Daughter Of Artemis
44 Suco de Uva
Notas iniciais
– Bom, acho melhor você ver com seus próprios olhos – não disse? – Ela está nos campos de morango e antes que vá, sua mãe disse que queria falar com você sobre uma coisa importante, pelo meu visto.
– Obrigada Alison – disse dando um beijo em sua bochecha e logo pegando a mão de John arrastando ele junto comigo até os campos de morango, eu precisava ver o que Alison estava falando sobre ela e aquilo não podia esperar.
Sai correndo na direção dos campos, John já tinha tropeçado umas duas vezes, já que eu estava segurando sua mão, quando cheguei mais perto pude ver Lucy, mas também vi que tinha outra pessoa junto com ela, mas exatamente um menino e mais exatamente ainda, eu conhecia.
– Mas, mas ele não estava vindo para cá... – disse John confuso, vendo a mesma imagem que eu.
– Pois é, eu nem desconfiava que ele era um semideus. – falei, me lembrando do dia que o menino sentou em nossa frente no trem. Vocês já devem ter descoberto quem é, né? Sim, Robb.
Peguei a mão de John novamente e comecei a andar, indo até Lucy que estava virada de costas para mim.
Larguei a mão de John e sai correndo, me jogando em cima dela que levou um susto.
– COMO QUE VOCÊ SE OFERECE ASSIM PARA MORRER?! TA LOUCA? – perguntei, ou melhor, gritei para a menina que agora me olhava com os olhos arregalados, mas logo abaixou os mesmo.
– Achei que fosse um jeito de me redimir, já que levei vocês para uma cilada... – respondeu ela.
Sorri e a abracei de lado, agora olhando para Robb, que me olhava como se eu fosse uma maluca.
– E você? Semideus? – quase bati em minha testa. Idiota, se ele está ali é porque ele é um semideus (N/A: não necessariamente u.u) – Esquece. Filho de quem? – ele riu, o que foi? Tenho cara de palhaça? Se eu colocar maquiagem eu acho que fico parecida, será?
– Deméter – falou ele, me tirando de meus pensamentos. Encarei-o com uma cara confusa, fazendo ele rir novamente, é, eu acho que tenho cara de palhaça mesmo não usando maquiagem – Sou filho de Deméter..
– Ahhhh... – isso explicaria o porque de ele estar ali, mas não a parte de Lucy estar junto com ele.
Olhei para ela, o que não era muito difícil já que eu estava sentada em seu colo (não pensem bobagens!), que abriu um sorriso amarelo. É gente, aconteceu várias coisas enquanto eu e John estávamos naquele inferno...
POV ALISON
Estava a procura de Carlos, ficamos bem próximo desde que voltamos da missão junto com Emily, quer dizer, ficamos próximos quando Emily parou de falar e ficou a viagem inteira dormindo, sei que ele é irmã de Carlos, mas, meus deuses! Aquela menina não para de falar um segundo se quer, mas tirando isso, podemos dizer que ela é ‘legal’.
Mas voltando, esperamos quase dois dias para o sátiro nos encontrar e nesse meio tempo nós pudemos nos conhecer melhor, sabíamos o necessário um do outro e bom, quase nos beijamos, se é o que vocês quisessem saber.
Flashback:
“- Suco de uva – falei
– Não, suco de laranja
– Uva
– Laranja
– Uva
– Laranja e ponto final – disse Carlos cruzando os braços.
– Não, suco de uva é melhor do que laranja, beem melhor! – falei, e sim, nós estamos discutindo (se é que podemos chamar disso) qual o sabor de suco é melhor, eu figo que Uva e ele de Laranja, vão dizer, uva não é melhor?
Aproveitei que ele estava distraído e o empurrei ( o que não deu muito efeito já que estávamos sentados), mas acho que não foi uma boa idéia, ele me olhou e só deu tempo de sair correndo, enquanto ele vinha atrás de mim, ele era bom na corrida, admito, mas ele nunca correu de um Grifo.
Sai correndo mais rápido ainda, mas uma hora cansei e parei de repente, fazendo com que Carlos caísse em cima de mim, comecei a rir, assim como ele, mas parei de imediato quando abri os olhos e vi seu rosto a centímetros do meu, eu não sabia o que fazer (o que é um fiasco para uma filha de Afrodite). Carlos foi se aproximando, mais e mais, mas quando estávamos prestes a nos beijar, ouvimos um pigarreio e nos separamos rapidamente, olhamos para ver quem era, e não era nada mais nada menos que Emily, nos olhando com uma cara maliciosa, nisso eu concordo que ele é igual a Lucy, eu acho que a maliciação vem de família (N/A: eu não sei se ‘maliciação’ é assim, e nem se essa palavra existe, mas vai ficar assim.. kk).”
Acordei de meus pensamentos, um tanto indevidos, mas como sou filha de Afrodite, eu posso u.u, focando, acordei de meus pensamentos com um encontrão, com nada mais nada menos do que Carlos, é, mamãe quer mesmo que eu...
Antes que pudesse continuar meus pensamentos, fui novamente interrompida, o que vocês acham que foi dessa vez? Não, ele não me empurrou, fazendo com que eu batesse a cabeça no chão e morresse, como vocês queriam. Ele me beijou! Repito: ELE ME BEIJOU! BEIJOU! E como eu não sou burra (o que muitos acham, mas que não é verdade, acreditem), retribui o beijo e tenho que admitir: ele beijava SUPER bem, como ainda somos metade humanos, nos separamos para respirar...
– Mas o que.. – Carlos não deixou eu perguntar o que havia acontecido ali, quer dizer, o porque dele ter me beijado, assim, ali, onde todos poderiam ver, o que era meio que proibido.
– Eu te amo, mesmo te conhecendo a pouco, eu gosto de ti, eu te amo. – aquilo me pegou de surpresa, mas antes que eu pudesse falar algo, ouvimos um pigarreio, e desta vez não era Emily e sim, John e Bonnie, que nos olhava com um sorriso divertido na cara – Depois você fala comigo, ta? – disse Carlos me dando um beijo na bochecha e saindo dali correndo, olhei para Bonnie novamente.
– Pegando todos dona Alison? – perguntou ela divertida.
Continua...
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