Dark World
8 8. Novo Mundo… Quem sabe mais uma vez.
As primaveras não costumavam ser como já foram. Uma gota de tinta preta escapou e se uniu as vividas flores. Essa gota logo se tornou uma mancha negra naquela paisagem antes colorida. Toda a cor desapareceu, dando lugar à escuridão que logo tomou posse do grande jardim.
Naquele momento onde tudo se tornara morto, caminhava Guilherme. Ele estava totalmente despido, sua lisa pele tocava o vento, e em agradecimento o vento assobiava. Folhas negras das árvores mortas caiam em sua direção e uma delas caiu em seu curto cabelo branco. Ele parou a pegou e olhou. Suas lembranças apareciam energeticamente em sua mente. Lembrou-se de tudo o que havia passado, mas não se lembrava do final, o ultimo ato. Não conseguia sentir ódio, pelo contrario, sentia-se livre e puro.
O grande mistério era por que ele estaria em um campo florido. Como chegou até ali e onde está sua armadura, espada? Onde estão todos os outros? Ele continuou caminhando sem parar, não se sentia cansado, tão pouco com fome ou sede. Dias se passaram e ele nada encontrara nesse mundo de trevas além de flores murchas e arvores negra.
Começa a ver espíritos de seus amigos, seus pais, começa a acreditar que ficou louco. E com esses delírios ele começa a imaginar sua utopia. Como seria sem o mal, vivendo nesse mundo como o deus dele. Ele se deita, fecha os olhos e se vê em sua utopia, seu mundo perfeito. Todos em paz e harmonia. Cidades inteiras sem o capitalismo, apenas com a honestidade e o ótimo senso das pessoas trabalhando em equipe em prol de todos. Apenas um idioma. E então ele abre os olhos.
Seus olhos captam uma cidade. Ele não vê mais aquele lugar sombrio de antes. Tudo o que pensou naquele tempo se tornou real, mas como? Ele se perguntou. Essa cidade era de longe comparável as cidades que ele conhecia antes. Ele se maravilhou com tudo, era seu mundo. E lá então governaria até o fim. Meses passavam. Guilherme havia criado também da mesma forma, seus amigos, seus pais, o Mestre Kami, mas ele sabia no fundo que não é igual ao que conhecera antes. Seu palácio não o satisfazia. Aquilo só poderia ser um sonho mesmo. Estava no mês de Setembro e não aguentaria mais aquilo. Era perfeito de mais, mas não era igual ao seu passado. Estava errado. Então subitamente lembrou-se do que o Mestre o falou no metro, em outro sonho, dimensão: “Você pode ficar aqui ou voltar. A escolha é sua, apenas escolha com certeza de que será o que quer.”. Ele queria voltar, mas como ele poderia fazer isso, afinal o tempo não parou. Fechou os olhos e desejou sua volta, abriu e nada aconteceu. Repetiu isso mais duas vezes sem sucesso. Gritou então.
— Quero voltar! Não suporto mais isso. O inferno deve ser mais agradável que isso!
Fechou os olhos novamente, lagrimas escorriam de seus olhos. Caiu de joelhos e socou o chão. Ele começou a ouvir vozes, vozes familiares.
— Guilherme, está ai? Acorde por favor.
— Guilherme, onde você está?
— Droga! Já se passaram meses e ele ainda está ai. O mundo vai acabar em breve.
Ele gritou:
— Quem está ai? E pensou como o mundo vai acabar se ele esta aqui. Essa é a realidade.
Sentiu uma ferroada, uma pontada forte em seu coração. Não suportou a dor e desmaiou. Quando acordou, estava novamente naquele mundo escuro, tomado pelo jardim de flores murchas. Pensou: “Era um sonho então...”. Antes que pudesse fazer algo, via uma luz no céu, uma forte luz branca tentado o puxar, sentia que estava o puxando. Tentou resistir, mas não conseguiu e foi levado além dela e novamente apagou.
Mais tarde. Acordou. Via-se em um quarto mal iluminado deitado em uma cama apenas vestindo um short. Se levantou, tirou os fios que estavam em seu corpo e caminhou até a porta. Não acreditou no que viu. Era Bastet na sala, sentada no sofá assistindo o noticiário. Quando ela o percebeu, ela ficou paralisada. Lagrimas escorreram e ela correu para abraçá-lo.
— Finalmente você acordou. Achei que não voltaria mais. Droga, Guilherme!
— Como assim acordei? Isso também é um sonho?
— Não, isso é real. O que esta falando?
— Depois que enfrentei Arthur, acordei em um jardim negro e depois fui parar na minha utopia. Contava ele o que se lembrava.
— Então era por isso que estava difícil acordá-lo. Você bloqueou sua mente para que aceitasse a verdade. Aceitou sua utopia ao invés da realidade. Foi sua escolha.
