Darling
5 Christian's feelings.
Notas iniciais
Eu só não sabia o porque.
Conversamos e brincamos por mais um tempo e logo minha mãe veio nos chamar para comer. Já era hora, estava morrendo de fome e minha barriga pedia por atenção.
– Vinicius, cuidado! – Falei enquanto via o garoto segurar um vaso da França que quase se espedaça no chão.
– Desculpa. – Ele disse enquanto corava, ouvimos risadas.
– Nem liga, Vini. Já quebrei tantas coisas nessa casa, que só por Deus. – Pedro disse segurando a barriga de tanto rir.
– Tá chega, vamos comer logo porque minha barriga está roncando. – Chaz falou indo em direção à cozinha. Todos foram atrás. Chegando lá nos sentamos nas cadeiras enquanto minha mãe colocava à mesa. Resolvi ajudar, pois a lentidão que ela andava estava me matando.
– Hey, Emy. O que é isso? – Christian perguntou enquanto pegava em meu pulso, olhando diretamente em meus olhos. Minha barriga gelou.
– Longa história... – Respondi puxando com força meu braço de sua mão. Sem sucesso. Todos já estavam olhando.
– Tenho tempo.
– Outra hora, Christian. Por favor. – Meus olhos já estavam lacrimejando, quando uma lágrima pôs-se a cair, Christian a impediu. Sorri e terminei de arrumar a mesa. Ainda estavam nos olhando, sem emitir som algum.
Algum tempo depois já estávamos conversando novamente. Quando deu 22h00 nos despedimos e foram cada um para sua casa. Subi, coloquei um pijama e deitei-me em minha cama.
~~
Acordei no domingo meio-dia, minha mãe como de costume já não estava em casa. Desci para comer algo e me deparei com um bilhete em cima da mesa.
“Bom dia, Emily. Fiquei curioso para saber o porquê dos cortes em seu pulso. Se puder, vá até o parque às 14h30. Estarei lhe esperando. Xoxo, Christian.”
Sorri ao perceber que ele realmente se importava. Ou não. Comi o que sobrou da comida de ontem, bem que Chaz disse que estava com fome, ele comeu praticamente tudo sozinho. Subi de volta para meu quarto, arrumei minha cama e tomei um banho gelado. Não seria bonito chegar na praça com a cara inchada de tanto dormir, ou algo do tipo.
Coloquei uma roupa, passei um gloss, peguei meu celular e desci andando lentamente até a porta enquanto dançava ao se lembrar de ter visto Justin e Ryan dançando Party Rock Anthem do LMFAO.
Saí de casa cantando uma música que não sei o nome, mas passou tocando em um carro com som auto. Cheguei na pracinha faltando 5 minutos para o combinado. Pois é, consigo demorar 1 hora para escolher roupa, ainda mais quando é para ir à alguma encontro.
Ele já estava lá, sorri quando o vi, ele fez o mesmo. Veio andando até mim com os braços abertos. A única coisa que pensei em fazer foi correr para lá. Sabia que lá me sentiria segura, e tinha razão. Realmente, seu abraço era um dos melhores. Quer dizer. Era o melhor. Fechei os olhos e deixei as lágrimas rolarem pela minha face. Talvez seja porque Christian me lembrava ele, mas sabia que não seria capaz de me magoar.
Christian Beadles’ POV
Quando vi os cortes no pulso da Emily, me deu um aperto muito grande no meu coração. Não sei o que está acontecendo comigo. Mas senti uma vontade enorme de cuidar dela, senti que era disso que ela precisa. E eu também.
Droga, Christian. Você acabou de conhecer a garota. Bem, foda-se. Acredito sim que ela pode ser minha princesa e eu posso ser seu príncipe. Quando a vi na praça abri meus braços e a vi correndo em minha direção. A abracei com o máximo de força possível e pude perceber que ela estava chorando. Foi aí que eu percebi que tudo o que eu preciso dela mais que qualquer coisa. O que é isso? Não pode estar acontecendo outra vez. Minhas mãos estão soando e meu coração batendo forte, eu espero que ela não perceba.
Separamos-nos e nos sentamos no primeiro banco que vimos. Ela limpou seus olhos e sorriu, sorri de volta e senti novamente meu coração disparar. Foi então que percebi que não trocamos uma sequer palavra.
– Boa tarde. – Impossível, ela leu meus pensamentos.
– Boa tarde. – Falei com dificuldade, ou era isso ou eu acabava gaguejando.
– Bem, você quer saber o porquê das cicatrizes. Certo? – Assenti com a cabeça e ela começou a contar a história, ás vezes parecia que eu ia chorar, mas sempre conseguia segurar. Quando Emily terminou, apenas a abracei novamente. Minha camisa já estava toda molhada, pois quando a abraçava mais ela chorava. – É isso, me desculpe pelo que aconteceu com a sua camisa. – Ela falou enquanto se levantava do banco.
– Não foi nada, minha camisa é só... Enfim, uma camisa, né? – Ela riu e eu a acompanhei.
– Já vou indo, Christian. Daqui a pouco minha mãe chega, não quero que ela brigue comigo igual ela fez no aniversário de Pedro. – Ela disse já rindo enquanto andava em direção à calçada.
– Vou com você. – Falei por impulso. Ela se virou e sorriu, fez um sinal para que eu me aproximasse.
– Não vai te incomodar? – Perguntou insegura.
– Magina, moramos perto um do outro, de qualquer jeito iríamos ter de ir juntos. – Ela deu uma risada, o que me fez rir também.
– Obrigada. – Ela disse e me puxou pela mão de leve, fomo o caminho inteiro em silencio, aquilo estava me matando. Chegamos na casa dela, paramos um enfrente do outro e novamente ela agradeceu, dei-lhe um beijo no rosto e a abracei.
Voltei para casa sorrindo. Estava sentindo algo por ela, algo que nunca senti por ninguém, isso é estranho. Estranho pensar que em tão pouco tempo alguém já pode ter roubado meu coração, tenho medo de me machucar, porém nada que eu fizer irá adiantar. Ela realmente me conquistou de um jeito incrível. Algo nela chama minha atenção.
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