Darkness
25 Capítulo XXIII - Para sempre?
Notas iniciais
Eu vou continuar sim, e segundo meus planos, vai ficar muito foda. Conto ele lá em baixo. :o
Patch
Nora dormia pesado ao meu lado. Eu estava acordado a umas duas horas, fitando-a. Sua respiração estava lenta e calma, uma mexa de seu cabelo caia delicadamente ao lado de seu rosto, onde um pequeno corte, agora se cicatrizava.
Já se passavam das 18:00 horas, o céu estava escuro e a lua surgia lentamente. Estava tudo razoavelmente bem, por enquanto. Eu tinha conseguido fugir dos arcanjos, Nora estava ali comigo, e até agora nada tinha vindo nos procurar.
Uma luz prateada passou rapidamente pela janela, e eu sabia o que significava. Dei um longo suspiro, e levantei-me da cama, soltando a mão de Nora. Ela resmungou alguma coisa ainda de olhos fechados e eu beijei sua testa.
Sai pelo quarto, trancando a porta atrás de mim. O corredor estava iluminado com a familiar luz prateada que às vezes tremia e fazia menção de apagar.
- O que está fazendo aqui? – Gabriel, um dos arcanjos mais poderosos, flutuava a alguns centímetros do chão e seus cachos loiros, agora, caiam até seus ombros.
- Tem muita sorte de eu não matá-lo, Patch.
- O que está fazendo aqui? – Sibilei mais uma vez, e o arcanjo sorriu de leve.
- Já te dei chances demais para arrumar essa bagunça. Jev, chances demais...
- E o que pretende fazer? – Avencei mais um passo, estava sem camisa e descalço, só vestia minha calça jeans, mas não tinha medo dele.
- Nada por enquanto. Jev, já teve muitos avisos.
- E você já teve muitos “não”, vou continuar na terra.
- Essa garota... – Ele fez um leve movimento com o queixo, indicando a porta da qual eu acabara de sair. – O que vê nela?
Tudo, eu queria responder. Ela era linda, inteligente, ousada, e sempre me deixava curioso, por mais que ela não percebesse isso.
- Nada que interesse a você, Gabriel.
- Ora, francamente! – Era a primeira vez que eu o via alterar a voz. – Como ousa falar assim comigo? Você não é nada. – Ele deu ênfase nas ultimas palavras.
- Ainda não percebeu que eu não tenho medo de você? O que você pode fazer? – Nos olhamos por uns segundos e eu continuei: — Mandar-me para o inferno? Eu já estive lá, e quer saber? Não é tão ruim assim.
- Não tem medo de que eu a machuque? – Pela segunda vez, ele gesticulou para a porta.
Esse era o meu único ponto fraco, machuque Nora e me machuque também. Ela era a única pessoa que eu realmente amava e me importava desde que eu cai, se eu a perdesse, não teria nada.
- Encoste a mão nela, que eu juro cortá-la fora.
- Tenho que admitir, você tem coragem. Enfrentar um arcanjo assim...
- Vá embora, não tem nada para você aqui.
Ficamos em silêncio por um tempo, ele me olhava com atenção, parecia poder ver minha alma, e eu sabia que ele tinha poder suficiente para fazer isso.
- Isso não acabou.
- É, eu sei. – Dei um breve sorriso cheio de ironia e Gabriel me olhou com raiva. Segundos depois a luz desapareceu.
Fiquei ali no corredor, olhando para o vazio a minha frente. Um grito cortou meus pensamentos, eu corri imediatamente para o quarto de Nora e ela estava em pé, com a mesma roupa que tinha adormecido. Olhava diretamente para a janela.
- Patch! – Quando me viu, pulou em meus braços e me abraçou, estava com uma expressão assustada e eu a segurei pelos ombros.
- O que aconteceu?
- Eu vi... Na janela... – Ela parou para lançar mais um olhar a janela, parecia querer ter certeza que ainda não continuava ali.
- O que você viu, Nora?
- Eu devo estar louca. – Sua respiração estava pesada. Sabia o que ela tinha visto, ela nem precisava me contar. Eu teria que dar um jeito nisso, não poderia deixar nada acontecer com Nora.
Notas finais
O LINK DA SEGUNDA TEMPORADA: https://www.fanfiction.com.br/historia/232887/Ours_Blood
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