De Primavera À Inverno

9 Capítulo 9 - Pequena fuga


Notas iniciais
oi gente tentei ser mais rápida nesse ....
Gomen ne o encontro do shunsui e da Nanao está demorando mais que eu previ GOMENASAI!!!!!!!
bom, boa leitura...

Falou brevemente com Sasakike-san. Felizmente o soutaichou não estava muito ocupado e poderia atende-lo. Poucos minuto depois o capitão entrava na sala do comandante, onde ele se encontrava admirando a Seretei. Aproximou-se dele e em sinal de respeito e curvou-se , coisa que raramente fazia, pois não era muito chegado a formalidades e o comandante já estava acostumado com isso no pupilo.

__Ohayo Yama-jiji. Espero que eu não o tenha atrapalhado – apesar da forma descontraída de se dirigir ao ancião shinigami, ele estava um pouco sério demais para ele mesmo, estranho, preocupado para o soutaichou.

__Não se preocupe Kyouraku-taichou, estou interessado no que tem a dizer. — respondeu virando-se para o taichou da Hachi Bandai.

__ Memna atacou um vilarejo na floresta e está fazendo os aldeões de reféns.

__ Por que veio pessoalmente me dizer isso, Kyouraku-taichou? — realmente era uma coisa séria mas... mesmo em outras situações com igual ou até superior seriedade, Shunsui não ficara daquele jeito.

__Descobri que Nanao-chan ainda está viva. — por um breve momento o comandante arregalou os olhos surpreso, entretanto logo se recompôs.

__E como descobriu isso Kyouraku-taichou?

__Um sobrevivente.

__Sobrevivente? — perguntou Yamamoto interessado.

__Um menino.

__Qual o nome dele?

Meio vacilante e nervoso pela possibilidade do comandante impedi-lo de ir nessa missão, respondeu:

__Ise Kaoru...meu filho.

Por alguns minutos o silêncio fez-se presente na sala.Ele entendera. Nanao e seu filho estavam vivos e ele queria salvar sua tenente mas...

__Que provas você tem que ele é mesmo seu filho?

__Dai-senpai está fazendo um exame de DNA e ele estava com sito. — o capitão entregou o emblema de Nanao ao comandante. Apesar de não ser suficiente para provar que o menino era seu filho, Yamamoto o deixou ir. Dês do desaparecimento da tenente o ancião shinigami culpava-se por não ter causado tanta dor e sofrimento ao pupilo por não lido um relatório a tempo. Desejou-o boa sorte antes dele desaparecer de sua frente.

O capitão da Hachi Bandai ia em direção ao seu esquadrão. Assim como à 25 anos, eles iriam atrás de Memna e seus homens, libertar os reféns. E dessa vez ele iria salvar e proteger sua Nanao-chan.

Kaoru conversava com Ukitake no décimo terceiro esquadrão animado. “Bem que Kyouraku disse que ele gostava de falar” pensava Ukitake.

__ Né, Ukitake-san – disse Kaoru tirando o capitão de seus devaneios.

__Hum?

__ Há quanto tempo conhece outo-san? — perguntou Kaoru curioso.

__ Há uns..300 anos... não me lembro bem.

__ Quê?! Tudo isso?

__Hai.

__Ukitake-san, o que outo-san foi falar com o soutaichou?

__Mesmo ele sendo um taichou, ele precisa da autorização do comandante para ir nessa missão.

Kaoru entendera. Outo-san tinha ido para cumprir sua promessa. Mas Shunsui não conhecia a floresta e nela era impossível sentir reiatsu. Aquela mata podia ser muito traiçoeira.

__Eu tenho que ir junto! — falou do nada assustando Ukitake.

__É muito perigoso para uma criança, Kaoru – rebateu firme.

__Mas... outo-san não vai conseguir chegar nem mesmo até o vilarejo assim! A floresta é um labirinto! Eu a conheço muito bem, posso leva-los até Memna sem problemas! E também é impossível sentir reiatsu nela... — dizia o pequeno desesperado.

