De Ontem Em Diante
27 Às vezes fica um com e o outro sem
Notas iniciais
O capítulo podia ser mais favorável para o nosso Tony, but, não rola.
Tava sem nome pro capítulo e blá, blá, blá...daí tava escrevendo ouvi essa música http://www.youtube.com/watch?v=5zhhUYLV4ro achei que tinha um pouco a ver e tá aí.
Desde o dia em que Pepper deixou a mansão, Tony não a viu mais. Uma semana depois de se dar contar de ter feito outra grande besteira em sua vida decidiu procurá-la na empresa. Ao chegar teve a notícia de que Pepper não compareceria com frequência, trabalharia em casa, só iria à empresa em dia de reunião, ou quando fosse estritamente necessário. Richard Gilmore o único executivo que sempre apoiou Pepper era quem estava na empresa todos os dias e a representaria. Ficou descontente em saber das mudanças e não ter sido informado, pensou em procurá-la em sua casa para tirar satisfações a respeito, mas ouviria que nunca se preocupou com os negócios, não tinha motivos para tal coisa agora.
Tony conversou com Gilmore, pediu conselhos referentes à empresa e decidiu que, se Pepper não estaria mais a frente, ele se prepararia para ocupar o cargo quando ela o deixasse. Richard não se opôs, ficou feliz em ser mentor de Tony, afinal, o lugar era dele por direito. Precisaria de uma assistente, Richard sugeriu que a sua filha, Lorelai ocupasse o cargo, Tony aceitou de bom grado. A partir daquele momento passou a conciliar as missões do Homem de Ferro com os dias na empresa. Não deixou de pensar em Pepper, mas talvez fosse melhor para ela ficar longe dele mesmo.
Dois meses depois
Pepper vivia na ponte aérea Malibu — Nova York. Parecia correr contra o tempo para ver-se livre de qualquer laço que a ligasse a Tony, embora pensasse nele com frequência. Para a felicidade dela, Lauren passava os últimos dias em Malibu em seu apartamento, a amiga de Pepper precisou entregar o apartamento em que morava, não valia a pena renovar o contrato de locação por poucas semanas.
Era segunda-feira, uma manhã fria de final de outono, Tony chegou à empresa e foi checar os e-mails de Pepper destinados a Richard Gilmore, ela não sabia que Tony ocupava o lugar dele. Num e-mail, Pepper comunicava as últimas reuniões em Nova York e seu desligamento definitivo da empresa, partiria ao meio dia. Tony ficou perturbado, não podia deixá-la ir embora daquela maneira, sabia que tinha que zelar pela segurança dela, que precisava ficar longe, que nunca seria bom o suficiente para ela, mas o inferno era que, não conseguia imaginá-la com alguém que não fosse ele, não conseguia aceitar que chegaria o dia em que ela se entregaria a alguém como se entregava a ele.
Decidiu procurá-la. Pedir que ela ficasse, voltasse para ele. Comunicou sua assistente que se ausentaria por algum tempo. Ao deixar a empresa passou numa floricultura e foi até a mansão buscar o seu plano B, caso as flores não convencessem. Esperava que Pepper não fosse hostil quando abrisse a porta.
Tocou a campainha incessantemente. No interior do apartamento, Pepper se arrumava para sair, pediu para Lauren abrir a porta.
—O que é que você quer?— Lauren foi ríspida com Tony, mesmo falando num tom baixo.
—Quem é?— Pepper perguntou de dentro do quarto, Tony fez sinal para que Lauren não dissesse.
—O...vizinho.— disse relutante e empurrou Tony para o hall —Não vou deixar você falar com ela.
—Por favor?— ele pediu.
—Vá embora, Tony, você não pode fazer isso com ela, não pode machucá-la de novo, eu sei o quanto ela é forte, mas ela não aguentaria, é uma ferida aberta, ela não esqueceu você.
—Eu também não a esqueci, por isso estou aqui, não quero esquecê-la, não quero perdê-la, quero ficar com ela pra sempre.
—Você...trouxe flores?— franziu a testa.
—E tenho outra coisa aqui no bolso do casaco.— sorriu, usava um casaco preto sobre o terno cinza, camisa branca e gravata azul-marinho com listras cinza.
—Ela vai me odiar...Vou deixar você entrar com a condição de que eu seja a madrinha...
—Você será.— ele sorriu.
—Do casamento e do bebê.
—A Pep está grávida?!— ele arregalou os olhos.
