Daughter Of Artemis
23 Encontramos o deus do Sol
Notas iniciais
Mais um capítulo para vocês, atrasado, mas veio...
Boa Leitura... =D
Então, claro, o que eu vou fazer é dormir, a melhor coisa do mundo, depois de comer...
Me deitei no banco, deixando minha cabeça no colo de Alison e a mesma começou a fazer cafuné, meus deuses, como aquilo era bom....
[...]
- Vamos Bonnie, nós temos que ir...– dizia algumas das meninas me chacoalhando.
- Me deixem dormir!– resmunguei e voltei a dormir, ou pelo menos tentei.
Senti alguém pegar em minha cintura e me levantar, mas não dei bola, achei que estava pirando, só dei conta que era verdade quando senti meus pés de novo no chão e fui obrigada a abrir os olhos.
John, John estava na minha frente, com um meio sorriso na cara, era ele que tinha me tirado do meu precioso sonho, mas antes que pudesse fazer alguma coisa, Alison chegou rindo e me puxou. Ah! Mas eu não vou esquecer disso tão cedo...
- Vamos Bonnie! Temos que ir atrás de Lucy –falou Alison e eu a segui, tropeçando as vezes, ainda estava com sono...
Lucy nos guiou por todo o Central Park, até chegarmos em uma floresta, percebi que não havia ninguém naquela parte, era como se os mortais não vissem aquela parte do Park.
Começamos a entrar na floresta, havia várias raízes saindo no chão, o que dificultava o caminhar, os troncos das árvores eram gigantes, precisaria três de mim para abraça-las.
Percebi que estávamos indo para o meio da floresta, não sabia como Lucy conseguia se localizar ali dentro, as árvores, o chão, as pedras eram sempre iguais, tinha certeza que se ela não estivesse nos guiando, ja estaríamos perdidos.
Não estava prestando atenção em minha frente, onde estava Alison, e quando Lucy parou, seguida por Alison, bati com tudo em Alison, o que fez nós duas cairmos de cara no chão.
-Puta que pariu Bonnie! Não da para olhar por onde anda?!– falou ela se levantando, assim como eu.
Antes que eu pedisse desculpas Lucy fez sinal de silêncio e todos olharam para onde ela estava olhando.
A árvore que estava a nossa frente era dez vezes maior que a outra, ela parecia brilhar e suas folhas eram mais verde do que nunca, percebi que em seus tronco havia um sol desenhado, como nos filmes em que os casais escrevem seus nomes e fazem um coração em volta, quando Lucy chegou mais perto, o Sol brilhou.
Assim que ela encostou a mão no tronco uma luz forte tomou conta da floresta, tampei meu rosto, aquilo parecia que ia me deixar cega.
A luz foi diminuindo aos poucos e assim que abri meus olhos um homem de pele bronzeada, cabelos loiros num tom como se fossem queimados pelo sol, tinha um porte atlético, era lindo. Um calor emanava dele e agora percebi o por que dos campistas falarem que Apolo é quente (nos dois sentidos, claro), mesmo que seja meio óbvio.
- Eai! Como está minha neta preferida?– falou ele olhando para Lucy que estava em sua frente, petrificada. Como ele pode ter uma neta preferida se ele só tem uma neta? –Credo, assim pareço um velho– disse ele fazendo uma careta, como se não tivesse milhares de anos.
- Senhor, desculpa interromper, mas viemos aqui para achar uma maneira de quebrar a minha maldição– falou Alison, se encolhendo ao meu lado, John continuava quieto atrás de mim.
-Ah sim, semideus, sempre apressados. Como vocês devem saber, além do deus do sol, da poesia, da música e dentre outras coisas, sou deus também da cura, então, as vezes me procuram para curar, mas também posso quebrar maldições, só que para isso preciso da minha harpa –lá vem– Só que eu perdiela aqui e não consegui acha-la
Sabia que teríamos que fazer alguma coisa em troca. Como um deus perde seu objeto divino?
- Jura pelo rio Estige que assim que acharmos sua harpa você quebra a maldição de Alison?– falei, apenas para se certificar que ele não ia fugir com a harpa assim que entregarmos a ele.
- Juro perlo rio Estige– disse ele revirando os olhos.
Bufei.
- Então vamos.– murmurei e comecei a sair da floresta, não sei como não me perdi, apenas segui reto.
Agora você deve estar imaginando que eu sai da floresta e dei de cara com a harpa em minha frente, devolvi-a para Apolo e ficamos felizes para sempre sem a maldição de Alison, né?
Mas claro que não podia ser assim, passamos a tarde toda procurando a bosta da harpa, caminhamos por todo Central Park, mas não tinha nenhum sinal de que havia alguma coisa divina por ali.
Minhas pernas estavam bambas por caminhar por tanto tempo sem parar, John, Alison e Lucy deviam estar no mesmo.
Queria pedir para parar, mas não iria fazer isso tão cedo, podia ser preguiçosa, mas não ia deixar minha melhor amiga morrer por causa de preguiça.
Já estava noite quando decidimos parar em baixo de uma das centenas de árvores que havia ali, todos estavam exaustos e com fome, mas não tinha nenhuma loja se quer aberta para comprarmos comida. Até que lembrei que antes de vir para cá tinha pedido um sanduíche extra no café da manhã.
Peguei minha mochila rapidamente, fazendo todos se assustarem.
- O que foi?– perguntou Alison
- Acho que tenho comida, se não estragou por causa do sol– disse revirando minha mochila, até achar um sanduíche amassado, mas que ainda dava para comer. –Aqui dividam– falei dando-o para Alison e a mesma dividiu o sanduíche em quatro.
Claro que aquele pedacinho não matou toda a fome, mas ainda assim dava para engana-la.
Me virei para pegar água em minha mochila, mas antes que pudesse fazer isso alguma coisa brilhante ao longe me chamou atenção.
- Hey gente, veja– disse chamando todos e apontando na direção do ponto brilhante –Será que é a harpa?
John deu de ombros
- Não custa nada verificar– falou.
Então nos levantamos, pegamos nossas mochilas e fomos até lá. Bom, eu imaginava uma harpa normal da cor ouro, como era retratada nas pinturas, mas aquilo era magnifico!
Sua cor realmente era ouro, mas ela brilhava como nunca, como se fosse o sol, se olhasse muito para ela vários pontinhos brilhantes apareciam em minha visão; ela tinha vários detalhes que mesmo se ficasse olhando para ela o dia todo não conseguira processa-los; seu tamanho não era o comum (não me pergunte como eu sabia disso) ela era um pouco maior que as harpas comuns tinha um certo brilho irradiando dela, como de Apolo.
Lucy pegou-a rapidamente, tínhamos achado a solução para quebrar a maldição de Alison, mas aquilo estava muito fácil para quatro semideuses.
Continua...
Notas finais
Eu pessoalmente achei esse capítulo xoxo queria mais ação, mas prometo que no próximo terá...
Bom, espero que gostem, mesmo ele estando assim... =
Kisses amores
Boa noite
Jubs Xx
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