De Ontem Em Diante
23 Insensato destino
Notas iniciais
Por motivos de, capítulo enorme,ele será dividido, a primeira parte hoje e a segunda depois que eu ver muitos comentários, MENTIRA, posto no domingo, até porque ainda estou desenvolvendo e como a primeira parte já está revisada, bem...
Vamos a primeira parte.
Mansão Hammer
Na manhã pós-baile Blake chegava à mansão de Justin Hammer, estava disposto a colocar-lhe contra a parede, afinal, ele havia lhe prometido informações a respeito de seu pai em troca de ajuda para atrapalhar o romance de Tony e Pepper. Blake estava cumprindo com o combinado, mas Hammer não.
O jardim da mansão imenso, com arbustos cortados em formatos estranhos, uma decoração excêntrica ao estilo Justin Hammer. Blake caminhou até a porta principal e bateu na mesma. Um funcionário a abriu, talvez fosse um mordomo, informando que seu patrão o receberia em breve.
Hammer não demorou a aparecer vestia um roupão bordado com as suas iniciais e trazia a tira colo uma loira esbelta e um tanto vulgar, ela tocava-o e beijava-o incessantemente, parecia não se importar com a presença de Blake.
—Agora eu vou tratar de negócios, acho que está na hora de você ir, você foi uma delícia essa noite, vista-se com o mínimo de decência e saia, seu dinheiro está num envelope no lugar de sempre. Adeus, boneca.— ele disse e deu uma palmada no traseiro da loira que deixou a sala.
—Você paga por sexo?— Blake demonstrou nojo.
—Não pago pelo sexo, pago para elas irem embora quando eu estiver satisfeito.— Hammer disse com arrogância.
—Essa mulher é a mesma da festa, não é?— perguntou Blake.
—Sim, e por isso também ela receberá.— Blake juntou as sobrancelhas em dúvida —Você acha mesmo que todas aquelas pessoas estavam lá porque queriam? Aquilo foi uma cena que eu armei para Tony Stark.
—Você é insano, chega a dar pena, paga para ter convidados em uma festa, paga para fazer amor...
—Só as que recebem conseguem distinguir sexo de amor. E eu tenho certeza que se tivesse convidado a cidade toda, grande parte viria, mas se é para ter gente na minha casa por interesse, que elas recebam por isso, então.— Hammer explicou —E, quanto a ter pena, talvez seja recíproco, afinal, não sou eu o órfão renegado que precisa de ajuda para descobrir mais sobre quem era o pai aqui, não é?— provocou.
—Seu doente.— Blake disse cerrando os punhos e deu um passo na direção de Hammer que recuou.
—Não aja por impulso, você pode colocar tudo a perder.— Hammer disse desarmando Blake —Bom menino, agora me diga, o que você quer a essa hora, Jr?
—Primeiro: quero que você pare de me chamar de Jr, você sabe que eu não tenho o nome do meu pai. Segundo: passa das 11h da manhã. Terceiro: só eu tenho cumprido com o nosso acordo até agora, e você ainda não me deu nenhuma informação sobre...
—O dossiê Obadiah Stane está quase pronto, garoto, você terá tudo sobre o seu pai em breve.— disse Hammer —E não me venha com essa de que cumpriu o nosso acordo, ainda não temos certeza se Tony Stark está vulnerável. Como vamos saber se, ele acreditou mesmo que a ruiva não vale nada? Temos que ter certeza de que ele a mandou passear.
—Só saberemos se ficarmos de tocaia próximo a casa dele, ou da empresa...
—Ou da casa dela— Hammer cortou Blake —Você sabe onde ela mora?
—Não.— respondeu.
—Você cobiça a mulher e nem sabe o endereço dela, pra onde você vai mandar as flores e os bombons pra convencê-la de que você é o homem da vida dela?— ironizou Hammer —Aliás, você sabe que enquanto Tony Stark estiver no caminho, você não terá nenhuma chance com ela, não é?
—Eu não vou matá-lo.— Blake respondeu.
—Não disse para você matá-lo, tenho planos para ele, talvez, depois de concretizados ele mesmo deseje...
—Se você está pensando em envolvê-la no seu plano, desista!— Blake cortou o raciocínio de Hammer —Eu não vou deixar você feri-la para atingi-lo.— ele disse entre dentes.