—Ainda não, mas já estou garantindo o meu posto.
—Fechado.— apertou a mão dela selando o acordo.
Lauren explicou que conversava com Pepper, por isso enquanto ela estivesse no quarto, ficaria na sala. Deixou que Tony entrasse.
—O que o vizinho queria?— Pepper perguntou ao ouvir a porta bater.
—Uma xícara de açúcar.— Lauren respondeu.
O apartamento estava uma bagunça, havia caixas, malas para todo lado —Ela vai embora, está de mudança, como sempre eu cheguei atrasado— Tony dizia mentalmente.
—Não sei por que deixei você me arrastar para aquela aula de defesa pessoal, estou toda dolorida, não entro naquela academia nunca mais.— Pepper disse do quarto.
—Com o tempo você acostuma.— disse Lauren.
—Não sei se quero acostumar, vou continuar com ioga e pilates, por enquanto.— caminhava para a sala, o coração de Tony bateu mais rápido ao ouvir os passos dela, Pepper deixou a conversa morrer ao vê-lo em seu sofá —O que você faz aqui?— Tony se levantou —O que ele faz aqui?— perguntou para Lauren.
—Eu vou tomar um café com o vizinho enquanto vocês conversam.— caminhou até a porta —Não se esqueça do nosso voo, ok, coração?— Lauren piscou antes de fechar a porta.
—Eu vou matá-la.— disse entre dentes —O que você quer?
—Você está de mudança?— ele perguntou.
—Eu perguntei primeiro.— rebateu.
—Quero ficar bem com você.— ele respondeu.
—Estamos bem longe um do outro, você vivendo a sua vida, eu vivendo a minha em segurança, quer dizer, ontem eu quase fui atropelada, mas você não tem nada a ver com isso, afinal, não corro perigo por não ser a sua namorada, não é?— mostrava-se ressentida.
—Você quase foi atropelada?— a pergunta dele a fez revirar os olhos.
—Ironia, Sr Stark. Mas eu corro riscos, independente de estar com você ou não, posso ser atropelada, o teto pode cair na minha cabeça, posso bater o carro, posso engasgar com um amendoim.
—Eu sei que eu fui um idiota, Pepper, mas...
—Dizer o que eu já sei, não vai mudar as coisas.— Pepper mostrava-se firme.
—Dê outra chance pra nós, Pepper, por favor? Eu amo você.
—Dizer que me ama não vai mudar, pedir desculpa não vai mudar, me trazer flores não vai mudar...— disse pausadamente —Você me afasta por que me ama, me quer de volta por que me ama. Vê o quanto isso é confuso? Não faz sentido, não tem fundamento. Você me magoou uma vez eu voltei e você fez de novo, eu não deixar outra vez, já ouviu falar numa coisa chamada amor próprio?
—Eu ouvi falar numa coisa chamada amor, e não acreditava nele até você me mostrar como funciona. Ouvi dizer que quando ainda existe amor a gente não pode desistir do ser amado.
—Agora eu sou um ser amado, deixei de ser uma coisa que você ama, estamos evoluindo, pena que foi tarde.— deu-lhe as costas.
—Você vai deixar Malibu?
—Não.— voltou-se para ele.
—O que são essas coisas empacotadas, está de mudança?
—Não, Lauren está aqui comigo há quase um mês, ela vai viajar a trabalho.
—E você?
—Eu vou tirar férias, afinal, não faço isso há anos, e depois vou procurar um emprego novo. Ou viver da renda que os 3% das ações da Stark que eu comprei me rendem. Lembra que você me fez adquirir ações para você sempre tivesse o controle nas decisões da empresa?
—Pepper baixe o chicote e pare de me agredir verbalmente, eu vim aqui...
—Você veio aqui com um terno bonito e um buquê de rosas vermelhas...
—São tulipas.
—...Com um buquê de flores achando que eu me jogaria nos seus braços. Desculpa por te decepcionar, Sr Stark. Agora vá embora porque eu tenho uma ponte aérea pra pegar.
—Seu voo é ao meio dia, ainda não são onze horas, Pepper.
—Você invadiu o servidor da empresa? Está interceptando os meus e-mails para o Gilmore? Seu stalker.— mostrou-se furiosa.
—Eu não estou interceptando nada, você me mandou o e-mail, eu estou trabalhando no lugar do Gilmore.
—Você o quê?— perguntou surpresa.
