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14 Capítulo 14


Notas iniciais
Oi gente, sentiram minha falta? Assunto sério o-o Percebi que nem todos entenderam o ultimo cap, se você entendeu pula isso aqui tá? :p Então, o Cascão sonhou com a Mô. O que isso quer dizer? Você vai fazer mais um carinha se apaixonar por ela?? Já tá demais, não acha??? Calma gentem kk foi apenas um sonho! Me diz, se vcs vissem um amigo fazendo algo comprometedor, sua mente impura não correria o risco de sonhar com isso? Poisé, o pobre Cascão NÃO teve escolha, ele apenas estava dormindo e SONHOU. Explicadinho? Bjsss

Acordei cedo, como sempre fazia nas, que dia é hoje mesmo? Deixa para lá, sendo sincero era difícil me ver acordando cedo. Mas quando essa raridade acontecia eu aproveitava para tocar um pouco de bateria ou guitarra. E esse era um daqueles dias que eu tava afinzasso'.

Então não perdi tempo, tomei meu café da manhã e corri para o meu oásis. Pluguei todos os cabos no meu cubo, conferi se a guitarra estava afinada e depois fui “brincar” com a minha bateria. Hoje eu estava tocando pra CARAMBA! Sabe aqueles dias que você começa a tocar e sabe que tá ficando foda? Então! Era hoje!

Porém, em meio aos estrondos harmônicos que saiam do meu instrumento ouvi um baixo lamentar, um barulho irritante e desafinado. Prestei o mínimo de atenção que a situação exigia, mas foi o suficiente para criar a hipótese que “talvez” o meu som é que estava alto demais e por este motivo não conseguia discernir a voz irritadiça do meu irmão que me xingava de:

–SEU FILHO DA PUTA! Quer parar com essa porra e me escutar?!? -Esperneava ele, com as mãos na cabeça abafando o "barulho", seus olhos encaravam furiosos os meus.

Completei o solo que estava por fim e correspondi o seu olhar, este demonstrava claramente seu alívio por me ver finalmente parando. Arqueei uma sobrancelha, e grunhi em resposta:

–Temos a mesma mãe babaca!

Voltei a bater no instrumento, dessa vez buscando os sons mais audaciosos que este pudesse produzir.

O Nimbus retribui "carinhosamente" o meu gesto, elevando seu dedo do meio num grande "vai tomar no cu" e saiu do meu Buraco.

Buraco era o apelido do cômodo onde estava, ali eu tinha permissão dos meus pais para fazer o "barulho".

Um porão, pequeno e escuro, sem boa ventilação, contando apenas com a porta que fazia a ligação entre o Buraco e a Casa. Porém esta nunca ficava aberta enquanto eu estivesse lá dentro com as minhas "tralhas".

Nimbus odiava que seu maninho acordasse cedo, para ele era sinal de má sorte, “Quase como o gato preto passando pela estrada, só que bem pior” era o que ele dizia... Sua intenção à expressar com essas lindas palavras sobre o maninho aqui, era a sua certeza que o dia seria tumultuado. Vizinhos reclamando, amigos que apareciam para curtir a zona do Buraco, mãe e pai estressados o dia todo e finalmente o pior de seus temores: Ramona NUNCA aparecia.

Aquela menina tinha horror a música alta e como se adivinhando, sempre que eu tirava o dia para ensaiar ela evitava procurar o conforto da Casa, deixando Nimbus um grandíssimo chato velho carrancudo o dia todo. Sério, a guria deve ter uma bola de cristal, só pode! Sempre adivinhava e arranjava uma desculpa!

Não tenho nenhuma outra reclamação para com ela. É uma garota educada e com opinião própria, não liga para o que os outros pensam de si e faz tudo diante sua própria moral. Até mesmo já tinha pensado em conquista-la, mas desde o princípio os olhos dela se dirigiam ao meu irmão. Então deixei a ideia para lá, afinal meu coração sempre se inclinou a outra baixinha de opinião forte.

–Ei seu merda! O Toni ta ai. –Gritou o Nimbus, porra e como gosta de gritar!

–Manda entrarr! – tá, eu não fico atrás no quesito “Gritaria”.

Demorou alguns segundos para ouvir o som de passos confirmarem a presença do loiro. Dessa vez larguei definitivamente o que vinha fazendo para prestar atenção no "convidado especial" que adentrava o Buraco.

