilizaria, David a interrompeu.

— Deixa que faço isso. — pegou a faca da mão dela.

— Pode deixar que eu faço.

— Descanse um pouco, eu cuido disso. — sorriu para ela estreitando os olhos.

— Mas você é a visita... — ele não deixou que ela concluísse, a pegou pela cintura e a levou até o sofá. Chegando lá a deitou sobre o mesmo e começou a lhe fazer cócegas.

— Meu Deus David... — dizia entre risos. — pode cortar lá que eu não me importo. — gargalhava.

— Agora você diz isso né? — parou por um momento para mirar-lhe os olhos.

— Digo! — enlaçou os braços em seu pescoço.

— Você sabe que estar tão próximo é perigoso né?

— Tenho certeza de que é mais perigoso para você do que é para mim. — ela deu uma piscadinha e saiu.

— Emi... Emi... — sorriu e foi atrás dela.

— Bom, a massa já está cortada, podemos fazer a sobremesa agora.

— Vamos lá.

Faziam a sobremesa juntos, na mesma sintonia, rindo e brincando com os ingredientes. Chegaram no resultado final.

— David experimenta para ver se está bom. — estava se preparando para pôr a sobremesa nas taças.

— Lógico que experimento. — pegou o dedo dela e o levou até o recipiente onde o doce estava, o passou e levou até a boca provando. — Está delicioso Emi. — falou baixinho ao ouvido dela.

— Não faz assim! — deitou a cabeça no ombro dele. — Que eu acabo me entregando.

— E por que não se entrega? — ela fechou os olhos.

— Acho que tem algo queimando! — se desviou dele. David mirou o fogão e não havia nenhuma chama acesa, sorriu. Ela precisou inventar uma desculpa para sair de seus braços.

Levou a massa a água fervente enquanto ela preparava o pesto, tinha que admitir, ela possuía dons que ele ainda não conhecia, estava feliz por descobrir.

— Deixa isso aqui comigo e escolhe um vinho da adega David.

— Vai me deixar escolher mesmo? E se eu escolher o seu melhor vinho? — brincou com ela.

— Será um prazer aprecia-lo com você. — puxou de leve a bochecha dele.

Sentaram-se a mesa e se serviram, o jantar correu entre conversas e sorrisos, quando estavam juntos o tempo parecia passar cada vez mais rápido, é como se as coisas boas voassem sobre seus olhos na velocidade da luz. Logo Emily buscou a sobremesa, David foi lhe ajudar. Ficou em pé segurando a porta da geladeira enquanto ela se inclinava levemente para pegar as taças. Tentou desviar o olhar, mas a perfeição a sua frente estava o deixando no caminho da perdição, Emily se virou e por pouco não esbarrou nele, seus corpos estavam rente, ele deu passagem para que ela passasse.

Fechou a porta e a empurrou para ainda mais perto do eletrodoméstico, levou os dedos ao mousse e distribuiu o doce pelos lábios dela, ela por sua vez o encarou nos olhos e passou a língua ao redor dos lábios, limpando o que ele havia feito, o deixou plantado e se desviou.

Depois do feito resolveu tomar mais uma taça de vinho, David havia escolhido um bem forte, até ela que era boa de bebida precisava reconhecer. Serviu uma taça a ele também, ambos bebiam e sorriam além da conta, resolveram parar e comer a sobremesa. Em certo momento ela deixou que o doce caísse em sua roupa.

— Já estou até me sujando... acho que bebi demais. — olhou para a mancha do vestido. — Vou me trocar... espere um pouco. — riu.

Resolveu não esperar e foi atrás dela, quando entrou no quarto percebeu que ela não conseguia puxar o zíper do vestido.

— Deixa que faço isso para você. — puxou o zíper até que se abrisse totalmente, o vestido deslizou pelas suas curvas.

— Obrigada! — lhe agradeceu.

— Não tem de quê. — sorriu de lado, meio bêbado.

Emily se jogou na cama, estava bêbada demais para dar mais um passo sem que esbarrasse em algo. David fez o mesmo, se jogou ao lado dela, pegaram no sono.

Notas finais
Espero que tenham gostado! Até a próxima!