Notas iniciais
Hey, gente! Esse capítulo foi escrito por mim ~Bella~ e eu espero realmente que vocês gostem! Deixem as opiniões nos comentários e acompanhem a fic porque muita coisa vem ai!

Pov: Bella

Apesar das árvores assustadoras, da terra batida e do ar úmido, o acampamento por trás do arco é extremamente aconchegante. Os chalés são dispostos em fileiras longas que ao terminarem dão vista para a costa de um lago azul escuro, tão escuro que é fácil o confundir com um céu ao anoitecer. Ao olhá-lo, me vem a ideia de monstros do lago, peixes carnívoros e plantas aguáticas traiçoeiras. O pensamento me faz estremecer. Bem a direita há um grande refeitório de madeira rustica com meses longas e bancos grossos, e a esquerda, uma quadra de vôlei, onde alguns campistas já passavam o tempo atirando a bola para cima.

Tomei uma longa inspiração de ar fresco, alargando meu sorriso depois de terminar de escancear a área. Me viro para as irmãs do meu lado, deixando a mão direita apoiada na alça da mochila.

– Maneiro, hein? – dou uma risada animada, que Annie retribui sem hesitar. Gina se volta para nós com os olhos brilhando de animação e nos puxa pelo braço, me fazendo tropeçar e rir novamente.

– Eu li que os nomes dos integrantes do chalé ficam na porta. Espero que tenham nos deixado juntas! – Gina é loira, como eu, e parece mais minha irmã do que Annie, sua gêmea. Troco um olhar com Annie e nós duas espelhamos a animação de Gina — Okay, vamos encontrar nossos chalés. Uma pro lado direito, outra pro esquerdo e outra pro direito de novo! – sorrio separando nossos braços e subindo as poucas escadas do primeiro chalé da direita.

– Hm... – resmungo lendo a pequena placa dourada com nomes gravados – Nenhuma aqui! – grito para Gina que observa o próximo chalé, também da direita. Ela tem os ombros caídos e um leve biquinho nos lábios ao me encarar.

– Sou aqui – Annie, do outro lado dos chalés, se vira para nós e ao ver Gina sinalizar que era ali, caminha até nós, com um biqunho idêntico ao da irmã. Suspiro dando a Gina um sorrisso motivador e eu e Annie acenamos um tchau animado. A loira revira os olhos, voltando a sorrir e respira fundo antes de entrar no chalé.

– Achei o meu – a morena sorri para mim poucos segundos depois e por um rápido impulso a abraço apertado.

– Não acredito que estamos aqui. – sussurro em histeria, e nós duas rimos animadas.

– Nos vemos na fogueira – ela diz antes de se afastar de mim, caminhar até o quarto chalé a minha frente e abrir a porta do chalé. Por um curto momento observo o Acampamento de outro ângulo. Agora a casa grande me é visível. Uma grande construção de madeira rustica, como os chalés, com uma grande placa com o símbolo do Acampamento: um pinheiro guardado por uma serpente vermelha. Olhar para a serpente faz com que um arrepio percorra minha espinha. Tem os olhos cravejados, dentes pontudos saindo de sua boca e por um momento me pergunto se seria mesmo uma serpente, mas sou tirada de meu devaneio pelo grito de um dos campistas que se atirou no lago as gargalhadas. Um leve sorriso desliza por meus lábios hesitantemente e balanço a cabeça para afastar tudo aquilo. É só animação demais. Caminho por todos os chalés da fila da direita, e minha animação começava a se esvair até que cheg ao último e leio meu nome “Annabella Van Leewarden” gravado a tinta preta na placa dourada. Minha mão se ergue para a maçaneta quando a porta se abre de supetão, me fazendo arrealar os olhos e tropeçar para trás.

– Você deve ser a minha colega de quarto! – e antes que eu assimile a ideia, uma cabeleira ruiva me puxa para dentro do chalé.

