De Mãos Dadas
1 Capítulo Único
O sinal estava vermelho enquanto Midoriya piscava, confuso e envergonhado.
Aquilo era muito estranho!
Claro que as pessoas dão as mãos em encontros, mas ainda era muito estranho. Talvez por ser com Bakugou...? Ou talvez por estarem rodeados por civis?
Midoriya segurou a alça da mochila com a mão esquerda e olhou para o lado, observando em silêncio os carros passando e tentando não pensar que estava mesmo segurando a mão de Bakugou. Ele corou, torcendo para o outro rapaz não perceber, e curtiu o momento.
Era a sensação mais gostosa do mundo!
Ele queria conseguir disfarçar melhor, mas era a primeira vez que Bakugou fazia algo tão fofo e ele estava realmente emocionado com isso! Ele segurava sua mão de forma tão carinhosa que Midoriya achava que ele não estava percebendo o que fazia. Bem, sendo proposital ou não, dificultava sua respiração de qualquer forma.
Seu rosto ficou todo vermelho ao sentir Bakugou entrelaçar os dedos com os dele, e foi impossível não olhar suas mãos juntas e morder os lábios para segurar o sorriso bobo que teimou em deslizar. Queria mover os dedos de levinho para encaixar melhor suas mãos, mas ficou com medo de isso fazê-lo se afastar. Bakugou era sempre era tão arisco...
—Pega minha mão direito, seu idiota. —Bakugou interrompeu seus pensamentos e Midoriya soltou um “ãh” meio tonto e assustado. Pelo tom de voz que ouviu, achou que terminaria a noite apanhando. —Eu mandei —ele puxou sua mão e a segurou com força antes de relaxar, mantendo um contato mais próximo entre elas. —pegar minha mão direito. Seu idiota.
Não ouve um contato visual. Bakugou estava o tempo inteiro prestando atenção na luz do semáforo e não notou a bola de constrangimento que havia se tornado o pobre garoto ao seu lado.
E seguiu sem notar.
Ele puxou Midoriya para frente quando o sinal ficou verde, suas mãos se escondendo entre os corpos enquanto caminhavam no meio das outras pessoas que, apressadas ou distraídas, passavam por eles sem reconhecer dois dos mais famosos estudantes da U.A.
Mas ambos estavam imersos demais em seus pensamentos para se importarem com isso: um se precavendo para não ultrapassar alguma barreira perigosa; o outro se segurando para não dar o braço a torcer.
Porque Bakugou precisava admitir, ainda que apenas para si mesmo, que era sim muito gostoso andar pelas ruas de mãos dadas com Midoriya.
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