Daughter Of Water And Ice
17 Alcançando Você
Notas iniciais
“Nesse momento, eu só quero saber se não é eterno, mesmo que eu sempre queira te olhar desse modo. Eu vou encher esse céu de bolhas de sabão. E eu vou procurar por você."
"Obrigada, eu sou capaz de conseguir forças em algo tão necessário como o amor. Eu vou rir e se eu conseguir desfrutar da distância entre nós, apesar de tudo, tudo vai ficar bem.”
A lua brilhava com o quente sentimento que a havia prendido durante a manhã e a tarde. Gray e Juvia a haviam mimado desde que se encontraram naquela manhã. E felizmente sentiu-se novamente em casa. Se perguntava qual o real sentido que estar tão longe de quem realmente é de seu sangue quando eles lhe proporcionavam a mais quente harmonia que já pode sentir.
Apena uma coisa ainda latejava em sua mente e toda vez que lembrava não podia negar ao sorriso que lhe presenteava nos lábios. A insegurança que sentia sobre ela instigou-se tão incoerente e perspicaz que chegou a correr para longe. E quando percebeu já estava abraçando aquela palavra com força. Amamos Você.
Logo o sorriso desapareceu, pois de tantos sorrisos e palavras doces, faltou-lhe ouvir a voz tão amada que repercutia até mesmo em seus sonhos. Indagou-se se por acaso se ele não a tivesse perdoado. Matou a si mesma mentalmente enquanto um lado bom lhe dizia para ficar calma e que logo tudo iria resolver-se por si só.
Mas então porque anseia ouvir a tal voz naquele momento. Passava das oito da noite e não teve sinal de mais nenhum mago a não ser Gray e Juvia.
Ah! Como ela queria segurar aquela mão quente e senti-la atingir profundamente o seu coração. Vê-lo sorrir para ela. Sentir estar girando em memórias que teve com ele, e inocentemente senti-lo morder o seu lábio enquanto o seu corpo estremecia pelo toque. Mesmo diante de si mesma as partículas que pediam desesperadamente por ele, caiam pela covardia e fraqueza, que com apenas o brilho de sua presença iria se tornar uma brisa refrescante. Fazendo dela ser capaz de segurar de forma suave a sua mão e fazê-lo sentir um calor diferente do que estava habituado.
Balançou a cabeça porque ela, uma mulher estava pensando em coisas nada puras com um garoto... Digo... Homem que nem ao menos havia visto. E que talvez não quisesse vê-la.
Mas ela queria e faria de tudo pelo perdão do "homem" que tanto mexe em seus sonhos, pesadelos e coração. Dizer sobre a grande quantidade de sentimentos que a afligem neste momento. Contar sobre os ápices que sentia em seus sonhos "nada puros" (n/a: Quem quiser especial dos sonhos da Mei com o Chang, avisa por comentário O.K.? — avisando que só os leitores do AS irão receber a este especial) com a cabeleira loira e os olhos tão profundos quanto o buraco escuro em que se escondeu por dias até o dia que Arthemis nasceu.
Deitou-se na cama para dormir. E ouviu o som de alguém batendo na porta. Disse um entre baixo, mas viu os dois magos entrarem e lhe desejarem "boa noite", Juvia beijou-lhe a testa e saiu escurecendo a tudo que havia na casa em que se encontrava. A dor que sente devido a armadura, não lhe incomoda mais, já estava acostumada a ela. Mas sentiu falta de seu amigo. Arthemis era gato nada sútil e delicado como ela, mas era devidamente idiota quando via um peixe a sua frente. A magia dele só podia durar exatamente dez minutos transformado em um mago. E como humano durava um pouco mais. Mesmo a própria Mei lhe dando um pouco de sua magia a cada fim de dia pares, ele consumia muito.
Enfiou a cabeça contra o travesseiro e ficou enrolando-se na cama. Não conseguia fechar os olhos, pelo medo de assistir as duas luzes lutarem por ela dentro de si. Mesmo assim fechou os olhos e pensou nas coisas que a fizeram sorrir neste dia.