~*~

Meredith é o nome dela. Uma ruiva maior que eu, com cabelos encaracolados cheios de volume e sardas por todo o rosto. É animada, tagarela e mal me dá alguma pausa para me recuperar da enxurrada de perguntas. Apesar de tudo isso gostei dela. Me deixa animada e consegue acompanhar meu ritmo nada lento. Nas duas horas que passamos arrumando o chalé e nos apresentando a nossos dois colegas de quarto – Elliot e Kendrick – descobri que Meredith tem um irmão que também vem ao acampamento pela primeira vez, que seus pais são donos de um restaurante e que seu maior sonho pra esse verão é se apaixonar. Elliot é um mulherengo nato e, apesar de totalmente metido, é realmente engraçado. Já Kendrick tem alguma dificuldade para acompanhar as conversas e usa um óculos grande que deixa seus olhos castanhos ainda maiores.

– Hey Bellinda – Elliot cantarola adentrando o chalé e me lança um sorriso de idênticos dentes brancos dignos de comercial. Meredith dá um risinho e termina de trançar os cabelos enquanto eu apenas reviro os olhos e volto a me concentrar na roupa escolhida – Meredith – ele também a cumprimenta sorrindo e se atira na cama de Kendrick, que quica sob os cobertores, a cabeleira morena de Elliot cobrindo seu livro.

– Ei! – Kendrick protesta, me fazendo sorrir e balançar a cabeça. O garoto de óculos dá um peteleco na cabeça do moreno, o fazendo soltar um “Ai!” e coçar a área machucada com uma carranca para o loiro.

– Oi, Elliot – respondo dando uma olhada no espelho, para a roupa em meu corpo. Escolhi um short desfiado, com uma blusa rosada que roça a pele acima do meu umbigo. Meu cabelo loiro longo demais é preso em um rabo de cavalo alto e apenas deixo duas mechas soltas para emoldurar o rosto. Já Meredith, que acaba de sair do minúsculo banheiro, usa uma calça jeans rasgada, um top neutro e cabelo ruivo enrolado em sua cintura. Até minha autoestima vai lá em baixo.

– Só passei pra avisar que a fogueira vai ser acesa. – Elliot corre os olhos de cima a baixo em mim e é tão indiscreto que me sinto obrigada a o fuzilar com os olhos.

– Já? – Meredith exclama dando um pulinho e abrindo um largo sorriso – Ah, que ótimo! Vamos Bella! Preciso que conheça meu irmão!

~*~

A fogueira já estava acesa quando chegamos, e grande parte dos campistas se aglomerava ao redor da grande estrutura de madeira que ardia em chamas “laranja-cegande” ou do palco alto feito de madeira, onde o estandarte do acampamento tremeluzia com a brisa e um microfone se ligava a poucas caixas de som. Um grupo de garotos juntaram os violões e cantavam a plenos pulmões enquanto outros empilhavam comida para ser posta em gravetos e assados nas chamas. Meus olhos varreram a área a procura de Annie ou Gina e as encontrei em um canto iluminado, conversando animadamente com um ruivo que soube na hora ser o irmão de Meredith.

– Hugo! – Meredith gritou abrindo os braços e correu até ele, o agarrando pelo pescoço em um abraço de urso. O garoto fez uma careta envergonhada para as irmãs, e retribuiu o abraço da própria irmã.

– Oi, Dith. – resmungou com a ponta das orelhas vermelhas de vergonha e não pude deixar de evitar uma risada com a cena. Me infiltro no meio de Gina e Annie e passo os braços pelo pescoço de cada uma, as puxando para perto em uma imitação do abraço dos irmãos.

– Gina! Annie! – falo com a voz estridente e ambas riem, revirando os olhos enquanto são apertadas por meus braços.

– Oi, Bella. – ela respondem em coro e todos a nossa volta riem. Relaxo o braço, tirando uma das mechas solta dos olhos e mais uma vez corro meus olhos pela parte da fogueira. Ao soltar as duas por completo, me coloco a frente das duas, batendo palminhas leves, os olhos brilhando de animação – Detalhes! Eu fiquei no chalé com a Meredith, que é completamente legal, com o Elliot, um mulherengo admitido e que tá super dando em cima de mim e com o Kendrick, que é meio nerd demais e acho que nem vem na fogueira. – solto tudo em um jato de palavras e paro para sugar ar, sorridno de orelha a orelha — Vez de vocês!

