De Caso Com A Máfia

28 Capítulo 28 - Vencendo fantasmas


Notas iniciais
Fofas paty85, ELYSBAHIA, sipansera, isabella, Rose_Chanti_Lee,
Raskia, Páh Cullen e Evanuzia valeu pelos reviews.
Seja bem vinda lindalita a nossa FIC.

Capítulo anterior — Mãe ele não precisou de medicação porque a Bella estava com ele. Isso é tão óbvio! Ai eu não acredito nisso! Nada mais falta acontecer mesmo. Falei revoltada, me despedi de minha mãe e de imediato tentei falar com Edward. Devia haver alguma forma de convence-lo a não fazer isso, mas é claro que ele não atendeu ao celular. Eu tentei na empresa, mas lá ele também não estava, na casa dele também. Onde será que ele se enfiou. Será que já tinha ido pra Mount Marcy, não era possível não assim tão rápido. E Bella, que também veio com uma história de que Edward estava se sentindo invadido por ela e que ela não tinha mais lugar na vida dele. Justo agora que ela despachou o Damon. A fala sério será possível que esses dois só sabem dar cabeçada? Isso é revoltante!

POV Bella

Ter amigos é bom, muito bom. Meus amigos são minha família mas confesso que às vezes eles se intrometem demais na minha vida.

- Olha vou dizer uma coisa, ou você toma uma atitude ou eu vou brigar com você! Dizia Alice. Estavam Alice e Rosalie na minha frente na sala de casa, Mafalda tinha ido ao mercado e Alissa estava tirando seu cochilo da tarde em seu quartinho. Alice estava brava por eu ter saído da casa de Edward sem me acertar com ele. Acertar o que por Deus, era claro que ele não se sentia a vontade comigo!

- Já deu né Bella, essa de vocês ficarem separados!Chega mulher, você não tem mais o empata do Damon na sua cola, significa que o caminho está livre. E você é tão cega que não percebe que o Edward ainda te ama e precisa de você. Mas não, fica aí fazendo doce e deixando ele escapar. Enquanto isso o meu Emmett tem que trabalhar dobrado pra cuidar da empresa que mal foi aberta e já é abandonada pelo Edward. Dizia Rosalie num fôlego só. Me deixando atordoada.

- Será que vocês podem se acalmar? Primeiro que eu não sou o problema da história! Falei.

- Ah não é mesmo, na verdade você é a solução! Falou Alice.

- Tem toda razão Ali! Você é a solução minha filha! Disse Rosalie.

- Eu posso saber o que está acontecendo realmente pra fazer vocês duas se abalarem pra cá no meio da tarde largando seus afazeres pra me tirar a paz? Perguntei.

- É simples! Num dia você dá uma de mulher resolvida, e se coloca na posição de mulher do Edward que na verdade é o que você é, a prova disse está dormindo tranqüilamente aqui no quarto ao lado. No outro dia diz que não faz mas parte da vida dele e que o está constrangendo com a sua presença. Fala sério Bella! Disse Alice.

- Não bastasse isso, o Edward resolve que é melhor se afastar e dar espaço pra você seguir sua vida.E vai se refugiar em Mount Marcy com a desculpa que precisa desacelerar e colocar as idéias no lugar. Gente ele ta com problemas helloooo! Será que você pode... Dizia Rosalie.

- Você disse Mount Marcy? O que ele foi fazer lá? Perguntei interrompendo Rosalie.

- Ah, agora nós conseguimos despertar a sua atenção! Senhora sabe tudo. Falou Alice.

- Dá pra parar com os carinhos e me explicar essa história direito? Falei irritada. Que história era essa de Edward ir pra Mount Marcy? Alice respirou fundo e me explicou a intenção descabida de Edward de se isolar na cabana de caça no meio do inverno as vésperas do natal.

- Bella você tem que fazer alguma coisa. Você ele ouve, não é bom ele ficar sozinho ainda mais num lugar daquele tão afastado. Disse Alice.