Gray tentando ao máximo lhe dar a atenção adequada, contando sobre o que houve durante os quatro anos afastados da guilda por terem trabalhado durante um bom tempo. Sobre como a vila era calma e convidativa nesta época do ano. O quanto esperou pela volta dela.
Juvia fez o que ansiava por fazer a menina. Ela penteou o cabelo comprido, porém percebeu que a parte escura do cabelo parecia devorar a parte clara do seu cabelo que sumia devagar. A maga perguntou se ela estava fazendo alguma coisa no cabelo, e tudo que respondeu foi que apenas o vento que resolvia brincar com eles. Pena que ela não pode contar a ela sobre isto agora, infelizmente tudo que queria contar, apenas cabia ao membro mais velho da própria guilda da maga. E ficou feliz ao constatar que nenhum dos dois percebera que ela tentava ao máximo esconder qualquer parte de seu corpo. E como Arthemis era o único que podia cura-la, ele também era o único que podia vê-la sem suas roupas.
Se estiverem se perguntando como o exceed consegue se transformar na Wendy, é porque ele pegou em uma das memórias de Mei, que fora a primeira pessoa na qual o gato se transformou. E a única magia que acabou pegando da dragon slayer dos céus foi a cura.
Fechou os olhos e adormeceu imaginando a voz de Juvia cantarolando a canção de ninar que ambas cantaram uma vez juntas.
***
Mei...
Acorda...
Mei...
Balançou-se na cama, ouvindo o seu nome em um sussurro.
Mei... Abra a janela...
Pensou estar novamente em um sonho, pois o seu subconsciente estava falando consigo mesma. Caminhou feito um zumbi até a janela e deslumbrou-se com a imensa camada de estrelas que a fizeram acordar instantaneamente. Admirar aqueles pontinhos coloridos brilharem a fez lembrar das pessoas que acabou assimilando a elas.
–Aqui em baixo. — piscou diversas vezes antes de se assustar ao ver um sombra lhe sorrir lá em baixo. — Consegue pular daí?
Atordoada, olhou para os lados a procura de alguma coisa na qual poderia lhe dizer que era um sonho. Porém apenas inclino-se para enxergar uma coruja prateada piar diante da menina, o som de galhos balançando com a brisa quente de verão e o perfume que jamais esqueceria. Olhou para baixo tentando descobrir se não era Arthemis brincando com os sentimentos dela novamente, como fizera certa vez. Porém o brilho do luar apareceu depois de sair por detrás de um nuvem e iluminar o local onde a sombra estava, mostrando a menina um garoto loiro, e ele estava lhe sorrindo. Não conseguiu se conter e sorriu de volta. Inclinou-se para frente como se quisesse alcança-lo, e quando percebe já estava caindo, havia se esquecido que estava a alguns metros do chão.
E ao invés de eclodir contra o chão duro, encontrou-se agarrada a um peito quente e acolhedor. Sentiu suas bochechas ficarem vermelhas, enquanto o hálito dele brincava com as suas bochechas. Ergueu os olhos para ele que arfava diante do ato de salvamento e se perguntou se era ele mesmo.
Pousou-a no chão, com os olhos fitando os dela que brilhavam como se tivesse uma constelação dentro deles. Era tão ruim ficar daquela forma sem toca-la, que parecia-lhe uma tortura ter que apenas olha-la. Pegou uma de suas mãos, que estavam frias e lhe dirigiu um sorriso, enquanto a levava para longe.
A noite de brisas quentes pareceu fazer a tudo silenciar-se no caminho do casal. Mei ouvia atentamente as golfadas de ar do garoto que tinha medo que ela tivesse o machucado quando ele a pegou no colo enquanto caia. Chang mal conseguia conter a respiração perto dela, porque aquele era o único modo de fazê-lo focar no que havia decidido fazer naquela noite, caso contrário já teria se embebedado daqueles lábios no momento em que a salvou de uma queda feia. E também não pode abraça-la quando a viu, já que sua mãe lhe agarrou pelo braço e o tirou da casa.
