Darkness

14 Cap. XIV – Amigos – (parte I – O cão fiel)


Notas iniciais
É isso aí pessoal! Mais um capítulo, eu sei que são 4:30 e eu estou atrasada pra postar a história, mas eu estou postando então não reclamem! Espero que gostem desse capítulo, e agora a Ariel tem mais gente pra cuidar e a Darkness vai ter uma animalzinho de estimação, sobre oq eu estou falando? Leiam e entenderão!

Ariel andava apressada pela floresta pensando:


– Onde eu estou indo com essa criança? O que estou fazendo, isso é me envolver demais... O que tenho que fazer pra me livrar dessa criança?



Ela parou de frente para um cena assustadora, Edward, empalado a sua frente:



– Oh, meu Deus... — ela deixou escapar. — O que fizeram com você Edward?



A criança começou a chorar, os seus olhos ficaram cor magenta escuro, ela sentia o cheiro do sangue de seu pai, mas Ariel não notou , apenas percebeu que a criança chorava de fome. Ela precisava fazer algo. Sim, o que tinham combinado, ele deveria ser queimado como Angeline, ela se teleportou um lugar onde ouvesse gasolina, voltou aonde Ed estava e ateou fogo nele, o viu queimar aos poucos, enquanto segurava a criança nos braços, enquanto Ed queimava a criança parava de chorar e seus olhos voltavam então ao normal.



Ela estava pensando o que poderia fazer com aquela criança, foi quando se lembrou que tinha conhecidos em outra cidade, e pensou em pedir ajuda, mas o que diria da criança... E mais, como registraria ela, pelo menos ela estava com seus documentos falsos, ela tinha que registrar a criança no nome dela antes de ir para o Rio de Janeiro, seria o destino delas.



Ela ficou pensando em como registraria a criança, e com que nome, deitou-se próximo a uma árvore e adormeceu com a criança no colo...



– Ariel! Ariel! — Ela corria feliz pelo campo florido. — Não são lindas essas flores?



– Sim, são bonitas Angeline...



– Bonitas não, lindas! — Ela corria pelo campo, sorrindo para amiga. — Você sonha um dia em ter filhos, Ariel?



– Claro que não, crianças só dão trabalho.



– Não fale assim Ariel, crianças são uma benção de Deus!



– Como se eu ligasse pra Deus...



– Ora não fale assim. — Ela se sentou em meio as flores, em seguida se deitou, olhando pro céu. — Eu queria poder ver o brilho das estrelas mesmo de manhã...



– Por que está divagando agora?



– Sabe Ariel, se eu tivesse uma filha seu nome seria Elisabeth... Sempre gostei desse nome...



– E se for menino?



– Aí ainda não pensei! ahaha! Você me pegou! — Ela riu inocentemente.



Ela abriu os olhos, eles estavam cheios de lágrimas por lembrar da amiga, e agora já tinha um nome a dar para a criança, esse seria um passo definitivo, registrar a criança em seu nome, mesmo que falso, seria marcar seu futuro ao lado daquele ser, um pedaço de sua amiga estava naquela face serena da criança. Ela sorriu, enxugando as lágrimas, se levantou e andou até a civilização mais próxima, precisava registrar a criança e foi isso que fez. Agora seus destinos estavam selados, e ela devia ir ao Rio de Janeiro...



Elas foram de ônibus até o Rio, ela não teria problemas agora com a criança registrada. Chegam finalmente a cidade, ela carregava o endereço da amiga nas mãos, já tinha alimentado a criança com leite de vaca que comprou na rua, tudo que tinha em mãos era a mamadeira da criança que comprou com o que sobrou do dinheiro da passagem.



Era uma casa grande, a sua amiga morava em uma reserva na mata atlântica, ela não sabia o porque de eles sempre optarem por matas, mas ela também era assim, então não estranhava.



Ela bateu a porta, e uma mulher com uma criança no colo a atendeu.



– Ariel? Meu Deus! A quanto tempo!



