De Outra Maneira

23 Capítulo XXIII


Notas iniciais
Oiii! Demorei um pouco mais para postar pq as aulas voltaram e tals, vcs sabem como é. Mas eu estou aqui! E se consegui um tempo para postar, vcs tb conseguem para comentar, não é mesmo? Boa leitura! LEIAM AS NOTAS FINAAAAIS

Um silêncio profundo reinou naquele bosque por alguns segundos. Todos estavam olhando fixamente para Henry e Sabrina, mas ninguém parecia com pena dela. Todos sabiam que minha irmã não era uma boa pessoa.

— Precisamos chamar a polícia. – O Casamenteiro Bruxo disse, olhando para mim. – Allana, eu fico feliz que você tenha voltado, eu que iria celebrar o seu casamento, estava presente quando sua irmã te matou. Mas temos que chamar a polícia.

Eu olhei para Henry, que estava esboçando um sorriso no rosto.

— Não me arrependo do que eu fiz. – Ele disse para o Casamenteiro. – Sabrina era uma vadia manipuladora. Mas eu entendo que é errado e eu tenho que pagar. Pode me prender.

Cauê me olhou intensamente naquele momento e apertou minhas mãos.

Jacqueline abraçou Lívia. As duas estavam chorando muito.

Melissa correu na direção de Henry. Os dois ficaram se encarando. Ele iria dizer alguma coisa quando a polícia chegou.

— O que houve aqui? – O policial perguntou, olhando para o corpo de Sabrina com nojo.

— Fui eu. – Henry se apresentou, com a faca toda ensanguentada na mão. – Eu matei ela.

Observei os policiais interditarem o local do assassinato. As pessoas começaram a ir embora e Henry foi algemado. Antes de entrar na viatura da polícia, ele abriu um pequeno sorriso para mim. Uma lágrima escorreu pelo meu rosto e Cauê a limpou. Eu me virei de frente para ele.

— Porque Sabrina não foi presa quando me matou também? – Eu perguntei, sem conseguir segurar minhas lágrimas.

Cauê as limpou mais uma vez e me explicou:

— Seu pai não quis que ela ficasse em uma sela junto com outras criminosas. Ele tinha a esperança de que Sabrina mudasse. Por isso preferiu mantê-la em uma torre a seu alcance.

Cauê parecia prestes a chorar também. Eu o abracei, enquanto a viatura ia embora, levando Henry.

***

Era bom poder entrar na casa de meu pai de novo. Pena que ele não estava mais entre nós. Eu gostaria de abraça-lo e confortá-lo devido a morte de Sabrina, dizer para ele que eu era a Allana verdadeira e que estaria do lado dele. Mas ele se fora, para sempre.

— É tão bom te ter aqui. – Jacque sorriu para mim. Ela havia parado de chorar e Lívia também. As duas me deram um abraço de sanduíche maravilhoso.

— Eu senti muito a falta de vocês! – Eu disse quando o abraço terminou.

Melissa passou por nós e deu apenas um sorriso rápido para mim, em seguida correu para o quarto.

— Jacque, vamos falar com ela! – Lívia disse, puxando Jacqueline pelas escadas. Eu estava ali, sozinha com Cauê.

Ele sorriu para mim e me abraçou. Em seguida, me beijou ternamente, um beijo calmo, do qual eu senti tanta falta. Fomos aumentando a intensidade lentamente e só paramos quando estávamos sem fôlego.

— Allana! – Cauê disse, ofegante. – O que aconteceu com você nesse tempo que estava sumida?

Eu suspirei. Era uma longa história para contar para Cauê. Eu me sentei e ele me acompanhou.

— Bom, — eu comecei. – naquela noite em que eu fui embora, Sabrina e Henry me pegaram no caminho. Eles me levaram para uma cabana onde Sabrina se escondia e me mantiveram lá. Sabrina tinha o plano de tomar tudo o que foi meu um dia.