Os passos pesados estalavam e pareciam se rastejar na noite escura e silenciosa. Enquanto isso Mei observava ao manto que cobria a noite. Viu uma estrela cadente e guardou seu desejo dentro de seu coração, enquanto pensava que aquela estrela cadente que brilhou no céu desta noite verão, poderia os dois senti-la em seus corpos e corações. Apenas com o calor da mão dele segurando a sua, ela poderia ir a qualquer lugar voando. Ao invés de ficar contando as infinitas estrelas no céu, decidiu querer abraça-lo e descobrir se estava ou não conectada a ele, e mesmo que isso magoasse aos dois, ela não saberia o que fazer.
Seus pensamentos foram interrompidos quando ele parou de conduzi-la. E percebeu estar um pouco longe da vila, em um lugar bonito. Havia flores espalhadas no chão, e o céu pareceu estar atribuindo para aquele momento. Ergueu os olhos para o garoto a sua frente que estava inquieto e que pousou as mãos dentro dos bolsos de seu casaco. À noite, o sussurro do vento, ela podia quase tocar a distância entre ambos. Ela poderia ficar daquela forma olhando-o, para sempre. Ele era tão bonito, mesmo quando a fraca luminescência da lua o banhava, ele era lindo. Não pode deixar de notar que ele estava um pouco mais alto e também que o cabelo estava um pouco maior, os ombros um pouco mais largos e mostravam estar um pouco mais musculoso.
–Eu tenho uma coisa para te dizer. — falou ele com a voz rouca.
–Chang-Chan. — sussurrou o nome dele.
–Não sou bom com palavras, como a minha mãe. E também não sei como fazer tudo der certo como o meu pai. Mas sei o que sinto e não posso mais guarda-lo apenas para mim. — Mei sentia o seu coração acelerar tão forte e jurava que ele pudesse ouvi-lo. — Eu sou tão desajeitado. — riu com o seu próprio comentário. — Que não consigo dizer as coisas tão facilmente, mas quero manter os sentimentos que tenho, que se tornaram tão preciosos.
–Eu não entendo...
–Eu te esperei. — cortou-a. — Mesmo todos dizendo que você não voltaria, algo sempre me dizia o contrário. — ele se aproximou alguns passos dela. — E quando te vi cair depois de matar o dragão, pensei que estava tendo um sonho. — não percebeu que a menina havia engolido em seco quando ele disse que ela havia "matado o dragão". — Hoje... Quando a vi, senti que as estações estivessem mudando ligeiramente e os raios de sol diminuíssem para trocar o dia. — lambeu os lábios, ele estava nervoso. — eu quero dizer que o dia termina e nasce outro novamente... — coçou a nuca antes de dizer. — ... Mas as minhas palavras nunca irão mudar.
–Chang-Chan eu não estou entendo nada...
–Eu te amo. — falou bruscamente. — Mesmo que seja um amor não correspondido ou se eu me machucar. Não importa quantas vezes, eu quero te dizer, eu amo você. Mesmo seu não tiver sono durante a noite e se a manhã não vir. Não importa quantas vezes, eu quero te dizer, que finalmente estou te alcançando. Eu daria a todas estas estrelas apenas para ver um sorriso no seu rosto, te ver feliz. Eu te amo. Cara como é bom dizer isto... Eu te amo.
–Eu... — baixou o olhar. Era muita informação para a sua cabeça.
–O quê? — ele pareceu desanimar quando Mei não falava nada. Mas simplesmente ela não sabia o que sentir, seu coração estava dando um show de fogos de artifício para os seus órgãos.
–Isso parece um sonho. — ela estava com os olhos marejados. — Eu sempre quis estar andando segurando a sua mão. Mostrar as luzes que meu coração acende quando está com você, iluminando o pequeno presente que o destino deu a mim. Mas quando emitia um sinal a ti sobre os meus sentimentos descobria que estava sonhando com fogo, e com a dor no peito sempre acordava. Eu amava os pensamentos que eram um sinal de que nos encontraríamos e juntar as cicatrizes que temos para cura-las juntos. — ela chorava, e Chang achou estranho, pois não estava chovendo. — Eu queria acordar um dia e vê-lo acariciando a minha bochecha, sentir os seus dedos correndo pelos os meus dedos. Mostrando o sorriso a qual tanto anseio ver e descobrir que ele é a chave que irá me levar para um futuro de felicidade.