—O que essa mulher tem de tão especial?— questionou —Calminha, não pretendo fazer nada com a ruivinha preciosa.— ironizou Hammer —Até porque não faço a menor ideia de onde ela esteja, e pelo o que percebi ontem, nem o Tony sabe.— observou —Mas quanto a ficar na cola de Tony Stark, acho que você poderia fazer isso. Achei que conseguisse invadir o sistema de telefonia e segurança da mansão, mas parece intransponível.— disse Hammer revoltado.
—Eu não posso ficar no encalço dele, ele reconheceria o meu carro, com certeza já o viu no estacionamento da empresa.— disse Blake.
—Isso não é problema. Você veio de carro?— Hammer perguntou andando até um móvel.
—Não.
Hammer abriu uma gaveta pegou umas chaves e atirou na direção de Blake que as pegou —Fique com esse.
—Um Lamborghini? Que exagero!— disse Blake observando as chaves.
—Você precisa de um carro, não precisa? E com aquele seu, você não chegaria nem perto se ele desconfiasse e tentasse correr de você. Na verdade, vacilamos, podíamos estar seguindo-o desde ontem, mas eu fiquei tão extasiado em tê-lo tirado do sério que nem me atentei a isso antes. O Stark ontem estava dirigindo um Audi R8, não era?— perguntou Hammer.
—Sim.
—E qual é o carro dela?
—Uma Mercedes, por quê?— Blake mostrou-se curioso.
—Para não fazer a coisa errada quando chegar a hora.
—O que você pretende?— perguntou cismado.
—Você saberá quando chegar a hora, aliás, nosso último encontro será no próximo domingo, às 10h da manhã no hangar onde eu guardo o meu jatinho. Eu lhe entrego as informações sobre o seu pai, e você decide o que fazer com elas e com os envolvidos na morte dele.
—Envolvidos?— Blake arqueou a sobrancelha.
—Você saberá.— respondeu enigmático —Agora acho que está na sua hora de ir.— Blake levantou-se do sofá —Não esqueça as chaves.— disse Hammer —É o esportivo preto, está no pátio atrás da mansão.
—Nos vemos no domingo às 10h.— disse Blake apertando a mão de Hammer.
—Mostre trabalho durante essa semana, rapaz.— disse Hammer. Blake deixou a mansão.
(...)
Dias se passaram. Os primeiros dias de Tony sem Pepper foram agitados, todas as noites havia uma missão, pequenas ocorrências, mas que o mantinham ocupado. Durante o dia ele buscava uma solução para afastar Hammer e assim, resolver o seu problema de relacionamento, mas não encontrava nenhuma, e aquilo o frustrava cada vez mais, não saber onde ela estava o deixava angustiado, culpado. A solução era afogar as mágoas com goles e goles de uísque. Já não sabia mais como se mantinha de pé. Durante todos os dias depois da ida de Pepper, Tony não sabia o que era pior, acordar desejando que ela estivesse com ele, ou sofrer por ela ter ido embora. De qualquer forma, sentia-se absolutamente a deriva, perdido, abandonado, mesmo sabendo que tinha sido ele a deixá-la.
Os dias de Pepper foram monótonos, apesar da insistência da amiga, ela preferiu ficar em seu apartamento, reclusa. Saiu uma única vez para ir ao mercado a algumas quadras de seu apartamento, preferiu ir andando, estava decidida a conhecer o bairro onde morava, já que ela pouco morou lá. No caminho de volta para casa, foi surpreendia ao atravessar a rua, estava tão aérea pensando em seu relacionamento que não prestou atenção ao fluxo, foi tirada de seu devaneio pelo som estridente de uma buzina. Então por um momento ela pensou: Será que era isso a que ele se referia? Pensava tanto nela, que não prestava atenção no seu trabalho? Logo abandonou seu raciocínio, ele não tinha razão para pensar nela, ele não a amava, ele havia dito isso a ela. Depois daquela tarde, Pepper não saiu mais de seu apartamento.
