Darkness

2 Pensamentos


Notas iniciais
Oi, gente. O último capítulo teve um número de visualizações favorável, então decidi continuar! Eba. Enfim, espero que gostem. Pensei em trazer capítulos mais longos, mas não tão longos para não ficar cansativo. Ah, e eu trouxe a cena que eu mais amo no primeiro filme de Crepúsculo, a cena em que a família joga beisebol. Então, leiam e não esqueçam de comentar.

Eu o empurrei logo após que ele me forçou a toca-lo. Quando o toquei, não o fiz pensar em o que eu estava pensando ou sentindo. Eu me proibi de fazer aquilo. Meus pensamentos foram sem dúvidas, os melhores. Quando o toquei, Alec estava com medo, algo do passado.

– Tire a mão de mim! – o empurrei.

– V-você... É impossível.

– Eu já disse que não. Por favor, pare. – exclamei.

– Não se deixe tornar o monstro que me tornei. – Alec tocou em meus ombros.

– Você não é um monstro. Quando o toquei, senti sua humanidade.

– Não existe humanidade aqui. – Alec virou-se.

– Existe. Eu senti. Eu posso sentir. Vamos pra fogueira. – peguei em sua mão.

– Não. Ficarei aqui.

– Então ficarei também. Conte-me sua história. Ao menos, seu nome.

– Alec. – ele se virou, mostrando seu sorriso breve.

– Renesmee. – sorri.

Aquele papo, se tornou um diálogo longo. Com conversas, risadas e até mesmo conselhos. Quando Alec olhava em meus olhos, eu sentia algo bom, uma coisa inexplicável que só sinto com as pessoas que verdadeiramente, amo. Por Alec fazer parte de um clã inimigo, vi em sua alma, por mais que não existisse que sua humanidade estava salva. Alec e eu conversamos até o amanhecer. Fomos embora, ao pôr-do-sol. Jane me chamou e levou-me embora.

– Por que não ficou conosco na fogueira, Renesmee? – Jane questionou.

– Fiquei com seu irmão. Quis fazer companhia. – sorri. – Se quiser, pode indo. Encontro-te lá.

– Ok. – Jane, saiu.

Fitei Alec.

– Então, um até logo?

– Sim. É... Eu vou tentar ir pra escola. Apesar de ter que resistir o café da manhã.

– Ei, seu idiota! – bati em seu ombro e sorri.

– Obrigada, Renesmee. Não me sinto assim há séculos. – ele soltou uma risada.

– Tchau, Alec. – sorri.

Alec fitou o chão, abriu um sorriso breve e em um passe de mágicas, ele sumiu. Tentei encontrar Jane, já que ela estava longe. Ela não apoiou a ideia que eu e Alec fossemos amigos. Não sei exatamente, era um ciúme ou um alerta do que a pessoa que ele se tornou, faria. Eu não tive medo de Alec. Ele era um garoto bom, aqueles que você se encanta pela primeira vez. Ele me transmitiu paz. Uma coisa, que não sinto desde que meus avós, viajaram e desapareceram! Enfim, sou parte humana. Não consigo desligar a emoção de felicidade ou pena. Ah, contando que sou uma parte humana, eu também sinto fome. Eu e Jane paramos em um restaurante, á beira da estrada, quando estávamos voltando. Pedi uma torta de frutas vermelhas, que especialmente são minhas prediletas. Jane diz que não suporta ver comida humana e que já sente nojo, com vontade de vomitar. Já fiz Jane comer, mas ela recusou.

Voltamos para casa e lá estava papai, tocando piano para minha mãe. Eu abri a porta e me despedi de Jane. Edward, meu pai, me olhou embravecido, mas mamãe o deixou calmo. Talvez a terapia da música, funcionasse com ele. Subi para o meu quarto. Era dia de sol e eu adorava. Lembrava-me sempre das histórias que minha mãe me contava sobre Phoenix. Ela disse que lá as pessoas se bronzeavam e eu, metade humana, fazia essas travessuras, para deixar mamãe alegre. Ela me observava e sorria sempre ao me vez torrando no sol e ás vezes, reclamando que o sol me torrou até demais. Quando se é vampira, você não pode ficar exposto ao sol, mas graças a minha raridade, posso ficar exposta a ele, comer, dormir, como já disse: metade humana.

Aquele dia era ensolarado e aproveitei para usar meu chapéu que não usava há muito tempo, para ler meu livro de romance, também. Quando se toca nesse gênero de livro, logo me lembro da leitura de Alec. Ele era absurdamente estranho. Um cara, vingativo, com um passado obscuro, capaz de parar os sentidos de uma pessoa, lendo livro de romance? Era hilário. Ele era como uma caixa de surpresas. Nem minha Tia Alice, poderia ver o futuro dele, de tão imprevisível que Alec era, mas apesar de tudo, ele me alegrava.