—Eu vou assumir a presidência, já que você está se desligando da empresa. Meu pai sempre disse que a empresa tem que ficar nas mãos da família.
—O Obadiah, não era da família.
—Meu pai achava que era, por isso eu confiava nele.
—Eu não era...
—Você sempre foi a minha família, Pepper.— disse docemente.
—Boa sorte na presidência, não arruíne a empresa.— disse friamente.
—Por que você tem 3% das ações?
—Não, porque a empresa foi a única coisa que te sobrou.— deu de ombros.
—Por falar na empresa, como você vai se desligar se eu ainda não vi o projeto da Torre Stark?
—Você não viu porque não quis.— respondeu secamente.
—Agora eu quero vê-lo, e se eu não aprovar...
—Se você não aprovar, vire-se, entre em contato com a construtora e mude tudo. Eu levo a planta revisada na empresa quando voltar de viagem na sexta-feira.
—Leve na mansão.
—Que seja.— ela deu-lhe as costas e caminhou até o quarto.
Tony não pôde deixar de reparar em Pepper, ela estava com um vestido preto que marcava a região do busto depois caía solto até um pouco acima dos joelhos, usava meia preta, que ele julgou ser inteira pelo comprimento do vestido, e uma bota preta de salto alto e cano curto. Quando voltou à sala vestia uma jaqueta de couro verde. Seus cabelos estavam presos num coque alto, usava uma tiara fina de tecido preto pra domar os fios da franja. Uma maquiagem leve, apesar dos olhos delineados, a boca rosada como sempre. Ela estava especialmente linda, e ele diria isso a ela, se não fosse tão obvio, e se ela não estivesse tão arredia. Não coseguia tirar os olhos dela.
—Pare de me olhar assim.— ela ralhou.
—Assim como?
—Como se você...
—Como se eu te desejasse? Não consigo te olhar de outra maneira.— ela corou com a informação.
—Vá embora.— Pepper disse secamente.
—Você está usando meias.— ele sorriu.
—Você precisa de um médico, faça terapia, esse fetiche por meias não é normal.
—Não são as meias que me atraem são as suas pernas. Adoro descobri-las é como abrir um presente.— ele rebateu e entregou-lhe as flores.
—Para! Fica longe de mim.— colocou as flores sobre a mesa de centro —Não sei o que você disse à Lauren para que ela o deixasse entrar, mas acho que agora é hora de você ir. Acabou, volta para a sua casa.
Ele caminhou até ela, Pepper recuou um passo e acabou encostando-se a um móvel, Tony a alcançou segurou-a pela cintura, e sussurrou em seu ouvido —Você é a minha casa.
Pepper balançou, e se odiou por isso, claro que ele havia percebido. Não importava quanto tempo passasse ele parecia ter o mesmo efeito sobre ela. O empurrou até a porta. Antes de ir embora Tony tirou do bolso uma caixa revestida em veludo preto, igual a caixa da pulseira que ela perdera.
—Seja o que for leve de volta.
—Devolva quando for me entregar o projeto.— colocou a caixa nas mãos dela —Sabe o que eu descobri nesses dois meses?
—O quê?
—Eu posso presidir a empresa sem deixar de ser o homem de ferro, eu posso não afogar a minhas mágoas em uísque, posso ficar sozinho, sabia? Descobri que eu posso viver sem você.
—Que ótimo. Em dois meses você descobriu uma porção de coisas, então porque você veio me atormentar?
—A questão é: Eu. Não. Quero. Viver. Sem. Você.— disse palavra por palavra e não tentou nenhuma aproximação. A deixou na soleira da porta e foi embora.
Pepper ficou estática, tempo o suficiente para Lauren voltar. —Coração?— chamou despertando-a.
—Não me venha com coração, Lauren Graham, devia ter deixado você dormir no sofá esses dias todos.— Pepper disse enfurecida ao entrar no apartamento.
—Perdi a chance de jogar na cara do Tony que há semanas eu estou dividindo a cama com a namorada dele.— provocou.
—Não sou namorada dele, não sou nada dele.— mostrava-se irritada.
—Você não aceitou?
—Aceitei o quê?
—Filho da mãe, ele disse que tinha flores e outra coisa pra te dar. O que foi que ele te deu, por que se ele te deu outra coisa e não foi um anel vocês se vestiram muito rápido.— ironizou.
—Lauren?! Você vê sacanagem em tudo, vou pedir um teste de DNA vocês são irmãos, não é possível.— Pepper sentou-se ao sofá.
