Daylight

33 Capítulo Trinta e Dois


Notas iniciais
Último capítulo, meninas! Espero que gostem!

— Ok, ok — murmurou. — É algo que eu venho pensando há um tempo já e eu sinto que está na hora, sabe? Então…

Ela fez uma pausa e sorriu para ele.

— Eu estou pronta, Edward — ela sussurrou, fazendo questão de fitar os olhos dele, para ele saber que ela estava mesmo certa disso. — Eu estou pronta para me tornar completamente sua.

—x-

Edward observou-a durante um tempo, sem conseguir acreditar que ela tinha mesmo dito aquilo. Ele abriu e fechou a boca diversas vezes, sem saber exatamente o que dizer. Ele havia dito a ela, um pouco mais de um ano atrás, que esperaria o tempo que fosse necessário, e ele sempre dizia isso, toda vez que eles conversavam sobre o assunto.

Ele só não conseguia acreditar que ela estava pronta.

— Você tem certeza, baby? — ele pigarreou antes de perguntar, não querendo que ela tivesse dúvidas de que ele queria aquilo. Ele conhecia Bella, sabia que ela já devia estar surtando por ele ter demorado tanto para falar algo. — Porque, como eu disse, eu esperarei até que você esteja pronta, então não precisa dizer isso apenas para me agradar ou algo assim…

Ela sorriu, e ele sorriu de volta para ela. Era quase automático.

— Não estou fazendo por nenhum motivo além de estar pronta, Edward — ela disse, segurando as mãos dele e dando um aperto de leve. — Eu sei que devo ter demorado mais tempo do que você imagina, mas todo esse tempo conversando com o Dr. Hale, eu descobri tanto sobre mim e consegui recuperar total controle sobre a minha vida e sobre o meu corpo.

Ele tornou a sorrir. Ele sempre sorria daquele jeito quando Bella mencionava como a terapia tinha sido algo extraordinário para ela.

— Ok — ele disse, por fim. — Não hoje, porém, ok? Prepararei algo especial para você, senhorita Swan.

Ela o fitou por um momento, antes de sorrir e assentir.

— Tudo bem — ela disse.

E então, ela se lembrou de algo que queria fazer antes que eles dessem algum passo. Edward já havia visto as marcas que ela tinha nas fotos tiradas por Royce, mas naquela época, elas estavam recentes, sangrando.

Ele nunca tinha visto as cicatrizes, no entanto.

E ela não queria que ele as visse na primeira vez dos dois.

— Eu só quero… mostrar algo para você antes, ok? — ela pediu. — Não quero que isso fique no caminho quando… acontecer.

Ele a fitou confuso por um momento, antes de assentir. Sentindo-se um pouco nervosa, a morena não falou nada, apenas se virou no sofá, ficando de costas para Edward. E então, antes que mudasse de ideia ou se acovardasse, ela desfez o nó do roupão que usava e liberou seus braços dele, deslizando-o o suficiente para que apenas suas costas fossem reveladas.

Olhar para as suas cicatrizes era algo que sempre tinha incomodado Isabella, mas isso não acontecia com frequência, já que elas estavam nas suas costas. Hoje, porém, ela conseguia parar diante de um espelho e analisá-las. Elas faziam parte da sua vida, afinal. Sempre fariam. Eram, é claro, um amarga lembrança do que havia lhe acontecido no passado, mas Isabella havia aprendido a lidar com aquilo.

E ela esperava que Edward pudesse lidar com elas, também.

O detetive encarou as costas da namorada por um tempo, sem saber, novamente, o que dizer. Ele já sabia que ela tinha aquelas cicatrizes, afinal, tinha visto suas feridas. Mas as cicatrizes não eram bem como ele havia imaginado.

Cerca de doze anos haviam se passado desde que ela fora sequestrada. O tempo tinha feito as cicatrizes menos visíveis. Algumas tinham quase desaparecido, tornando-se linhas brancas que quase não se dava para ver. Já outras, eram tão grandes que tomavam conta das costas de Isabella por completo, umas na horizontal, outras na vertical e umas poucas na diagonal.

Elas não eram tão horríveis como Isabella fazia parecer, mas Edward conseguia entender porquê ela as odiava tanto. Ele ergueu a mão, querendo tocá-las, mas incerto se podia fazer isso.