Ukitake tinha que concordar, eles teriam muito mais chance de sucesso com um guia, mas certamente Kyouraku não iria concordar em expor seu filho a tamanho perigo.

__Isso é verdade , porém... — o taichou perdeu a voz quando viu uma borboleta infernal na sua frente. Quando o pequeno a vira, ficara encantado com sua beleza e mais admirado ao vê-la pousar no dedo indicador do capitão.

Uma reunião urgente dos capitães. “ Deviria ser sobre Memna” pensou. Entretanto não podia deixar Kaoru sozinho e tinha que ir logo ou levaria uma bronca do comandante depois. Não poderia chamar aqueles dois depois do que aconteceu...

__ Ah, que problemão... — disse sem pensar Ukitake.

__O que houve , Ukitake-san? — perguntou curioso o pequeno Ise se aproximando do capitão.

__Eu preciso ir, Kaoru-kun. Não saia daqui, hein? — Ukitake levantou-se e fechou a porta atrás de si, deixando o menino com seus pensamentos.

Tantas coisas tinham acontecido em tão pouco tempo... há dois dias, estava em sua casa com oka-san, oji-chan e baa-chan naquela rotina pouco movimentada de sempre. De manhã, poucos minutos depois do sol nascer, ia correndo ver os treinos de sua manhã na floresta, depois iria estudar com ela e oji-chan quando ele não tinha nenhum trabalho urgente. Depois do almoço, ia dar uma volta na floresta, explora-la um pouco com muito cuidado para não se perder e de noite dormia ouvindo sua oka-san lhe contar alguma história de seus tempos de shinigami ou simplesmente ouvia ela contar alguma história.

Porém, seus avós estavam mortos junto com algumas pessoas do vilarejo e não sabia como sua mãe estava. A única coisa boa disso tudo, é que encontrara seu outo-san. Como estava feliz por isso.

Sentado no chão da sala o menino sorria alegremente com seu ultimo pensamento.

__ Outo-san... — lembrou-se, ele entraria na floresta sem saber o caminho. Tinha que ir, mas... como chegaria até ele? Estava no meio da Seretei sem saber para onde ir...

__ Ei, e se... — pensava e falava sozinho na sala do taichou do décimo terceiro esquadrão, decidido a ir atrás do seu outo-san.

Com cuidado para não chamar a atenção, levantou-se, abriu a porta e saiu. Por sorte não havia ninguém por perto, exceto os dois guardas da entrada principal que ficava de frente para a sala em que estava. Pensou em correr bem rápido e passar pelos dois shinigamis sem maiores explicações, mas provavelmente eles fariam algum escândalo. Olhou em volta, pouco atrás do portão, em um canto, havia uma árvore grande e com galhos fortes o suficiente para aguentar seu peso. Observou o lugar para ver se não vinha alguém e correu o mais rápido que pode em direção a árvore quando achou seguro.

Com imensa experiência e agilidade não demorou muito para escala-la e enfim pular o muro. A fase 1 de seu plano mirabolante estava completa, agora era só correr em direção as entranhas da Seretei e pedir a um shinigami desocupado que o leva-se para Rukongai. A floresta não era longe da Seretei, bastava subir em algum lugar alto e olhar em volta para achar sua direção.

Kaoru corria entrando naquele labirinto apenas tentando se afastar daquele esquadrão. Quando tudo acabasse, pediria desculpas a Ukitake-san pelo que acabara de fazer. “ Espero que ele não fique muito zangado” pensou o menino.

Meia hora possou-se e a reunião já havia acabado. Ukitake voltava para o seu esquadrão preocupado com Kaoru. Aquele garoto parecia poder ser tão teimoso quanto os pais, ele estava muito desesperado quando o capitão disse que Shunsui entraria na floresta. Concentrou-se para sentir a reiatsu do menino. Não sabia bem , mas por algum motivo sentia uma imensa reiatsu reprimida do garoto. Apressou o passo e logo chegou ao seu esquadrão, adentrando sua sala.

