Dc
6 Capitulo 6
Notas iniciais
Tão fofa, pensei ao olhar a Mô dormindo na minha cama, nos meus braços. O cabelo todo bagunçado, o rosto sem maquiagem, e o corpo nu. Era uma visão perfeita.
Mas, eu precisava acorda-la, já passava 22h e a Dona Luiza não gostava que eu roubasse sua filha assim, sem ao menos avisar para onde a estou levando.
A dei um beijo no rosto antes de perder o momento maravilhoso que estava acontecendo.
–Hora de acordar mocinha.
Ela se mexeu, deixando os peitos que estavam ocultos devido ao ângulo amostra. Colocou a mão no olho e o esfregou, como se tentasse arranjar forças para abri-lo.
–Tá cedo mãe.
Dei uma risada leve, e continuei:
–Dona Mônica, dona Mônica, você vai se atrasar para a escola! –Falei imitando uma voz feminina. Ela abriu o olho finalmente e riu.
–Ela fala bem assim kk – Nós dois rimos juntos.
–Que horas são? – perguntou a Mô
–22:07h
–Caramba, minha mãe vai me matar! –Levantou no susto, se destampando totalmente.
–Haham – respondi, olhando fixamente para o corpo dela, ela percebeu e se jogou para debaixo da coberta novamente – mas, já que ela vai te matar, que tal dormir aqui?
Ficou um momento em silêncio, com cara de quem pensava no assunto.
–Não sei DC, acho que não consigo ligar para a mãe e pedir para dormir aqui. – respondeu envergonhada.
–Eu posso ligar – sorri de forma sugestiva.
–Nãoooo, seria estranho!
–haha, to apenas brincando.
–Não sei, as vezes você é meio maluquinho.
–Meu jeito de ser amor.
Nós dois nos encaramos, acho que foi a primeira vez que falei com ela desse jeito. Aquela melação de namorados estava me atingindo!? Nãooooo, vou fugir com todas as forças.
Ela me abraçou e disse de forma irônica:
– Eu sei “amor”.
–Que bom, vida.
–Oh, meu tudo.
–Docinho.
–Querido.
Começamos a gargalhar:
–Vamos concordar de não cairmos nas armadilhas da melação? – Falei.
–Por favor. –Continuou rindo.
Ficamos abraçados por um tempo, não sabia que ficar junto a uma pessoa poderia ser tão bom. Ela encostava sua cabeça em mim, eu mexia no seu cabelo. Só. E isso já parecia ser tudo o que precisávamos.
–Tenho que ir DC.
–To sabendo.
–Que tal você me soltar?
–Não quero.
Ela sorriu.
–Será que vou ter que me soltar sozinha?
–Acho difícil.
–Por quê? Sou bem forte, sabia?
–Haham. Eu sei. — Ela sorriu e eu a abracei mais forte — Mas, vou me esforçar hoje
–Hum
–O que? – eu esperava que ela realmente tentasse sair.
–Você sente cosquinha? -sorrisinho malicioso.
–N-não. (Droga, ponto fraco!)
Ela começou a fazer cosquinha na minha barriga, comecei a rir todo bobo e ela aproveitou a chance para fugir de mim. Colocou sua roupa, e me deu um beijo de despedida.
–Tchau lindo. Durma bem.
–Acho dificil, não vou conseguir dormir essa noite. Só pensarei em você.
Ela me respondeu com um sorriso malicioso, e foi embora.
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(Aconteceu mesmo? Cara, eu não sou mais virgem! E foi lindo, com o garoto que amo. Tudo muito, Awnn. Tenho que contar para a Maga!) Pega o celular e disca o número da amiga.
–Fazendo o que?
– Oi para você também Mô.
–Oi, tás fazendo o que?
–Nada, o que houve?
–Posso dormir ai? – A maga riu do outro lado da linha. -Qual a graça?! — Falei
–Nada não, mas hoje teremos uma festinha de pijama à 3. Queres pizza?
–De chocolate.
–Ok. Já vou pedir! Mas se você ficar gorda, não reclama.
–Querida, fiz exercício hoje pela minha vida. – Rimos as duas.
–Quero os detalhes disso ai oh. –Desligamos.
Lembrei que tinha que avisar minha mãe, liguei e ela liberou. Tudo certo.
Talvez eu devesse ter arriscado pedir para dormir na casa do DC, mas tive realmente vergonha...
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Estava em um campo de batalha. A Mônica quando viu quem era a terceira pessoa da nossa “festinha” fez uma cara de cú, e foi recíproco.
