De Quantos Acasos Coincidentes é Feito o Destino?
17 Capítulo 17 - O Passado Retorna
Notas iniciais
Boa Noite Leitores!!! Nesse capítulo trago um personagem novo que vocês amarão odiar (kkk), ele é realmente terrível e esse capítulo é apenas uma amostra do que é capaz (olha o pequeno spoiler). Porém nem tudo é feito só de momentos ruins, então trago também um momento leve entre o nosso casal preferido, cercado de tensão sexual (acho que já perceberam que sou bem fã disso rsrs) e revelações. Desejo-lhes uma excelente leitura.
David ouviu batidas na porta, porém não eram na sua, faltava-lhe colocar o isolamento acústico na sala, todo aquele barulho já o estava deixando pirado.
As batidas insistentes continuavam, só que agora um pouco mais violentas. Logo ouviu uma porta se abrir.— O que você faz aqui? — perguntou a voz um tanto conhecida, era Emily.— Vim pedir mais uma chance, eu sei que errei... — foi cortado.— Traição não é erro, é escolha. — ela falava calmamente.— Não era a minha intenção, mas você estava afundada no trabalho e nem me dava atenção.— Atenção? Peter, eu te dava atenção, mas você nunca estava disponível, por quê será né? — Emily, larga de ser assim. Sei que está sem ninguém, então porque não ficar comigo?— Porque eu tenho nojo de você Peter.— Você não mudou nada em. — a agarrou pelo braço e tentou beija-la.— Me solta Peter, ou vou chamar a polícia. — David ouviu a última frase e abriu a porta rapidamente.— Você não ouviu o que ela disse? — David falava de cabeça baixa, olhando para o chão.— Quem é você? O Superman? — ironizou.— Se for preciso sim. — levantou a cabeça para o encarar.— David... Deixa, não vale a pena.— Tire as mãos dela. — disse sério.— E se eu não tirar? — Nesse caso eu mesmo tiro. — segurou a mão do sujeito e girou seu braço no sentido contrário, empurrou os dedos e sentiu dois deles estralarem em sua mão, haviam quebrado. Deu-lhe um chute na boca do estômago, girou seus braços para trás, esticando-lhe os nervos ao máximo que pode. Deferiu um soco em seu rosto acertando em cheio o nariz. Peter nem conseguia se reerguer do chão.— Da próxima vez que eu falar para soltar, você solta. Ah esqueci, não vai ter próxima vez, porque você não vai ser homem o suficiente para voltar.O sujeito foi embora pelas escadas de emergência tentando conter o sangramento em seu nariz.— Emi, você está bem? — acariciou-lhe os braços que a pouco haviam sido apertados.— Estou sim. Muito obrigada por aparecer. Eu não sei o que teria feito sem você.— Você teria usado alguns dos golpes da Bones. — imitou e sorriu para ela, Emily sorriu de volta.— Entrei em pânico. Muito obrigada, de coração.— Sempre que precisar Emi. — ela o abraçou forte, lágrimas quentes começaram a rolar pela sua face.— Heyy, não fique assim. Ele não merece as lágrimas de uma mulher como você. — as secou.— Espero que ele não volte nunca mais.— Pode ter certeza de que se ele voltar, vou fazer da vida dele um inferno. — a abraçou apoiando o queixo em sua cabeça.Caminharam até a porta do apartamento dele.— Vamos, entre Emi! Sente-se que farei um chá. — ela se sentou na bancada, um sorriso insistiu em aparecer no seu semblante ao vê-lo preocupado.— Já faz tanto tempo, achei que nunca mais o veria. — comentou.— O passado sempre retorna Emi. Temos que enfrenta-lo, mas sabe o que é melhor? — entregou-a o chá.— O quê? — Enquanto eu estiver aqui, enfrentaremos juntos. Aliás, estive pensando, que tal acamparmos?— Nunca fui muito fã de acampamento.— Não Emi. Esse é diferente. Meu carro tem um espaço interno muito bom que abre para um porta malas incrível. Já até arrumei com colchões, travesseiros e edredons. Hoje vai acontecer o eclipse, queria muito que víssemos do ponto mais alto da cidade.— Que ideia genial. Como pensa em tudo isso? — curiosa perguntou.— Achei que te faria feliz.- sorriu.— Vamos passar em algum lugar e comprar alguns lanches para virarmos a noite.— Já resolvi isso também, tá reservado na padaria é só buscar.