Darkness to Kill

6 O Prazer é todo meu


Notas iniciais
Desculpa por ter demorado para postar.. mas é que tive muiiitos problemas pessoais, até mesmo emocionais ( tava muito depressiva) , e não estava disposta a escrever ( tão mal a ponto de pensar em para de escrever) Gomen nasai ^^, Acho que já estou bem!!

Sonhei que estava rodeada de paredes vermelhas cor de sangue. As paredes seguiam um caminho e se dividiam, era um labirinto. O problema era escolher o caminho. Meu corpo estava cheio de machucados e hematomas. O ferimento mais sério que possuía, era um tiro que perfurava o abdômen. A dor era agonizante, como se mil agulhas tivessem escolhido um único lugar para concentrar seus golpes. Gotas de sangue escorriam pelo meu rosto, manchando o emaranhado sujo que estava meu cabelo. Andava me arrastando, e escorando por entre as paredes, e entre essas idas e vindas uma voz de garota que parecia ecoar de dentro da minha cabeça, me chamava e me motivava a segui-la onde quer que estivesse.

- Annie.. Annie.. Por quê? — falava com voz angustiada e sofrida.

- Quem é você? — perguntava — como sabe meu nome?

- Porque você não me ajudou?– chorava a voz.

- Eu não aguento mais — disse com lágrimas que desciam pelo meu rosto- Por favor me tire daqui — Cai com os meus joelhos que cederam a dor e ao cansaço. Pelo piso de mármore via meu reflexo nele, e toda a extensão foi colorida com o sangue, que agora jorrava do ferimento.

- Maldita..- disse ela com ódio nas palavras -você vai sofrer tanto quanto eu sofri...

- O QUE EU TE FIZ? — gritei aos prantos — Eu não vou suportar mais....por favor... — Tentei levantar, mas acabei escorregando no sangue e cai novamente.

- Você vai sofrer tanto quanto... — concluiu me deixando lá caída, sem a menor condição para sequer levantar ou pronunciar mais uma palavra.

**********************

A primeira impressão que tive é que estava suando frio e que meu corpo doía. Enquanto abria os meus olhos devagar, falei a primeira coisa que alguém em sã consciência diria quando se encontra:

a) Em um lugar que nunca viu na sua vida.

b) Mais especificamente em um quarto.

c) Deitada em uma cama de casal.

d) Mais especificamente redonda.

d) Algemada.

- Que diabo é isso.. — murmurei ainda tonta.

Algemas prendiam os meus dois pulsos, de cada lado da cama, me fazendo ficar de braços abertos. Tentei me soltar mas cada vez que me mexia, meu corpo doía, como se tivesse passado a noite inteira escalando uma montanha, ou até mesmo saltando por entre crocodilos famintos. Olhei em volta e não encontrei ninguém, mas isso não era exatamente tranquilizador. O quarto era pequeno, a cama era coberta com lençóis vermelhos vagabundos, que tentavam imitar seda. E havia duas janelas de tamanho mediano, que estavam tapadas com cortinas que também eram da cor vermelha. O que mais estranhei naquele lugar era que tinha várias almofadas, em formato de coração. Além de que praticamente tudo ali era vermelho. Isso me fez pensar no sonho perturbador que tive. O sangue por toda parte, a voz que me difamava e lançava azar (mais do que já tinha), e o ferimento...

Aguentando a dor, comecei a chutar o lençol até ver em que condições físicas estava. Minha blusa preta estava levantada até um ou dois centímetros abaixo do meu sutiã, bandagens cobriam boa parte do meu abdômen e cortes preenchiam todo o corpo. Foi quando me lembrei do acidente da noite anterior, o carro caindo numa encosta. Batendo na árvore. E tudo apagou. O motivo por estar cheia de hematomas, era compreensível, mas o fato de estar algemada me fazia pensar em coisas não muito interessantes. Voltei a atenção novamente á minha total libertação. Enquanto tentava me soltar, sem sucesso uma voz me interrompeu.

