Daydreams

17 Apenas Mais Uma Dose


Notas iniciais
Bem, postagem de hoje é um poema. Escrevi ele já a um tempo, porém, não me animei a postar em lugar nenhum, até o presente momento. É no mínimo... Diferente! Mas imagino que um ou outro possa acabar por se identificar.
Com certeza não é o meu preferido, mas estamos aí...

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"O bebedor de Absinto" — Victor Oliva || Edições: Milla C.

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E então surgiu o desconhecido

A seus olhos inocentemente absintos


E a ferida se abriu ao pisar na indecisão

A bebida desceu quente, e era primeira dose à mão


Mais uma, por favor, barman

– Whisky a gogo! Eu quero me vingar

– Mais uma dose antes de matar...


E sabe, era tudo incerto, confuso

Agora era uma dose de vodka

E a face a contorcer-se

– Óh! Que cruel o mundo


Quente, queimando

– Por favor mais uma!


E sabe? Me pergunto de quem é a culpa

Quem sabe minha, é, com certeza

Beber para esquecer...

– Mais uma dose, por favor

– Agora quero apenas matar esse tal de amor


Apenas com mais uma dose...

Notas finais
07/04/2012