O outono dava os seus primeiros sinais, as folhas das árvores começavam a amarelar, os dias foram ficando mais frios. Pepper nunca havia reparado na mudança do tempo, talvez, o mundo dela girasse tanto em torno de Tony que ela nem reparasse nos fenômenos climáticos. Outono. Nunca vira os efeitos dessa estação tão evidentes em Malibu. Malibu. Quanto tempo mais ficaria na cidade? Voltaria para a empresa? E o projeto da Torre? Decidiu que concluiria a primeira fase, e então incumbiria Tony do restante. Mas antes de encontrar com ele precisava se refazer, se encontrar. Não havia ninguém para cuidar, exceto ela mesma. Nunca se sentira tão sozinha.
Mansão Stark
No sábado à tarde Tony estava isolado em sua oficina analisava as últimas informações obtidas por Jarvis através do programa espião no sistema das Indústrias Hammer.
—Sr, na tarde de amanhã serão enviados hammertrônics para todas as zonas de conflito onde as tropas americanas se encontram.— disse Jarvis.
—Não sei o quanto isso é relevante nesse momento.— replicou Tony, servindo-se de uma dose de uísque e continuou buscando outras informações.
—Sr?
—Sim, Jarvis?
—Acredito que o Sr deveria diminuir a ingestão de bebida alcoólica, e procurar alimentar-se direito. Há dias o Sr não realiza uma refeição com os nutrientes e as calorias suficientes para manter-se saudável.— observou Jarvis.
—Desde quando você virou meu nutricionista?— perguntou impaciente.
—A Srta Potts pediu que eu monitorasse o seu comportamento antes da viagem para Nova York, mas eu nunca precisei alertá-la quanto a isso, e já que ela não retirou a ordem eu continuo a fazer o que ela me pediu.— explicou Jarvis.
—E porque você está me contando?
—Por que eu enviei os relatórios para o e-mail da Srta Potts e não obtive nenhuma resposta, então decidi alertá-lo, por mais que reator seja autossuficiente em energia e possa sustentar a armadura, o Sr também precisa estar saudável e...
—Chega desse blá, blá, blá, Jarvis, que chatice. Eu estou me sentindo muito bem, tão bem que vou sair essa noite sem hora para voltar.— disse subindo em direção ao piso superior.
Tony passou pela sala e seguiu para a sua suíte, ao chegar, livrou-se de suas roupas e foi tomar um banho demorado. Saiu do banheiro com uma toalha branca envolvendo a sua cintura, com outra toalha enxugou os cabelos e os músculos definidos dos braços, costas e abdômen. Jogou a toalha úmida sobre a poltrona e foi até o closet escolher o que vestir. Entristeceu-se a ver algumas das roupas de Pepper penduradas, desviou o olhar, focou-se nas suas roupas, acabou escolhendo um jeans escuro, uma camiseta preta e uma jaqueta de couro. Em pouco tempo estava vestido, cabelo arrumado, perfume impecável, calçava os tênis quando foi surpreendido por Jarvis.
—Sr, o tenente-coronel James Rhodes está na sala.
—O que há de novo Rhodey, mais uma informação confidencial?— Tony ironizou enquanto descia as escadas.
—Como foi o baile do Hammer?— Rhodes perguntou fingindo não dar atenção a provocação de Tony.
—Nada proveitoso, frustrante, eu diria.— disse caminhando até o bar.
—Não conseguiu descobrir nada?— Rhodes assuntou.
—Acabei perdendo a única coisa que eu tinha.— respondeu com pesar servindo-se de uma dose de uísque.
—Do que você está falando?— Rhodes perguntou e Tony não respondeu tragou a dose de uísque, o silêncio dele fez o amigo perceber que havia algo errado —Acho que você não vai mais precisar se preocupar com o Hammer por um bom tempo.— disse achando que dava uma boa notícia ao amigo.
—Por quê?— mostrou curiosidade.
—Ele irá ao Iraque fazer apresentação dos hammertrônics e outros armamentos.
—Iraque?— Tony mostrou surpresa —Ainda há tropas americanas no Iraque?
—Alguns soldados.— respondeu Rhodes.
—E um prisioneiro em condicional tem permissão para sair do país por ser dono de uma empresa de armamentos? Isso é piada.— mostrou indignação.
—Bem, apenas ele pode fazer a demonstração.— Rhodes deu de ombros —Ele viaja amanhã à noite, os robôs já estão sendo levados ao hangar das forças armadas.
—Você vai também?
