De Ontem Em Diante

5 A coletiva e suas consequências


Notas iniciais
Então, leitoras, não sei o que houve no último capítulo, os reviews apareceram no meu e-mal, mas sumiram daqui, não sei que ~bruxaria~ é essa mas garanto que eu não apaguei nenhum review. Acabei de acabar o cap. e decidi postar porque senão eu iria ficar reeditando ele até domingo, porque eu sou bem loca. Daí ele correria o risco de ficar muito bom, ou muito ruim, e eu gostei do jeito que está. Chega de blá, blá, blá...


Tony acordou com a sensação de que havia dormido por dias, abriu os olhos e estranhou a escuridão que tomava o quarto, na verdade ele nem se lembrava de como chegou até lá.

—Jarvis, abrir persianas— ordenou. As persianas foram abertas devagar e revelaram um lindo final de tarde.

—Jarvis, que dia é hoje, por quanto tempo eu dormi?— perguntou curioso.

—Hoje é domingo, e o Sr está dormindo há aproximadamente 18h.

—Não sei se estou surpreso por ter dormido 18h, ou por ainda ser domingo, tenho a sensação que esse é o final de semana mais longo da minha vida, o mais confuso também— resmungou saindo da cama.

Há muito tempo Tony não desfrutava do ócio, não estava acostumado com isso, também nunca tinha ficado só durante tanto tempo. Dormir sozinho na própria cama, principalmente durante o fim de semana era uma experiência nova.

Do outro lado da cidade, Pepper estava reclusa em seu apartamento. Havia feito um chá, estava sentada em seu sofá, segurando a caneca com as duas mãos e aos poucos bebia goles daquele líquido quente. Pensava em Tony, em como a proximidade dele mexeu com ela no restaurante. Ponderava os prós e contras de uma relação amorosa. Ela queria tentar, afinal de contas era apaixonada por ele, mas tudo aquilo era novo para Tony. Sentimento. Relacionamento. E se desse errado, como ficariam? Não sabia se estava disposta a arriscar sua carreira, pois se não funcionasse ela definitivamente não poderia mais trabalhar nas Indústrias Stark.

Decidiu parar de pensar, foi para o quarto, sentou-se em sua cama para organizar alguns documentos e preparar um roteiro para a coletiva de imprensa do dia seguinte, como se pudesse prever as perguntas que os jornalistas fariam. Ficou horas ali, até que pegou no sono.

Acordou no dia seguinte e tinha ao seu lado o notebook e algumas folhas de papel, ao visualizar o relógio sobre o móvel ao lado da cama viu que já eram 6:30h da manhã. Levantou-se foi até a cozinha programou a cafeteira e seguiu para o banheiro. Depois do banho, voltou para o quarto enrolada em sua toalha, sentou-se na beirada da cama e encarou o guarda-roupas com as portas abertas sem tem a menor ideia do que vestir. Por fim, escolheu um tailleur preto, e sapatos da mesma cor, arrumou o cabelo em um coque, escolheu um discreto brinco de pérolas, fez uma maquiagem básica. Não queria parecer prepotente diante dos jornalistas.

Torcia para que Rhodes e Tony estivessem presentes, por mais que eles não se pronunciassem a presença de rostos conhecidos passaria confiança para ela. Decidiu ligar para ambos, discou primeiro par Tony, que não atendeu, depois ligou para Rhodes.

—Bom dia, Pepper— Rhodes respondeu prontamente.

—Bom dia, Rhodes, eu sei que é um pouco cedo, mas eu queria saber se você estará na coletiva?

—Vou sim, Pepper, fique tranquila, aliás, eu já estou me arrumando— a afirmação dele provocou um alívio em Pepper.

—Ah, obrigada, nos vemos em breve então.

—Ok, Pepper, até já— ele encerrou a ligação.

Pepper arrumou alguns documentos em sua pasta, e deixou o quarto, passou pela cozinha para pegar uma xícara de café e foi para a sala, sentou-se no sofá para desfrutar de seu café e aproveitou para chamar um táxi, enquanto aguardava ligou para Tony novamente. Não obteve resposta.

A caminho da empresa decidiu passar na mansão para saber por que Tony ignorava as suas ligações.

—Bom dia, Jarvis, onde o Tony está?— perguntou ao entrar na mansão.

