De Ontem Em Diante
30 Epílogo
Notas iniciais
Bem, esse capítulo foi difícil de escrever, pq desde o princípio eu pensava como vou terminar essa história? O meu objetivo aqui era mostrar o que a gente não viu entre um filme e outro, e então, me permiti criar um enredo, antes da postagem do prólogo eu já tinha rascunhado até o 10º capítulo, na minha cabeça a história amadureceu pelo menos um mês antes de começar a ser postada, todos os personagens já tinham os seus rumos definidos.
Da Expo Stark à Torre Stark, mas e depois? O que acontece depois? É mais ou menos isso que eu tento mostrar nesse capítulo. Espero que vocês gostem.
Tem uma música que super define esse capítulo, todo o meu amor. http://www.youtube.com/watch?v=UsCfMw6bO64 (recomendo que vocês ouçam)
Vamos ao último =)
Malibu – Três dias após o ataque a Nova York
Desde o ataque a Nova York as horas de sono estão ficando escassas e, como em todas as outras manhãs em que ele acordava antes dela, ficava apenas a admirando. E hoje, depois de tudo o que viveu, depois de toda a tensão, todo o medo por quase não conseguir voltar, é um alívio poder fazer isso, vê-la dormir, tê-la segura a seu lado. Mais do que tê-la segura, tê-la a seu lado, agradecia por isso. Pepper era o porto seguro de Tony, ele já não podia mais imaginar a sua vida sem ela.
Flashes dos últimos anos passavam pela sua mente. “Você tem alguém esperando por você, você tem família, Stark?”, foi questionando enquanto era mantido em cativeiro no Afeganistão, a resposta dele para essa pergunta foi negativa, não sabia que ela esperava por ele, “Então você é um homem que tem tudo e não tem nada?”. Mal sabia que ele tinha tudo, só precisava abrir os olhos, parar de olhar pra si mesmo e merecê-la. E agora, a vendo dormir ela sabia, sempre teve alguém, sempre seriam uma família, mesmo que fossem só dois. “Não desperdice a sua vida, Stark”, não desperdiçar a própria vida era usar de seus recursos para salvar outras, e depois disso poder voltar pra casa, para os braços dela e aproveitar a sua nova oportunidade. Foi isso o que ele fez dias atrás.
*****
Manhattan estava arrasada, no caminho de volta pra casa pôde ter noção do estrago. Escombros, carros destruídos, as fachadas dos prédios que via diariamente estavam irreconhecíveis. A Torre Stark não era diferente, do letreiro com o seu nome a única letra que resistiu foi o A.
Ao sair do elevador na sala de estar, vislumbrou a continuação do caos, o piso estava arruinado, cacos de vidro por todos os lados, e no limiar, Pepper olhava a paisagem. Se é que podia chamar o que se via lá fora de paisagem. Uma nuvem de poeira tomava conta do ar naquele fim de tarde. O vento entrava na sala, balançando os cabelos dela, Pepper batia com o salto do sapato ao chão, estava impaciente, a espera dele.
—Pep?— ele chamou com a voz fraca despertando a atenção dela.
—Tony?— caminhou até ele e o abraçou com força —Eu fiquei com tanto medo...eu nunca vi algo assim...a cidade a nossa casa, meu Deus, Tony.— dizia aflita.
—Acabou.— ele pegou o rosto dela entre as mãos, ela tinha os olhos vermelhos, deu-lhe um beijo suave nos lábios —Quero te pedir desculpas pela bagunça. Você disse que não queria ficar mais alto do que o Empire State por medo dos terroristas, só que parece que os seres de outro planeta desconhecem essa regra de atacar o prédio mais alto.— ele tentava mostrar humor apesar de tudo.
—Talvez seja você quem atrai confusão.— sorriu fraco —Não me importo com a bagunça, você está aqui.— ela disse.
—Mas, Pepper você ficou meses planejando esse lugar e agora...
—O lugar não teria sentido algum se você não voltasse. Basta uma reforma e tudo se resolve— o abraçou novamente, ele gemeu, sentia o corpo dolorido —Acho que você precisa de um banho e de remédio pra dor, não é? É seguro ficarmos aqui?— mostrou-se receosa.