— Elas são horríveis, não são? — Isabella sussurou. — Eu entendo se você…

Ela não finalizou a fala, porém. Mas Edward entendeu muito bem o que ela quis dizer. Ele sorriu um pouco, para acalmá-la, somente até se lembrar que ela não podia vê-lo.

— Eu posso tocar? — ele devolveu com outra pergunta.

Ela precisava, saber, afinal, que ver aquilo não mudava nada. Ele ainda a queria. E ele achava que precisava demonstrar primeiro, antes de falar qualquer coisa.

Bella apenas assentiu. Edward não esperou que ela dissesse mais alguma coisa, antes de passar seus dedos de leve em cada cicatriz dela. Ele foi dizendo a ela o que faria, querendo deixá-la calma e não trazer lembranças do passado.

E então, ele disse a ela que beijaria suas cicatrizes.

Foi a coisa mais linda e mais… sexy que o detetive já havia feito por ela. Ter seus lábios na sua pele, daquele jeito tão carinhoso… Isabella não tinha palavras para descrever como ela estava se sentindo. Ela sentiu-se arrepiar quando ele passou os dedos de leve sobre umas das maiores cicatrizes, antes de beijá-la delicadamente.

Quando ele acabou, se afastou. Querendo vê-lo, a morena rapidamente fechou o roupão e se virou, praticamente se jogando nos braços dele. Ela tinha pensado que não havia possibilidade alguma de ela amá-lo ainda mais.

Pelo visto, ela estava enganada.

— Obrigada — ela murmurou contra o pescoço dele. — Isso foi… eu não tenho palavras.

Ele sorriu, antes de depositar um beijo na testa dela.

— Eu sei que você não gosta delas, mas vê-las nunca me faria mudar de ideia ou algo assim, Bella — ele começou. — Você passou por algo terrível, sim, mas essas cicatrizes apenas mostram quão forte você foi. Elas fazem parte de você, meu amor. E eu continuo amando você.

Ela tornou a sorrir, afastando-se um pouco para fitar aqueles olhos verdes que ela tanto amava. A morena beijou-o de leve, quase como um agradecimento, antes de voltar a deitar a cabeça em seu pescoço.

Havia tanto que ela queria falar, mas ela não tinha certeza de como. Então, ela apenas o abraçou mais apertado e fechou os olhos, respirando o cheiro dele.

— Obrigada — ela tornou a dizer. — Apenas… obrigada.

Edward acabou ficando na casa dela aquela noite, os dois dormindo na mesma cama, como já havia acontecido algumas outras vezes. Edward descobrira que amava a forma que os corpos dos dois se encaixavam, quase como se tivessem sido feitos um para o outro. Ele sempre se sentia bem quando Isabella deitava a cabeça em seu peito, dizendo ser muito mais confortável que um travesseiro. E a morena amava sentir os braços dele ao redor dela. Ela sempre perguntava a ele se não estava incomodando ou se ele estava desconfortável de alguma forma, o que sempre o fazia rir.

Por ele, ela ficaria daquela forma todos os dias, para sempre.

Foi difícil para ele dormir naquela noite, enquanto planejava uma noite perfeita para Isabella. Ele sabia que aquilo era um grande passo para ela e queria fazer algo especial; algo do qual ela sempre se lembraria, não importava o que fosse acontecer.

Ele teve uma ideia, então, algum tempo depois de que eles tinham se deitado para dormir. Bella estava em seu lugar favorito: deitada em seu peito, as pernas dos dois entrelaçadas. Ele sorriu ao fitá-la e depositou um beijo delicado em sua testa.

Às vezes ele se pegava pensando no quanto a amava. Admirava-o sentir algo tão grande e forte por alguém.

— Eu te amo — ele sussurrou, mesmo sabendo que ela estava adormecida e não o tinha escutado.

Ele realmente só precisava dizer aquelas palavras em voz alta.

—

Nos dias que se seguiram, o detetive buscou preparar tudo para tornar a primeira vez de Bella especial para a morena. Ele estava um pouco nervoso, admitia isso, mas porque tinha medo de não responder às expectativas da morena; tinha medo de desapontá-la.