- Gente eu concordo com vocês que não é bom ele ir pra lá sozinho. Mas o que eu posso fazer? Ele é adulto e dono de si. Alice eu te expliquei que na manhã seguinte ao coquetel ele acordou e se sentiu invadido com a minha presença lá... Explicava.

- Larga de ser lerda, que ele não estava se sentindo invadido coisa nenhuma você entendeu tudo errado. Ele te ama sua tonta! Disse Rosalie.

- Será que você pode tomar uma atitude? Pelo amor que você tem a Alissa. Ela sim coitada está sendo a prejudicada com os pais idiotas que tem! Falou Alice.

- Chega! Eu já ouvi frases carinhosas demais por hoje! Me deixa pensar. Falei me levantando do sofá. As duas ficaram milagrosamente mudas o que eu agradeci e eu fui até o quarto de Alissa. Minha princesinha dormia tranqüilamente agarrada ao seu paninho de dormir, ela fazia movimentos com a boquinha, eu amava ver Alissa dormindo isso me acalmava e me ajudava a pensar melhor. Fiquei ali um tempinho.

- Bella! Disse Alice sussurrando na porta do quarto de Alissa.

- Shi, eu não quero que ela acorde agora! Disse indo em sua direção e encostando a porta.

- Como é? Vai ou não vai fazer alguma coisa? Perguntou Rosalie assim que cheguei na sala.

- Alice me empresta o seu carro? Perguntei.

- Meu carro? Mas você odeia dirigir! Disse ela.

- Empresta ou não? Falei.

- Empresto claro. Você vai... Dizia.

- Ué não é a atitude que vocês esperavam que eu tomasse? Perguntei.

- Bom eu achei que uma ligação pra ele talvez surtisse efeito. Falou Rosalie.

- Você não conhece o Edward mesmo, por telefone ele jamais iria me ouvir... Iria me interromper e a gente ia acabar brigando. Eu vou atrás dele! Falei decidida.

POV Edward

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Se eu dissesse que estava feliz em me afastar estaria mentindo. Eu tinha há muito pouco tempo entrado na vida de Alissa e ela me fazia tão bem. Engraçado como é mágico estar com ela. Esqueço-me de tudo, de todos os problemas, de todos os fantasmas! Mas estar aqui em Mount Marcy estava me fazendo repensar tudo o que passei. A escolha em entrar pro FBI, o meu idealismo em lutar pelas coisas certas. Conhecer Bella, me apaixonar por ela. Descobrir que esse amor estava no meio de um fogo cruzado no qual eu perdi o controle da situação. Descobrir que iria ser pai, nossa essa foi a melhor sensação do mundo. Os dias em Londres com a angustia de não saber exatamente como Bella estava sendo tratada por Jacob. O fatídico dia na Cornualha e por fim o tempo que passei no Paquistão sendo submetido a torturas físicas e psicológicas. Eu estava sendo covarde? Talvez. Na verdade eu estava me sentindo perdido. Naquele dia no coquetel eu me vi tão feliz ao ver Bella e Alissa, por um momento me permiti imaginar que éramos uma família aí aquele médico fez o favor de aparecer e eu mais uma vez fui fraco e me afastei. Embebedar-me seria um caminho rápido pensei, assim esqueceria das coisas por um tempo mesmo que pequeno. Acordar com Bella ao meu lado foi sim algo maravilhoso. Sei lá, vai ver eu com esse meu jeito passional de ser meti os pés pelas mãos e ao invés de me aproximar dela e de Alissa eu me afastei ainda mais. A cabana de caça estava a muitos anos sem ser usada e eu tive que por a mão na massa pra deixa-la habitável. Não estou reclamando foi bom realizar um trabalho braçal e doméstico ao mesmo tempo.

- Vai ser no cartão ou em dinheiro senhor? Perguntou o rapaz do caixa na loja de conveniência em que estava comprando alimentos.