—Agora é.— ele respondeu, então ela o levou para o quarto. Minutos depois estava em seu pijama, sentado encostado à cabeceira de sua cama, desfrutando do conforto e dos cuidados dela, Pepper estava sentada de frente para ele, algo ainda a afligia, mas ela parecia não querer importuná-lo, não depois de tudo o que ele passou —Você não tem nada para me dizer?— ele perguntou —Achei que você estaria furiosa pelo o que eu fiz.
—Eu fiquei furiosa, ao ver que eu perdi a sua ligação, mas não por perdê-la, por perceber que você desviou o foco pra tentar falar comigo, por acreditar que você ligou pra mim para se despedir.— ela disse —O que você diria se eu tivesse atendido? Olha, meu amor, eu acho que não volto para o jantar, acho que eu não volto nunca mais. Eu não suportaria dizer adeus pra você.— tinha os olhos marejados e a voz embargada. —Porque me ligar num momento como aquele?
—Eu só...eu queria ouvir você, se fosse o último som que eu ouviria tinha que ser a sua voz. Então eu diria que te amo, que você me mostrou o melhor de mim. Agradeceria por você nunca ter desistido de mim.— ele acariciou o rosto dela, tinha os olhos marejados também.
—Eu estava no jato a caminho daqui, e então, olho para a tv e vejo a narração do seu ato heroico, a caminho da morte certa. Eu não consigo expressar o que senti, torço pra nunca mais ter aquela sensação. Só conseguia pensar: Ele está me deixando novamente, dessa vez para sempre.— ela chorou —Por que justo você tinha que se arriscar daquela maneira?
—Era a única alternativa, haviam lançado uma bomba nuclear sobre Manhattan, se eu não tivesse tomado aquela atitude, com certeza não estaria aqui, e milhares de inocentes também morreriam.— ele disse.
—Uma atitude altruísta da sua parte, eu me orgulho de você. Mas naquele momento, eu senti raiva, eu só conseguia pensar que você me deixaria sozinha. Era egoísmo meu pensar assim, afinal, você é um herói escolheu ser isso, a nossa relação veio depois...
—Você faz parte da minha vida antes de eu ser o Homem de Ferro, Pep.— ele a cortou.
—Eu sei, mas estou falando do nosso envolvimento, do nosso compromisso, não podia ficar brava por você fazer o que se propôs a fazer, você é o que escolheu ser, e eu escolhi ficar ao seu lado. No entanto, eu não pensava no resto da população, só pensava em você, em mim, em nós, em tudo o que não teríamos se você não voltasse. E se você não voltasse eu...eu não sei o que seria de mim.— ela já não continha as lágrimas —Tony, eu não tenho ninguém além de você, o mundo estaria salvo e quem me salvaria? Você é o meu mundo, eu não posso e não quero viver sem você.— lágrimas grossas escorriam pelo rosto pálido.
—Eu voltei, Pep. Assim como você me pediu antes de sair. Não é isso o que você sempre me pede, que eu volte?— ele levou as mãos ao rosto dela enxugando as lágrimas.
—É.— ela soluçou.
—Então, não há mais porque chorar.— ele disse docemente, ela chegou mais perto dele e o abraçou novamente, ficando por muito tempo com o rosto na curva do pescoço dele, até retomar o controle.
—Quando cheguei aqui e vi o estado em que a Torre está eu fiquei com medo que você me mandasse embora.— declarou ainda abraçada a ele.
—Ei— a afastou para poder olhá-la —Por que eu te mandaria embora?
—Não sei, quando as coisas começam a ficar difíceis você me afasta.— ela baixou o olhar.
—Isso foi numa outra época da nossa vida.— deu-lhe um beijo casto.
—Eu tenho a sensação que estamos sempre por um fio, que estou sempre a um passo de te perder.— ela confessou.
—Você não vai me perder.— ele assegurou —Eu sempre, sempre voltarei pra você. Entendeu?
—Entendi.— disse já mais calma, mas seus olhos e nariz vermelhos revelavam o quanto ela já havia chorado aquele dia —Na sua próxima missão você pode, por favor, evitar fazer besteiras?— ela pediu.