—Estava descontraindo— ela disse —O que foi que ele te deu?— sentou-se também.
Pepper abriu a caixa, e viu uma pulseira que seria idêntica a anterior, não fosse por um detalhe. Faltava o pingente dele.
Havia um papel dentro da caixa, um recado dele.
“Falta um pingente, não é? Faz falta?
Se você me deixar voltar eu o coloco de volta. Se na próxima vez que nos virmos você estiver usando a pulseira, é sinal de que me deixa voltar.
Sempre seu, Tony”
Pepper não conseguiu articular nenhuma palavra depois de ler as palavras dele. —O que está escrito?— Lauren perguntou, Pepper apenas entregou-lhe o papel —E então, faz falta?— perguntou após ler.
—Queria tanto ficar bem, sem pensar nele, sem contato, mas ao mesmo tempo que quero tudo isso, fico aflita ao não saber como foi o dia dele, se ele não ficou ferido nessas missões malucas— ela disse —Você mais do que ninguém sabe que ele me faz falta, mas eu não posso mais. E olha como ele me manipula? Impondo condições, quem ele pensa que é?
—Não vi uma imposição, ele pediu um sinal de que você o quer de volta, ele deu o sinal dele vindo até aqui, você o mandou embora...
—Por que você não me desencoraja?— Pepper a cortou —Todo mundo diria “Desista, Tony Stark é um galinha”, “Tony Stark é um playboy, por que apostar nisso?”. Por que você não faz?
—Você faz isso desde sempre, por que te dizer algo que você já sabe? Você convive com ele há anos, ninguém o conhece melhor do que você, nem ele. E, se você já viu o melhor e o pior dele e não saiu correndo, não sou eu que vai mandar você correr.
—Odeio que você seja tão sensata.— Pepper abraçou Lauren —Você tem mesmo que ir embora?
—Tenho, mas posso te mandar conselhos todos os dias via sms ou e-mail, 3 dólares por mensagem, ou melhor, 3 euros.— Pepper riu —Você está amassando a minha roupa, coração. Isso não é uma despedida.
—Não ainda.— Pepper soltou Lauren —Mas depois você vai embora.
—Tive uma ideia, eu viajo no final de semana, arrumo tudo e, no final de semana seguinte, você vai ficar comigo uns dias, independente do que aconteça entre você e o Tony, só nós. Você estará à toa mesmo, e está na hora de começar a gastar todo o dinheiro que você tem.
—Quem disse que eu tenho dinheiro?
—Você era assistente executiva, babá e conselheira de Tony Stark, depois virou presidente da empresa, tem ações, se você não tem dinheiro, não sei quem tem. Acho até que o Tony está querendo dar o golpe do baú.— elas riram.
—Fechado. Viajo para a Itália daqui duas semanas, capiche?
—Capiche.— disse Lauren —Sabe que corremos o sério risco de passar muita vergonha por só sabermos falar capiche, né?— perguntou —Porém, vai ser como a primeira parte de ‘Comer, Rezar, Amar’.
—Sem engordar os 11 kg da Liz, por favor— Pepper observou.
—Segundo ela, os 11 kg mais felizes da vida, mas eu também os dispenso. Podíamos incluir a Sarah nessa, conversaremos com ela em Nova York, a convencemos a deixar o pequeno com o Charlie uns dias...Por falar em NY, temos que sair, aeroporto em dezembro é sempre um caos.
Depois do termino da conversa, não demoraram a deixar o apartamento.
(...)
Após chegar a Nova York na segunda-feira à tarde e participar de algumas reuniões durante a semana, na quinta-feira Pepper estava pronta para voltar à Malibu e encontrar com Tony mesmo que ainda não estivesse certa da decisão a tomar. Seu coração pedia por uma coisa, sua razão dizia outra. Almoçava com as amiga e depois seguiria para o aeroporto. Há tempos não desfrutava da companhia das duas, por mais que fosse mais próxima de Lauren sentia falta de Sarah.
—Temos um convite para te fazer.— Pepper disse para Sarah.
—Primeiro eu tenho uma novidade.— Sarah sorriu.
—A última vez que uma amiga minha me contou uma novidade estava mudando de país, qual é a sua?— Pepper perguntou.
—Estou grávida.— a loira sorriu, Lauren e Pepper ficaram boquiabertas.
—Mas você tem um bebê, não pode já estar grávida.— disse Lauren.
