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25 Capítulo 25
Notas iniciais
Pov Cascão
Depois de sermos enxotados do hospital e termos a certeza de que a Mônica estava bem, decidimos ir para a minha casa. Bom, todos queriam vir para fazer bagunça, assistir um filme de terror, beber alguma coisa e de preferência que eu custeasse tudo, mas mandei eles pastarem e trouxe só a Magali.
— Fiquei tão preocupada – disse parecendo abatida. – A Mônica está bem, não é mesmo?
Ela já tinha feito essa mesma pergunta alguns minutos antes, era notável a sua preocupação com a melhor amiga.
— Sim, acho que o problema foi apenas a briguinha lá com a outra guria — respondi, sentando ao seu lado no sofá e tocando em seus cabelos, ela deitou a cabeça no meu colo e continuei a fazer carinho. Gostava daquela ternura entre nós.
— Muito estranho essa maluca aparecer do nada, você não acha? E agarrar o Do Contra bem na hora que a Mônica apareceu, muita coincidência.
Fechou os olhos, provavelmente fazendo o mesmo que eu, pensando.
Realmente era muita “coincidência” para a minha cabeça não colocar logo como suspeito principal da trama o Cebola, e claro... Um plano infalível.
Porém, o que está me incomodando é esse plano estar fraquinho demais... Muitas aberturas, ex namorada é clichê e qualquer um que o conhece tem consciência de toda a raiva que ele sente por ter sido “cuspido fora” pela a Mônica. Eu acreditava que ele faria mais, muito mais. Não sei muito bem o que, porém qualquer coisa... Menos isso. Afinal, ele já era meio doidinho antes das drogas, e com elas o limite não existia.
— Amor, você não acha que o Cebola tem culpa no cartório? — perguntei sem pensar.
Porém ela não respondeu, estava dormindo tranquilamente com sua cabeça no meu colo, seus cabelos jorravam por cima das minhas pernas e a fraca iluminação natural tocando sua pele a deixava parecendo uma pintura serena, bem diferente da pessoa morrendo de preocupações nos minutos anteriores.
Que bom, não a quero mais preocupada do que já está.
Fiquei ali, continuando minhas caricias e observando a dádiva divina que me fora concedida. Ela era tão linda e eu podia percerber que estava realmente apaixonado.
(#)
Pov Xaveco
— AHHHHHHH MEU CRISTINHO AMADO! EU NÃO CREIO! EU NÃO CREIO! – gritou a criatura saltitante enquanto segurava um sorvete com grande risco de se jogar no chão, colocando o celular no meio da minha cara.
— Eu não consigo ver! Tira esse troço do meu nariz!
Ela o fez e o colocou na cara da Ana que já foi empurrando o aparelho.
—Tá TUDINHO aqui! O barraco, o beijo, a Mônica em posses assustadoras! Olha!!!
Peguei o aparelho das suas mãos e coloquei no meio do trio para analisar o conteúdo.
— Caralho! – exclamei ao observar uma foto onde a Mônica estava por cima da tal “outra” do Do contra, fulminando e com parte do sutiã amostra. Seu rosto me faria correr uma maratona se eu tivesse pensado em roubar o seu coelhinho, o cabelo nunca esteve tão bagunçado e suas mãos demonstravam que dessa vez não era apenas conversa ela realmente iria MATAR UM!
—Olha a cara de pânico da guria. – riu a Aninha observando a garota miúda embaixo da morena possessa. A guria tinha os olhos escancarados e sua boca aberta, provavelmente gritando por socorro.
Eu a entendia perfeitamente, no lugar dela eu gritaria muito por socorro.
— Mas olha essa aqui! – a Dê mexeu no celular, voltando algumas fotos. – Olha a cara da demônia!! EU TREMERIA NA BASE AO VER ESSA LOUCA NA RUA!