– Eu começo! – Annie ergueu a mão rindo e respirou fundo, abrindo a boca para começar a falar. Antes que alguma nota saísse de sua boca, Meredith soltou um gritinho animado atrás de nós, e só quando Hugo arregalou os olhos de vergonha, ficando vermelho no rosto todo, o que deixava suas sardas sobresalentes, a menina parou de rir e dar gritinhos. Gina ergueu as sobrancelhas para os dois, olhando por sobre meu ombro e até eu tive que me virar. Annie inclinou a cabeça para o lado, e Meredith sorriu para nós, abanando a mão como que para deixarmos de lado.

– Nada. – tranquilizou sorrindo ainda mais.

– Ok... – Gina se virou para nós ao mesmo tempo em que voltávamos a nos concentrar – Estranho.

– Definitivamente. – concordo dando uma risada e mexo a mão para Annie continuar.

– Então, eu fiquei com... – Mais uma vez, antes que Annie possa terminar, ouvimos uma voz ecoar pelo acampamento e ao olharmos em volta, descubro que todos os campistas já tinham se reunido por ali, ou pelo menos a maioria. No palco do estandarte estava em pé uma mulher esguia, alta, de pele pálida, cabelos negros volumosos e batom vermelho que eu enxergava dali. Sorria amigavelmente para todos nós, testando o microfone com leves batidinhas, agora.

– Por favor, se reunam aqui por perto. – pediu e sua voz soou fria aos meus ouvidos. Dou um rápido olhar para as meninas, e elas dão de ombros, já começando a caminhar. Uma multidão de campitastas me empurram e em poucos segundos já não tenho nenhuma delas em vista.

– Ah, droga. – murmuro tentando chegar um pouco mais perto, me apertando entre as pessoas. Chego o mais perto que consigo, me esticando para ver sobre as cabeças, mas como não tenho sucesso nenhum, apenas me concentro no que a mulher estava falando.

– Boa noite, campistas. – ela sorri para todos, girando o rosto lentamente e testa o microfone mais uma vez com o indicador. Percebo que suas unhas são longas e que suas roupas são de um azul escuro contra a luz da fogueira. Os campistas a respondem com um “Boa noite” animado. – Bem vindo aos Acampamento Darkest Night. Como alguns sabem, eu sou a Diretora, Coordenadora e Fundadora do acampamento de verão. – alguns dos campistas dão gritos de admiração, intusiasmo ou risadas. A mulher volta a sorrir, e um arrepio me percorre. – Me apresento a vocês apenas como Volúpia, e espero que o acampamento supra todas as expectativas de cada um. Amanhã pela manhã vocês faram as inscrições nos cargos que querem exercer no refeitório, nas listas que estarão pregadas nos quadros de avisos, na saída do pavilhão. Temos entre esses cagos: os da cozinha, da fogueira, que também serão responsáveis pela lenha da Casa Grande, dos chalés, que cuidarão da monitoria de organização, das atividades aquáticas no lago, do time de vôlei, e entre outros. – ela dá uma pausa, percorrendo todos os adolescentes a sua frente com os olhos. Posso jurar que ela se demorou em mim, mas como sei da minha tendência a ser neurótica, ignoro a ideia por completo e pisco os olhos – Esse ano, tentaremos um novo jogo. Uma gincana de fileiras. – Todos bateram palmas animados, gritaram e até eu me pemiti ficar extasiada com a ideia. – Como perceberam, os chalés são dividos em duas fileiras. Cada fileira será um time, também amanhã depois do café da manhã farão as escolhas do nome. A cada manhã será entregue para vocês um novo objetivo e a cada jantar nós veremos o quão bem se saíram. O time mais bem sucedido levará o ponto do dia, e veremos o que o time perdedor deverá fazer para ser motivado. – ela deu um sorriso cruel e travesso ao mesmo tempo, e muitos deram gargalhadas. Tudo bem, soava como uma boa ideia. Seria divertido! Mas ser divertido não me faria ir com a cara daquela moça. Estranha demais pro meu gosto. – No final do Acampamento, terão o teste final e em seguida o vencedor. Eu espero, campistas, que esse seja um ótimo, ótimo verão. Tenham uma boa noite. – E com isso ela saiu do palco.

Notas finais
É isso! Não se esqueçam dos comentários, e de tudo mais. Dependemos dos incentivos pra manter o ânimo!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.