__ Voltei Kaoru-kun, espero que não tenha se sentido sozi- o capitão finalmente olhara para o cômodo vazio e percebera a ausência do garoto. “ Agora Kyouraku me mata” pensou o capitão, saindo a procura do pequeno Ise.

Depois de algum tempo correndo, Kaoru finalmente se encontrara num distância relativamente segura do décimo terceiro esquadrão. Entretanto, estava definitivamente perdido. Ele começou a andar sem rumo, procurando um shinigami que pudesse lhe ajudar a sair daquele lugar.

Mais alguns minutos se passaram e o pequeno continuava a andar já cansado. O tempo na Soul Society mudara consideravelmente, trocando o azul do céu por um cinza escuro das nuvens carregadas que anunciavam a aproximação de uma tempestade. Precisava apressar-se, pois ficava muito mais complicado e confuso de andar na floresta quando chovia.

Kaoru andava distraído até bater em algo, ou melhor dizendo, em alguém. O garoto caíra no chão sem entender o que acontecera até olhar para cima. Um shinigami com um 69 tatuado num dos braços estava a sua frente.

__ Hã? Você está bem, garoto? Se machucou? — disse o shinigami, ajudando Kaoru a se levantar.

__ Hai, arigato.

__Que faz aqui? — perguntou o shinigami, observando o lugar para ver se encontrava quem o trouxera ali.

__ Eu me afastei de minha mãe e meu pai e acabei vindo parar aqui – que não era de tudo mentira.

__Eles são shinigamis?

__Hai.

__De que esquadrão eles são? — bastou ele terminar a frase para o cérebro de Kaoru congelar por algum tempo. Não podia dizer que eram do oitavo esquadrão, tinha que inventar algo rápido ou colocaria tudo a perder. “Pensa...pensa...pensa...”

__ Eles me trouxeram para a Seretei porque não tinha ninguém que pudesse ficar comigo, mas eles saíram para uma missão e me esqueceram aqui.Será que o senhor não poderia me levar até a floresta Kunori?

__Ah meu nome é Hisagi e não senhor. — sorriu o shinigami para a criança a sua frente – Além disso porque quer ir até aquela floresta? — perguntou desconfiado Hisagi.

__ Meus avós moram lá, só que não gostam de shinigamis por isso não vou visita-los muitas vezes com meus pais, mas posso ficar com eles até meus pais terminarem a missão. — Kaoru estava nervoso porém firme. Sua desculpa esfarrapada estava péssima e torcia com todas as forças para ele acreditar e leva-lo até lá. Seria bem mais rápido se conseguisse chegar a entrada da floresta logo de cara.

__ Eles não vão ficar muito preocupados quando voltarem e não encontrarem você?

__ Não, isso já aconteceu antes, eu sempre vou pra casa dos meus avós quando isso acontece. — o pequeno sorria para disfarçar o nervosismo que sentia. Desconcertado e bastante tenso colocou a mão atras da cabeça. Uma mania antiga que o acompanhava sempre que ficava daquele jeito.

__ Está bem, suba que eu te levo lá. — Hisagi abaixou para que o menino pudesse subir em suas costas. Não tinha muito tempo, mas podia leva-lo até lá sem problemas.

__ Arigato, Hisagi-san! — sorria enquanto subia nas costas do shinigami, feliz por seu plano estar dando certo – Meu nome é Kaoru, Hisagi-san!

__ Segure firme ai atras hein? Kaoru.

__ Hai! — respondeu o pequeno.

Não demorou muito para chegarem lá, não era muito longe da Seretei e ainda mais com o tenente do nono esquadrão usando shympo.

