Darkness
2 Cap.Ⅱ – Humanos (parte Ⅱ – “pais”)
Notas iniciais
Outra coisa, o Edward não tem nada a ver com um certo vampiro gay por aí, ok? Já tinha o criado antes de lançarem esses filminhos e livrinhos idiotas.
Todas as informações aqui presentes são incertas e até mesmo desconfiáveis. Não tenho certeza de nada a respeito da minha vida e muito menos sobre a dos meus “pais”, nem passado, nem presente e muito menos sobre o futuro.
A data dos acontecimentos a seguir eu não sei dizer com precisão, apenas posso afirmar que o começo da narrativa se passa algum tempo antes da primeira Grande Guerra em Kansas city cidade em que meus “pais” supostamente nasceram. O nome dos meus “pais” pelo que me contaram era Angeline e Edward, mas nem disso eu tenho certeza já que morreram quando eu ainda era um bebê. Bem começarei a estória por aqui, alias acho que já comecei.
Mercado de Kansas city, não era lá bem um mercado é mais parecido com o que hoje se chama de feira, daquelas ao ar livre onde os humanos ficam gritando o preço e competindo uns com os outros para poder ganhar dinheiro. Bom tinha esse aspecto.
Os “pais” que me designaram compravam mantimentos neste local, coisas de humanos, isso é típico de sua raça consumista, consomem muito mais do que necessitam.
– Angeline, achas que este está bom?! – perguntou o homem cujas línguas profetas dizem ser meu pai, Edward. Alto, forte, olhos profundos e negros como a noite, cabelo curto e liso, da mesma cor e aparência dos olhos, aparentava ter uns 35 anos, segundo o que me contaram. Ele sorria como se vivesse num mundo perfeito, sem dores ou feridas. Estava vivendo um conto de fadas que logo, logo voltaria ao normal, voltaria a ser o mundo imperfeito e maligno de sempre.
–- Deixe-me ver... – ela olhou a bela verdura que ele estava segurando, com um olhar de desdém analisou-a de cabo a folha e com um tom de voz de desaprovação lhe respondeu- hummm... – mudando rapidamente o seu tom e proporcionando um bem estar ótimo a todos que lhe ouvissem, terminou sua esperada frase – está sim! – com um lindo sorriso no rosto que explicava o pensamento otimista de Edward e seu sorriso bobo e inocente. Ela transmitia através de seus profundos olhos azuis uma imensa sensação de paz e tranqüilidade. Não era lá muito alta tinha, digamos assim uma estatura mediana, formosa de aparência e muito bela de feição, com lindos cabelos cacheados que acentuavam seu belo rosto e cobriam seus ombros como um manto dourado. Assim foi como descreveram minha mãe a mim.
– Acho que compramos tudo o que precisávamos, falta algo? — disse ela, o olhando levemente enquanto observava ao redor em busca de algo mais que fosse necessário.
– Não.
– Então vamos.
– Sim, vamos.
E eles se retiraram da tumultuada feira ou mercado, seja lá qual for o nome, e foram para o que chamam de casa. Não entendo a necessidade humana de possuir bens materiais e apegar-se tanto assim a eles a ponto de morrerem defendendo aquilo que chama de lar. Pra mim aquilo é apenas um monte de madeira, ou qualquer que seja o outro tipo material de construção, que guarda coisas, sentimentos e lembranças inúteis.
– Bom, chegamos.
– É bom estar em casa.
Não sei por que eles têm a ingênua sensação de estarem seguros dentro de um lugar onde ficam presos.
– Amor guarde as compras, por favor.
– Sim, vou guardar querida.
– Obrigada.
O dia passou, era noite, negra noite de brilhante luar, “meus pais” estavam jantando, noite calma. Ouve-se apenas o som das cigarras, o assobio do vento e os animais da noite. A noite é perigosa esconde criaturas desconhecidas pelos humanos, criaturas como eu.
Não era ainda o dia do medo, Eles estavam apenas sondando o território, mas, não resta muito tempo, falta pouco tempo para começar a escurecer.
É manhã, eles se foram, mas, eu sei que voltarão à noite. Angeline e Edward saíram, mas para onde foram? Não sei não me contaram. Mas irei descrever o que sei.
Notas finais
Quem tiver afim de comentar...
Eu acho q vou postar logo o 3. ^~^
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