Darkness
14 O Retorno do Aliado.
Notas iniciais
Mais uma vez, meu amigo virj me ajudou, se acharem ruim briguem com Eryck u.u
– Sabemos seu potencial, e como concordou com essa guerra, você terá sua primeira missão. – Disse Castian.
Estávamos no salão de novo, depois de eu ajudar na morte do demônio – Sim, aquilo era um demônio – eu iria receber minha primeira missão. Para testar meus poderes e meu potencial em campo de batalha. – E qual seria ela? – Perguntei. – Você terá que matar um vampiro. mandá-lo de volta pro inferno. – Qual vampiro? – Você vai descer na terra. Você reconhecerá o vampiro e o matará. Pergunta? – Como eu vou saber qual vampiro é? – Você simplesmente vai saber. Pronto? – Sim. Corri com toda minha força até chegar ao buraco causado pelo demônio. Eu usava minha calça jeans e meu All Star. Só que minha camisa foi substituída por um manto preto e um pouco grande, com dois cortes de faca nas costas para as asas passarem perfeitamente pelo local. Quando cheguei à borda, um som me fez parar bruscamente. Eu me viro e vejo dois meninos gritando pelo meu nome. – Mitch e Brian – Dois anjos que eu conheci durante a batalha. – O que querem? – Esquecemos de entregar suas lâminas. – Disse Brian. – Você mal sabe os poderes que tem, é melhor lutar com lâminas até descobrir. – Ah... Obrigado. – Disse. Eles me jogaram duas espadas. Uma, era de um tom branco, feita de serafim. A outra era negra, feita de trevas pura. Não sei como sabia daquilo, apenas sabia. – Cuide bem delas. – Gritaram-me. – Pode deixar. – Me jogo de costas e caio da sala, me virando, posso ver que estou no topo de uma montanha. Posso ver cidades ao longe, tipo, Muito ao longe. Prédio refletindo a luz do sol bate todos na direção da montanha, a deixandoela brilhando com um tom de ouro. Abro minhas asas, com um esforço não calculado. Uma dor infernal domina minhas costas, me forçando a fechar os olhos. É como se dois elefantes quisessem sair das minhas costas, sinto minhas costas cedendo a dor e abro os olhos, tornando visível pequenas penas negras com um pouco de sangue em cada uma delas caindo a minha frente. Viro um pouco a cabeça e vislumbro duas grandes asas negras nas minhas costas. Elas ficavam com um tom um pouco vermelho sangue e cinza na luz do sol, mas deveria ser quase invisível se misturasse a escuridão da noite. Volto meu foco para os prédios e começo a planar perante a luz do sol, aquela que eu pensei nunca mais ver. ... Enquanto eu vagava por cimas dos prédios, algo chamou minha atenção. Um garoto branco, com cabelos grandes e grisalhos. Eryck. No momento em que o avisto algo dentro de mim começa a mudar. Como uma fúria dormente, que está despertando. Eryck começa a brilhar em um tom avermelhado, minha mão foi à espada negra que estava guardada dentro do manto e eu a tirei de lá. É ele, a voz de Castian ecoou na minha mente. Não podia. Eu não podia matar Eryck, eu não devia... Enquanto minha mente estava ocupada, pensando no que não fazer com ele, meu corpo agiu por conta própria, dirigindo rumo a sua cabeça. Ele percebeu que algo estava perto e virou-se, pena que não foi rápido o bastante. A lâmina cravou-se no seu peito e ele gemeu, pouco depois, ele estava ajoelhado no chão, e eu chorando. O seguro pelos ombros antes que ele desabe no chão. – Eryck, não, por favor... – Murmuro. Ele levantou os olhos e me encarou, por incrível que possa parecer, ele não estava com raiva no olhar. Pelo contrário, estava com um olhar relaxante, como se esperasse por isso há um tempo. Depois seus olhos fecharam e eu pude perceber que tinha acabado de perder meu amigo. ... Enterrá-lo deve ter sido, uma das coisas mais difíceis que eu já tenha feito na minha vida. Dirigi-me para a saída do cemitério e uma mão pousou-se no meu ombro. – Me largue. – Murmurei, irritado. – Eu não sabia. Eu só dei a ordem, mas foi o senhor que me mandou dar essa ordem. – Disse Castian. – Então diga pro seu senhor, que da próxima vez, ele que venha pessoalmente me falar. Ou melhor, não vai ter uma próxima vez. Castian iria dizer mais alguma coisa, mas eu já estava longe demais para ouvir. Fui para uma montanha íngreme que não ficava muito longe e sentei-me na ponta dela. Tentei buscar na minha mente algo que pudesse ajudá-lo. Nada veio a mente, e eu me prendi entre meus braços e pernas, até fechei minhas asas a minha volta, deixando tudo escuro. Espere, penso, Tem algo. Porém muito arriscado, mas não tenho mais nada a perder. Levanto-me e abro as asas, levantando voo. Chego ao cemitério dez minutos depois. Perto do túmulo de Eryck, tinha um túmulo demasiado grande para caber uma família inteira. No centro dele, um pentagrama desenhado com tinta vermelha brilhava com um tom azul. Não era tinta, era... Sangue. Dirijo-me para o pentagrama e encosto minha mão nele. Algo dentro de mim começa a ferver, e sinto que a palma de minha mão está sendo rasgada, de pouco em pouco. Eu pretendia continuar, mas um grito interrompeu meus planos. Um grito feminino vinha da floresta perto do cemitério, e eu o segui, sem me importar com o túmulo, porque tinha algo familiar naquela voz. Segui um caminho cheio de árvores e moitas, seguindo o som dos gritos e pancadas. Cheguei a um campo aberto, onde uma menina ruiva estava caída no chão, de frente para dois homens alados com espadas flamejantes.