Era sua amiga, com sua filha de meses no colo.



– Não sabia que tinha tido filhos...



– E eu não sabia que você também tinha? — Olhava para a criança no colo de Ariel.



– Bem, ela não é bem minha filha, é de um casal de amigos que faleceu... E agora eu estou tomando conta dela. Já até a registrei no meu nome, não poderia fazer diferente...



– Bem, entre, me conte as novidades!



– Bem, eu vim aqui pois preciso da sua ajuda, será que poderia me deixar na sua casa até que eu tenha um lugar pra onde ir com essa criança? Eu sei que é pedir de mais, mas é pelos velhos tempos...



– Ora Ariel, é claro que podes ficar, já fez tanto por mim nessa vida!



– Muito obrigada Suzana... Ficou realmente grata... Mais uma coisa, essa criança é bem nova, e eu só dei leite de vaca a ela, será que poderia a amamentar?



– Ora, claro que sim... Me passe ela pra cá! — Ela colocou seu filho no berço, se sentou no sofá, retirou parte da blusa e amamentou a criança, que estava realmente com fome e bebeu bastante leite. — Ela está com fome mesmo...



– Sim, ela está assim como eu... — Sua barriga roncou.



– Ora, espere só um pouco que o almoço já vai ficar pronto. — Ela se dirigiu a cozinha, colocando antes a criança no berço.



Ela serviu o almoço e todos de sentaram a mesa pra comer, todos englobava Suzana, seu marido e Ariel, eles conversaram sobre diversas coisas durante o almoço, mas Ariel não tocou no fato de quem a criança era filha, e muito menos que ela estava contaminada com o sangue de um vampiro.



Se passaram três anos, e Ariel ainda estava com a criança na casa de Suzana, eles viviam bem, mas Ariel sabia que tinha que sair da casa da amiga, sabia que já estava abusando da hospitalidade de sua amiga, se passaram três anos e ela ainda não conseguiu um emprego ou coisa assim... Mas com que iria trabalhar uma Xamã? Realmente complicado...



Ela colocou Elisabeth perto do cachorro da família e foi falar com Suzana, as duas voltavam a sala quando viram uma cena aterrorizante, a criança antes inocente agora estava pendurada no pescoço do cachorro, sugando seu sangue. Suzana estava perplexa:



– Meu Deus! Meu cachorro!



Ariel olhava descompassada, ela correu e tirou a criança de cima do cachorro, mas nada havia o que pudesse fazer, o leite estava derramado. Agora sim, ela com toda certeza teria que ir embora...



– O que está acontecendo aqui? O que é esta criança!?



– Eu posso explicar!



– Não tem nada que explicar! Tire esse monstro de perto da minha família? O que eu irei fazer agora... Oh, meu Deus... Duke...



Agora a carcaça do animal no chão se remexia, o que será que estava acontecendo?



– Duke... Você está vivo? — Perguntava Suzana.



O cachorro se levantou, e rosnou para Suzana, seus olhos estavam de cor magenta escuro e seus caninos mais afiados do que nunca.



– Totó! — disse a criança no colo de Ariel.



Qual não foi a surpresa quando o cachorro chegou perto da criança e fez uma espécie de reverência, agora Ariel sabia, que teria que levar um cachorro em sua viagem.



Ariel se despediu da amiga, não de uma forma muito amigável, mas saiu da casa dela com um cachorro preso por uma coleira e uma criança no colo, ela não sabia a quem procurar, foi quando se lembrou de um amigo que poderia lhe abrigar, quem melhor pra entender seus problemas agora do que um vampiro, ela iria procurar seu amigo que trabalhava em um banco de sangue em um hospital, afinal ele lhe devia favores. E assim ela se dirigiu a seu destino.



Notas finais
E lá se foi mais um capítulo, espero que tenham gostado, eu achei realmente necessário criar esse cão, vai ser alguém com quem a personagem vai ter um vinculo, e isso vai ser bem legal!