—Bom dia, Srta Potts— Jarvis prontamente respondeu— O Sr Stark saiu faz algumas horas em uma missão.

—Que tipo de missão?

—Ele foi até uma aldeia talibã, havia algumas armas das Indústrias Stark em poder de rebeldes.

As informações de Jarvis a deixaram aflita, mesmo durante as missões Tony sempre atendia as ligações dela, imaginou que algo ruim tivesse acontecido com ele —Por que ele não responde as minhas ligações?

—Possivelmente o sistema bluetooth da armadura deve ter sido danificado, mas asseguro que ele está bem, eu posso estabelecer contato se a Srta desejar.

—Não, Jarvis— disse olhando para o relógio em seu pulso —Não é necessário, adeus.— disse se dirigindo para a saída.

—Adeus, Srta, tenha um bom dia.

—Espero que seja realmente bom— disse fechando a porta. O táxi ainda a aguardava e a levou até a empresa.

A empresa parecia calma, Pepper passou pelo auditório onde seria realizada a coletiva, havia apenas uma pequena concentração de pessoas, seguiu então para a sua sala, ao passar pelo hall cumprimentou a secretária.

—Bom dia, Miranda. Por favor, diga a Srta Rushman que eu gostaria de falar com ela.

—Bom dia, Srta Potts, a Srta Rushman não chegou ainda— Miranda respondeu.

Pepper estava estranhando o sumiço da nova assistente de Tony, desde que ele a contratou ela sabia que havia algo estranho com aquela moça.

—Bem, assim que ela chegar me avise, por favor— Miranda aquiesceu e Pepper seguiu para sua sala. Ao aproximar-se de sua mesa ela avistou uma rosa branca sobre o notebook, junto à flor havia um bilhete.

“Não foi de propósito, sei que era importante que eu estivesse aí, mas surgiu um imprevisto. Desculpe-me”

Um sorriso bobo instalou-se no lábio de Pepper, não estava assinado, mas ela sabia que o bilhete era de Tony, reconhecia a letra dele. Depois de quase 1h que já estava na empresa Rhodes chegou, então juntos seguiram para o salão onde aconteceria a entrevista. O auditório estava lotado de jornalistas, a entrada ficava ao fundo, então Pepper e Rhodes tiveram que percorrer toda a extensão da sala entre os jornalistas para chegarem até o púlpito.

Miranda, que acompanhava Pepper e Rhodes, explicou a dinâmica da coletiva, o jornalista levanta a mão, identifica-se, diz para qual veículo de comunicação trabalha e faz a pergunta. Miranda saiu do púlpito cedendo a palavra à Pepper, que se apresentou enquanto Rhodes permanecia a seu lado. Surgiu a primeira pergunta.

—Onde está o Sr Stark?

—O Sr Stark encontra-se em uma missão, mas garanto que ele gostaria de estar aqui— ela respondeu com segurança, e não pôde deixar de prestar atenção no burburinho que se formou entre os jornalistas.

Outra pergunta foi feita —Estão dizendo que o ocorrido na feira foi uma estratégia para chamar atenção, é verdade?

—Nós jamais perderíamos meses planejando um evento do porte da Expo Stark para ser destruído daquela maneira. Não arriscaríamos a vida dos visitantes. Convenhamos que, arriscar vida de civis em troca de publicidade seria uma péssima estratégia de marketing.— Pepper mais uma vez respondeu firmemente.

—E quanto à afirmação de que o caos na feira foi um pretexto para que as Indústrias Stark tenham o monopólio do ramo de armas?— uma jornalista perguntou.

—Há algum tempo a Stark já não mais produz armamento, essa declaração é infundada— Pepper afirmou.

—E quem fornecerá armamento para as forças armadas?— outra jornalista rebateu.

—Com a prisão de Justin Hammer o governo americano passa a ter o controle das empresas, já que ele não tem herdeiros. O armamento continuará sendo fornecido pelas indústrias Hammer.— Rhodes foi ao púlpito explicar.

A coletiva caminhava bem, e já estava chegando ao seu final, até que alguém levantou a mão para a última pergunta, uma voz feminina destacou-se. A dona da voz era um dos antigos casos de Tony, seu nome era Christine Everhart, e o primeiro contato entre ela e Pepper não tinha sido muito amistoso.