– Alice! – Gritei, ela se virou para mim. Por um segundo, seus olhos exalaram felicidade. Eu saí das moitas que me cercavam, mas estava longe de mais. Brian, um dos anjos que estavam de frente para Alice, sacou sua segunda espada, azul como gelo. Iria transferir o golpe em Alice, em questão de segundos... Mas não conseguiu. Na frente de Alice, uma figura encapuzada transferiu um golpe do joelho de Brian, fazendo-o cair de joelhos, depois ela tirou uma lâmina prata do capuz e cortou o pescoço de Brian, fazendo-o brilhar e desaparecer, sobrando algumas cinzas no lugar. Mitch, não esperou para atacar. Usou sua espada no capuz da figura de manto, arrancando-a. A figura abaixou a cabeça, a tempo de não ter a cabeça arrancada. Ele cravou a lâmina no coração de Mitch, que explodiu em luz e deixou cinzas espalhadas pelo chão de terra. Corri para perto do homem que salvou Alice. – Obrigado. – Disse, por fim. – Salvar minha namorada é minha obrigação. – Disse, com uma voz familiar. – O que quis dizer com minha namorada? – Ele sorriu e ficou em silêncio. Eu fiquei o encarando, até que por fim reconheci a voz. – Eryck...? – Olá, Dante. – Disse, com um sorriso severo. – Me desculpe... – Olha, quer calar a boca? Obrigado. Tire ela daqui. – Disse ele apontando pra Alice, que estava desmaiada no chão – Antes que me encha com perguntas, eu vou te resumir algo: Estou no inferno. Eu possuí o corpo desse homem, que já estava morto, enganei Castian e roubei essa lâmina dele – ele jogou uma lâmina aos meus pés. – que serve para matar qualquer coisa. Eu não posso ficar muito tempo neste corpo, quando sair daqui, eu volto pro inferno. Volto a ser estraçalhado diariamente. – Ele abriu um sorriso no rosto – Adeus Dante. – Antes que eu pudesse dizer algo, uma névoa saiu da boca do homem, que caiu de joelhos. A névoa entrou na terra e sumiu, deixando um completo silêncio. ... Castian apareceu logo depois, em uma velocidade impressionante, como uma sombra. – Cadê a lâmina?! – Gritou. Ele a vista jogada no chão, a minha frente e então se calou. – Seu amigo me roubou, você sabe disto, certo? – Sim. Ele fez isso pra protegê-la. – Apontei para Alice. – Ele sabia de muitas coisas, do tipo: Dois amigos seus eram uns tremendos filhos da puta. – Eu suspeitava que eles não eram tão bonzinhos quanto parecesse, porém nunca tive provas o suficiente. – Disse, deixando um silêncio percorrer todo o local. Nada se ouvia, nem mesmo um grilo, uma mosca, nada. – Eu vou tirá-lo do inferno. – Não, você não vai. – Eu o matei graças ao Seu mestre, ele voltou pra defender o seu amor e agora está lá, aprisionado de volta naquele inferno, literalmente. – Se você for lá, Deus não o perdoará. – Ele perdoou meu amigo? Ah, é mesmo, ele mandou um dos seus escravos matá-lo! – Não somos escravos, somos guerreiros de Deus! – Que diferença isso faz? – Bem, pra começar... – Ele iria dizer algo, mas se conteve. Encarou-me e apontou para Alice. – Ajude ela. Eu tiro seu amigo de lá. – Eu o coloquei lá, eu o tiro. – Disse, com uma raiva na voz. Nem tentei esconde-la. – Eu conheço o inferno melhor que você, então cala a boca, pega a garota e some. Eu te encontro quanto tirar ele de lá. – Pode ser. – Peguei a lâmina antes de Castian ver. Ele sumiu, como um estalar de dedos. Eu peguei Alice e a levei para longe. Parei em um bosque eu a coloquei no banco. Ela acordou gritando e eu a contive, porque se algum guarda florestal nos pegasse estaríamos ferrados. Expliquei tudo a ela, sobre o sangue de anjo e demônio, sobre Eryck estar no inferno e sobre o que a perseguia. Depois de que eu contei tudo, ela se apertou contra as penas e os braços e começou a chorar. Eu me sentei ao seu lado e passei minha mão pelo seu ombro e a abracei. Ficamos assim, até que uma sombra pairou sobre minha frente. Castian. Ele trazia Eryck no ombro, quando ele pousou e fechou as asas, Eryck acordou e logo correu para a Alice, pegando-a em um abraço e logo começaram a se beijar. Castian me olhou serio e eu juro que pude ouvir sua voz em minha mente. Se precisar de algo, ou se mudar de ideia, já sabe onde me encontrar. Com isso, ele sumiu. A noite havia caído, e eu estava sentado no banco, sem saber o que fazer, enquanto pessoas se pegavam ao meu lado. Eryck fez um sinal para que conversássemos depois, e voltou aos beijos com a Alice. – Eryck – Chamou Alice. – Por que não me beijou depois que me salvou? – Porque você pertence a mim, e eu não deixaria nenhuma outra boca sem ser a minha beijar a sua. – Nisso, ela riu e voltou aos beijos, e eu fiquei ali segurando vela, como sempre.
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