Darkside Memories
1 O Jogo Começa
Notas iniciais
Eu não sei o porquê, realmente não sei esses tipos de coisas sempre acontecem comigo, já aconteceu uma vez , muita gente morreu, embora eu não estivesse lá , sei que muitas pessoas sofreram naquele dia, não é de hoje que um colégio interno é usado como alvo de experimentos científicos para a venda de um novo vírus como em Marawhara, mas vou começar do começo, muita coisa aconteceu comigo mas isso é outra historia. Claire Redfield estava me levando para um novo pai adotivo, ela trabalha para a TERRASAVE que ajuda vitimas de desastres biológicos, como em Racoon City, e luta contra as empresas que causam esses problemas,na verdade eu me apeguei bastante a ela e ela também no fim ela acabou me adotando, o meu novo pai tinha o apelido de Buddy,mas não sei o seu nome verdadeiro, ele morava na Republica Ocidental Eslava que acabou de sair de uma guerra civil, logo quando chegamos notei que havia algo mais entre os dois, eu conhecia Claire muito bem para saber que ela gostou dele, então resolveu ficar lá, como o meu novo pai Alexander (Buddy) se tornou tetraplégico no final da guerra ela cuidava muito dele.
O dia estava completamente normal,na aula de história a professora estava explicando sobre a Segunda Guerra Mundial e o sono parecia estar fazendo mais efeito na minha mente do que o aprendizado dela,senti algo vibrando no meu bolso, peguei o meu celular e o escondi debaixo da mesa,havia uma mensagem novo e era da Claire ela havia escrito "Tome cuidado estou indo pra aí, toma bastante cuidado,estou falando sério, quando eu chegar aí vou te levar pra casa OK?tchau",confesso que fiquei boiando com essa mensagem,do que ela estava falando?Será que ela já estava entrando nessa idade de confundir as coisas?Dei de ombros e decidi prestar atenção na aula,coloquei o celular de volta no meu bolso e olhei para a frente mas brevemente inclinei meus olhos para Verônica, e me afoguei em êxtase, era estranho mas estar apaixonado de certa forma é bom,mesmo que seja só um pouco,ela estava tão linda,o sol morno da manhã refletindo na sua pele branca e nos seus cabelos pretos a transformava em uma bela estrela brilhante,ela percebeu que eu a estava encarando e me olhou de volta e só aí pude ver que estava corando,Meu Deus!Que vergonha! Virei rapidamente para a professora tentando passar a impressão de que não estava olhando para ela,mas acho que já era tarde demais.
O sinal soou por todos os cantos da escola era era de comer,um dos momentos mais felizes do dia,olhei no relógio e já era 12:30 ,esse alarme sempre pontual,justo na hora que eu começo a sentir fome,chegando no refeitório vi Rick e Verônica na mesa em que sempre sentamos na hora do almoço, desenhei um enorme sorriso no rosto e fui em direção a eles,Rick era filho de um famoso escritor,que apesar de famoso nunca tinha ouvido falar até me mudar para a Europa,ele era loiro e tinha uma bela aparência, sempre estava sorrindo e rindo,as vezes eu e Verônica até comparamos ele a um retardado mental mas é só na brincadeira mesmo,seus olhos azuis claros davam um certo tipo de contraste com a sua pele branca,tinha um sotaque engraçado por que como eu ele veio dos EUA e sempre tenta falar com o sotaque britânico falhando miseravelmente, Verônica era linda e maravilhosa,OK ela era só linda,veio do Japão com seu pai pois estavam cansados da cidade pequena e amontoada de gente,ela tinha os olhos castanhos escuros,uma voz doce e fina,parecia que tinha saído de um anime,tão kawai.
Olhei no relógio e já eram uma hora da tarde,depois de comer a minha refeição aceitei o desafio de Rick de comer uma bala de menta e depois beber leite mesmo sabendo que isso não daria certo,senti um aperto no meu peito mas tenho certeza que não foi por causa da bala ou do leite era outra coisa muito pior ,o orientador da escola chegou informando aos gritos no refeitório que nós teríamos que esperar mais trinta minutos para voltar as aulas e sem explicação comecei a suar frio. Já era 13h23min quando a tensão começou a crescer, os alarmes estavam gritando como uma pessoa de voz estridente berrando em um megafone,de repente eu estava tonto, aquele barulho alto misturado com balinhas de hortelã e leite não havia me caido muito bem, me vi caindo no chão e minha vista ficar embaçada, só conseguia enxergar vultos correndo em direção a porta, pessoas gritando, ate que uma me deu um chute na testa, escutei um zumbido e alguém chamando meu nome, parecia Claire mas, não era, nem era algum conhecido, eu saberia se fosse, mesmo naquele estado, a voz doce e aguda gritando "Mark! Não" tomou conta de toda a minha cabeça deixando tudo escuro, então apaguei.