—E quanto à afirmação de que Srta só está à frente das Indústrias Stark porque dorme com Tony Stark?— a jornalista de língua ferina questionou com a intenção de atingir Pepper.

—Não vejo onde a sua pergunta se encaixa no contexto desta coletiva— Pepper respondeu tentando não deixar transparecer a sua raiva —No entanto, se hoje eu estou aqui é por causa de uma coisa chamada competência, talvez alguns não conheçam. Nem todo mundo precisa dormir com alguém pra conseguir um cargo ou uma matéria para uma revista. A minha relação com o Sr Stark é estritamente...

—Estritamente profissional— ecoou uma voz masculina ao fundo da sala. Tony havia chegado há algum tempo, mas permaneceu observando tudo de longe sem ser notado. Enquanto dirigia-se ao púlpito Pepper não pôde deixar de admirá-lo, ele usava um jeans escuro, uma camisa preta e uma jaqueta de couro, óculos escuros compunham o visual extremamente sedutor. Era a segunda vez que ele, digamos, a salvava em menos de uma semana. —Não imagino qual seja o seu interesse nisso, mas a minha relação com a Srta Virginia Potts, é apenas profissional, Srta Katherine— ele disse quando enfim chegou ao microfone.

—É Christine— a jornalista o corrigiu.

—Que seja— ele deu de ombros deixando a jornalista furiosa —Bem, se os senhores jornalistas não têm mais nada relevante para perguntar, acho que a coletiva está encerrada.

Tony encerrou a coletiva e não disse mais nada, trocou um olhar com Pepper e deixou a sala. Rhodes despediu-se e foi para a base da força aérea, tinha trabalho a fazer. Pepper viu que sua amiga Lauren estava entre os repórteres, mas não podia falar com ela sem chamar a atenção dos outros, então, decidiu deixar o salão. Ela instruiu Miranda para que aguardasse a saída dos jornalistas e seguiu para sua sala. Ao chegar foi surpreendida por Tony.

—Oi— ele a recebeu com um sorriso travesso.

—O que você faz aqui, Tony?

—Vim para a sua coletiva, você pediu que eu viesse.

—É, mas você chegou atrasado— disse fingindo estar brava —Tony tire os pés da minha mesa, saia da minha cadeira— disse fechando a porta.

—Mas,...eu deixei um bilhete, você viu? E, acho que eu cheguei na hora certa— ele disse levantando-se da cadeira e parando encostado na mesa cruzando os braços.

—O bilhete poderia ter sido melhor, e acho que eu mereço mais flores— sorriu —Mas, admito que, talvez, você tenha chegado na hora certa— passou por ele indo sentar-se em sua cadeira. —Aquela tal Christine, sempre tentando me tirar do sério.— disse com antipatia —Ela é desprezível, você precisa escolher melhor as mulheres com que se relaciona.

—Eu escolhi a mulher perfeita, mas ela não quer se relacionar comigo— ele a provocou.

—Mas... a presença da jornalista me fez pensar em uma coisa.— Pepper continuou, fingindo não dar importância ao que Tony disse.

—Que coisa?— Tony perguntou virando-se para ela.

—Fiquei pensando com quais outras mulheres que estavam aqui hoje você já dormiu?— disse levantando uma sobrancelha.

Tony parecia estar disposto a tirá-la do sério, então, começou a contar nos dedos, enquanto ela aguardava a resposta —Você conta?— perguntou sarcasticamente.

—Você é um cretino, Anthony Stark!— Pepper disse entre dentes.

—E você, Virginia Potts, tem que parar de se preocupar com quem eu já dormi. O que importa é com quem eu quero dormir daqui pra frente— disse apoiando as mãos na mesa a encarando.

—Err...vamos mudar de assunto?— disse desconcertada.

—Você sempre foge, não é? E depois reclama da quantidade de flores que eu te dou— ironizou —Mas vamos mudar de assunto, sobre o que você quer falar?— ele disse pegando uma cadeira e sentando-se deixando a mesa entre eles.

—Acho que terei que demitir a sua nova assistente.

—Que assistente?— ele perguntou.

—Natalie Rushman, a assistente que você fez questão de contratar.

—Acho que ela já meio que se demitiu, poupou o seu trabalho— ele disse

—Como assim?— Pepper perguntou confusa.

