Daughter Of Artemis
40 E que a diversão comece, ou não
Notas iniciais
Bonnie entrou agarrada em John, e eu, como sempre, fiquei de vela, quase me cagando nas calças de tanto medo, eu tremia, sim né? Estávamos entrando no mundo inferior, nada mais aterrorizante que isso...
– Ah meus deuses – ouvi Bonnie murmurar, olhando para uma coisa em sua frente.
Arregalei os olhos, esquece o que eu falei, isso aqui é aterrorizante..
BOV BONNIE
Quando entrei, vi pequenos pontos de luz, achei que não fosse nada, mas quando meus olhos se acostumaram com a luz, pude perceber que não eram luzinhas, e sim, olhos de monstros estranhos, ou melhor, bizarros.
Eles tinham a cabeça de um burro, seus pescoços e suas pernas da frente eram de leão, seu traseiro era de veado, seus olhos não piscavam, estavam fixos em cada um de nós (claro, cada monstros em cada um), seu pescoço não mexia, pelo menos não naquele instante, parecia que só conseguia olhar para frente. Seu rosto era muito mais aterrorizante, a boca ia de uma boca a outra e em vez de dentes havia uma placa de osso, que parecia inquebrável. Os monstros, que até agora estavam quietos, começaram a bater essas placas, fazendo ao mesmo tempo um barulho e aterrorizante. (N/A: características pegas no Wikipédia, se estiverem erradas, culpem o site u.u)
Me agarrei mais forte em John e senti Lucy se agarrar em mim, sabia que qualquer movimento que nós fizéssemos ele iam atacar, mas antes que pudesse fazer qualquer coisa John pegou sua espada em um movimento rápido e acertou o monstro, pelo menos foi o que eu achei que aconteceria, mas o golpe que acertaria o monstro em cheio, não fez nenhum efeito, a espada quase voou da mão de John (ele parecia aqueles desenho que o personagem bate em alguma coisa e volta tremendo), ele arregalou os olhos, assim como eu, aquilo era para ter matado o monstros, aquilo era bronze celestial.
– Já sei... – murmurou Lucy – Leucrotas, eles não morrem com bronze celestial, apenas com fogo grego..
– Então vamos morrer – disse.
Não tínhamos fogo grego, não sabíamos como fazer (pelo menos eu achava) e não demoraria muito tempo para os Leu não sei o que nos atacar.
– Bonnie, você não conseguiu nos proteger contra Hécate? – perguntou John, mas acho que não era para responder – Então, sei que você consegue, sabemos que você consegue. Nós distraímos o Leucrotas enquanto você tenta criar..
– Mas...
– Hey,– disse ele olhando para mim – Se morrermos, nós pelo menos tentamos – tinha certeza de que ele iria me dar um selinho, porque ele veio direto na direção da minha boca, mas fiz a coisa mais idiota (sim, sei que foi, não precisam me dizer) que veio a minha cabeça: virei a cara, fazendo com que ele desse um beijo em minha bochecha em vez de minha boca.
John não fez nada, apenas deu um sorrisinho de lado, os leucrotas começaram a atacar, eu precisava agir rápido e aquilo precisava dar certo, se não morreríamos.
Corri até um canto e Lucy e John ficaram e minha frente, seria melhor para se defender, o ruim é que não enxergávamos nem um palmo a frente do nariz, ou seja, não enxergávamos um ao outro.
Me agachei e comecei a me concentrar, ouvi sons de espadas e logo Lucy me chamou.
– Bonnie, por favor me ajuda.
Estava pronta para levantar e ajuda-la, mas a voz de minha mãe ecoou pela minha cabeça. Não faça isso, são os leucrotas que estão fazendo isso, para confundi-los e mata-los mais rápido, se concentre. Relaxei, mas achei melhor avisar os outros.
– Gente, não se deixem enganar, eles falam com nossas vozes – disse, aquilo pareceu idiota de se dizer, mas por precaução.
Me concentrei, não sabia do que o fogo grego era feito e nem sua aparência para imagina-lo. Mãe, por favor me ajuda. Logo uma imagem de um potinho verde se materializou em minha cabeça e a agradeci. Me concentrei ao máximo naquela imagem, mas Lucy e John gritando por ajuda ao meu redor não ajudava, eu tinha que ajuda-los, mas sabia que se fizesse aquilo, morreria.
Parecia que eles sabiam, pois os dois deram passos para trás, até encostarem em mim e em si mesmo, sabendo que nós estávamos junto o truque baixo dos leucrotas não iria funcionar, não com nós.
Fechei meus ouvidos (nem me pergunte como), sem barulho eu conseguia me concentrar, aquela imagem não saia de minha cabeça e aos poucos pude sentir alguma coisa se formando em minha mão, quando abri meus olhos havia um cópia idêntica da imagem, sei que uma não adiantaria, então fechei os olhos novamente e imaginei o potinho, dessa vez foi mais fácil.
Na terceira vez que fui tentar fazer o fogo grego, senti a mão de John ser retirada de cima de meu ombro, onde ela estava depositada.
Ouvi Lucy gritar por ele e naquele momento me desesperei, mas sabia que eu não poderia ajudar sem o fogo grego.
Fiz o que devia fazer e o terceiro potinho se formou em minha mão rapidamente.
Minha visão parecia a de um gato, não sabia o porque de ela estar assim, mas eu agradeci a todos os deuses por isso. Conseguia ver John atirado em um canto, com um corte na cabeça, os leucrotas estavam todos ao redor dele, prontos para fazer seu lanche, mas eu não ia deixar que isso acontecesse.
Pera aí, como se usa fogo grego, pude ter certeza que eu ouvi minha mãe bufar é só tocar que explode.
Não podia tocar com John ali no meio, tinha que distraí-los.
Me levantei, olhei para Lucy ao meu lado, que também parecia enxergar agora.
Peguei os potinhos e dei para ela (sem maliciar aí, o que eu acho meio difícil, já que tarados eu sei que vocês são).
– Vou despista-los, assim que eles saírem do alcance de John taque fogo grego, okay? – disse para Lucy, que assentiu.
Peguei minha linda cimitarra, coitada, vai sofrer hoje, e que a diversão comesse minha gente! Ou não.., é, acho que não, é mais provável que eu morra do que me divirta aqui.
Continua...
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