__ Prontinho, está entregue. — falou o tenente abaixando-se para Kaoru descer.

__ Arigato, Hisagi-san! Arigato! — sem esperar alguma coisa que pudesse ser dita pelo shinigami, Kaoru correu em direção a mata, sumindo de vista. “ Espere por mim outo-san!Não se perca!” pensou o menino enquanto corria.

__ Esse garoto... bom tenho que voltar ao trabalho – disse o tenente consigo mesmo.

Na Seretei, o capitão de cabelos brancos, percorria os esquadrões a procura do Ise. Até que ao longe ele avista Hisagi já voltando de Rukongai.

__ Hisaaaagi – kun? — gritou o taichou.

__ Ukitake-taichou! — parou sua caminhada e olhou para onde vinha a voz que lhe chamara dele já um pouco cansado de procurar.

__ Ukitake-taichou – disse o tenente curvando-se em respeito ao capitão.

__ Não precisa ser tão formal Hisagi-kun... Por acaso você não viu um garoto na Sereitei, viu?

__ Na verdade... — disse o tenente desconcertado.

Passado alguns minutos, Hisagi explicou o que acontecera ao capitão. “ Esse garoto é muito esperto” pensou Ukitake. Agora ele estava a própria sorte.

__Espero que Kyouraku, Kaoru-kun – suspirou o capitão preocupado deixando Hisagi sem entender nada.



Em algum lugar da Floresta....



__De qual esquadrão você é mesmo, Ise Nanao? — perguntava Memna com seus olhos verdes cheios de raiva. Ele apertara o botão, ligando a máquina de choque, fazendo a ex-shinigami gritar de dor.



Já fazia algum tempo que estavam naquele joguinho. Nanao lutara com seus homens bravamente até ele chegar com um de sues “bichinhos”. Ele não deixara que a matassem.Queria informações primeiros, principalmente como ela havia conseguido vencer seu querido Onizaki.

Mais uma vez apertava aquele maldito botão, fazendo uma corrente elétrica percorrer por todo o corpo da shinigami. Nanao se encontrava deitada sobre uma espécie de maca, acorrentada fortemente. Vários ferimentos tinham se agravado e até se formado devido a condição precário do lugar onde estava e por ter sido posta naquela situação, sem receber nenhum tratamento médico primeiro. Memna queria que ela sofresse assim como todos na Seretei. Queria vê-la definhar na sua frente. Estava adorando cada grito e gemido de dor dado por ela.

__ Então … vai me responder... Nanao-chan? — sussurrou o nome dela em seu ouvido, dizendo-o da mesma forma que ouvira seu capitão dizer.

__ Eu não tenho contato com eles dês daquele dia, seu maldito! — gritou com poucas forças, até sentir mais uma corrente elétrica ferir seu corpo já machucado.

__ Eu não vou cair nessa, Nanao-chan! -disse Memna divertindo-se — um grupo de shinigamis está na floresta sabia? Eles entraram hoje cedo.

Aquilo abalara Nanao. Seu filho havia conseguido então ele deveria estar bem e fora de perigo. Nanao suspirou aliviada por saber disso, já Memna...

__ Não tem mais contato, hã?? Você pediu ajuda a Soul Society! — descontrolado, ligara a máquina no máximo, fazendo uma corrente elétrica muito mais forte que as outras , percorrer o corpo de Nanao.

__ Mas não se preocupe, eles não irão chegar aqui Nanao, seu capitãozinho vai morrer antes de chegar perto daqui. — Memna retirava-se com um grande sorriso no rosto, planejando uma bela morte para o capitão e seus homens. Entretanto antes de sair da sala, ele ligara uma máquina diferente.Cuja função era justamente retirar a reiatsu bem devagar de quem estivesse naquela maca.

__ Shunsui... Kaoru... — foram sua ultimas palavras antes de desmaiar de exaustão ao começar a sentir sua energia espiritual ser sugada lentamente.


Notas finais
espero que tenham gostado, bye bye!!