Ele procurou afastar tais pensamentos da sua cabeça, no entanto, não querendo que o medo acabasse atrapalhando aquela noite. Ele precisou de um pouco de planejamento, mas decidiu que no próximo sábado seria perfeito. Bella sairia do hospital no início da noite, o que daria tempo de ele passar na sua casa na parte da tarde, para planejar tudo. Ela não estaria muito cansada, já que só iria para lá pouco antes do almoço e ficaria por algumas horas, para cobrir o resto de um turno para um colega.

Talvez o que ele planejara seria um pouco romântico demais, mas ele só queria que aquele dia fosse inesquecível. Eles jantariam juntos assim que ela chegasse do hospital. Na sexta à noite ele já tinha pedido um colega que trabalhava em um restaurante que os dois adoravam para fazer o jantar deles, assim como a sobremesa. Ele buscaria antes de ir até a casa de Bella, com tudo pronto, só precisando aquecer. Depois, ele a mandaria para um banho de banheira, querendo que ela relaxasse um pouco, o que daria tempo dele preparar o quarto para os dois.

E então… ele tomaria seu tempo nele, porque, embora ele nunca tivesse feito sexo com uma virgem antes, ele sabia que a primeira vez delas não costumava ser muita prazerosa. E ele queria tornar aquilo menos dolorido para Bella.

Nervoso do jeito que estava, o detetive mal conseguiu dormir na sexta, enquanto repassava os detalhes mil vezes em sua cabeça. Ele sabia que estava tudo certo, só tinha medo de que desse algo errado.

No sábado, ele foi até a casa de Bella por volta das três da tarde e começou a ajeitar tudo, embora ainda fosse cedo demais. Ele ajeitou os sais de banho, que tinha comprado, próximos à banheira, deixou o vidrinho com as pétalas de rosa no quarto e deu uma limpada na cozinha, procurando por pratos, taças de vinho, talheres… Ele procurou por um vaso também e pegou o forro que sua mãe havia lhe arranjado alguns dias atrás, quando ele mencionara que queria preparar um jantar para Bella.

Quando ele terminou de ajeitar tudo, ainda era muito cedo, então ele voltou para a sua casa, onde tomou um banho. Vestiu-se e fitou-se no espelho, tentando ajeitar seu cabelo, mesmo sabendo que aquilo não levaria a nada. Depois, o ruivo pegou as camisinhas que ele havia comprado e seguiu até o restaurante.

— Obrigado pela ajuda, cara. — Ele agradeceu a Dexter, um conhecido dele. — Fico te devendo uma.

Dexter revirou os olhos e soltou uma risada, aceitando o dinheiro que Edward tinha lhe estendido, como pagamento do jantar, da sobremesa e com uma bela gorjeta.

— Não foi nada — ele respondeu. — Espero que sua garota goste!

Eu também, o ruivo pensou, já seguindo para o seu carro.

Ele chegou à casa de Bella bem a tempo. Ela estava terminando o turno no hospital naquele momento e estaria em casa dentro de alguns minutos. Edward havia dito a ela que ele teria uma reunião na delegacia e que por isso não poderia vê-la naquela noite, que eles se veriam no dia seguinte. Ele achou que isso melhoria a surpresa.

Ele aqueceu a comida e deixou tudo pronto. Ele pensou em já encher a banheira, mas achou melhor esperar um pouco; a água já estaria fria quando eles terminassem de jantar e terminassem com a sobremesa. Com tudo pronto, só restou esperar. Ele se sentou no sofá, mas não teve tempo nem mesmo de ligar a televisão. Logo, ele ouviu o barulho do portão se abrindo, o que só podia significar que Isabella havia chegado.

Rapidamente, ele se colocou de pé e pegou o buquê de flores que havia comprado para ela. Ele parou perto da porta, então, e ficou esperando até ela abrir .

Ele sentiu um sorriso nascendo em seu rosto quando a viu abrir a porta da sala, parecendo extremamente surpresa por ele estar ali. Então, ela sorriu, notando a forma como ele estava vestido e o buquê de flores na mão dela.

— Edward! — Ela andou até ele e o cumprimentou com um abraço e um beijo. — Eu pensei que você tinha uma reunião na delegacia e que só nos veríamos amanhã…

Ele riu.