— Sim, então eu comecei a pensar que aquilo talvez não fosse real. Lembro-me de sentir uma dor aguda no coração. E voltar para o mundo escuro e depois para cá.
— Que bom que voltou. Mas não está melhor que lá. Vou lhe explicar tudo enquanto lhe preparo um lanche.
Bastet começa a explicar. Triste estava sua voz.
— Eu estava indo pra fora do templo carregando Erick com ajuda de Joe. Haviam alguns ninjas cuidando dos feridos lá fora. Estava parcialmente seguro. Joe disse que iria procurar o Mestre e ajudá-lo, quando ouviu e viu movimentos no terraço, foi então que correu o mais rápido que pode por dentro. Algum tempo depois, eu vi uma esfera imensa se expandir rapidamente e a devorar tudo em seu caminho. Não tinha como fugir correndo, então criei rapidamente uma barreira de proteção em volta de mim e pedi para que o pessoal ficasse comigo. Consegui aguentar com muito esforço, mas estava escuro e nada via, nada escutava. Quando acordei, estava deitada e tudo havia sido destruído, e os outros não estavam mais lá. Só vi você deitado no chão, onde deveria ser a casa de Arthur. Há quilômetros de distância, não há nada, não há vida.
Aos poucos Guilherme ia se recordando com a narração de Bastet. As imagens iam surgindo em sua cabeça.
— Guilherme, Arthur morreu, não tenho dúvida. Mas aquele poder, como ele poderia ter feito? Como você conseguiu sobreviver?
— Não era dele. – Falava Guilherme enquanto começava a chorar. – Era meu. Eu fiz aquilo. Eu provoquei a explosão. Bastet, ele matou Joe, roubou sua energia na minha frente. Não consegui suportar e perdi o controle.
Bastet derruba a frigideira cuja estava fritando queijo com ovos para ele. Sua expressão era de alguém que não tinha mais motivos para viver. Caiu em lagrimas.
— Entendi. Joe não irá voltar então?
Guilherme, sem jeito, abraça a amiga. Algumas horas se passam. O ambiente estava mais triste. Mas Bastet continuou a explicar.
— Guilherme, nós estamos abaixo do solo. No segundo subsolo de um porão. Achei esse lugar e aqui fiquei depois de andar muito por ai. Passaram-se meses e você ficou dormindo. Vou te mostrar o mundo como está lá em cima.
Bastet e Guilherme subiram a escadaria. Bastet abriu a porta que estava no chão, abria para cima e saíram. O mundo estava realmente terrível: O céu era negro, não havia luz alguma. Nuvens cinza passavam com o vento, não havia qualquer construção feita pelo homem à vista ou qualquer coisa viva, nem vegetal nem animal. Conseguiam enxergar pouco, mas ainda dava pra ver como estava o mundo.
— Então é isso. Somos os deuses daqui agora. Só falta encontrarmos seguidores. Brincou Guilherme. — O que devemos fazer? Não pretende ficar aqui não é?
— Agora que acordou podemos voltar para o Brasil. Quem sabe lá encontramos algo. Vamos arrumar as coisas e partir. Os relógios que tenho não marcam as horas então sairemos quando estivermos descansados. O problema é encontrar o mar ou um transporte. Se bem que se você fez isso, não deveria ser problema fazer qualquer outra coisa.
— A espada! Você está com ela? Perguntou Guilherme.
— Não. Não havia espada contigo. Respondeu Bastet
— Droga, droga, droga! Se ela não foi destruída, tenho um mau pressentimento. Arthur queria muito aquela espada. Por algum motivo que desconheço. Ao menos minha armadura está em boas condições?
— Sua armadura foi destruída, não tem como restaurar. Vamos entrar. Ai nós conversamos melhor. Não deixe de falar nada.
Bastet e Guilherme conversaram tudo o que sabiam. Desde a explosão, os momentos que não compartilharam por estarem separados. Guilherme omitiu que Arthur tinha pedido a espada em troca da vida de Joe.
Bastet e Guilherme conversavam tudo o que sabiam. Desde a explosão, os momentos que não compartilharam por estarem separados. Mas Guilherme omitiu que Arthur tinha perdido a espada em troca da vida de Joe. Não conseguiria falar aquilo.
Prontos para sair, foram ao desconhecido. O local subterrâneo que estavam. Bastet encontrou por acaso. Não havia ninguém ali, então ela parou. Ao explorar, viu que havia um enorme estoque de alimento e água, além de energia elétrica. Cansada de carregar Guilherme, fisicamente ou telesineticamente, ficou nesse paraíso.
Olharam para todas as direções, e decidiram seguir por uma, esperando que não fosse o sul, caso contrário teriam que voltar e andar muito mais.
— Você disse algo sobre o mundo acabar?! Do que estava falando? Pergunta Guilherme.