— Mas, meu amor, o Henry fez algo com você? – Cauê parecia com medo da resposta. Parecia estar mais assustado do que com raiva.

Eu ri. Aquela imagem do Henry mal se dissipou completamente da minha cabeça. Eu só pensava no Henry como um grande amigo, que me ajudou demais quando eu mais precisei.

— Amor, o Henry não é mal. – Cauê pareceu confuso.

— Mas e todas aquelas coisas que ele disse? Disse que te amava e depois te sequestra! Allana, não estou entendendo! – Ele disse, confuso.

— Cauê, o Henry era sim apaixonado por mim, mas agora ele ama a Melissa! Tentou desistir de ajudar a Sabrina várias vezes, mas ela ameaçou machucar a Melissa e não era isso que Henry queria, porque ele a ama. Henry me ajudou demais nesse tempo que eu estive lá na cabana. Ele é uma boa pessoa.

Cauê pareceu aliviado com as minhas palavras. Ele ia me beijar novamente, mas ouvimos um barulho de alguém descendo as escadas correndo. Era Melissa.

— Allana, o Henry estava com você todo esse tempo? Ele te beijou? – Ela jogou todas essas perguntas para cima de mim. Parecia prestes a chorar.

Eu me levantei para poder olhar melhor nos olhos dela.

— Sim e não. – Respondi as perguntas na ordem que ela me fez. – Melissa, o Henry te ama, ele mesmo me disse isso. Ele tinha um plano com Sabrina, sim! Mas ele se arrependeu porque começou a te amar. Ele tentou várias vezes romper com ela, mas ela estava ameaçando tirar sua vida e Henry tinha medo, porque ele te ama!

A medida que eu falava, lágrimas escorreram pelo seu rosto e ela correu em direção a porta.

— Melissa, aonde... – Tentei perguntar, mas já era tarde. Melissa havia batido a porta.

POV’S HENRY

Eu estava num lugar que eu nunca imaginei que estaria antes. Era sujo e escuro, e tinha um cara dormindo a cama vizinha a minha. E o pior é que eu passaria dez anos naquela sela.

Realmente era desanimador pensar nisso, mas por ter matado a Sabrina, valeu a pena. Agora todos estariam seguros. Allana, Cauê, Jacque, Lívia e principalmente Melissa. Meu coração doía ao pensar nela, pensar que talvez eu a tenha perdido para sempre.

Um guarda se aproximou da minha sela.

— Você tem visitas. – Ele tirou um grande molho de chaves do bolso, escolheu uma e abriu o portão para que eu saísse.

Eu acompanhei o guarda, sem saber quem tinha vindo me visitar. Será que Allana queria me falar alguma coisa? Mas ainda está cedo para visitas. Achei que hoje ela iria querer ficar com Cauê.

O guarda abriu a porta de uma grande sala e eu entrei. Era verde e não havia nada dentro. Somente uma câmera em que os policiais provavelmente assistiam todas as visitas e uma moça loira de costas.

Meu coração deu um salto quando eu a vi. Não poderia ser... Ela se virou e confirmou minha suspeita. Era Melissa. Seu rosto estava molhado de lágrimas. Uma escorreu pelo meu rosto.

— Melissa! – Eu disse e ela correu para me abraçar. – Me perdoe, me perdoe por tudo. – Eu acariciei seus lindos fios loiros.

Ela me soltou e olhou nos meus olhos.

— A Allana me contou a verdade. E eu vou te esperar sair daqui,eu quero ser sua novamente.

Ela me abraçou mais apertado dessa vez e eu chorei. Tudo estava dando certo.

Notas finais
Então gente, o que acharam? A fic está no fim. Acho que terá mais uns três capítulos. Maaas não fiquem tristes! Estou trabalhando numa nova fic, que será postada assim que De Outra Maneira acabar. Vcs leriam tb? Me digam no comentários, por favor :3