As duas se olhavam com desconfiança, como se tivessem bombas e todo o cuidado era pouco.
Estranhei pra caramba, mas não intervi.
– Boa noite “Denise”
– Boa noite “Mônica”
– Não esperava te ver tão cedo – Falou a Mô, sentando na beirada da minha cama. A Denise estava perto da janela, onde “talvez” conseguisse fugir se precisasse, apenas quebrando uma perna ou um braço.
– Digo o mesmo fofa – Olhou para mim, fuzilando. – Achei que seria só nós duas Maga.
–A Mô ligou, daí... –Fui interrompida.
–Algum problema em eu estar aqui?
–A louca, eu só achei que poderia ter uma noite na tranquilidade. Sem ninguém esquentadinho para atrapalhar.
–Ora, sua! PRECISA POSTAR TUDO SOBRE A MINHA VIDA NO TEU BLOG?!
–O CRIATURA PURPURINADA, COMO AS PESSOAS VÃO SABER AS NOVIDADES SE EU NÃO ESPALHAR AS NOTICIAS QUENTES NAS REDES SOCIAIS?!
–QUE TAL AS PESSOAS NÃO SABEREM DE TUDO?!
–Amore! Poupe-me! Não coloquei nada que fosse tão surreal assim, apenas matei a curiosidade de “todos” sobre como você está com o DC.
A Mô levantou, tentando explicar com mais ênfase que a sua vida pessoal é apenas dela, e não do mundo.
Senti que ela colocaria essa ideia na cabeça da Denise mesmo se precisasse abri-la para isso e tive que intervir.
–Mônica, que isso? São modos de se falar com uma amiga?
–Mas..
–E Denise, eu te chamei aqui para ter uma noite legal, não precisa ferrar com tudo.
–Entendi, entendi.
Silêncio.
–Mô, me desculpa ter postado aquela foto. Mas veja pelo lado bom linduxa!
–Bom?! Que lado bom?
–Assim eliminamos as piriguetes que dão em cima do Do Contra linda, ou você acha que é a única com os olhos bons? Não é todo dia que achamos um corpo como aquele por ai, sozinho então!
–Ele não está sozinho!
–Sim, eu sei. E agora “todas” nós sabemos, graças a toda poderosa aqui! Tchram! -mexeu os braços de uma forma louca.
–Ela meio que tem razão Mô.
–Poisé, acho que sim...
–A PIZZA CHEGOU! – minha mãe gritou e eu fui correndo pegar, pois comida vem primeiro SEMPRE.
–Onde tu botou o dinheiro Mãe?
–Na mesa. Em cima da mesa. –Olhei e localizei o dinheiro.
Fui até a porta pegar a pizza, que tava com um cheiro gostoso a distancia. Mas o ar parecia ter um outro cheiro também, um cheiro de, de,
–Cascão? –Falei em choque, não esperava encontra-lo assim, do nada.
–Oi. (falou sem olhar para mim)
–Você tá trabalhando?
–Um bico.
–Humm – Entreguei o dinheiro. -Há muito tempo?
–Não muito.
–Para onde você esta olhando? – Virei o rosto para onde ele mirava, chegando um pouco perto dele.
–Para nada.
–Então que tal olhar para mim?
–...
–Você tá me evitando?
–...
–Que droga Cascão! –Peguei a merda da pizza e entrei em casa correndo, subi a escada e vi que estava chorando. –Retardado! – Entrei no quarto e as meninas que estavam agindo estranhas pararam por um momento para ver o que houve comigo.
–O Cascão tá entregando pizza agora. –falei.
–E o que tem criatura? – disse a Denise – Não é o melhor emprego do mundo, mas não é motivo para estresse.
Olhei para a Mô, pois ela sabia mais do que a Denise.
–Ele tá me ignorando. –Falei chorando.
–Por quê? –Perguntou a Dê sem entender nada.
–Que retardado! – Gritou a Mônica.
–O fofíssimas, vocês vão deixar a Denise absoluta por fora dos babados?
–Depende, você vai guardar segredo como amiga de verdade, ou vai postar naquele blog lá? -Falei, e a Mô mostrou desaprovação sobre eu querer contar a ela sobre o Cascão.
–Juro juradinho que não posto nadinha!
–E nem fala para ninguém – Concluiu a Mô.
–Isso também. –Nós duas a encaramos, sem ter certeza se podíamos confiar nela. – Fiquem tranquilas, também tenho algo para contar para vocês, então não poderei fazer fofoca. Tudo o que acontecer aqui, vai continuar aqui, o que acham?
–Concordo — respondemos ao mesmo tempo.
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