- No cartão! Entreguei o cartão, paguei e levei as compras. O dia já declinava em Mount Marcy e eu resolvi me abastecer de lenha antes da noite cair de vez, a região é realmente muito fria nesse época do ano. Afastei-me um pouco da cabana, indo de encontro ao carro pra pegar a lenha que havia comprado pois a lenha que por ventura encontrasse próxima cabana estaria molhada por conta da neve. Abri o tampo da caçamba e fui empilhando do lado de fora a lenha. Quando olhei em direção a cabana tive a visão de um puma, o animal era incrivelmente belo e imponente. Vi-me encurralado e ele já havia fixado seus olhos em mim. Na situação em que me encontrava eu seria presa fácil. Lembrei-me que no porta-luvas do carro se encontrava a minha Ruger P89, mas há tempos eu não colocava a mão em uma arma e por conta do trauma não pretendia faze-lo tão cedo. Só que a questão agora era de sobrevivência, era eu ou o puma e definitivamente eu era mais eu. Mas como me mexer? E a coragem de pegar em uma arma de novo, o medo de ter uma nova crise se apossou de minha mente enquanto isso o puma permanecia em frente à entrada da cabana a minha espera. Movimentei-me de forma muito lenta e mínima pra não despertar o maior interesse do animal. Consegui entrar no carro e abrir o porta-luvas a arma estava a mostra, eu comecei a soar frio e a tremer. Olhei pra frente e o puma permanecia lá. Poderia ficar ali, poderia sair dali e voltar à cidade. Daria um tempo por lá e depois voltaria, uma hora o puma iria embora. Mas que espécie de homem é você Edward Cullen, onde está o cara que enfrentou bandidos, que passou pelo treinamento torturante da academia e entrou no FBI? Oras Edward, seja homem e enfrente esse animal, você tem QI ele não então use-o. Pensei em maneiras de me manter lúcido e a única coisa que me veio a cabeça foi um sorriso. O sorriso mais bonito do mundo, o sorriso que me fez passar dias e dias seguidos inda na mesma cafeteria só pra poder vê-lo. Ela despertou em mim todas as coisas boas, por ela fiz tudo e faria tudo novamente. Peguei a arma ainda tremendo e destravei o gatilho, o cleck agudo me proporcionou calafrios mas eu me mantive concentrado no sorriso e puxando pela memória além do sorriso vislumbrei os olhos verdes que tanto me alegravam, forcei um pouco mais minha mente e do rosto lindo de Bella eu a visualizei com a minha princesinha no colo, Alissa meu anjinho. Eu desci do carro, me encontrava a uns cinqüenta metros da cabana, deixei o carro afastado esse tanto da porta de entrada por conta da neve que se aglomerava no local. Mirei no animal, não queria mata-lo só queria deixa-lo imobilizado.

- Desculpe amigo, você não me deixa escolha! Atirei e de imediato ouvi a agonia do animal, me aproximei, a bala se alojou na coxa traseira do puma, com muito cuidado amarrei sua boca, ele estava com muita dor por esse motivo não ofereceu grande resistência. Com dificuldade, por conta do seu peso, o coloquei na caçamba da picape que me trouxe a Mount Marcy e levei o animal pra cidade rapidamente, como disse não tinha a intenção de mata-lo. O levei ao veterinário mais próximo após perguntar na loja de conveniência onde encontrar um. O animal perdeu uma boa quantidade de sangue mas sobreviveu. Voltei pra cabana, aliviado pelo animal e por mim. O Dr. Lamar me disse várias vezes em nossas sessões. “– Edward você precisa se sobressair sob seus fantasmas.” Eu havia conseguido fazer isso, havia vencido os fantasmas. Eles ainda estavam lá, mas não eram mais fortes do que eu. Eu tinha algo mais forte, o amor que eu sentia por Bella e Alissa era muito mais forte do que qualquer fantasma.

Notas finais
O que acharam? Espero que tenham gostado!
O próximo capítulo é provavelmente o último!
Estamos realmente na reta final, muito obrigada por me acompanharem até agora!
Bjos e até o próximo capítulo.