—Não dessa vez.
—Só uma pergunta: Da última vez que você esteve aqui você sabia dessa viagem?— Tony quis saber.
—Sabia, mas...
—Que droga, Rhodey— exasperado Tony levou as mãos à cabeça —Isso, você poderia ter me contado aquele dia.— disse exaltado.
—O que foi que eu fiz?— perguntou confuso.
—Você não, eu.— caminhava de um lado para o outro inquieto —Eu meti os pés pelas mãos, deixei que ele brincasse comigo, fui um idiota. Eu sou um idiota!
Rhodes não entendia o comportamento de Tony —Qual é o problema, quer que eu chame a Pepper? Aliás, onde ela está, ela não voltaria na semana passada?
—Ela voltou, e eu a mandei embora.
—Por quê?— perguntou.
—Por que eu não podia perdê-la.— respondeu.
—Parece que você perdeu.— disse Rhodes.
—Você não entende, Rhodey, eu sou o alvo do Hammer, ela corria perigo ao meu lado.
—Você insistiu na história de se separar dela para protegê-la?
—Se eu soubesse disso que você está me dizendo agora, se eu desconfiasse...Tudo poderia ter sido diferente, eu disse coisas horríveis pra que ela fosse embora. Ela não vai me perdoar, Rhodey.
—É por isso que você está enchendo a cara de uísque? Por afastar da sua vida a única pessoa que te compreendia e te defendia seja lá o que você fizesse?— perguntou — Assuma o seu erro, vá procurá-la, peça desculpas.
—Quando eu precisava que você me dissesse algo você não disse nada, então, não precisa dizer o óbvio agora.— disse ríspido. —Acho que eu preciso ficar sozinho.
—Tony, entenda que, naquele dia, eu não podia dizer nada. Ok?
—Tudo bem, Rhodey.— respondeu. —Eu queria ficar sozinho agora.— Tony pediu. Sem dizer mais nada Rhodes deixou a mansão.
Após a saída de Rhodes, Tony voltou a pensar em Pepper, pensou em procurá-la, mas ela não o receberia. Decidiu que não ficaria mesmo em casa naquela noite, sairia, espaireceria e então, pensaria sobre procurar Pepper ou não, talvez ainda fosse cedo demais para eles se encontrarem. No início da noite, Tony saiu da mansão sem rumo, e sem saber que em determinado ponto da estrada passaria a ser seguido.
Apartamento Pepper
A campainha do apartamento de Pepper tocava incessantemente, pensou em deixar quem estava do lado de fora ir embora, mas a pessoa dava sinais de que não desistiria. Decidiu levantar-se do seu sofá e ir atender a porta. Olhou pelo olho-mágico e deu um leve sorriso. Abriu a porta.
—Já ia chamar a emergência.— disse Lauren entrando no apartamento.
—Por quê?
—Por quê? Estou tocando a campainha há um tempão e você não atendia, vai saber o que tinha acontecido? Tive medo de encontra você com a cabeça no forno sei lá.
—Quanto drama.— Pepper revirou o olhar —Não tenho vocação para Sylvia Plath.
—Vamos, coração, chega de cama, sofá e tv. Tire esse pijama, coloque outra roupa e vamos pra rua.— Lauren praticamente ordenou.
—Não quero sair.— disse jogando-se no sofá novamente.
—Pep, por favor?— pediu a amiga.
—Não me chame de Pep, o Tony me chamava assim.— disse triste.
—Desculpa, agora vai trocar de roupa.— disse Lauren.
—Não estou no clima.
—Virginia, no sábado passado eu escutei você, no domingo eu fiquei com você, nós temos feito todas as coisas que as garotas fazem depois de um término de relacionamento— começou a numerar nos dedos —Conversa, brigadeiro de panela, sorvete, filme romântico, só falta sairmos. Eu sei que uma semana parece pouco tempo para começar a superar, mas eu não aguento mais te ver chorar.
—Mas eu só quero ficar aqui, já saí no meio da semana.— disse Pepper.
—Ah é, aonde a Srta foi?— Lauren sentou-se ao lado da amiga.
—Ao mercado.— respondeu esboçando um sorriso.
—Nossa, que radical, foi fazer o que, buscar mais sorvete? Vai acabar ficando doente.— Lauren repreendeu Pepper.