"Mark! Acorda..." — senti uma espécie de tapa na cara,mas fraco — "Mark Graham, levante agora, temos que achar o Rick, rápido."
"-Aí! O que foi?"-com minha visão recuperada pude notar que era Veronica, mas ela estava toda amarrotada, com um machucado na bochecha direita.
"É... Bem..." — levou sua mão a parte detrás da cabeça, um costume que ela tinha quando não sabia o que falar-"você esta com uma formiga no rosto"- e deu uma risada tímida.
"Ah... "- tirei a formiga do nariz- " Que foi que aconteceu aqui? "-notei que o reformatório estava todo bagunçado, e que eu e ela estávamos com uma estranha pulseira na mão. Logo pensei, Wesker, mas ele estava morto, então uma voz grossa e medonha começou a falar e notei que a cor das pulseiras mudaram para laranja.
"Então você acordou, Mark, pensei que você estava morto, parecia que não iria acordar nunca, até a sua namoradinha te achar"-uma voz esquista falou e depois começou a dar risadas medonhas — "Então, o seu amigo esta na sua frente "- Uma lâmpada se acendeu e mostrou Rick preso por correntes, de joelhos com uma mordaça na boca e olhos vendados, como um mudo, gritando, mas sem produzir nenhum som -" mas "-continuou- "Não será fácil ajuda-lo, a chave esta na cabeça dele" Outra luz se acendeu e dessa vez, revelou um monstro de 4m de altura,parecia que estava coberto de sangue, ele tinha um machado enorme, com uma peça de concreto amolada, ligada a um poste de ferro por arames encravados no concreto ao poste, usava uma enorme capa de açougueiro toda ensanguentada cobrindo a parte inferior do monstro, o dorso completamente despido, mas com alguns pregos gigantes presos nele, e na cabeça um saco aparentemente feito de tecido animal, preso ao pescoço por arames e pregos — "Então você terá que mata-lo"- e voltou a rir,Ele parou de falar, o monstro começou a gritar e correr em nossa direção, então eu empurrei Verônica,quase tendo um ataque do coração por que acabei de empurrar a garota que eu gosto, e desvie de sua machadada , decidi correr em direção ao Rick, mas o ceifeiro me deu um golpe nas costas com o cabo do machado, que fui em direção a uma mesa e bati minha barriga na quina, ele levantou o seu machado em minha direção e notei que o meu bracelete estava vermelho vivo, e poderia estar assim por um bom tempo, mas Verônica jogou uma faca nas costas da criatura ,mas provavelmente não sentiu nada, se virou em direção a ela,o que me fez ficar com mais vontade de mata -lo, mas isso me deu tempo para fugir, achei uma faca de açougueiro em cima de uma mesa e grite :
"Veronica faça ele se abaixar!"- Então ela se jogou debaixo do ceifeiro escorregando por debaixo das pernas do monstro, fazendo-o se abaixar e usei toda a minha experiência dada pelos ensinamentos de Ada Wong e subi nas suas costas, cravando a faca no alto de sua cabeça, alguns pregos entraram na minha perna, mas consegui tirar a chave da cabeça dele e joguei para Veronica, que imediatamente foi correndo salvar Rick, mas eu não estava conseguindo aguentar mais, então o ceifeiro deu uma cotovelada no meu peito que fui lançado para longe, com a minha vista meio embaçada vi o monstro se contorcendo de dor ate explodir e voar pedaços de carne para todos os lados, então a voz misteriosa apareceu mais uma vez nos braceletes.
"Então você conseguiu, parabéns, mas tudo isso é para lhe testar, projeto Umbrella. Isso foi só o começo."
Ouvi a Veronica gritando olhei para o bracelete e ele estava sem nenhuma luz, não aguentava mais, tudo ficou escuro, parei de resistir e não vi mais nada, assim apaguei.
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