—Não posso prometer, até porque, você sabe que fazer besteiras é a minha especialidade, a única coisa realmente certa que eu fiz na minha vida foi seduzir você.— colocou o cabelo dela atrás da orelha, Pepper sorriu —Você voltou a sorrir, então estamos bem.— ele observou.
—É que eu me lembrei de uma coisa agora.— ela disse.
—Do que?
—Daquela sua coletiva, antes de revelar ser o Homem de Ferro as suas palavras pra mim foram: Se eu fosse o homem de ferro eu teria uma namorada que sabe a minha identidade secreta, e então ela ficaria nervosa achando que eu morreria, e essa ansiedade toda a deixaria cada vez mais louca por mim.— disse a ele —Você acertou em tudo, menos a parte em que só eu saberia a sua identidade secreta.— torceu o nariz.
—Pois é, não sou bom com segredos.— encolheu os ombros.
—Em compensação, é ótimo em me deixar ansiosa, e cada vez mais apaixonada por você.— chegou os lábios próximos aos dele.
—Você é cada dia mais apaixonada por mim?
—Nem sempre.— murmurou contra os lábios dele —Às vezes te odeio por um segundo ou dois, depois te amo mais.— ela disse e enfim capturou os lábios dele, num beijo intenso, que conseguiu desviar toda a tensão que sentiram, ele retribuiu o beijo com paixão, puxando-a para ele, quase devorando-a, mas a segurando de uma maneira gentil, como se ela fosse frágil, na verdade, ambos estavam fragilizados. —Acho que agora você deve descansar, deite-se.— ela separou-se ofegante.
—Só se você ficar aqui junto de mim.
—Eu não tenho lugar nenhum pra ir, não sei se você sabe, mas um grupo de super-heróis e uns alienígenas destruíram a cidade. Só me resta dormir com o meu amor.— pressionou os seus lábios nos dele, deu a volta na cama e deitou-se do lado que sempre dormia. Ao contrário do que sempre acontecia, ele se aconchegou ao peito dela, Pepper envolveu seus dedos aos dele.
—Eu faço você feliz?
—Mais do que você pode imaginar.— ela respondeu afagando os cabelos dele.
—Alguma vez nesses dois anos que estamos juntos você se arrependeu de apostar em mim?
—Por que isso agora?
—Eu preciso saber.
—Eu nunca me arrependi de me apaixonar por você, a minha vida é ótima, não posso reclamar de rotina ou monotonia, passarei todos os meus dias ao seu lado se você deixar.— pareceu relaxar após ouvi-la.
—Pep, você já comeu shawarma?— murmurou com voz sonolenta enquanto recebia as carícias dela.
—Não, Tony, não faço ideia do que seja.— ela respondeu, e ele não disse mais nada, não demorou muito, caiu no sono, estava exausto.
*****
Era a primeira manhã de volta à mansão de Malibu. Na noite anterior Pepper fez questão de preparar um jantar de boas-vindas, que foi servido na varanda da suíte à luz do luar, o cenário era extremamente romântico, depois se amaram como tantas outras noites. Agora, acariciando os cabelos ruivos dela, tinha certeza de que nunca mais seria um homem sem nada, tudo o que ele tem e que realmente importa está repousando sob o seu olhar zeloso e apaixonado.
Pepper acordou e a sua primeira reação ao vê-lo foi sorrir, ele sorriu também, quando ela abria os olhos para ele, era como se fosse tomado de esperança, razões para seguir em frente.
—Você não dorme mais?— murmurou sonolenta.
—Prefiro observar você dormir.— ele respondeu.
—Tony, eu sei que você está mexido com os últimos acontecimentos, mas você precisa descansar, desligar.— sentou enrolando-se ao lençol.
—Eu dormi, meu amor, só acordei antes de você.— ele justificou —Como foi a primeira noite de volta em casa?
—Ótima, acho que prefiro aqui, gosto de começar a namorar você na varanda e terminar aqui dentro, depois pegar no sono ouvindo o mar, gosto das manhãs ensolaradas.— ela explicou.
—Eu adorei o jantar ontem. Alguém estava muito inspirada.— ele sorriu lascivo.
—É o clima.— ela sorriu —Esse cheiro de maresia, por falar em cheiro.— se aproximou dele —Gosto desse cheiro também.— beijou-lhe o pescoço.
