De Caso Com A Máfia

24 Capítulo 24 - Trauma


Notas iniciais
Páh Cullen, Rose_Chanti_Lee, paty85, Evanuzia e sipansera valeu pelos reviews. Seja bem vinda Dhanny a nossa Fic!
Vamos lá!

Capítulo anterior — Vocês não acham que estão fazendo muita bagunça não? Falei, mas no fundo estava me deliciando com a cena que tantas vezes imaginei em minha cabeça sonhadora.

– Mamãe está brava gatinha! Falou Edward baixinho como se contasse um segredo a Alissa.

– Mama, bava não! Mama binca! Falou Alissa. Edward mais uma vez fez cócegas em Alissa e ela de novo gargalhou. Depois de troca-la eu lhe dei um suco que havia trazido na bolsa.


Edward me mostrou o espaço em que seria instalado o centro de assistência e me contou de suas idéias para o lugar. Achei incrível o trabalho que ele pretendia fazer e o local do centro era em uma região realmente carente do Brooklin. Eu e Alissa que já se encontrava sonolenta em meu colo nos despedimos dele. Edward disse que ligaria para marcar de ver Alissa e eu concordei.

POV Edward


Ter Bella e Alissa assim tão perto apesar de todo o ocorrido no Ação de Garças me fez bem e me deixou um pouco animado. No final daquela semana eu e Emmett resolvemos realizar um coquetel de inauguração de nossa empresa de segurança para a semana seguinte e Rosalie se dispôs a providenciar tudo que fosse necessário para o evento inclusive à lista de convidados.

– Bem rapazes está tudo arranjado, eu já fechei com o bufet e a lista de convidados já está pronta. Tomei a liberdade de chamar pessoas que sejam possíveis clientes, alguns da impressa e é claro amigos e familiares. Dizia Rosalie em minha sala na empresa que tinha acabado de receber os móveis, minha tia Esme se encarregou de cuidar de toda a decoração do espaço que confesso ficou perfeito. Eu e Emmett já tínhamos em torno de vinte funcionários capacitados na área de segurança alguns eram ex-agentes e outros eram pessoas conhecidas por nós que fizeram academia conosco mas que não foram contratados pelo FBI. Após Rosalie sair eu e Emmett nos dirigimos para uma sala que havíamos montado para exclusivamente armazenar armamento que seria usado por nossos funcionários quando os mesmos estivessem de serviço.

POV Emmett


– Edward veja só essa Browning BDM, é muito boa mesmo! Afirmei destravando a arma. – A mira é muito boa. Gostei dela. O que acha? Edward estava estático. – Edward? Ele nada respondia, os olhos vidrados como se via algo distante, como se estivesse hipnotizado. – Edward? Deixei a arma em cima da bancada e me aproximei dele tocando em seu braço. A reação dele foi uma surpresa pra mim. Edward me empurrou e se afastou indo em direção a parede, se jogou no chão e fincou a cabeça entre os joelhos. Eu fiquei sem reação. – Qual o problema cara, está sentindo algo? Edward nada respondia. Aproximei-me e sem esperar recebi um chute que quase pegou no meu rosto.

– FIQUE LONGE DE MIM, FIQUE LONGE DE MIM! Gritava Edward, aquela reação era de alguém em pânico e eu me afastei. Fiquei apenas observando, Edward começou a se balançar pra frente e pra trás. Ele estava tendo um ataque, eu já havia sido informado sobre esse tipo de situação em cursos que o FBI nos proporcionava isso se chamava Trauma Pós-Guerra. Sem saber como ajuda-lo liguei pra pessoa que achei mais indicada. Mas em todo o momento fiquei ali observando Edward, achei perigoso deixa-lo sozinho.

– Carlisle, quem fala é o Emmett! Falei assim que Carlisle atendeu a ligação.

Como vai Emmett, a que devo a honra da ligação? Perguntou ele.

