Daydreams

48 Melancolia


E era um desamor tão grande, aquele daquela manhã de setembro

Uma vontade de deitar e olhar as nuvens destoarem tons

De calar-se e deixar o silêncio engolir aquele desconforto no estômago

Queria fazer companhia pra sua solidão apenas

Dar bom dia – tarde e noite – pra sua companheira fiel, sombra

Deixar-se afundar na melancolia que cobria seu corpo

Forçar o choro por seus soluços guardados

Ouvir apenas a canção que os ventos tocavam anunciando chuva

Suas forças pareciam tão fracas, os barulhos tão absurdamente alto

A fala era uma mentira cantada em animação

Mas ninguém nunca soube decifrar aqueles olhos

Eram vazios de presente, mas de passado transbordavam

Do futuro esperava, esperava a liberdade

Ah se pudesse ser livre, se livraria de sua melancólica poesia