— Tudo isso para conseguir preparar uma surpresa para você — piscou para ela, fazendo-a rir. — Flores para a senhorita mais bela que esta cidade já viu.

Ela tornou a rir.

— Muito obrigada, caro senhor. — Decidiu entrar na brincadeira. — E o que mais temos para esta linda noite?

Seu sorriso se tornou ainda maior; ele amava vê-la assim, tão descontraída e feliz.

— Surpresas e mais surpresas — ele comentou. — Agora, por que não vai lavar suas mãos enquanto eu termino de ajeitar tudo para o seu jantar?

Ela estreitou os olhos para ele, imaginando o que tudo aquilo significa. Ela ficou um pouco nervosa, mas decidiu ignorar tal coisa. Edward tinha falado que queria que aquela noite fosse especial, afinal. E ela decidiu aproveitar tal coisa.

Enquanto ela ia até o banheiro, ele verificou se estava tudo certo novamente na cozinha. Quando ela voltou, ele puxou a cadeira para ela e esperou que ela sentasse, para lhe servir um pouco de vinho. Embora tivesse vencido seus medos em relação à bebida por causa de Royce, Bella ainda não gostava muito de beber. Por isso, ele colocou só um pouco de vinho, sabia que aquilo era mais do que o suficiente para que ela relaxasse um pouco.

Eles jantaram em meio a risadas e brincadeiras, o que a deixou mais tranquila. Edward correu até o banheiro dela para começar a preparar um banho de banheira e depois voltou, para que eles aproveitassem a sobremesa. Quando eles terminaram, ele a expulsou para o quarto, em meio a brincadeiras e beijos roubados.

Isabella estava se sentindo como uma adolescente apaixonada. E, sinceramente, ela estava amando tudo aquilo. Quando entrou no banheiro, ela se sentiu se apaixonar um pouquinho mais por ele. Havia algumas velas perto da banheira e um cheiro incrível vinha de dentro dela. Ela se despiu rapidamente, só notando as pétalas de rosa dentro da água quando se aproximou.

E ela não tinha ideia de como seria capaz de algum dia agradecer a ele por tudo o que tinha feito na vida dela.

Enquanto a morena aproveitava seu banho, o ruivo terminava de preparar o quarto. Ele colocou uma música clássica ao fundo, algo que os dois gostavam de ouvir, e usou o resto das pétalas que estavam no vidro. Depois, com tudo pronto, ele começou a andar de um lado para o outro, sabendo que ele talvez estivesse se preocupando à toa.

Até agora, tudo tinha saído ainda melhor do que ele imaginara e planejara.

Ele só esperava que tudo continuasse assim naquela noite.

Cerca de vinte minutos depois, quando a água começou a esfriar, Bella saiu da banheira e se secou, vestindo o robe de seda que Edward tinha deixado ali e nada mais. Pelo que ela sabia, ela não precisaria daquilo por muito tempo.

Ela hesitou por um momento na porta, a incerteza tomando conta dela por um segundo. Ela fechou os olhos por um momento e respirou fundo, antes de abrir a porta e encontrar o quarto cheio de velas, pétalas de rosa e música clássica tocando ao fundo.

— Que tal uma dança, amor? — Edward surgiu ao seu lado, esticando a mão para ela.

E, embora ainda tivesse seus medos e achasse que talvez fosse estragar tudo de alguma forma, a morena pegou a mão dele.

Ele a girou no quarto, brincou com ela, querendo que ela deixasse os medos de lado e se concentrasse nela. Eles dançaram por alguns minutos, até que a música ficou mais lenta.

E então, eles começaram a se beijar. E todo o medo dela foi esquecido, nem que fosse por um momento. Ela se lembrou de tudo o que os levou até ali e como se sentia bem e segura nos braços de Edward, de como ela sempre tinha se sentido segura nos braços dele, desde o começo.

— Você tem certeza disso, Bella? — Edward indagou, afastando-se um pouco, seus dedos brincando com o nó do robe dela. — Como eu já disse, eu posso esperar o tempo que você precisar. Eu pensei em alugar um quarto na melhor suíte da cidade, mas achei melhor fazer tudo isso aqui… em um lugar que seja seu porto seguro.