– O assunto é um pouco delicado, se trata de Edward. Carlisle estou com seu sobrinho aqui na sede de nossa nova empresa e ele está tendo uma reação que ao meu ver parece ser um stress pós-trauma. Como você é médico e tio dele eu achei por bem ligar. Carlisle entendeu de imediato a situação e tão logo desligou se apressou a vir pra cá, como ele estava no hospital trabalhando já se preparou trazendo consigo dois enfermeiros para auxilia-lo. Edward foi atendido por seu tio, a cena não era nada agradável virou quase uma luta corporal entre Edward e os enfermeiros até que Carlisle conseguiu lhe aplicar um calmante. Edward foi levado para clinica de um amigo de Carlisle e lá foi internado.

– Emmett me conte exatamente como isso aconteceu. Pediu Carlisle.

– Bem nós estávamos na sala de armamento e eu estava comentando com Edward sobre a qualidade de uma das armas que havíamos comprado. Quando vi... Edward estava estático e começou agir estranho. Expliquei.

– Não aconteceu mais nada? Entenda Emmett, algo aconteceu que o fez entrar em crise, algum mecanismo foi acionado na cabeça de Edward que o levou a reagir assim, uma palavra, um barulho... Dizia ele.

– Barulho? Perguntei e ele assentiu. – Bom pode ter sido o barulho da arma sendo destravada. É um cleck bem sonoro. Expliquei.

– Então deve ser isso.... Esse tipo de barulho é muito comum em locais onde há armas certo? Ele perguntou.

– Sim, é muito comum! Afirmei.

POV Esme


Ver Edward ali deitado e sedado naquele quarto fez meu coração sangrar. Eu sempre o tive como um filho, nunca fiz distinção entre ele e Alice. Ele veio morar conosco muito novo e depois da morte de seus pais via em mim e em Carlisle seus pais substitutos.

– Precisamos ajuda-lo querido. Quero leva-lo pra casa conosco. Falei a Carlisle.

– Tenha calma Esme ele está sendo bem tratado aqui. Infelizmente Edward terá que passar por um tratamento. Saímos do quarto e na porta demos de cara com Alice que tinha o semblante preocupado.

– Como ele está? Rosalie me contou o que Emmett presenciou assim que eu liguei pra ela, logo depois da senhora me ligar. Falava Alice.

– Está dormindo agora Alice, está medicado. Falou Carlisle.

– Papai é sério isso de stress pós-traumático? Perguntou Alice.

– Sim Alice é, Edward está passando pelo que conhecemos ser Trauma Pós-Guerra por conta do que ele sofreu no Oriente Médio no período em que ficou em poder daqueles bandidos. Explicou Carlisle.

– Mas o que isso causa, ele fica violento é isso? Ele sente dor? Perguntou Alice.

– Na verdade filha o que ele sente é medo muito medo, acaba revivendo tudo o que passou de ruim. Isso acontece através de um mecanismo de ação. Às vezes uma palavra ou um barulho pode desencadear o processo. No caso de Edward o processo se desencadeia através do barulho, algo que seja parecido com um click como é o destravamento de uma arma. Explicava Carlisle.

POV Bella


Eu estava sem saber como reagir, Alice tinha acabado de me contar que Edward estava internado e sedado por conta de uma crise de stress pós-trauma. Minha vontade era a de ir ao seu encontro e ficar ao lado dele. Sentia-me angustiada por não estar lá. Mas as coisas entre eu e ele estavam tão frias e todas as vezes que nos falávamos o assunto era só um — Alissa. – Ele está sozinho, ou tem alguém com ele lá? Perguntei a Alice, eu não conseguia segurar o choro, ela se encontrava sentada ao meu lado no sofá de casa. Damon havia dado uma saída e Alissa estava cochilando ao nosso lado.

– Ninguém pode ficar com ele lá, ela só pode receber visitas em horários restritos. Papai falou que isso irá durar pelo menos mais uns dois dias. Esse foi o prazo que o médico que o está atendendo deu. Explicou Alice.

– Eu quero muito vê-lo Ali, mas acho que não devo. Talvez a minha presença o deixe mais nervoso. Falei.

– Bella, eu não penso assim. Mas seja como for, realmente não é o momento de vê-lo. Papai acha melhor deixa-lo descansar! Explicou Alice. Fomos interrompidas por uma Alissa muito manhosa.

