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1 Capítulo 1
POV Mônica
15 de Agosto, 2014
–Acho que a devíamos parar...
–Sou contra.
Me apertou ainda mais à parede, uma das suas mãos estava em meio aos meus cabelos, procurando uma forma de se segurar ali... para sempre. Seu beijo estava cada vez mais profundo, quebrando qualquer resistência da minha parte, ou quase.
–Acho realmente que devemos parar... –sussurrei sem fôlego.
–Como eu disse, sou contra. –Sua mão estava por baixo da minha camisa, senti minha pele se arrepiando por onde seus dedos passavam.
–Deu!!! – O joguei longe — Ai meu Deus, você está bem?
Corri até o sofá e lá o encontrei todo desajeitado, com uma careta de dor que fez eu me repreendesse no mesmo momento por ter usado minha força. NOVAMENTE.
–Aii..
–M-me d-desculpa, eu fiquei nervosa e...
–Calma, não foi nada. Só to fazendo drama. – disse, mas é claro que estava só contrariando a realidade, suas palavras podiam omitir, mas o seu rosto persistia em me mostrar como sou “delicada”.
Ele arrumou o meu cabelo e me aproximou ao seu corpo, colando seus lábios ao meu ouvido sussurrou: — Eu sei que você está nervosa, sua boba. Mas eu adoro te ver assim, toda coradinha.
–Do Contra...
Ele, no meio do nosso abraço me surpreendendo como sempre, fez um pequeno movimento me mostrando o seu relógio de bolso. Sabe daqueles bem antigos com números romanos? Esse mesmo.
–Tá cedo, mas tenho que ir embora. Bjs minha linda, – me deu um selinho — me manda uma carta hehe.
–Pode ser um e-mail?
–Carta.
–E-mail já tá ultrapassado também. -ri.
–Carta.
–Tá seu bobo, até outra hora. – falei rindo, e o acompanhei até a rua, nos despedimos com um beijo breve.
Depois voltei, fechei a porta e escorreguei por ela.
Eu to tão nervosa, minha cabeça gira quando estou com ele, isso é bemm... ai, não sei descrever.
Será mesmo que ele não se machucou? Ele disse que não, mas acho que o joguei com bastante força... Tenho que me controlar. Não é a primeira vez que o machuco sem querer...
(#)
POV Do Contra
Meu braço estava realmente dolorido.
Tadinha, ela é tão fofa quando está assim sem saber o que fazer... Ai, eu devo estar parecendo um bobo com essa cara de personagem apaixonada voltando para casa hehe.
–Sim, você parece um bobo.
–Ham, o que?
– O idiota, você tá pensando alto demais...
–Oi Cebola, poisé. Se você não colocar o que está pensando em palavras deixa o momento passar meu amigo, não é mesmo? – soltei um sorrisinho irônico.
–Obrigada pelo conselho “amigo”, mas dá para não ficar espalhando a sua felicidade por ai? Como todo mundo faz?! –insinuou.
–Não estou espalhando minha felicidade por ai “amigo”, estou apenas relatando para algumas pessoas que precisam realmente saber “como está o meu relacionamento com a Mô”. Para que depois não venham reclamar que não sabiam e por isso continuaram arrastando assa para ela.
–Você acha que isso vai me impedir?
–Não, imagino que não. Mas não sou contra a ideia.
–Pois acredite, eu sou. – respondeu me encarando-, mas deixa para lá, estou indo.
Se afastou, e quando eu finalmente imaginei que ficaria livre da sua presença, ele parou e virou a sua cabeça para me passar um recado.
– Ia me esquecendo... Manda um abraço para a Mônica por mim, aquele abraço que ela deve estar sentindo falta.
–He He, só uma abraço? Coisa de amigo. Pode deixar que mando sim.
Só para contrariar, o recado foi convenientemente esquecido naquele momento.
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