— Não é bem isso. Você dormiu durante meses, e eu já não sabia o que fazer. Comecei há algum tempo sentir a alma de Arthur. Não tenho certeza, mas ele deve estar vivo. Talvez esteja.
Guilherme parou e tentou sentir as coisas ao seu redor.
— Nada além de você.
— É! talvez seja minha imaginação.
— A propósito Bastet, sabe em que mês estamos?
— Não. Mas deve ser pouco, pouco antes do ano que vem.
Durante dias andando por aquele deserto, escuro e frio. Chegaram ao litoral. Parte dos prédios destruídos chegavam perto da areia da praia.
— Ah! Droga! Como eu pude fazer tudo isso?
— Nada pode fazer para reverter. Vamos pensar no presente agora. Como faremos para voltar?
— Espere. Talvez eu possa nos teleportar. Nem precisávamos ter andado tanto.
— Mas Guilherme, isso é difícil de fazer. No templo o Mestre e mais dois no máximo conseguiam.
— Eu destruí o mundo. Como eu não conseguiria fazer uma coisa boba dessa? Lembro que certa vez no ano passado, viajando com Erick, nós enfrentamos alguns soldados e o superior deles tinha matado o Erick com uma espada. Erick me ajudou a matá-lo antes de morrer. Lembro bem que foi como por um desejo meu, ele voltou à vida sem um arranhão se quer.
Lágrimas caiam de seu rosto. Bastet o envolveu com um abraço.
— Acredito em você. Faça o que entender. Sabe Guilherme, certa vez no templo, o Mestre disse que a pessoa que salvará o mundo virá quando a esperança morrer. Quem sabe não seja você. Quero acreditar nisso. Falou Bastet em um tom suave.
— Será possível Bastet? Não, não posso tentar isso. Vou tentar nos teleportar antes. Segure minha mão.
Segurando a mão de Bastet, Guilherme se concentra. Pensa em Brasília, onde nasceu e morou todo esse tempo. – Quero estar em Brasília, na frente da minha casa.
Sentiu o estômago embrulhar, seus sentidos falharem e pouco depois apareceu onde desejou. Bastet estava com ele. Abriu os olhos, desejando ver a linda cidade de que tinha lembranças, mas viu a destruição.
— Parece que não foi apenas na Itália, Europa. Disse ele.
Brasília, a capital Federal estava destruída. Poucos foram os prédios que ficaram em pé, mas começando cair. As casas que ficavam próximas à avenida w4 sul estavam em pedaços, assim como a de Guilherme.
— Sabia que não estaria bem mesmo. – Falou Guilherme, caminhando pelo conjunto.
— Eu já vi essa cidade por fotos. Parecia ser linda. Eu sempre quis ver um show do Legião Urbana, adoro as músicas deles.
— Aqui era legal. Agora, vamos ver se eu consigo deixar como era antes. – Ele se concentra, imagina Brasília antes dele partir com Erick. Deseja aquilo. Abre os olhos, mas ainda está tudo escuro e destruído.
— Por que não me mostra a cidade? – perguntou Bastet.
— Okay. Vamos andando.
Guilherme desejou duas bicicletas, e assim foram até a rodoviária, que já não tinha mais os andares superiores e de lá cortaram para a Esplanada dos Ministérios. A velha catedral estava com seus vitrais quebrados e parte da construção tinha cedido.
Tentou também, reconstruir a catedral. E então ela se refez aos seus olhos e os de Bastet. Os pedaços e entulhos voltavam para o lugar, e os cacos dos vitrais eram recompostos simultaneamente. As cores reluziam, mesmo no escuro.
— É linda Guilherme.
Guilherme corou envergonhado, e Bastet vendo, deu um beijo em sua testa. Admirando a catedral, sem perceber as coisas ao redor eles estavam. Afinal, não havia nada para temer, acreditavam eles.
Então ele começou a imaginar as coisas se reconstruindo e acontecendo segundo seu desejo.
— Como você pode reconstruir as coisas, mas não pode fazer o mundo voltar ao normal?
— Não tenho ideia. Pode ser que seja muito para mim.
— Mas já está avançando, não percebe? Você apenas olha e o que viu se transforma.
— Espere! A destruição, não fui eu quem causou. Foi pelo poder da espada e não o meu. Talvez se...
Guilherme desceu da bicicleta e pegou em Bastet. *puf* Estavam novamente em outro lugar, como todos os outros, destruídos. Mas havia ao longe uma casinha simples, uma cabana na verdade, com o telado vermelho – descolorido com o tempo -, as janelas estavam tampadas por cortinas internas, o que impedia a visualização externa.
Aproximaram-se, Bastet desceu de sua bicicleta. Viram o jardim verde, gramas e flores vivas ao redor da casa. Uma árvore estava do lado direito da entrada da casa. Folhas verdes e vívidas ela exibia, e tudo era mais claro, radiante ao redor da casa.