—Jimmy tem quase dois anos.— disse Sarah.
—Ninguém pode ter tantos filhos, se não for a Angelina Jolie.— Lauren brincou.
—Não são tantos, terei dois filhos. E só. Charlie está torcendo para que seja uma menina, eu quero outro menino.
—Você e Charlie não perdem tempo se reproduzem como coelhos...
—Lauren!— Pepper a repreendeu —Parabéns, Sarah.— sorriu largamente.
—Parabéns, coração, estou muito feliz por você, mas...Nós íamos te convidar para ir a Roma.— disse Lauren —Se já seria difícil te convencer a deixar marido e filho, imagina agora.
—Eu adoraria, mas sabe como é, começo de gravidez e uma porção de exames, acompanhamento médico...Mas, espera, Pepper vai à Itália? E o Tony, e a empresa?
—Minha relação com Tony está em crise e estou deixando a empresa...
—Você deixando a empresa?— Sarah mostrou-se surpresa.
—Estou cumprindo aviso prévio...
—Virginia, você é única presidente de empresa que cumpre aviso. Isso deve ser um aviso para ele.
—Oi?— não compreendeu o que a amiga quis dizer.
—É como se você dissesse: Olha Sr, Stark, você tem um mês para me procurar.— Sarah provocou.
—O aviso já dura dois meses, e sim ele foi atrás dela.— disse Lauren.
—Ele foi atrás de você?— Sarah perguntou entusiasmada.
—No começo da semana.— Pepper respondeu.
—O que você está esperando para voltar? Não sei o que ele fez, mas vocês têm que voltar, você o ama.— disse Sarah.
—Quando eu contei que nós estávamos namorando você me desencorajou...
—Até vê-lo ao seu lado, ver como ele olha para você, não é só desejo é admiração, sabe? Ele viajou de Malibu à Nova York por você, pelo pouco que eu conhecia de Tony Stark jamais esperaria essa atitude. E se ele te procurou, com certeza te ama.— Sarah concluiu.
—É complicado...e ele tem essa obsessão por me proteger.
—Porque ele se preocupa, você acha que o Charlie é diferente? Homens sentem a necessidade de proteger a mulher amada, é um fato, se você recusar a proteção ele se sentirá inútil. Sim é uma visão machista, mas é real. Charlie só começou a pegar leve comigo depois que o Jimmy nasceu, ele é o foco agora.— disse Sarah.
—Olha a solução, coração, tenha um filho com ele.— Lauren disse para Pepper que revirou os olhos.
—E os medos dele devem ter algum fundamento, levando em conta que todo mundo sabe que ele é um herói.— Sarah observou. —Eu sei que você o entende.
—Mas ele não precisa me afastar pra que eu esteja segura.
—Isso é burrice.— disse Lauren —Mas acho que ele caiu em si.
—E agora você precisa cair em si.— Sarah disse para Pepper, que suspirou pesadamente.
Não importavam os conselhos, embora Pepper gostasse de ouvi-los e, dessa vez, todos eram positivos, quer dizer, todos eram favoráveis ao relacionamento dela com Tony. Mas retomar a relação era uma coisa que cabia a ela decidir.
(...)
Na manhã de sexta-feira, Pepper se despediu de Lauren, e reconfirmou a sua ida a Roma. Antes de embaraçar a morena disse a ela —Eu sei que você tomará a decisão que julga ser melhor, mas você não deve desistir de alguém que não consegue passar um dia sem pensar.
—Quem sabe você não encontra um italiano que roube os seus pensamentos e te faça sossegar?— Pepper sorriu.
—Estarei atenta aos italianos, pode deixar.— piscou —Diga ao Tony que eu cobrarei a promessa que ele me fez.— Lauren abraçou Pepper.
—Que promessa?— perguntou cismada.
—Pergunte a ele.— deu-lhe um beijo no rosto —Te vejo daqui uns dias.— soltou Pepper e embarcou.
Pepper voltou ao seu apartamento, ligou para Tony e ele estava na empresa. Ele não havia mentido para ela, estava mesmo se dedicando à empresa. Sugeriu levar o projeto até ele. Mas Tony não quis, marcou com ela na mansão, ao fim da tarde. Pepper mostrou-se relutante, mas acabou concordando.