—Mais desse cheiro, suponho?— perguntou envolvido por ela.
—Muito mais desse.— ela respondeu —Banho tomado, barba feita, cabelo arrumado, vai sair?— ela perguntou. Tony vestia uma camisa azul-clara e um jeans escuro.
—Eu tenho algo pra você.— ele sorriu.
—Um café da manhã especial?
—Sem café da manhã, você está muito mal acostumada.— Pepper fez bico —Estou brincando, tomaremos café, mas antes eu tenho outra coisa para você.— ele disse.
—O que você está aprontando?— arqueou uma sobrancelha.
—Encontre-me na sala em dois minutos.— mostrou-se entusiasmado.
—Tony, eu preciso vestir algo apropriado, preciso de um banho também, embora não tenha ideia do que você está tramando.— disse confusa.
—Nós não sairemos de casa.— ele garantiu —Eu darei um tempo para você se arrumar, mas não demore.— segurou o rosto dela entre as mãos, deu-lhe um beijo nos lábios e deixou o quarto.
Milhares de coisas começaram a passar pela cabeça de Pepper a partir de então, Tony era imprevisível, sempre foi, não sabia o que esperar, foi tomar um banho rápido, estava ansiosa, mas tinha a sensação de era uma surpresa boa. Ao sair do banho, hidratou a pele com os cremes que Tony adorava, foi a closet e escolheu um vestido branco, longo, de tecido leve e alças finas. Manteve os cabelos soltos, não havia muito o que fazer, ela o cortara a pouco tempo, os fios estavam na altura dos ombros novamente. Ao pedir a Jarvis que abrisse as persianas notou o dia lindo que fazia lá fora, teve a certeza de escolher a roupa apropriada.
—Srta Potts, o Sr Stark disse que você já pode descer se quiser.— informou a voz de Jarvis. Então ela percebeu que estava demorando, que ele estava tão apreensivo quanto ela.
Pepper deixou o quarto, andava descalça pelo corredor, parecia tudo normal, até chegar à escada. A partir do primeiro degrau começava um caminho, feito com pétalas de rosas vermelhas. Sentiu as pernas bambearem, mas continuou a seguir a trilha feita por ele, ao chegar à sala não viu Tony, o caminho continuava para a varanda.
—Alguns meses longe de casa e você não sabe mais onde fica a sala?— ela brincou do limite entre a varanda e a sala, tentava parecer calma. Tony estava parado ao fim do caminho de pétalas.
—Mudança de planos, você falou sobre o sol, o mar e meu cheiro, aqui você tem tudo isso.— ele disse —E agora olhando para você, não seria justo deixá-la lá dentro usando esse vestido, é perfeito, você está linda. Venha até aqui.— ele estendeu a mão para ela. Pepper foi até ele e colocou a sua mão sobre a dele —Eu adoro te ver andar descalça pela casa, é sinal que você se sente a vontade.— ele beijou a mão direita dela.
—É sinal que eu não tenho chinelos.— ela ironizou.
—É sinal de que você sabe que a casa não é minha, mas nossa.— ele disse —Até esse seu humor, é porque você está confortável, você não era assim há alguns anos.— ele observou.
—Tony, o que significa isso?— praticamente suspirou.
No fundo Pepper sabia o que significava, seu coração batia tão rápido que parecia não bater, com Tony não era diferente.
—Você me fez precisar de você e, então eu percebi que eu não podia mais ficar sem você, mais do que a sua amizade, eu precisava do seu amor.— ele disse e a beijou ternamente.
—Eu também te amo, e não consigo ficar longe de você.— ela sussurrou contra a boca dele, o beijo dele em retorno as palavras dela foi voraz, mas ele a segurava de maneira suave, afetuosa.