Comecei minha leitura, mas algo me interrompeu. Meu celular tocou.

– Alô? – atendi.

– Senhora leitora de livros de romances? Lembrei-me de você quando pensei em ler meu livro de romance. – ele riu.

– Alec? Oi... – ri.

– Eu queria agradecer de novo por ontem.

– Não foi nada, sério. – sorri.

– Enfim, eu não sou muito de agradecer e... Eu pensei em...

– Pensou? – estendi o ‘’ou’’.

– Pensei em irmos à biblioteca, depois, não sei...

– É um encontro?

– Eu acho que sim. – ele suspirou.

– Eu não posso Alec, desculpe. Preciso passar um dia com meus pais, já que ontem, foi o aniversário de sei lá, quantos anos de casamento! É... Eu acho que você entendeu. – ri.

– Tá, eu entendo. Talvez outro dia, certo?

– Ok. Eu vou desligar. Até.

– Espera! – ele exclamou.

– Sim?

– Por que ficou aquele tempo todo conversando comigo?

– Por que me identifico com você. Você é sozinho. Eu também.

– Obrigada, Renesmee. – ele desligou.

Meu coração disparou, quando o ouvi dizer obrigada pela décima vez. Senti o cheiro de Emmett se aproximando. Ele achou que me daria um susto, mas como sempre, falhou. Sempre damos risadas juntos. Ele é legal comigo. E ele me convidou para jogar alguma coisa. Ele queria beisebol, já imaginava! Ele saberia que aquele dia era ensolarado e que brilharia feito diamante, mas sempre que se tratava da minha diversão, Emmett estaria disposto. Eu daria a mesma desculpa o resto do dia pra qualquer um que perguntasse se eu queria fazer algo. Eu diria que não poderia, pois eu deveria ficar com meus pais. Af. Eu recusei Emmett e ele disse que estava tudo bem. Então, entrei.

– Mamãe? O que vamos fazer hoje? – revirei meus olhos.

– Alice disse-me que hoje vai chover á tarde. Então...

– Beisebol! – papai exclamou, levantando os tacos.

– Pai! Eu odeio beisebol. – ri.

– Alguém falou beisebol? – Emmett exclamou.

– É seu dia de sorte, cara. – olhei para Emmett.

– É. – ele riu.

– Vou chamar os outros. Vão pra garagem. – mamãe ordenou.

Então, eu, meu pai e Emmett fomos até a garagem. Enquanto eu e Emmett estávamos em uma luta de queda de braços, Edward olhava quem era mais forte. Eu me julgava como melhor e eu sempre era.

– Você rouba! – Emmett falou.

– Claro que não, idiota. – ri.

– Emmett, sentimos muito se você é fraco. – papai riu.

Emmett pegou o braço de Edward e o rodou. Depois, saiu e riu. Todos se reuniram na garagem. Fui ao carro com Tia Rosalie e o idiota do Emmett, mas sinceramente? Eu o amava! Chegando lá preparamos os acessórios para o jogo, pra falar verdade, Emmett e Jasper e olhavam com o objetivo do jogo, era me destruir. Eu ria daquilo. Preparamos-nos e eu estava na pior posição. Eu teria que correr até as bases e rebater a bola. E assim começou. Começou a ventar fortemente. Tia Alice começou a partida, quando ouviu um trovão ao céu.

– Começou! – ela sorriu e olhou para o céu.

Fiquei na posição. Preparei meu bastão e Alice lançou a bola. A mesma vinha em toda a velocidade, quando a joguei para fora, rebatendo-a. Logo, corri até a próxima base. Consegui alcançar a base a tempo. Olhei para Emmett e Jasper e dei uma risada de vitória. Alice sacou novamente a bola. Rosalie rebateu a mesma, com o bastão e correu velozmente. Do outro lado, estava meu pai e Emmett. A bola estava ao alto e ambos pularam para agarra-la, mas trombaram ao mesmo tempo. A bola rolou ao chão.

– Seja boazinha. – papai riu.

Passou a tarde e já estava anoitecendo. Voltamos para casa e me satisfiz. Foi um bom jogo e pude mostrar a eles que não sou uma pirralha, pelo menos é como eles me dizem! E novamente, dei risada com isso. Eu precisava dormir, pois amanhã era inicio de aulas. Um novo ano começava e eu já estava no terceiro ano. Logo eu me formava e dai eu começaria a colecionar os chapéus de formatura que nem minha família. Aquela arte na parede era fascinante. Papai dizia que quanto mais terminavam o colegial, mais se tornavam jovens. Então, me banhei, vesti meu pijama e dormi em frente à pequena lareira da sala, esperando que amanhã, eu visse Alec.

Notas finais
Será que Alec irá a escola de Renesmee como prometido? Comentem aí o que acham!