Por volta das 3 da tarde Pepper começou a se arrumar para encontrar-se com Tony, banhou-se demoradamente. Acabou optando por vestir-se casualmente, escolheu um jeans de lavagem clara, uma camiseta branca básica, um blazer da mesma cor e scarpins pretos. Maquiou-se resaltando os olhos com máscara para os cílios. Apostou num tom avermelhado para os lábios. Optou por brincos discretos, a pulseira, bem, levaria na bolsa, talvez, ao final da noite ela estivesse em seu pulso. Ela o queria, tentaria novamente, o amava demais para não dar outra chance.
Na mansão, Tony também terminava de se arrumar para esperar por Pepper, vestiu um jeans de lavagem escura e uma camisa preta, optou por seus tênis costumeiros. Sua barba estava impecável como sempre, seus cabelos propositalmente desarrumados. Desceu as escadas, ficaria na sala esperando por ela, preparou um café, mas acabou optando por uma dose de uísque, só isso o acalmaria, estava ansioso como um adolescente.
—Sr, há uma agente da SHIELD solicitando a entrada na mansão.— a voz de Jarvis reverberou pela sala.
—A agente Romanoff?
—Não Sr, ela disse que seu nome é Maria Hill, veio em nome de Nicholas Fury.— informou Jarvis.
—Como ela é?
—Bastante bonita, Sr, olhos claros, cabelos castanhos.
—Humm. O Fury cansou de mandar o Coulson e decidiu usar de artilharia pesada, ele acha que um rabo de saia me fará mudar de opinião?
—Quer mesmo que eu responda, Sr?
—Retórica, Jarvis— Tony rolou os olhos —Deixe-a entrar.
Não demorou para Tony ter em sua frente uma mulher realmente bonita, Jarvis nunca enganara-se quanto a isso, seu criador havia o programado muito bem para reconhecer traços femininos. Maria Hill usava uma saia lápis preta, uma camisa branca com um discreto símbolo da SHIELD e scarpins pretos.
—O que o Fury quer agora, há quase um mês ele vem me cercando a respeito de um projeto...— interrompeu o que dizia —Que indelicadeza a minha, deseja uma água, um café?
—O que você está bebendo?— perguntou a agente.
—Uísque, posso te servir uma dose.
—Prefiro um café.— ela sorriu.
Tony serviu o café para a moça, e retomou o assunto —Sem que eu soubesse, Fury enfiou na minha empresa, uma agente que traçou a minha personalidade num momento delicado da minha vida, e disse que eu não era apto a fazer parte do grupinho secreto dele, e agora não sai do meu pé.
—Sr Stark, não é para se juntar aos vingadores, mas também é importante, precisamos dos seus conhecimentos, foi descoberta uma fonte de energia...
—Diga ao Fury que eu ajudarei apenas se for um caso extremo, se por causa disso o futuro da humanidade estiver em risco ele pode voltar a me procurar.
—Sr Stark, escute...
—Sr, são cinco da tarde.— a voz de Jarvis interrompeu a fala da agente que, não familiarizada, assustou-se e acabou derrubando café em sua camisa.
—Droga.— praguejou ao ver a mancha marrom em sua camisa.
—Jarvis, olhe o que você fez com a moça?!
—Não foi a minha intenção, é que Sr pediu que eu informasse a hora e...
—Tudo bem, Jarvis — ele disse —Agente...Hill, certo? Venha, eu lhe arrumo outra camisa.— subiram em direção ao quarto —É masculina, espero que não se importe.— ele deu uma camisa branca qualquer para ela e deixou-a a sós para trocar-se, desceu de volta à sala.
—Ficou perfeita, obrigada, Sr Stark— disse ao voltar à sala —A devolverei limpa em breve.
—Não há necessidade, pode ficar com ela ou jogue fora, o que não me falta são camisas.— disse Tony.
—Quem é ela?— Pepper perguntou ao abrir a porta.
—Pep, não é nada disso que você está pensando.— Tony caminhou até ela —Merda, se você não estava pensando agora está, péssima frase. Eu posso explicar.— Tony disse uma sucessão de frases que deixavam Pepper enfurecida.
—Explique-se.— Pepper cruzou os braços.
Notas finais
Esse capítulo parece que foi meio encheção de linguiça, mas eu precisava amarrar a história, dar finais, para personagens, um tanto relevantes, se um dia vcs lerem tudo desde o começo, vão perceber.
Semana que vem o destaque é o nosso casal favorito ♥
Cês me aturam por mais 3 capítulos, hein?
Beijos ;)
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