Ela brincou com os botões da camisa dele, um pequeno sorriso nos lábios. Sim, ela estava nervosa, e sim, um pouco envergonhada, mas ela imaginava que todas as mulheres, garotas, adolescentes, o que quer que fossem, se sentiam dessa forma quando tinham a sua primeira vez. Ela depositou um beijo demorado em seus lábios, então, e começou a desabotoar a camisa dele.

— Sim, eu tenho certeza disso — sussurrou contra os lábios dele. — E não importa onde eu esteja, você é o meu porto seguro..

Ele sorriu, então, e desfez o laço que segurava o robe dela. Ele engoliu em seco quando viu que ela estava completamente nua e fechou os olhos por um momento, tentando se controlar. Tinha se passado anos desde a última vez que ele fizera sexo.

De certa forma, aquela era a sua primeira vez também.

Ele empurrou o robe pelos ombros dela de forma delicada, deixando que ele escorregasse pelo seu corpo. Ele não conseguiu não olhá-la. Ela era tão… linda. Ela parecia estar um pouco envergonhada, então ele a beijou, não querendo deixá-la ainda mais nervosa. Ajudou-a a retirar sua camisa, seu cinto, sapatos e sua calça, antes de levá-la até a cama e beijá-la novamente.

Ele procurou dar atenção a cada ponto do seu corpo, descobrindo alguns lugares que davam mais prazer do que outros. Procurou prepará-la o máximo que pudesse, até que ela implorou, ainda incerta do quê implorava, e ele não pôde aguentar mais.

— Se doer muito, me fala que eu paro, ok? — ele sussurrou contra os lábios dela, enquanto se posicionava sobre ela.

Ela apenas assentiu, suas mãos segurando os braços dele. Ela separou as pernas um pouco mais quando ele pediu, imediatamente fechando os olhos quando ele começou a, lentamente, penetrá-la.

Não foi tão dolorido quanto ela esperava que fosse. Edward foi extremamente paciente, embora ela soubesse o quanto ele simplesmente queria se mexer, ele ficou parado por um tempo, até ela se acostumar com ele dentro dela e mexer um pouco os quadris, dando o sinal de que estava tudo bem para ele continuar.

Ela sabia que grande parte das mulheres não atingia o orgasmo na primeira vez delas, e ficou feliz por fazer parte da pequena parte. Edward fez questão de acariciá-la até que ela estivesse bem ali com ele, antes que ele também alcançasse seu prazer e desabasse em cima dela.

Ela se pegou chorando um pouco quando ele se afastou, não conseguindo acreditar que tinha sido tão incrível e tão melhor do que ela tinha imaginado. Ela o beijou, não sabendo muito bem como agradecer por tudo o que ele tinha feito.

— Obrigada — ela disse. — Foi… incrível. A melhor noite da minha vida.

Ele sorriu, então, e a beijou novamente. Infelizmente, logo ele teve que se levantar bem rápido para cuidar da camisinha. Bella resolveu se levantar também, querendo tomar uma ducha rápida antes de dormir.

— Obrigada, Edward — ela disse novamente, quando eles já estavam deitados na cama, um tempo mais tarde. — Eu… eu não sei como te agradecer.

Ele riu.

— Você me deu o maior presente de todos, amor — ele beijou-a levemente. — O mínimo que podia fazer era fazer essa noite especial para você.

Ela o beijou novamente, antes de se aconchegar no peito dele e deixar que o sono tomasse conta de si.

Sim, tinha sido uma noite incrível, perfeita até. E ela não mudaria absolutamente nada.

—

Alguns meses depois

Às vezes, ela pensava que estava sonhando. E que tudo o que tinha acontecido nos últimos dois anos não tinha passado de um sonho. Outras, ela imaginava que era ainda aquela garotinha de 15 anos, cheia de sonhos e expectativas da vida, e que o sequestro nunca tinha acontecido.

E então, ela se lembrava de tudo.

E, principalmente, se lembrava do que aconteceria no dia seguinte. Algo que ainda parecia surreal e que ela só acreditaria vendo. E esse era o motivo que a faria ir até lá e assistir, embora todos estivessem dizendo que era melhor deixar para lá, que tinha acabado.

Exceto Edward.