Ok. Eu e o Toni somos amigos, todos já tão cansados de saber que ando com esse babaca. Mas não conseguia acreditar que ele estivesse no Buraco depois de tentar agarrar a minha namorada! Tá, concordo que ele estava bêbado e que ela tem o dobro da sua força e poderia facilmente destruí-lo. Porém, mesmo assim meu semblante não conseguia transparecer um falso "eu entendo", pois minha vontade era de recebe-lo com um breve soco em seu abdômen e um chute certeiro em sua bunda.

–E ai cara, beleza?

Não respondi. Fiquei sem vontade nenhuma de abrir a minha boca para aquela vadia loira.

Sentei no puff de couro preto e peguei meu todinho e não ofereci. Ele não estava merecendo um gole do meu todinho hoje. Desgraçado filho da mãe pervertido nojento.

Mesmo apreciando minhas lindas expressões faciais, ele se sentiu a vontade para sentar na minha frente no puff paralelo ao meu e ficou me fitando, com uma cara de que um papo sério ia rolar.

E rolou.

–Cara, foi mal pela ceninha lá. Tava chapadão, só fui lembrar ontem do que tinha acontecido.

Tirei meu todinho da boca e resmunguei um "HAHAM".

–Sério cara. Fui levar o bêbado do cebola em casa e rolou aquela porra. Não foi por querer! Eu não tava pensando direito, tu viu o risco de vida que corri? Se não fosse você ter chego na hora ela poderia ter me matado! -dei um breve sorriso, acho que na próxima irei demorar um pouquinho mais- mas tu sabe como aquela garota...

–Minha garota.

–Que seja!

Rolou um silêncio mortal, afinal ele ainda não gostava da ideia de me ver com a Mô. Se acostume otário.
Decidi mudar o rumo da conversa, aquilo não ia dar em nada mesmo.

–Tá tá, me conta sobre o Cebola.

–O que tem o Cebola? — me olhou confuso.

–O babaca bêbado que tu levou em casa.

–Ahhhh, — ele falou, mais a vontade do que eu gostaria, sentou mais relaxado no puff, cruzou as pernas e puxou uma caixinha de cigarro do bolso. Ele nunca vai entender que não pode fumar no Buraco?- o retardado foi numa boate comigo, ele que se convidou quando me viu falar com uns garotos sobre isso. –Tirou o cigarro do maço e trouxe a boca- Tens isqueiro?

–Não.

–Que pena, -guardou o cigarro. Coisa nojenta e chata, vou te contar- Então, continuando... acho que aquele gay nunca bebeu antes, pois duas latinhas já o tinham deixado doidão.
Mas ele não parou, misturou tudo o que podia. Transou com uma guria no banheiro. Cheirou. Tentou até me agarrar! Mas dei um soco bem dado na cara dele.

Não pude deixar de dar uma grande gargalhada. Aquele babaca tentando agarrar o loiro. Kkkk o coitado devia estar desesperado.

–Acho que você já teve castigo o suficiente né loiro kk

–Sim cara. Aquele estranho lambeu meu pescoço! E apertou a minha bunda. Nojo.

–Ah, vai dizer que você gostou!?

–Seu panaca, quer um soco também?

–Não, só se for beijinho! –Fiz biquinho e ele ficou puto.

–Vai se danar! –mostrou o dedo do meio.

Gay. Não dava para acreditar que o vegetal era gay, mas parece que quando ficava fora de si ele agarrava seus "amiguinhos". Bi sexual, afinal ele também transou com a guria do banheiro. Tá, e voltando a parte que ele esteve drogado. Isso não é legal.

Afinal o guri não era desse tipo, ele tava mais para o estilo NERD. Tenho que lembrar de avisar a minha namorada sobre isso, se não ela ia finalmente decidir me matar por esconder algo assim.

Ficamos um tempo conversando sobre o acontecido, até que cansei de zuar a cara dele e o mandei embora. Quem disse que eu tinha boas maneiras?

Almocei, arrumei meus materiais e fui para o colégio.

A Mônica estava um pouco à frente no caminho, não a chamei. Aproveitei para analisar todo aquele corpo. Que bunda! E aquelas coxas!

Depois de algum tempo só olhando decidi que queria mais, fui um pouco mais rápido e a peguei pela cintura. Ela se arrepiou toda, e eu gostei da sensação. Sussurrei no seu ouvido um: -Boa tarde. E mordi de leve sua orelha.

Depois entrelacei meus dedos nos seus, e fomos juntos até a sala.

Notas finais
To demorando, já sei :/ Vou responder os comentários pendentes e depois escrever :B Bjsss