- Vai acabar abrindo os pontos, se continuar desse jeito — disse um homem que acabava de entrar pela porta. Nunca havia visto aquele ser na minha vida. Ele era alto, um pouco moreno, magro, porém musculoso (não do tipo fisiculturista, era... forte, pelo menos era o que dava para ver pela sua camisa preta, que por total felicidade minha, definia seu corpo), seu cabelo era preto e o comprimento ia até pouco abaixo da nuca. Seus olhos...Bem. Não dava para ver, estavam ocultos por alguns fios negros que desciam no rosto. Vestia uma simples camisa preta de gola v, uma calça jeans e uma bota preta (que por sinal estava enlameada). Ele segurava uma bandeja com dois copos do Starbucks. Isso foi tudo que consegui ver com apenas um olhar. E depois dessa descrição detalhada resolvi falar.

- Quem é você? — falei hesitante, tinha muitas perguntas para fazer como, por exemplo: um desses copos é meu? Estava morta de fome.

- Sou alguém, que você não precisa saber o nome... –respondeu ele desinteressado, fechando a porta atrás de si.

- Me responda diretamente.. – falei irritada – tenho todo o direito de querer saber quem é você.

- Pode me chamar de qualquer variável, que preferir.. Se te agrada – falou ele suspirando.

Fiz uma cara de como dissesse, “O que diabos você está falando”.

- Sei lá.. Pode me chamar de X ou de Y – Disse isso como se fosse normal chamar alguém de X.

- Que seja...Eu preciso sair daqui, e procurar uma pessoa, então faça o enorme favor de me solt...

-Annie Dophes Lilith – disse calmamente me interrompendo.

Olhei espantada para ele. Somente duas pessoas no universo sabiam do meu nome completo.Teve uma vez que pressionei meu pai tanto que de alguma forma ele me disse o sobrenome da minha mãe. Lilith. Na certidão não foi colocado o sobrenome dela, por isso só meu pai e eu sabíamos.

- Como você sabe disso?- disse com tremor na voz.

- Digamos que você é famosa.

- Famosa? do que está falando?

- Por que está fingindo não saber do que estou falando?-questionou impaciente.

- MAS eu não sei do que está falando. — disse irritada.

- Ahh.. deixa pra lá. — respondeu suspirando. Ele começou a chegar mais perto, e começou a me encarar com seus olhos.. eles eram da cor de uma tempestade, um cinza perturbador, quase preto.

- Me responda de forma direta, Quem é você?

- Eu sou a pessoa que te salvou.

- Salvou?.. Então porque estou algemada? — questionei.

- Bem... Isso envolve outros problemas.

- Porque minha blusa está levantada?

- Bem...Foi necessário para poder colocar as bandagens – disse um pouco sem graça.

- Mentiroso. Aposto que você é um tarado.

- O quê? – exclamou ele com um sorriso, sem mostrar os dentes.

- Confesse.

- Já chega de perguntas.

- Não posso fazer nada se o Sr. X não me respondeu nenhuma delas.

- Não torne as coisas mais complicadas do que já estão — Ele virou de costas , e jurei ter escutado ele dizer "Odeio fazer isso" — Preciso levá-la para um lugar, então não faça escândalo.

- Que lugar? Não me diga que vai me levar ao encontro dos seus companheiros, violadores de menores. — falei sarcástica.

- Você não esta em posição de fazer piadas — disse sério — Para o seu próprio bem, é melhor que não se mexa muito. Como já disse você levou pontos.

- O que eu tinha.. ou tenho?

- Não precisa se preocupar não era nada grave, só alguns cortes profundos.

- Você é médico? — questionei.

- Não.. mas meu pai era. — Disse abaixando os olhos, com uma tristeza no olhar. Por um momento me confraternizei com ele, mesmo não sabendo nem mesmo o seu nome.

- Sinto muito.

- Pelo o quê? — falou levantando novamente a cabeça.

- Por seu pai. — ele não tinha dito, mas sabia de longe que seu pai devia ter falecido. O X parecia perdido e até mesmo um pouco solitário. De certa forma o entendia.

- Obrigado... eu acho — respondeu — Temos que ir logo.

- Não vai nem me dizer seu nome?

- Jake Andrew — Ele sorria mas sabia que não estava feliz.

- Prazer... Eu acho.

Notas finais
O que acharam do Jakeee??? Por favor Reviews!!!!!