—Ela não era quem ela dizia que era.

—Sabia! E você ficou todo bobo porque ela falava latim— Pepper deu um sorriso vitorioso —Eu disse que ninguém fala latim— desdenhou.

—O pior é que ela fala latim. Ela se demitiu porque a missão dela acabou.

—Que história é essa de missão, Tony?

—Ela era uma agente da SHIELD, se infiltrou na minha vida apenas para me sondar.

Tudo aquilo era muito confuso para Pepper, buscava um sentido para a história toda, sabia que já tinha ouvido aquela sigla em alguma outra ocasião.

—Espera— fez uma pausa —SHIELD não era a agência que o Agente Coulson representava, que quis saber como você saiu do cativeiro?— perguntou confusa.

—Sim. A SHIELD bisbilhota a vida dos super-heróis. A Srta Rushman, ou melhor, Romanoff, veio apenas me analisar, me testar pra ver se eu poderia fazer parte de um grupinho de super-heróis— debochou

—Mentira. Existe uma Liga de super-heróis? Isso é surreal demais— Pepper disse surpresa.

—Existe, mas não é uma Liga, eles chamam de Iniciativa Vingadores— Tony respondeu.

—Mas no fim das contas, você foi aprovado? Você fará parte da Iniciativa Vingadores?— Pepper demonstrou curiosidade.

—Não— ele sorriu com o canto da boca —Ela me definiu como: egocêntrico, narcisista e emocionalmente instável, disse que eu teria dificuldade de trabalhar em equipe. Mas eu não estou nem aí, não quero fazer parte de nenhum grupinho super-secreto— deu de ombros.

—Narcisista, egocêntrico. Ela ficou dias te analisando para constatar algo que eu sempre soube. Poderiam ter perguntado direto para mim, eu traçaria a sua personalidade melhor que isso— foi irônica.

—Satisfeita com a ida da Agente Romanoff, não é? Você estava morrendo de ciúme, lembro-me o quanto você foi hostil com ela— Tony afirmou, mas ela ignorou o comentário dele.

Pepper se levantou e começou a caminhar pela sala, como quem digeria toda a informação que foi jogada sobre ela. Tony apenas a observava. Até que ela parou.

—Tudo isso sobre a SHIELD sobre essa tal Iniciativa Vingadores, não deveria ser segredo? Por que você está me contando?

—Porque eu confio em você. E você sabe que a base de um relacionamento saudável é confiança, não é?— ele disse levantando-se indo na direção dela.

—Relacionamento profissional, você deixou bem claro durante a coletiva— ela se esquivou.

—Você é a única pessoa aqui que faz questão dessa coisa profissional— ele disse indo novamente na direção dela, enquanto ela caminhava para trás sem notar que ficaria presa entre ele a sua mesa.

—Organização secreta. Iniciativa de super-heróis. Tony, olha em volta, presta atenção na bagunça que é a sua vida— ela disse nervosa com a aproximação dele.

—É por isso que você não me quer?— perguntou aproximando a sua boca da dela.

—Não é isso. Até por que, querendo ou não, eu já faço parte dessa confusão— ela respondeu vacilante, apoiando as mãos na mesa atrás de si.

—Ah...Então você quer?— perguntou sentindo respiração irregular dela misturando-se com a sua.

—Tony...— foi o que conseguiu dizer sentindo-o cada vez mais próximo de sua boca.

Pepper sentia seu corpo queimar com a proximidade que ele impunha, era inebriante, entreabriu um pouco a boca esperando que Tony tomasse a iniciativa e a beijasse. Ele sabia qual era a intenção dela. Segurava firmemente sua cintura, passou o nariz por toda a extensão de seu pescoço sentindo o doce perfume da pele dela, até chegar próximo a orelha. Sentiu Pepper estremecer, e sussurrou em seu ouvido —Só farei o que você pedir, se você quer que eu te beije, peça.

—Beije-me— ela disse envolvida por ele.

Ele contornou a boca dela com o polegar e a possuiu com volúpia, tinha sede dela. Uma das mãos que antes estava na cintura de Pepper, já trilhava o caminho de suas costas indo em direção a nuca. As mãos dela antes sobre a mesa se mantiveram firmes nos ombros dele. Depois de algum tempo suas bocas se desuniram buscando ar. Entreolharam-se por alguns segundos. Ela aproximou a sua boca da dele novamente, provocando-o, mordiscando o lábio inferior dele. O beijou outra vez com mais calma, explorando o interior da boca dele. E depois se afastou. Tony a puxou de volta, reivindicando-a.

