Darkness
8 Cap. VIII – A fuga– (parte I – a escolha)
Notas iniciais
Eles estavam realmente decididos a fugir, a se esconder, a nunca mais voltar àquela cidade. Mas qual seria o destino deles, não importa para onde eles iriam, uma hora seriam achados, e executados, ou coisa pior aconteceria a eles. O que eles poderiam fazer, onde poderiam se esconder? Será que seria inviável ter seu filho em paz, e viver uma vida comum? Ao que parece sim, o destino deles estava traçado, e a morte era a melhor coisa que lhes podia acontecer, assim seriam poupados da dor de algo pior.
Eles estavam em casa, Angeline tinha recebido alta, o médico disse a Edward que se algo acontecesse a Angeline novamente ele o denunciaria a policia, mas nada mais iria acontecer, não ali, pois eles iriam fugir.
“Você pode fugir,
Você pode se esconder,
Mas o destino sempre achará você”
Eles estavam cogitando essa fulga, mas não sabiam pra onde ir, foi quando Angeline teve uma ideia:
– Podemos ir a um país recente, mais ao sul, se não me engano ele se chama Brasil... Eu conheço alguém que poderá nos abrigar... Ela tem estado na Amazônia a um tempo, é minha amiga do tempo em que eu ainda recebia a graça divina, com certeza ela irá nos ajudar!
– Tem certeza que ela é confiável?
– Tenho sim, ela nunca nos trairia, e ela é neutra nessa guerra, então ninguém poderá ataca-la... Temos que tentar!
– Bom, se você diz quem sou eu pra contestar, aliás, não temos mais nenhuma opção mesmo... Mas essa pessoa que você está falando quem é?
– Bem digamos que ela é uma espécie de Xamã, uma profetisa, um elo de ligação entre a terra e o céu, mas como eu disse ela é neutra.
– Entendo, então vamos arrumar as coisas e partir.
– Sim, vamos.
Eles começaram a arrumar as malas para partir, pegaram suas roupas e objetos pessoais indispensáveis e partiram, primeiro foram de trem até a Florida, onde pegaram uma embarcação que se dirigia até o Brasil, mas especificamente à Amazônia, o Tour era apenas uma visita guiada, eles teriam que fugir da excursão para chegarem onde queriam.
Eles enfim chegaram ao Brasil, e estavam maravilhados com a paisagem, tudo era novo e extremamente lindo pra eles, mas eles precisavam se dispersar das pessoas do grupo para finalmente encontrar o local de destino. Angeline segurava um mapa velho, com a indicação de onde deveria ir. Era um mapa tão velho que já estava rasgado e meio apagado. Quando chegaram no momento da excursão onde os pontos todos indicavam ser o local descrito no mapa eles se separaram do grupo o que não foi lá muito difícil, já que todos os turistas estavam embasbacados com a paisagem do local e não prestavam atenção as pessoas ao redor. O mais difícil foi escapar do guia, mas por fim, eles conseguiram.
– Querida, tem certeza que estamos no lugar certo?
– Sim amor, ao que tudo indica nós só temos que achar esse totem e invocar a Xamã, assim estaremos a salvo.
– Certo, vamos achar isso então.
Infelizmente nem tudo é tão fácil, eles passaram dias procurando, e nada, tudo que encontravam eram florestas e mais florestas, nada de totem, ou de Xamã. Seus mantimentos já estavam quase acabando, e Angeline estava cansada de tanto andar. Eles estavam sentados sob uma árvore, comendo um de seus últimos mantimentos.
– Amor, eu não aguento mais... – disse Angeline exausta.
– Eu sei querida, eu também estou exausto de tanto andar, acho que não fizemos um bom negócio em vir pra cá...
– Mas não podemos desistir agora, temos que deixar nosso bebê a salvo...
A barriga de Angeline já estava um pouco aparente, ela estava com uns três meses de gestação, Edward chegou perto dela e acariciou-lhe a barriga, dando-lhe um beijo em seguida.
– Nós vamos achar esse totem, querida, eu prometo...
Eles caminharam mais um pouco, até acharem uma marca em uma árvore.
– Querida, nós já passamos por aqui antes, olhe, eu quem fiz a marca nessa árvore, parece que estamos andando em círculos!
– Não pode ser! Como poderíamos estar andando em círculo, isso deve com certeza ser algum tipo de encantamento, devemos estar perto!
– Então vamos para este lado. — Ele virou a nordeste e começou a caminhar.
– Sim, querido. – Ela o seguiu.
Eles não conseguiam acreditar, finalmente encontraram o tal totem, tinha umas criaturas esculpidas, e a última de todos era um leão que olhava para o céu, estranho ser um leão já que no Brasil não existem leões.
Angeline nem estava acreditando, finalmente acharam o local que estavam procurando, agora era só fazer o encantamento e chamar a Xamã.
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