—Estou me sentindo oca. Em nenhum relacionamento eu me senti assim depois que acabou.— Pepper disse deitando a cabeça no ombro da amiga —E há tempos eu não sabia que era ter tempo para respirar, sabe? Ele tomava o meu tempo, eu vivia em função dele, acho que eu me anulei, por isso me sinto assim.
—Olha aí você fazendo drama. Você não se anulou, você fazia o seu trabalho, e depois você passou a se dedicar a uma relação que queria que desse certo. Você sabe que isso o que disse não faz sentido.— Lauren levantou do sofá —Levanta.— Pepper a fitou —Vamos, você precisa sair desse sofá, desse apartamento. Faz isso por mim, ou melhor, faça por você.
Pepper se levantou do sofá. —Vou tomar banho e me arrumar, você espera uns 30min?
—Até uma hora!— Lauren respondeu sorridente.
Pepper sumiu para dentro de seu quanto, voltando após mais ou menos 40min. Vestia um jeans escuro e justo, uma blusa cinza de manga comprida com um decote nas costas, e uma bota preta de cano curto. Fez uma maquiagem básica, manteve os cabelos soltos.
—Pareço melhor agora?— perguntou. —Você não disse aonde pretende ir, então...
—Você está linda, e nem seu sei aonde vamos, mas agora terei que trocar de roupa.— disse Lauren.
—Para de graça, você está ótima.— Pepper disse para a amiga que estava com os cabelos cacheados presos num coque frouxo e se vestia similar a ela, com a diferença da cor e modelo da blusa, Lauren usava blusa preta.
—Você precisa de acessórios.— disse Lauren, Pepper torceu o nariz —Um anel pelo menos.— Pepper deu-se por vencida, mas pediu ajuda da amiga para escolher um acessório pegou a caixa de joias onde guardava as mais simples, Lauren escolheu um colar comprido que combinava perfeitamente com a roupa que Pepper vestia. —E uma pulseira, toma.
—Onde isso estava?— perguntou Pepper.
—Aqui sobre o móvel, qual é o problema?
—Você reparou nela?
—Ah, sim, é ‘A pulseira’.— Lauren guardou a joia.
—Me dá, eu vou pôr.— Pepper estendeu a mão.
—Não precisa, a gente encontra outra.
—É só uma pulseira, Lauren, me ajude a fechar.
—Sabe o que eu acho?— Lauren perguntou após fechar a pulseira.
—O que você acha?— Pepper perguntou sentando-se.
—Que em algum lugar dentro dessa sua cabeça teimosa que sempre procura uma explicação para tudo você o entende.— Lauren afirmou fazendo Pepper suspirar.
—Mas eu não aceito.— disse Pepper —E ele me disse coisas horríveis.
—Pelo que você me contou, você também não foi nada doce. E eu sei o quanto você pode ser agressiva quando não é doce.— disse Lauren.
—Mas eu nunca quis dizer o que eu disse pra ele.— Pepper justificou-se.
—E você acha que ele quis te dizer o que disse, Virginia?
—Infelizmente eu só posso falar por mim.— Pepper desconversou.
—Acho que assim que vocês se encontrarem vocês vão se entender.
—Eu duvido.— Pepper disse descrente.
—Eu tenho certeza.— afirmou Lauren —Agora chega de conversa, acho que está na hora de sairmos.— disse saindo do quarto.
—Você não está pensando em irmos a uma boate super badalada não, né?— perguntou jogando algumas coisas dentro de uma bolsa pequena.
—Estava pensando em algo alternativo.— disse parada à porta. —Vamos?
(...)
Pepper e Lauren logo deixaram o apartamento. Como o carro de Lauren estava parado em frente ao prédio elas acabaram saindo com ele mesmo. Lauren dirigiu por alguns minutos até parar no estacionamento de um lugar que parecia um bar.
—Poison?— Pepper questionou ao ler o letreiro neon.
—Parece ruim assim olhando de fora, mas é bacana, dá pra ver pela quantidade de carros aqui no estacionamento, estive aqui com um amigo do jornal.
—Amigo do jornal?— Pepper provocou ao descer do carro.