–Mei... — ele arregalou os olhos esperando pela frase que tanto esperou ouvir dela.
–Eu te amo Chang. — Ele sorriu. Ela sorriu.
–Eu te amo – bradaram juntos na cálida noite de verão.
Mei ficou parada sentindo todo ar se esvair de seu corpo. Enquanto Chang engolia em seco a cada passo que dava em direção a morena. A respiração estava lenta e conturbada. As emoções saiam de cada poro do corpo do casal. Mei tremeu e mordeu o lábio para que pelo menos a fizesse se concentrar. Mas era tão difícil tirar os olhos dele e não deixar de ficar nervosa quanto ele se aproximava, ela deu um passo para trás, mas depois viu seu erro e deu dois para frente, ficando bem próxima a Chang. O garoto por sua vez, não sabia o que fazer. Era só a droga do primeiro beijo dele. Ah sim ele nunca beijou outra garota. Esperou pacientemente descobrir sobre a única garota que fizera seu coração pulsar como está pulsando agora.
O meu mundo cinza decaiu com o sorriso dele. A noite escura em que vivia pareceu brilhar de felicidade pela chuva de estrelas que o céu me fez contemplar juntou a ele. Sinto o meu coração disparar da mesma forma de quando o vi pela primeira vez. — pensou Mei.
Seus corpos já se encontravam perto um do outro. Mei ergueu os seus olhos a Chang que inclinou-se para frente bem devagar, que passava um dedo pelos lábios da menina. E a cada nano segundo Mei pensava em como seria seu futuro com ele. Enquanto o halito quente acariciava o seu rosto junto com a a brisa da noite.
Lábios perigosamente próximos. Os sons se dispersavam pela noite tão rapidamente que estava começando a enjoar, mas tudo calou-se quando os lábios se juntaram finalmente. Apenas o toque fez o corpo da garota estremecer-se de prazer, enquanto ele pousava uma mão na cintura e a outra segurava uma das mechas de seu cabelo. Mei pousou as suas mãos no peito largo dele, enquanto aprofundava no beijo. Que se tornou mais apaixonado, mais prazeroso e sensual. Mei ficou na ponta dos pés, pois queria sentir mais do gosto do amado. Enquanto Chang deliciava-se com o gosto de chocolate de seus lábios (n/a: Eu gosto de chocolate O.K.?). E num abraço apertado, o menino pediu passagem com a língua, e Mei deixou. Sentiu seu corpo inteiro explodir pelo pequeno início que seria a primeira carícia entre o casal. Chang a prendeu sobre uma árvore, enquanto a levantava delicadamente e segurava as pernas para prende-las sobre a sua cintura.
Mei não queria parar nunca de beija-lo. E tenho “certeza” que o Chang também não.
O primeiro beijo é tão doce, que chega a cegar a nossa inocência e queima-la sobre o fogo que penetra na pele arqueando a todas as sensações. E Mei achava que essas sensações deveriam ser vendidas em garrafas ou ser uma vacina obrigatória.
Sobre a noite escura e quente. O casal tem o seus primeiros toques que incendiaram o lugar com a fúria de seus corações.
***
Na manhã seguinte Juvia passeava com uma cesta a procura de alimentos frescos para levar para o café da manhã. Porém encontra um mutirão envolta do campo que seria de tomates. Caminhou até o local e se dirigiu para um velho senhor que lhe olhou com desanimo.
–Qual o problema? — perguntou com medo.
–Alguém incendiou a plantação de tomates. Ainda bem que nesta estação plantamos outras coisas, caso contrário não teríamos nem o que comer.
–Queimaram o campo? — perguntou perplexa.
–A sim e tudo que encontramos foi isso. — o velho mostrou para a azulada que corou instantaneamente.
–I-isso? — gaguejou a azulada.
–Para fazerem tanto estrago com uma noitada, deve ter sido bom, minha senhora. — o homem lhe mostrava o plástico usado... Um preservativo?. — Devemos é ficar feliz, pois ainda tem criança que se cuida neste mundo. — dizia o homem se afastando enquanto Juvia tentava absorver a tudo aquilo.
O campo havia sido queimado... Uma noitada... Natsu e Lucy...?
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