—Chega. Acabou o recreio— ela diz recuperando o ar.

—Pepper?— ofegante e confuso ele chamou em vão.

—Olha o que você faz Tony— culpou-o —Há meia hora eu estava dando uma declaração e agora estava prestes a fazer totalmente o oposto— disse se recompondo, voltando a sentar-se em sua cadeira.

—Só fiz o que você pediu— defendeu-se —Acho que você não deve se preocupar com o que aquela jornalista disse.— ele sentou-se também.

—Não é o que ela disse, Tony, é o que todo mundo pensa. Parece que a minha capacidade será sempre colocada em dúvida.

—Pepper, você acha que eu não recebo críticas? Eu vivo recebendo críticas também.

—Nem tudo é sobre você, Tony. Estou falando de mim, do meu trabalho.

—Eu acho que você tem feito um ótimo trabalho— ele diz, a fazendo sorrir fraco.

—Eu preciso que você vá embora— disse firme pegando o gancho do telefone sobre a mesa, discando o número da secretária, que prontamente atendeu. —Miranda, por favor, anuncie uma vaga de emprego de assistente executivo— manteve silêncio enquanto do outro lado da linha a secretária perguntava algo —Ambos os sexos— respondeu e agradeceu encerrando a ligação.

Mesmo depois de ela mandá-lo embora, Tony a observava ainda sentando e se pronunciou —Não preciso de uma nova assistente, principalmente se for homem— gracejou.

—O assistente não é para você, Tony, é para mim— ela respondeu

—O assistente, você prefere que seja homem então? Não gosto da ideia de um marmanjo te assessorando, Srta Potts— disse um pouco enciumado.

— Você não faz o tipo ciumento, Sr Stark. Tanto faz que seja homem ou mulher, foi só modo de falar, preciso que seja competente.— disse apoiando os braços sobre a mesa provocando-o.

Verdadeiramente, ciúme era uma coisa nova para Tony, outra sensação que ele experimentava desde quando decidiu tentar essa coisa de romance.

—Escuta, Sr Stark, você pretende ficar aqui me monitorando o dia todo? E o seu emprego de Homem de Ferro? Não tem nenhum crime acontecendo na cidade, não há nenhuma missão?— ela perguntou impaciente.

—Não tenho nada pra fazer, Jarvis já teria me comunicado se tivesse— ele disse colocando os pés sobre a mesa cruzando os braços a encarando.

—Vou te manter ocupado então, ok?— ela disse mordendo o lábio com um ar travesso, vendo-o se animar com o ela diria —Preciso que você rastreie o meu carro, que eu não vejo desde aquela confusão de sexta-feira. Estou cansada de andar de táxi, preciso saber se terei que comprar outro carro ou não. Tudo bem?

—O quê? Por quê?— ele perguntou meio confuso —Eu nem sabia que você estava sem carro.

—Pois é— ela disse juntando alguns documentos sobre a mesa e guardando-os em uma pasta —E estou andando de táxi, porque nem todo mundo tem uma armadura pra ficar voando por aí— ironizou

—Se eu soubesse disso antes, teria deixado o Happy a sua disposição— ele rebateu.

—Eu realmente preciso ir agora— ela disse olhando para o relógio em seu pulso —Tenho uma reunião daqui a alguns minutos— levantou-se indo na direção dele, enquanto ele a seguia com o olhar. —Você sabe o número da placa, não é?— disse curvando-se na direção dele —A hora que você sair, feche a porta— disse e beijou o canto de sua boca.

E assim ela foi embora o deixando em sua sala atordoado, tornando o jogo de sedução entre eles cada vez mais interessante.


Notas finais
Eu sei que no filme a Pepper meio que descobre a identidade da Natasha de ouro jeito, mas eu dei uma mudadinha. Cês acham que eu tô surtando muito, que a Pep, tá jogando muito duro com o Tony? Pronunciem-se. Bom, até semana que vem, nem vou mais falar até domingo, porque vai que, né? Hahahaha.