—Sim, um amigo.— Lauren respondeu ao chegar ao lado de Pepper —É bem legal lá dentro, na entrada parece só um bar, mas num outro ambiente há uma pista de dança, e daí você decide se só bebe ou dança. Ou se bebe e dança.
—Você sabe que eu não danço.— disse Pepper caminhando ao lado da amiga.
—Eu sei que você dança.— Lauren provocou.
Ao chegarem ao interior do bar, logo ouviam o som ambiente, rock clássico anos 80 e 90. Apesar do som, notaram um burburinho feminino em algumas mesas, todos os olhares estavam voltados para a pessoa sentada na extremidade do balcão, as amigas se surpreenderam ao ver qual era o motivo do alvoroço.
—Não posso acreditar.— resmungou —Essa cidade é grande não é?
—Relativamente grande.— Lauren respondeu.
—Então porque ele tinha que estar justo aqui?
—Destino.— Lauren zombou.
—Por que você tinha que me arrastar justo pra cá?
—Podemos ir embora.— Lauren disse quando Tony voltou o seu olhar para a direção que elas estavam —Você acha que ele nos viu?
—Não sei, mas eu não vou embora.— Pepper respondeu, então procuraram uma mesa distante de onde Tony estava. Não demorou para um garçom aparecer e anotar os pedidos delas.
Do balcão do bar, Tony discretamente fitava a mesa de Pepper, ele não esperava vê-la, nem imaginava que ela estivesse na cidade, na verdade, não queria que ela estivesse. Vê-la adentrar aquele local foi um choque. Apesar de a todo momento uma mulher sentar-se ao lado dele para assuntar, não era para isso que ele estava lá, só precisava distrair-se, e ao olhar de fora aquele lugar parecia perfeito. Essa era a intenção dele quando chegou ali. —Tony Stark, há tempos ninguém o via na noite da Malibu.— disse uma morena parando ao lado dele. Tony apenas sorriu na direção da moça, olhou de soslaio para a mesa de Pepper e voltou a dar atenção ao seu uísque, ao perceber estar sendo ignorada a moça desistiu da aproximação, mas logo surgiria outra.
—Você não vai falar com ele?— em sua mesa Lauren perguntou para Pepper.
—Não pretendo.— respondeu e sorveu um gole de sua vodka Martini com azeitonas.
—E se ele vier até aqui?
—Ele não virá.— Pepper respondeu o fitando sobre a borda da taça próxima aos seus lábios. Ela estava decidida a ignorá-lo, mas era um pouco difícil quando todas as mulheres no bar pareciam querer um pedaço dele, o olhavam com admiração, mesmo que ele aparentasse não estar em seu estado normal. —O que ele tem, o que as mulheres veem nele?
—Diz você, eu vejo um homem muito bonito e vulnerável— Lauren provocou.
—Ele é mesmo lindo, não é? Devia ser proibido alguém ser assim.— disse Pepper, Lauren riu ao vê-la derreter-se —Elas não veem que ele parece embriagado, que amanhã ele nem vai se lembrar delas?— perguntou desconfortável.
—Eu vejo uma presa fácil para as pistoleiras.— respondeu Lauren, mesmo que parecesse que Pepper fazia as perguntas para si —Vá salvá-lo, tire- o dali, leve-o para casa.— brincou.
—Eu já fiz muito isso, não vou fazer hoje, além do mais, eu vim com você e vou embora com você.
—Eu posso ir embora sozinha, sou bem grande e nem bebi tanto. No entanto, acho melhor nos irmos embora, nós duas já percebemos que não está dando certo essa tentativa de abstrair, não é?— Lauren disse ao ver o desconforto de Pepper.
—Por favor.— respondeu —Eu não posso mais ficar aqui, não consigo parar de olha-lo, daqui a pouco serei eu ali naquele balcão.— disse e levantou-se esbarrando num homem que passava. —Me desculpe...— levantou os olhos na direção do rosto do indivíduo em quem havia esbarrado.
—Srta Potts.— sorriu o rapaz.
—Blake— Pepper imediatamente olhou na direção de Tony que já prestava atenção à cena —O que você faz aqui?
Notas finais
Eu havia dito que eles iriam se encontrar, conversar é outra coisa. Isso será compensado no próximo, ok?
Tá acabando ~chora~
Até daqui uns dias.
Beijos ;)
Fale com o autor