—Eu não sabia o que era amar até perceber que era amado por você, não sabia como é ruim ser sozinho até ficar sozinho sem você. Eu não entendia nada sobre afeto, agora não entendo essas pessoas que conseguem superar, esquecer um amor, encontrar outro, viver outro. Comigo isso não vai acontecer, você é meu amor, meu mundo, sempre será você.— ele tirou do bolso do jeans um pequeno carretel de fio dourado e amarrou a ponta da linha no dedo anelar da mão direita dela, Pepper engoliu seco, tremia, não sabia o que dizer —E então eu comecei a guardar datas, descobri o que é ter ciúme, aprendi a cozinhar.— a cada coisa dita ele afastava a mão da dela, esticando a linha —Aprendi a ler as entrelinhas, ler você, ouvir você, aprendi que dormir com alguém, nem sempre significa fazer sexo. Descobri que eu sou um romântico, um cafona, e que eu quero coisas simples como ver você dormir. Eu quero que você acorde para sempre ao meu lado, e que você perceba que não é ruim estarmos por um fio, com tanto que ainda estejamos ligados.— Tony ergueu a sua mão num ângulo mais alto que a dela e então soltou o delicado anel de brilhantes que deslizou pela linha até encaixar na ponta do dedo de Pepper —Virginia Potts,...— ajoelhou-se diante dela —...quer casar comigo?— a fitava com os olhos castanhos enormes.
Pepper estava com a respiração acelerada, olhou para o anel brilhando em seu dedo, depois para ele, deixou o olhar perder-se no mar do lado de fora da mansão, e então seus olhos encontraram os dele novamente.
—Não.— ela sibilou.
—Não?!— foi surpreendido.
—Sim.— ela sorriu amplamente e ajoelhou-se diante dele —Eu só estava testando a minha liberdade de escolha.— juntou os seus lábios nos dele.
—Você só estava testando se meu coração é forte, se meu reator é mesmo eficiente.— ele tirou a linha e ajeitou o anel no dedo dela.
—Sim, um milhão de vezes sim. Porque eu não sabia que era capaz de amar alguém tão diferente de mim até conhecer você, e não sabia o quanto era parecida com você até começarmos a namorar. Porque você me surpreende ao dizer um monte de coisas lindas e eu sempre me sinto uma tola por não conseguir expressar metade do que eu sinto.
—Eu sei como você pode expressar o que sente.— se levantou e deu a mão para ela ajudando-a a se levantar também, Pepper chorava, ele a beijou na testa. —É a primeira vez que eu fico feliz em te ver chorar, por que eu sei que você está chorando de felicidade.— beijou o rosto dela, todo o caminho que as lágrimas percorreram e então selou seus lábios com um beijo doce, apesar do salgado das lágrimas, beijo esse que logo foi intensificado quando ela envolveu os braços ao redor do pescoço dele, e ele emaranhou os dedos entre os cabelos dela. Consumiram-se por muito tempo, não tinham pressa de se afastar. Mesmo sabendo que, ele era dela, e ela era dele. —Quando se trata de carinho você é melhor com ações do que com as palavras, eu sei o que você sente.— disse ao se afastar dela.
—Potts Stark.— ela sorriu com os olhos ainda molhados ao olhar para o anel em seu dedo.
—Virginia Potts Stark, é sonoro, eu gosto.— ele beijou o anel no dedo dela, era lindo, de aro duplo com brilhantes e um diamante central quadrado.
—Hoje é o dia mais feliz da minha vida, estou deixando de ser eu, você deixando de ser você, deixando de ser singular, somos nós, plural, não que não fossemos antes, mas agora tem outro sentido.
—Daqui algum tempo podemos pluralizar mais.— ele sorriu envolvendo os braços ao redor dela.
—Você fala mesmo sério quando diz que quer ter um filho comigo? Tony, a nossa vida é uma bagunça...não estou reclamando, eu gosto dela, mas...
—Meu amor, eu terei até três filhos se eles forem seus— a cortou —Reconheço que a nossa vida é uma bagunça e que nós não precisamos de crianças para ser uma família, mas, eu vejo como você se transforma perto de bebês e de fotos de bebês, é algo que você quer, quando acontecer, conseguiremos administrar as coisas.
—Eu adoraria, daqui uns dois anos, quem sabe?— ela envolveu os braços no pescoço dele. —Não estou pronta para te dividir ainda.— ela sorriu —Estou virando uma individualista e a culpa é sua.
—Vê? Você me ensinou a amar e de certa forma eu te ensinei algo também.— ele ironizou.
—Nos complementamos.— ela o beijou.
