Daughter of Rebirth

2 Alvo 2 - Reencontros


Notas iniciais
Segundo capítulo saindo lindamente para vocês! Espero que continuem aproveitando a leitura! (Era para eu ter postado antes, mas estava me recuperando do show do BTS)

Ettore Vongola, agora com 14 anos de idade, estava em outra reunião da família Vongola. A garota estava visivelmente cansada, afinal, dias antes da reunião, passou suas tardes treinando com o pai, como faz desde os sete anos.

Recostada sob uma pilastra ela estava tentando esconder-se devido à vergonha. A timidez que a garota sentia cresceu com o passar dos anos, entretanto, passar despercebida era a última coisa que ela conseguia em meio aquela reunião.

– Mas então... É verdade Reborn? – Você pretende oferecer a mão da Ettore em casamento a um chefe de família mafiosa? – Dino Cavallone, agora com 20 anos, conversava com Reborn, já um arcobaleno.

– Sim. Provavelmente irei fazer isso quando ela completar 18 anos, ela precisa de alguém que controle os nervos dela.

Nervos? – Dino perguntou.

– Minha filha tornou-se uma boa atiradora, eu a considero perigosa. Ela também aprendeu sozinha a lutar com espadas, mas também consegue lutar com os próprios punhos. Contudo, ela não deixou de ser a garota impulsava de sempre, eu tenho certo receio do que pode acontecer no futuro.

– Você... Tem candidatos em mente? – Dino perguntou. Um flash de esperança surgiu nos olhos do rapaz.

– Eu tenho alguns nomes, ah, você é um forte candidato, deveria ir lá conversar com ela, aproveite a oportunidade para ganhar vantagem sobre os outros.

– Ah... – Dino ficou envergonhado com as palavras de Reborn, por mais que ele quisesse ouvir aquilo. – Eu irei!

Apesar de tímida e apesar de tentar se esconder, Ettore sabia que estava chamando muita atenção dos mafiosos presentes na reunião. O corpo da garota não condizia com sua idade, já aparentava ser de uma mulher adulta. Os brilhantes cabelos pretos iam até metade de suas costas, os olhos eram extremamente negros, e não deixavam de ser atraentes. O poder de sedução de Ettore era elevado até mil quando combinado com o vestido vermelho que ela estava usando.

– Ei, você se lembra de mim? – Cavallone aproximou-se dela com um sorriso no rosto.

– Me desculpe... Seu rosto me é familiar, mas seu nome... Fugiu-me a memória. – Ettore corou ao não se lembrar do nome daquele belo rapaz que conversava com ela.

– Haha, sem problemas! Eu sou Dino Cavallone. – Ele sorriu.

– Agora eu me lembro de você! O Dino Cavallone que me chamou de baixinha e me tratou feito filhote de gato quando eu tinha nove anos, na reunião de 2004, estou certa?

– É... Esse mesmo... Desculpe por aquilo...

– Sem problemas, aquilo ficou no passado, já se passaram cinco anos mesmo! – Ela riu. – Eu posso te perguntar uma coisa?

– Claro que pode.

– Eu vi que você estava conversando com o meu pai... Não sei se ele tocou nesse assunto, mas ele ainda está pensando em oferecer minha mão em casamento?

– É... Eu não vou mentir, ele está. E eu sou um “candidato” de acordo com ele, mas ele deve ter outros nomes em mente.

– Ah sim... – Ettore nunca apoiou aquela ideia do pai, ela acha que com 18 ainda estará muito nova para pensar em casamento, quanto menos para escolher com quem vai passar o resto de sua vida, além disso, ela é totalmente contra a tradição do casamento arranjado. – Meu pai tem cada ideia...

– Ettore... Se te deixa um pouco feliz, no meu caso, você não é obrigada a gostar de mim, muito menos se casar comigo. Mas caso você me dê uma chance, eu posso tentar fazer você gostar de mim... – Com seu jeito galante, Dino já se aproximou de Ettore, não deixando muita escapatória para a jovem.

Não que ela quisesse escapar.

– Dino...

Resistir a certas tentações é difícil e complicado, algo que poucos sabem fazer, então Ettore e Dino simplesmente não se esforçaram para resistir.

Um beijo.

As mãos de Dino puxaram para perto o corpo da jovem Vongola, já as mãos dela passearam pela nuca do mafioso, alisando os fios loiros. Claro que, ao ver aquela cena, nem todos ficariam satisfeitos, Ettore tem seus admiradores (alguns os quais ela nem imagina), mas a reação do ainda líder da Varia, Xanxus, foi exagerada.

Ele quebrou uma taça na própria mão.

– Eu... – Ettore disse corada. – Eu preciso ir!

Ettore, impulsiva e com vergonha daquela situação, saiu correndo para a mesa onde o pai estava.

– Papà... Nós podemos ir embora?

– Ainda está cedo Ettore... E eu vi que você estava se divertindo... – Ele riu. – Por que não volta lá e conversa mais um pouco com o Cavallone?

– Você me paga por isso, arcobaleno. – Ettore disse sorrindo.

Mesmo com um pé atrás quanto àquela ideia, Ettore voltou para junto de Dino, mas dessa vez ela ficou conversando com o rapaz por um bom tempo. Quase uma hora depois, Ettore e Reborn foram embora.

Quando chegou até sua casa, à noite, Ettore ao deitar-se não conseguiu tirar a imagem de Cavallone de sua mente, ela passava as mãos nos próprios lábios relembrando o doce gosto do beijo, a garota adormeceu pensando no mesmo.

__________

No dia seguinte Ettore acordou tarde como de costume e foi falar com o pai que estava na cozinha.

Buon giorno. – Ela disse, podia-se claramente ler “sono” estampado no rosto dela.

– Ciaossu! Eu tenho novidades! – Ele disse animado.

Novidades? – Ela olhou desconfiada para Reborn, sabia que as novidades do pai sempre eram verdadeiras mudanças.

– Sabe que o candidato a 10º mora no Japão, certo?

– O Tsunayoshi?

– Sim, eu terei que voltar até lá, já que fiquei alguns dias fora, e você vem junto dessa vez.

– Eu?!

– Você parou de estudar antes de entrar para o ensino médio, mesmo eu te dando aulas, e isso não é bom, além disso, você vai ser útil ao treino dele.

Ettore mais uma vez se perguntava até quando teria que aturar as ideias malucas do pai, mas quando pensou bem, ela refletiu e percebeu que talvez aquela mudança para o Japão fizesse bem para ela.

Mas talvez não fizesse tão bem.