Nessa foto a garota tinha suas pernas transpassadas na Mônica, seus cabelo caiam pelo ombro desta e sua boca atacava com vontade o pescoço desprotegido, suas unhas arranhavam por cima da blusa e mesmo assim dava para destacar como parecia machucar.
— Mas a Mônica não deixa por menos, olha que horror essa imagem. – falei.
Apontando para uma próxima onde minha amiga acertava o rosto da inimiga com alguns tapas bem dados. Eram tantas as fotos com cenas horripilantes que não dava para parar em apenas uma, pois todas se mostravam interessantes.
— SIM, UM HORROR! E o pior, NÃO FUI EU QUE POSTEI! Deve ter sido uma das inimigas invejosas do meu trabalho. Droga, droga, droga!
— Você já foi mais astuta, acho que está perdendo o jeito – respondeu mesmo que nenhuma pergunta tenha sido feita, Aninha.
Olhei temendo pela vida da louca que se atreveu a dizer tais palavras.
— Sua... Vaca!
— Ih, já vi que não aguenta críticas construtivas. – Deu um risinho forçado com cara de quem apronta.
— A Denise aguenta tudo que é crítica! Mas não venha dizer que perdi a mão, tá na cara que alguém pulou na frente porque to andando muito com vocês!
A Aninha deu uma piscadinha de “Eh, disso que estou falando.”
— Sua... Vaca!
— To brincando – a pegou ela pelo braço, encaixando o mesmo nos seus e as duas foram andando na frente. – Tenho que ir no banheiro, vem comigo.
Eu nunca vou entender as garotas, por que vão juntas ao banheiro?
Fiquei que nem pamonha esperando do lado de fora, analisando umas roupas escandalosas da loja do lado e imaginando quem em sã consciência usaria aquilo. Foi quando eu vi a Maria Frufru saindo da mesma, com muitas e muitas sacolas.
Acenei para ela e a garota me devolveu o aceno, depois seguiu sua jornada.
E fiquei mais uns 10 minutos esperando, esperando... e nada.
O que elas poderiam estar fazendo que levasse tanto tempo era um mistério.
Ou talvez estivessem cagando.
Todavia, prefiro a teoria do “mistério”.
Depois da minha paciência se esgotar e eu ficar com tédio absoluto ao ver aquelas roupas caras e feias, as meninas finalmente resolveram aparecer. Conversavam amigavelmente sobre como estavam animadas para ver o filme “A espera” dos Jogos Voraz e não vou negar, também estava animado.
Então compramos algumas besteiras e fomos logo ao cinema.
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Pov Aninha
Sim, eu estava louca, o suficientemente louca para desperdiçar um filmão como “A espera” apenas para colocar minhas garrinhas para fora.
Mesmo que na teoria um namoro a três seja só putaria rolando solta o que tínhamos tava mais frio que o sorvete que tomei a pouco.
E eu não estava curtindo muito isso não, afinal o meu lance com o Xaveco já estava avançando, e agora tinha voltado à estaca Zero. Então resolvi conversar com a Denise e perguntar se podia ser ou tava difícil e bem, ela tava com tanta vontade quanto eu.
Por isso, durante o filme sentamos estrategicamente uma em cada lado do Xaveco e os atacamos aos poucos. Primeiro minha mão saiu da sua e foi passando por sua perna, quando a Denise viu que eu já tinha dado a primeira carta pegou o rosto do mesmo e o beijou profundamente. Não entendo o certo porque, mas aquilo não chegou a me incomodar. Com a mão que sobrava peguei a sua e a trouxe para mim, colocando-a sobre meu peito. Ele o tocou com certo receio e quando precisou de ar do beijo aproveitou para deixar claro seu protesto “Aqui não”.
Foi quando finalmente minha mão chegou ao destino, tocando seu membro. Ele recuou um pouco e foi quando eu e a Denise chegamos perto da sua orelha e deixamos clara as nossas intenções.
— Vamos para casa – falamos juntas, num sussurro.
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