Darling
7 Confession.
Notas iniciais
“...depois estava tudo escuro.”
Acordei minutos depois, é o que imagino. Eu estava em uma sala, deitada em uma maca. Com muita dificuldade consegui enxergar o que pareciam ser pessoas se movendo de um lado para o outro. Fui me sentando aos poucos, bem devagar. Senti que havia alguém ao meu lado. Olhei para esse alguém e me deparei com um homem alto de roupas brancas, ele sorria para mim, fiz o mesmo. Tentei segurar, mas, não consegui. A curiosidade é mais forte.
– O que aconteceu comigo? Onde estou?
– Muita calma, senhora Emily. – Ele disse em meio aos risos. – Primeiro: Você está no hospital. Segundo: Você foi encontrada desmaiada em sua casa há três dias.
– T-três dias? – Perguntei pasma. Ele apenas assentiu. Minha boca formou um perfeito “O”.
– Em alguns minutos você receberá visitas. – Sorri para o homem e então ele saiu da sala.
Alguns minutos pensando no que eu poderia ter perdido nesses três dias percebe que, ainda, não estou sozinha. Olho para meu lado direito e vejo uma garota que parecia ter a minha idade. Ruiva, quase a mesma altura que eu.
– Olá. – Falei para ela, a mesma virou-se e sorriu. – Sou Emily. Emily Smith.
– Oi, — ela disse. – meu nome é Eduarda. – Ficamos conversando por apenas 10 minutos, mas nesses 10 minutos trocamos telefone, skype, twitter, etc. Logo seus pais vieram buscá-la. Ouço risadas e conversas e risadas que vinham do corredor. Pelas vozes já sabia quem era.
– EAÍ EMILY! – Vejo oito pessoas saltitantes pulando praticamente em cima de mim.
– Mas o que é isto? – Gritei ao ver o monte de balões que Chaz trazia.
– Me fizeram trazer isso tudo. – Ele respondeu com voz manhosa. Imaginei isso. – Nós estamos aqui de intrusos mesmo, porque Christian queria te ver e...
– CADÊ O CHRISTIAN? – Nem ao menos o deixei terminar de falar, ouço algumas risadas.
– Estou aqui. – Fala uma voz do além que vem do canto da sala. – Está bem, pequena? – Vejo Christian empurrando todos e chegando até mim. Assim que terminou a pergunta ouvimos um “awn” de Caitlin. – Podem nos dar licença? – Ele pediu e todos se retiraram da sala.
– Eu to bem. — Afirmei antes mesmo dele perguntar outra vez. – Como foram esses três dias?
– Sem você? – Perguntou se jogando no sofázinho ao meu lado. – Um tédio. Desculpe-me por não ter lhe contado antes sobre a minha volta para Atlanta.
– Não tem problema, Christian. – Estava rezando para que tudo aquilo não tivesse passado de um pesadelos, daqueles bem pesados mesmo. Mas esta é a realidade, baby! – Eu apenas vou ficar com saudades de você, da Caitlin, do Justin, do Chaz e do Ryan. – Ele fez uma cara pensativa.
– O que acha de ir para Atlanta conosco? – Vejo um pequeno brilho em seus olhos.
– O QUE? Nem pensar, Christian. E a escola? Sua mãe não irá gostar nada e...
– Não adianta dona Emily, você vai e fim.
Ficamos discutindo sobre o que era certo de se fazer. Foi quando ele se estressou e acabou ligando para Sandi se eu realmente podia ir com eles e ficar nem que fosse 1 ano. Ela aceitou a proposta dizendo que eu era uma garota simpática e que ela irá gostar de ter minha companhia em sua casa. Sorri com seu comentário. Foi simples, mas fez meu dia. Iremos em duas semanas, tempo perfeito para convencer o furacão que eu chamo de mãe. Tive alta nesse mesmo dia. Levantei de minha cama e vesti a roupa que Caitlin havia escolhido com “amor e carinho” – é o que ela diz – para mim. Saímos da sala e fomos ao estacionamento, os meninos estavam nos esperando ao lado do carro.
– Hey dude. – Falo com Ryan. – Cadê o Pedro, o Vini e o Biel?
– Estão na escola né, gatinha. – Ri com o apelido que ele me deu. O que fez ele rir junto. Acabamos rindo mais pela nossa risada ser tão engraçada. Imagino o que está passando na cabeça de cada um dos que presenciaram está cena. No carro fomos ouvindo músicas e cantando. Justin nos obrigou a ouvirmos o cd antiguérrimo que ele tinha do Michael Jackson. Quase morri. Se bem que as músicas que cantávamos cada música que tocava, independente se conhecíamos ou não.
Após esse “show particular” que fizemos dentro do carro chegamos na casa de Chaz, Ryan, Justin, Caitlin e Christian. Ficamos conversando sobre coisas aleatórias, quando Chaz tem uma ideia absurdamente idiota: fazermos um cover de Call Me Maybe e postarmos no youtube. Confesso que, para uma manhã de tédio, isso seria ótimo para descontrair. Começamos a filmar, depois da 5º filmagem conseguimos achar o vídeo que ficou realmente do nosso gosto. Ryan editou e Chaz postou. Em menos de 10 minutos conseguimos 1.000 visualizações. Também, não é todo dia que se acha na internet vários idiotas dançando ‘hey, I Just met you, and this is crazy, but here’s my number so call me maybe’ na frente de uma câmera.
Depois de darmos gargalhada vendo e revendo o simples vídeo feito por simples amigos, resolvi ir pensar um pouco em tudo o que anda acontecendo. Sentei-me em uma cadeira de descanso e fiquei olhando para o céu, vi alguns passarinhos e percebi o quanto eles são felizes. São felizes por terem liberdade de ir a tal lugar, sem precisar dar satisfações para tal pessoa. Pensando tanto em pássaros nem ao menos percebi que Christian estava sentado ao meu lado, me olhando. Quando meus olhos se entraram com os seus senti borboletas em meu estômago.
– O que está fazendo aqui, pequena? – Ele disse com uma voz doce.
– Pensando. Pensando na vida.
– Assume que estava pensando em mim, vai. – Ri de seu comentário e desviei o olhar para o céu novamente. Passamos um tempo em silêncio.
– O melhor dia da minha vida foi quando te conheci. – Falei enquanto encarava o chão.
– O meu não. – Impressão minha ou levei “o fora do ano”? – O melhor dia da minha vida ainda vai acontecer, vai ser quando você responder “eu aceito”. – O olhei com um sorriso nos lábio quando percebi que ele chegava perto de mim, já podia sentir sua respiração quente se misturando com a minha.
Fale com o autor