Quando ela ficara sabendo que aquilo aconteceria mais cedo do que ela previra — porque algumas vezes levava anos -, ela conversara com ele, dizendo que ela queria estar lá. Não, precisava estar lá. Ele parecia meio relutante no começo, mas entendera e prometera estar ali com ela.

No dia seguinte, seria a execução de Royce.

E Isabella estaria ali, junto de Edward, assistindo.

Ela nunca tinha sido a favor da pena de morte, pelo contrário. Achava que ninguém tinha o direito de tirar a vida de ninguém, e que passar o resto da vida em uma prisão, pagando pelos seus crimes, seria o pagamento certo. Mas com Royce…

Ela já sentia que ele não tinha controle nenhum sobre a vida dela, se sentia completamente livre dele. Mas sabia que sentiria que tudo tinha realmente acabado quando ele desse sua última respiração e seu coração batesse pela última vez. Só assim, nunca ficaria pensando no e se ele escapasse, e se ele fosse atrás dela ou de quem ela amava?

No dia seguinte, tudo realmente acabaria.

Ela mal podia acreditar.

Ela se virou na cama, seus olhos fitando o relógio no criado mudo. Passava de meia noite, mas simplesmente não conseguia dormir. Ela tentava se mexer o mínimo possível na cama, já que não queria acordar Edward, mas também não queria se levantar e sair dali.

Ela meio que precisava estar perto dele.

Edward… Depois da primeira vez dos dois juntos, eles tinham se tornado ainda mais inseparáveis. Edward praticamente vivia na casa dela, indo para a sua casa algumas raras vezes. Ele era um amante incrível e eram poucas as noites que eles não faziam amor.

A reforma de seu consultório já tinha terminado e agora ela estava dando plantões no hospital apenas uma vez por semana. Foi um pouco difícil se acostumar com esse novo horário e todas essas horas disponíveis — principalmente nos fins de semana -, mas ela estava realmente amando poder ter controle sobre seus próprios horários. E ainda tinha o hospital, nem que fosse só uma vez por semana, então não dava para sentir falta.

Ela se mexeu na cama novamente, e acabou desistindo de ficar ali. Jogando as cobertas para o lado, se colocou de pé e andou até a cozinha, onde encheu um copo de água.

Depois, sentou-se à mesa e ficou mais observando o copo que bebendo a água, de fato, perdida em seus pensamentos. Ela estava tentando adivinhar o que aconteceria no dia seguinte, como seria quando Royce recebesse a injeção letal e morresse. Ela ficaria aliviada? Ela ficaria triste pelo fato de uma pessoa ter morrido?

Não, ela fez uma pequena careta. Ela sabia que não ficaria triste. Ela esperou que a culpa tomasse conta dela, por se sentir dessa forma, mas não… ela se sentia aliviada.

E então, começou a se perguntar se isso tornava dela uma má pessoa.

Se sentia um pouco confusa em relação a tudo isso.Ssó teria uma sessão com Jasper dali a uma semana, e fez uma nota mental de conversar com ele sobre tudo isso. Na última sessão, três semanas atrás, tinha acabado de saber que a execução de Royce seria dentro de um mês e ainda não tinha pensado muito sobre o assunto. Seu psiquiatra entendera o motivo de ela querer ir até lá e ver, mas ela não falara muito sobres aqueles sentimentos.

Eles só tinham resolvido aparecer naquele dia.

— Hey… — Edward apareceu na porta da cozinha, fazendo com que ela desse um pequeno pulo de susto. — Desculpe te assustar… eu te procurei na cama e não achei… Está tudo bem?

Ela encolheu os ombros.

— Só pensando em amanhã… — respondeu. — É normal eu me sentir assim, não é? Quero dizer, você sabe que não sou a favor da pena de morte, mas… não consigo me sentir triste por ele. Me sinto aliviada, na verdade. E estava aqui, me perguntando se isso fazia de mim uma má pessoa.

Edward sorriu para ela e se aproximou, puxando-a para seus braços.

— Eu te entendo completamente — ele comentou. — E não… isso não faz de você uma má pessoa. Faz de você humana. E Royce te fez passar por muita coisa, Bella. É normal se sentir assim. E embora eu não concorde também com a pena de morte, ele vai ter o que merece. Amanhã, milhares de famílias que perderam uma filha, uma sobrinha, uma irmã, uma neta por causa dela, terão paz.