— Você pensa em tudo David! Seria capaz de te dar um beijo agora! — disse empolgada.— Seria maravilhoso. — sorriu de lado extremamente feliz.David dirigiu até às montanhas, como aquele lugar era alto, eles ficariam em um planalto cortado, a sombra bateria primeiro ali para então escurecer todo o resto.— Chegamos! — desligou o carro e saltou do veículo, abriu o porta mala e se sentou na ponta, ela se juntou a ele.— Ainda é cedo. São dez horas e só acontecerá as duas da madrugada. O que faremos durante esse tempo?— Trouxe alguns jogos, achei que seria interessante bater um papo enquanto jogamos.— Vamos ver o que temos aqui! — disse abrindo a bolsa de jogos. — Baralho, esse não podia faltar, dominó e uma caixa de palitos de fósforo. — olhou para ele ironicamente.— Que foi? — Os palitos são para jogar purrinha né? — riu.— São sim.— E o que apostaremos? — perguntou.— Achei que não gostasse de apostas!— Não gosto, mas nesse eu sou muito boa. — Então... O que quer apostar?— Não sei. Estamos no meio do nada. — sorriu.— Que tal apostarmos perguntas respondidas?— Isso pode ser um tanto constrangedor. — Gargalhou.— Ah vamos Emi! Será legal.— Tudo bem. Quer jogar com quantos palitos?— Cada um com três.— Okay. Distribuiu os palitos e os levou até as costas impossibilitando que o outro visse. Emily decidiu jogar dois, David se perguntava o quão boa ela era e jogou a mão vazia. Chutou um resultado.
— Acho que tem um palito.— Tem dois palitos. — ela respondeu. Ficou indignado, como ela poderia saber que ele tinha jogado lona?— Você faz uma pergunta.— Okay, vamos lá... — ela pensou por um momento. — Como aprendeu esses seus métodos de conquista?— Que métodos? — perguntou rindo.— Saber o que gostamos, inventar programas diferentes, esse tipo de coisa. — sorriu.— Meu pai. Ele é um cara muito romântico, e cresci vendo ele ser assim com a minha mãe. Sempre quis ser igual.— Uau! Então é um dom de família?— Digamos que sim.Jogaram novamente, ela decidiu pôr todos os três palitos e ele apenas um.— Acho que tem quatro palitos Emi.— Deve ter uns três. Dessa vez ela errou. Eles abriram as mãos para conferir.— O que seus pais achavam do Peter? — perguntou.— Um babaca. — respondeu.— O que eles achariam de mim?— Pensei que fosse apenas uma pergunta David. — ela riu.— Tudo bem, ganho essa mão e pergunto.— Eles gostariam e muito de você. — respondeu. O sorriso de David foi maior do que seus lábios podiam suportar.Jogaram mais uma partida. Emily pôs lona e David apenas um palito.— Tem um palito. — ela disse.— Tem dois palitos.Ele perdeu dessa vez.— Opa! Outra pergunta. Sobre a noite que te encontrei na balada, foi a Zooey quem te falou que estaríamos lá né? — ele corou na mesma hora.— Sim, foi ela. — abaixou a cabeça sorrindo.— Minha irmã é uma peça.Lançaram os palitos, os dois tinham optado por lona.— Não tem nada. — ela encarou a mão dele.— Vai ser lona.Abriram as mãos e confirmaram o resultado, ambos tinham acertado.— E agora? — Você faz uma pergunta e eu faço outra.— Tá bom. Por que homens sentem atração por duas mulheres juntas? Ela perguntou. Ele riu e prosseguiu.— Emi, levanta. — pediu gentilmente. Ela ficou de pé. — Agora imagina duas de você. — ela fez língua para ele e se sentou.— Quantos anos você tinha na sua primeira vez? — franziu a testa.— Nossa David essa é pesada. — ela forçou um sorriso.— É só uma pergunta.— Okay. Eu tinha vinte anos. Agora pode rir.— Por que eu riria de você?— Porque não foi o que você estava esperando.— Acho legal o fato de você ter esperado até ter maturidade o suficiente. — se aproximou. — Ele deve ter sido o cara mais feliz do mundo, uma mulher linda igual a você. — colocou uma mecha do cabelo dela atrás da orelha.Emily sorriu e se afastou um pouco, David estava muito próximo e só ela sabia o quanto aquilo podia ser perigoso.— Que tal comermos alguma coisa? — desviou do assunto.— Acho uma excelente ideia. — sorriu lindamente.
Notas finais
Espero que tenham gostado! Tenham uma boa noite e uma excelente semana!
Fale com o autor