Notas iniciais
Ola *-*
Neste capitulo, será finalmente explicado o porquê da inexistência de uma relação pai-filha entre Greed e Darkness.
À medida que a fic for avançando serão dados mais pormenores.
Boa leitura*

P.S.-Feliz dia dos Namorados ;)

-Quero-te... – falou Light, junto dos meus lábios – Quero-te agora...

Os seus lábios empurraram os meus com uma força furiosa e sedenta, deixando-me ofegante. Os nossos corpos contra a parede do meu quarto emaranhavam-se um no outro, totalmente descontrolados.

Esfomeados.

As suas mãos empurravam-me contra ele, fazendo-me sentir todo o seu corpo, fazendo-me saber o quanto ele me desejava... As minhas, entretanto, já estavam a trabalhar na sua sweatshirt. Ele afastou-se um pouco e eu ajudei-o a arrancá-la do corpo. Depois, ele fez-me cair sobre a minha própria cama e sem se demorar, voltou para a minha boca.

Nunca me sentira tão furiosa e tão ávida em toda a minha vida. Apesar de todos os estranhos sentimentos que sentia por ele (e sejamos sinceros, aquilo quase que rondava uma irrevogável aversão), Light deixava-me diferente quando estava demasiado perto, fazendo-me sentir coisas que nunca sentira antes.

Pelo menos, não com tanta intensidade.

Consegui sentir o toque de Light bem no meio das minhas costas e de um movimento já a minha camisola negra e o soutien tinham desaparecido. Eu suspirei alto e deixei-me cair para trás, com o cabelo totalmente espalhado pela almofada.

Ele afastoou-se do meu corpo e olhou-o com os seus olhos cinzentos, totalmente ardentes, durante vários segundos que pareceram uma eternidade....

Voltou a baixar-se sobre o meu corpo e enterrou o rosto no meu pescoço, mordiscando-o.

-És tudo aquilo que quero. Desejo-te... – Os seus beijos começaram a descer, até chegarem à base do pescoço e indo mais além... cada vez mais. – Oh céus, quero-te tanto...

A minha respiração começou a ficar descontrolada e eu não soube o que fazer.

Quando os beijos dele chegaram à minha barriga, arqueei as costas involuntariamente, expirando ligeiramente. As minhas mãos amarrotavam ferozmente o lençol por baixo de nós...

Deus... ele está a dar cabo de mim.

Um contacto quente na minha pele fez-me estremecer, ao mesmo tempo que o meu sangue começou a latejar com bastante força exactamente no sítio em que queria que Light estivesse.

Olhei de soslaio para baixo e vi as mãos de Light a arrancar para longe o que restava da minha roupa.

Oh deus! Oooh meu deus...

O meu corpo arqueou de novo e desta vez, deixei soltar um gemido arranhado. Quando olhei Light através do meu peito nu, o mais incrível dos sorrisos estava-lhe cravado no rosto.

Era uma espécie de glorificação masculina. Um olhar luminoso e sôfrego como se estivesse com fome.

Raios... Tinha de admitir que estava mortificada com aquele olhar.

Light elevou-se sobre mim e ficou tão perto que as minhas pernas se cruzaram sobre as suas costas, obrigando-o a ficar com as ancas bem perto das minhas.

Ele acariciou-me os lábios e pegou numa das minhas mãos. Beijou-lhe a palma e olhou de novo para mim com aquele ar esfomeado.

-Amo-te, Darkness. – Falou extremamente rouco e tão baixo que mal o ouvi.

A minha respiração fraquejou e fiquei de novo sem saber o que fazer...

Ele voltou a descer e beijou-me o interior das coxas.

A sua respiração contra a minha pele fez-me ficar mais ansiosa...

Quando lhe estava quase a pedir que acabasse comigo, uma voz falou mas não era a de Light...

Era mais grossa e profunda, mais velha. Uma voz que eu nunca esqueceria, nem que vivesse mil anos.

Congelei assim que ouvi a primeira palavra.

-Minha querida Darkness... – falou Greed. – Continuas tão igualmente bela... Tão linda, tão crescida, tão... inocente.

A voz do meu pai gelava-me todos os ossos do corpo e eu entrei em pânico. Queria sair dali mas o meu corpo não se mexia e Greed agarrava-me as pernas, não me deixando fugir.

-Sabujo nojento... – Consegui falar. A minha voz saiu firme, apesar de bastante baixa. Quase inaudível.

-Oh meu amor, como te amo. Como te desejo. Como te quero...

Eu gritei sufocada e ele sorriu, agora sentindo-se glorioso.

Ele afastou-me as pernas e as suas ancas ficaram demasiado perto das minhas.

Eu estava prestes a tirá-lo de cima de mim quando tudo se desvaneceu e, como se estivesse estado todo aquele tempo dentro de água, voltei à superfície totalmente ofegante.

Respirava à pressa e apesar de o meu corpo estar irreversivelmente excitado, a minha mente morria de pavor de ser penetrada por Greed.

-Nojo... Que nojo... Metes-me nojo!!! – Murmurei a tentar falar e respirar.

O céu cinzento trovejou por cima de mim e começou imediatamente a chover. Encostei a cabeça na parede atrás de mim e inclinei o rosto para cima para que a chuva me lavasse as lágrimas e todos os erros que já cometera...

Céus... Como aquela chuva sabia bem contra a minha pele...

Reparei, então, que estava exactamente no mesmo sítio onde encontrara Light, no dia anterior.

Olhei para a esquina do meu lado esquerdo e fiquei a ver um imaginário L a passá-la, sem capuz, apenas com uma camisola branca e o cabelo totalmente molhado... Vi-lhe o sorriso malandro nos lábios e os olhos lindos e metálicos.

No entanto, imaginava um encontro diferente.

Feliz...

Onde me pudesse rir com ele, conhece-lo, ter uma conversa de ocasião, falar sobre os meus problemas e tornar-me a sua nova melhor
amiga.

Só que se assim fosse, eu não seria quem sou...

E Light... bem, ele teria perdido o interesse muito provavelmente.

Levantei-me muito devagar, retirei o capuz negro e enterrei as mãos nos bolsos da camisola.

Antes que adormecesse num outro sítio qualquer da escola, era preferível que fosse onde mais ninguém me pudesse encontrar.

Notas finais
Perguntas?
Reviews? =)

Beijos*