E ela sorriu, assentindo. Ele sempre sabia o que dizer para fazer com que ela se sentisse melhor.

— Agora… vem — ele lhe deu um sorriso safado. — Vou te distrair um pouquinho até que você esteja cansada o suficiente para dormir.

Ela riu e se afastou dele, fingindo estar fugindo do ruivo. Ele a pegou no colo e levou para o quarto, cumprindo sua promessa de distraí-la e deixá-la cansada o suficiente para dormir.

—

Tinha chegado a hora.

Eles se encontravam sentados em frente à sala onde aconteceria a execução de Royce. Um vidro os deixava ver o que estava acontecendo. Eles ainda estavam preparando tudo. Royce ainda não tinha chegado.

— Você está bem? — Edward indagou, apertando sua mão de leve.

Ela assentiu, forçando um sorriso para fora do rosto.

— Só… um pouco nervosa — ela murmurou. — Só quero que isso acabe logo.

Ele apertou a mão dela novamente, mas não disse nada. A porta da outra sala se abriu e Royce entrou, trazido por três guardas. Ele estava de cabeça baixa e se manteve assim, até ser colocado na maca.

Os preparativos para a execução começaram, então. Um padre entrou ali e Isabella até tentou prestar atenção no que ele dizia, mas seus olhos e toda a sua atenção estavam focados em Royce. Ele finalmente tinha visto que ela estava ali.

E não desviava os olhos dela.

Durante todo o procedimento, Edward permaneceu ao lado de Isabella, segurando a sua mão. Havia outras pessoas ali, pessoas que Isabella nunca tinha visto. Mas ela não deu atenção a elas.

Eles finalmente perguntaram a Royce se ele tinha algumas últimas palavras para dizer. Parecia até como em uma cena de filme. Isabella esperou se sentir mal, esperou que a culpa tomasse conta dela, mas nada disso aconteceu.

Principalmente quando Royce sorriu, ainda fitando-a, e disse suas últimas palavras.

— Eu faria tudo de novo — ele disse, antes de fechar os olhos.

Bella sentiu Edward apertar sua mão e apertou de volta. Ela observou eles aplicarem as três injeções nele, observou as máquinas que monitoravam os batimentos cardíacos e a oxigenação dele.

E então, ele morreu.

Ela ficou ouvindo o barulho das máquinas, indicando que não havia batimento e nem oxigenação por um bom tempo, até Edward puxar sua mão. Então, ela se levantou.

Tinha acabado. Tinha realmente acabado.

Uma onde de alívio tomou conta da morena.

Juntos, ela e Edward saíram da prisão, caminhando de mãos dadas. Eles pegaram seus pertences na saída. Fazia sol. Parecia um dia como outro qualquer.

Para outras pessoas, era somente mais um dia.

Para Isabella, era o fim de um livro, não de um capítulo, e o começo da sua vida.

Livre. A morena finalmente estava livre.

— Realmente acabou, não é? — Bella sussurrou, já do lado de fora da prisão. — Eu não consigo acreditar… Estou completamente livre, não é?

Edward sorriu, puxando-a para seus braços e beijando seus lábios de leve. Ele não conseguia acreditar, também, que aquilo tinha acabado. Ele fitou os olhos daquela mulher que tanto amava, que tinha passado por tanto. A mulher que era a luz na vida dele. Que ficaria com ele para sempre.

— Sim, acabou — ele sussurrou de volta. — E agora podemos nos focar em apenas viver nossas vidas.

FIM

Notas finais
N/A: Oi, meninas! Em meio a trocentas provas, trabalhos, relatórios e afins, acabei me esquecendo que o mês de abril havia acabado (acreditem, isso realmente aconteceu). Mas aqui está o último capítulo, um dos meus favoritos! Espero que tenha se tornado um dos seus também. Só o epílogo agora! Assim que a beta me entregar, eu posto, ok? Obrigada por tudo! Até xx N/B: Awnnnnn. Como esse casal mereceu esse Felizes Para Sempre. Passaram por maus bocados em suas vidas, mas agora, enfim, terão sua recompensa. Alguém mais aí quer saber o que acontece depois do felizes para sempre? Eu quero. Comente. Bjs, LU.