Darkness

19 Cap. XIX – O reencontro


Notas iniciais
Bem, aí vai mais um capítulo, parece que hoje eu vou conseguir postar dois capítulos em um dia, vamos ver. Também tenho que escrever Code 23, mas eu preciso refletir muito pra escrever essa. Espero que gostem do capítulo, continuem acompanhando e comentando, isso é muito importante pra mim!!!

Já haviam se passado duas semanas desde que fugi daquela casa e deixei Ruby lá. Se arrependimento matasse eu estaria morta, mas eu estava quase morta de fome. O que não demoraria muito tempo pra acontecer se eu continuasse ali naquela floresta. Estava enlouquecendo sem sangue. Uma noite estava deitada sob uma das muitas árvores da floresta, e cochilei.

Quando abri meus olhos estava em um calabouço frio e monótono, havia um guarda vigiando, mas aparentemente ele não me via. Eu fui andando por entre as celas e para minha surpresa eu conseguia atravessar as grades e olhar os presos, algumas pessoas magras de estatura mediana, mas em uma cela muito bem protegida estava ela, Ariel, deitava sobre o chão frio. Eu me aproximava dela e dizia:

–Ariel! É você?

Ela levantava a cabeça.

– O graças a Deus, você está a salvo, onde está? Você tem que me livrar daqui, eles puseram encantamentos enoquianos nas paredes eu não posso sair.

– Eu estou na floresta, mas onde é esse lugar que você está presa?

– É atrás do castelo do Drácula!

– Drácula?

– Você deve o conhecer por Vladimir, mas ele é mais conhecido pelo seu codinome: Conde Drácula.

– Eu terei que voltar pra essa prisão pra te encontrar... Não acredito...

– Eu diria pra você fugir sem mim, e buscar ajuda, mas temo que não vai conseguir sair de onde está sozinha, esse lugar é guardado por encantamentos, você não conseguirá sair tão facilmente, venha me encontrar mas tenha cuidado. Senti tanto a sua falta, me desculpe por não contar a você sobre seus pais...

– Tudo bem, falamos sobre isso depois. Agora preciso arrumar uma maneira de te buscar. Afinal, como eu consegui falar com você?

– A muito tempo eu estava tentando falar com você por telepatia. Mas parece que algo estava me impedindo.

–Era o lugar onde eu estava... Estava presa como você. Por isso não podia falar comigo.

– Entendi, como você conseguiu escapar?

– Esmagando algumas cabeças... – Disse eu com ar adulto.

– Nossa... Nem parece a minha criança falando assim...

– Não sou mais criança, as circunstâncias me fizeram crescer bem rápido.

– Percebo. Mas venha logo, temo que alguém possa nos interceptar.

– Sim, eu vou indo...

Eu então acordei, não sabia se havia sido um sonho ou se era realidade, mas mesmo que fosse só um sonho eu teria que ir conferir. Então esperei amanhecer, assim me pouparia o trabalho de encontrar com vampiros.

Andei bastante para voltar até o castelo, estava entardecendo quando cheguei. Com sol de pondo era mais perigoso, mas segui mesmo assim. Dei a volta no castelo e achei a entrada para o calabouço, ele era meio escondido, mas não foi difícil de achar. Desci as escadas e logo vi um vampiro de guarda, fui lentamente por trás dele e pulei em seu pescoço, me alimentando dele, pois estava com fome. Suguei até sua última gota de sangue, ele fez algum barulho, o que atraiu outros vampiros, com os quais fiz questão de sujar minhas mãos.

Enfim cheguei até a sela onde Ariel estava, arranquei a porta, afinal já tinha me recuperado da fome, e estava bem mais forte. Me dirigi a ela, a abraçando e dizendo:

–Desculpe por não confiar em você... Eu sinto muito.

– Está tudo bem agora. Vamos sair daqui...

Saímos da cela e nos dirigimos pra fora do calabouço, lá fora estava Vlad a nos esperar, já estava de noite e ele tinha plenos poderes. Estava com Ruby nos braços, e uma faca rente a seu pescoço.

– Olá querida... Saiu sem me avisar nada, estávamos muito preocupados com você... Se você quisesse visitar sua amiga era só me dizer... Por que não voltamos pra casa agora?

– Eu não vou voltar com você!

– Ora, eu sinto lhe informar, mas vai sim, a menos que queira ver sua querida amiga morta por sua conta...

– Não ligue pra ele Lis! Fuja!

– Calada! – Disse ele saindo de seu tom natural. – Então vem comigo, querida? – Disse voltando a seu tom normal.

Eu olhei pra Ruby e disse:

– Tudo bem, eu volto, mas não a machuque, e vai prometer que não machucará a Ariel também...

– O que você está falando Lisa! Vamos sair daqui! – Disse Ariel segurando meu braço.

– Não posso, ela é importante demais pra mim...

– Sinto muito, mas não vou te perder novamente! – Ela disse isso e então a imagem de Vlad e Ruby começaram a sumir.

– Não! Ruby! – Gritei.

Quando me deparei estava com Ariel no apartamento de Finn. Que se levantava em um imenso susto do sofá.

– Caralhos! Vocês estão vivas!? Já tinha perdido as esperanças! – Disse terminando de beber um uísque que estava em suas mãos. – O que houve?

Eu caia sobre meus joelhos com as mãos no rosto, gritando desesperadamente:

– VOCÊ NÃO DEVIA TER FEITO ISSO! ELE VAI MATÁ-LA... ELA, ELA ERA IMPORTANTE PRA MIM!

– Ela é apenas um demônio Lisa!

– Ixi tô vendo que o clima tá pesado... Vou deixar vocês a sós... – Ele foi pro quarto.

– ELA ERA IMPORTANTE PRA MIM! FOI MINHA PRIMEIRA AMIGA E MEU PRIMEIRO AMOR!

– Como assim seu primeiro amor? O que aconteceu entre vocês? Oh Pelos céus!

– Não te interessa! Eu nunca vou te perdoar por deixa-la a própria sorte! – Disse eu correndo para o quarto e pulando sobre a cama chorando.

Finn saiu do quanto e foi falar com Ariel.

– Parece que muitas coisas aconteceram, hein? Pode me contar?

– Claro... Sente-se. – Disse ela se sentando no sofá

Eles se puseram a conversar e eu acabei caindo no sono no quarto.

Notas finais
Acabou mais um capítulo, me digam o que acharam. O que será que o destino prepara pra pequena Lis e seus amigos. E Ruby? O que será que aconteceu com ela? Será que Vlad a matou? Descubra isso nos próximos capítulos! Sim, eu disse nos próximos como vocês podem notar, talvez ela só aparece mais longe do que vocês imaginam, ou talvez não apareça... kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Comentem o que acharam. Beijinhos! Leiam Code 23!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.