—Talvez por isso sejamos tão perfeitos um para o outro.— ele disse.
Se alguém dissesse para Pepper que o Tony que ela conheceu anos atrás se transformaria no homem diante dela, ela não acreditaria. Mas ele sempre esteve lá, na essência, por trás do tipo durão e cafajeste e, com o tempo, mostrou-se meigo com ela, de uma maneira quase infantil, como agora, olhando-a com aqueles grandes olhos castanhos, tentando adivinhar o que passa pela cabeça dela, adorável, de uma forma pura e espontânea.
Apesar da paisagem vista da varanda ser incrível era só um cenário. O que importava para Tony era ela, contemplava cada sarda, perdia-se no azul dos olhos dela, a brisa suave mantendo os cabelos dela um movimento. Quem dera pudesse parar o tempo e ficar para sempre nos braços dela sem se preocupar com os problemas do mundo.
—No que você está pensando?— ela perguntou.
—No quanto a minha vida mudou desde que deixei você realmente fazer parte dela.— ele respondeu —Virginia Potts, Srta Potts, Pepper, Pep, Sra Stark, pensando bem, não fui só eu quem evoluiu.— observou e encostou sua testa na dela.
—Anthony Stark, Sr Stark, Tony, Meu Tony, Meu amor, gosto dessa história de evolução.— ela roçou o nariz ao dele —Eu te amo tanto.— ela disse de uma forma tão intensa que ele teve a impressão de estar ouvindo pela primeira vez.
Tony acariciou o rosto dela com os nós dedos, e então levou seus lábios nos dela num beijo profundo e sedento, a arrebatando com a sua paixão. Então se afastou, e mordiscou o lábio inferior dela algumas vezes, provocando-a, a fazendo sorrir. Depois deu as mãos para ela entrelaçando os seus dedos.
—Eu também te amo muito.— disse com reverência.
Pepper sorriu para ele, um sorriso largo, sincero, daqueles impossíveis de não ser retribuído, e então ele sorriu de volta. Tony amava vê-la sorrir, porque ela também sorria com o olhar. Porque quando ela sorria o mundo ao redor dele mudava, ficava leve, ganhava outra cor, parecia mais seguro, bom, mesmo que fosse por pouco tempo. Mesmo que não fosse.
Notas finais
Quero agradecer a todas vocês que recomendaram a minha história. A todas vocês que comentaram, se vocês acham que me incentivar dessa maneira vai me fazer escrever mais Pepperony, vocês estão certas. Só não sei quando será, e nem qual tamanho terá, mas eu amo escrever sobre eles.
Todas vocês foram muito importantes, as que vieram e ficaram, as que só olharam, as que comentaram em um ou dois capítulos e depois desistiram. E as leitoras que quando eu pensava que tinham deixado a história de lado voltaram a comentar. São 13 recomendações, mais de 330 comentários até agora, acho que pra chegar a esses números alguma coisa de certo eu fiz, né? Obrigada pelo feedback . Só tenho a agradecer por vocês (Thaisinha, natfr, Pam, Helana Marie, Kath, Rukihf, Natalie Kunis, e outras) terem ~viajado~ comigo esses meses todos.
Quero agradecer (individualmente) a Melissa, que é o meu mascote ♥ foi você quem me deu o primeiro comentário lá na minha primeira fic que era um ensaio pra essa, e comentou religiosamente em todos os capítulos dessa ~budega~. Obrigada por sempre me fazer rir com seus comentários, coração.
Agradecimento especial a Pryn, já disse aqui que eu não teria me arriscado nisso se a história dela não tivesse me inspirado tanto, por entender que é complicado escrever sobre esse universo, principalmente nesse Fandom, onde há tantas fics com o mesmo shipper, sem que as histórias num momento ou outro se assemelhem, mas em nenhum momento se igualem.
Acho que isso é tudo. Até a próxima =)
Eu juro que escreveria isso num capítulo separado, mas são 30 capítulos e eu não curto muito número ímpar, se não terminar em 5. Talvez isso deva ser tratado. Hahahaha. Basta reparar na quantidade de palavras da maioria dos capítulos.
E sexta-feira tem IM3. Yeah!
Beijos, ou melhor, StarKisses
Tulipa.
;)
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