– Mama! Sussurrou Alissa.

– Oi meu amor, já acordou! Você não dormiu quase nada. Falei. Alissa veio para o meu colo e se aninhou ali.

– Oi florzinha da dinda! Falou Alice com a afilhada.

– Oi dinda! Respondeu Alissa com sua voz infantil. Ficamos ali conversando um pouco mais até que Alice se despediu e eu fui dar um banho em minha pequena. Alguns dias depois Alice me disse que Edward estava bem melhor. Eu falei que gostaria de visita-lo mas Alice depois de eu muito insistir confessou que Edward não queria ver ninguém e que estava muito calado em todas as vezes que ela foi vê-lo. Isso me angustiava muito, queria estar perto dele. Faltava uma semana para o natal e a empresa de Edward e Emmett iria oferecer um coquetel de inauguração a alguns convidados. Alice já havia me contado do evento, Edward já havia saído da clínica fazia exatos cinco dias. Eu fui convidada para o coquetel mas fiquei relutante em ir, Alice e Rosalie como sempre me pressionaram a comparecer. Damon sabendo de tudo que estava acontecendo disse que me acompanharia se eu quisesse.

– O que acha de tomarmos um vinho aproveitando que Alissa já está dormindo? Perguntou Damon se encostando em mim que estava apoiada na pia da cozinha onde tinha acabado de ligar a lava-louça. Ele me pressionou com seu corpo e começou a me beijar. Eu correspondi ao beijo que se tornou um pouco mais urgente, Damon era um homem muito bonito e sedutor e eu me sentia atraída por ele mas todas as vezes que o nosso contato se tornava um pouco mais digamos profundo eu me afastava. Ainda durante o beijo percebi que Damon estava se empolgando, tanto que senti em minha barriga seu volume me pressionar e foi o que bastou pra que eu me afastasse. Vi nos olhos de Damon que ele se sentia muito frustrado. – Até quando Bella? Sabe não sou de ferro! Disse-me.

– Damon, entenda eu...

– Você não me quer! É isso não é? Por mais que você tente fugir é dele que você gosta. Veja Bella eu não entrei nessa pra perder, quero ganhar! Mas se o que estou vendo for a realidade eu serei o cavalheiro que você conheceu e vou me retirar da disputa. Dizia ele me interrompendo.

– Damon, as coisas estão um pouco complicadas, por favor...

– Desculpe-me mas não tem como aceitar as coisas de forma tranqüila Bella. Sabe o que eu vejo, eu vejo uma linda mulher que merece ser feliz com uma filha que merece carinho e proteção de alguém que esteja no mínimo lúcido e de posse de suas faculdades mentais. O que vamos combinar não é o caso de Edward Cullen!

– Damon! Falei me irritando com a sua colocação.

– Até agora eu tenho me mantido passivo, mas não estou conseguindo mais. Bella eu sou o homem que pode lhe oferecer o que você precisa. Posso ser o pai que Alissa precisa. Sejamos honestos Edward é um homem marcado que dificilmente irá se recuperar...

– Eu não acredito que você sendo um médico, tem essa mentalidade tão pequena pra dizer o mínimo.Edward é o pai de Alissa, o qual eu sempre fiz questão que ela conhecesse e sinceramente eu não tenho a intenção tirar esse titulo dele. Falei áspera.

– Bella, eu entendo que você está passando por muita pressão! Mas baby...

– Não tem mais nem menos, e a pressão maior quem está fazendo agora é você! Eu me retirei para o meu quarto e Damon permaneceu na sala.


Notas finais
Meninas eu falei que estava na correria, mas por conta de ter conseguido adiantar as coisas hoje e estar um pouqinho mais relaxada, resolvi postar mais um capítulo!
O que acharam? Esse lance de Trauma Pós-Guerra é barra pesada gente e muito triste!
Bem o nosso querido casal está passando por muitos problemas e temos no meio disso uma garotinha muito fofa. Vamos torcer pra que tudo de certo não é mesmo? Bjos e até o próximo!