— Como pode ser possível? – perguntou Bastet.
— Desejei ter as respostas das perguntas que tenho. Falou ele, ainda surpreso.
— Vamos entrar?
— Sim. Duvido que seja perigoso depois de tudo.
Eles então deram o primeiro passo e assim que tocaram a grama apareceram dentro da casa.
— Estava esperando por vocês. – Um velho falou de costas para eles, até ele ficar de frente.
— Mestre K?! – falaram ao mesmo tempo.
— Sentem-se, vou lhes responder tudo que esteja a minha altura.
Biscoitos, café, chá e suco estavam em cima da mesa de centro. Eles se sentaram no confortável sofá verde. O Mestre ficou na poltrona.
— Mestre onde é aqui? Quer dizer, sua casa. Perguntou Guilherme.
— Não estamos na Terra. Estamos na quinta dimensão, o Sether. É um local místico. Todas as pessoas boas virão para cá após o julgamento. É como um reflexo da Terra.
— É para cá que vamos quando morremos?
— Pensei que o Arthur havia vencido, mas logo percebi que não se tratava disso. E quando morrer irá descobrir, mas não escolha a morte.
Os dois se entreolharam. Bastet perguntou:
— Você sabe alguma forma de mudar isso Mestre? O mundo está morto.
— Sabem crianças, não é só o mundo, como viram esta dimensão também, assim como provavelmente todas as outras. Não sei por que estou vivo. Não sei se tem vida nas outras. Pode ser que haja uma maneira, mas é quase impossível.
— Então nos diga.
— Aquela espada que você usou Guilherme. Eu deveria ter desconfiado. Eu senti a energia dela, bem fraca. Ela é a espada do caos. Só pode ser destruída por ela mesma. Quando eu a abdiquei, eu fiquei incapaz de encontrá-la novamente.
— Então você já a possuiu mestre?
Por um momento tudo pareceu fazer sentido.
— Sabe Mestre, meu desejo foi ir até a espada. Como é possível?
— Você mentiu Guii? – perguntou Bastet incrédula.
— Eu sou o criador. Foi eu quem a fez. Naquela época, eu era um jovem curioso e não sabia o mal que ela poderia fazer. Sabem como os dinossauros foram extintos? Com ela. Durante milênios eu a usei até abdicá-la. Arthur foi meu aprendiz durante anos, até ficar obcecado por ela. Eu sempre neguei que ele a usasse, se ele soubesse sua localização as trevas reinariam. E então ele me traiu, contudo havia descoberto a fórmula da juventude, não eficiente, pior que a minha técnica e eu o expulsei.
— Imortalidade, ele sugou a vida de Erick e falou em ganhar anos de vida a mais.
— Sim, infelizmente é assim que ele conseguia. Eu sabendo de sua obsessão, criei outra espada, a da luz. E a enviei para a nona dimensão, a dos anjos.
— Então se conseguirmos ir até lá e pegar a espada, conseguiremos?
— Não é tão fácil. Apenas os puros podem ir até lá. Um pouco de maldade, de caos, o mínimo que for pode destruí-lo.
— Então nos ajude Mestre. Sei que eu não serei capaz, olhe o que fiz.
— Verdade que você fez isso, mas não quer recuperar a esperança? Isso é uma ótima coisa.
— Mas ainda terei culpa.
— Nesse caso, vamos purificá-lo, treiná-lo firme, controlar seus poderes para que você veja não como um humano, mas como um ser superior.
— A propósito mestre, em que mês e ano estamos? Perguntou Guilherme, olhando também para Bastet.
— Aqui o tempo é diferente. – O Mestre pega um calendário – E na Terra vejamos, deve ser 29 de dezembro de 2012.
— Então o apocalipse era real, como alguns falavam, mas nada tinha a ver com a bíblia ou o calendário Maia, mas...
— Guilherme você acredita em algum Deus?
Fixando os olhos nos olhos do mestre, Guilherme responde:
— Não Mestre, acredito em mim mesmo e no que cada indivíduo pode fazer, seja para o bem ou mal.
— Guilherme, a nona dimensão é maior que o universo da segunda dimensão, a sua. E os anjos não são como os humanos, como muitos dizem e nem ao mesmo são protetores dos terrestres. As histórias contadas sobre anjos na Terra foi devido ao fato de um anjo chamado Rafael ter ido a Terra por razões desconhecidas para mim, razões inventadas pelos terrenos.
— Hã?
— É, com o tempo você aprende. Vocês dois precisam restaurar o que amam.
Assim com o tempo, o aprendiz supera o mestre, um novo jovem sábio.
Pesadelos são tudo o que acontece com você na realidade, no dia-a-dia. Coisas boas da realidade são distorcidas e viram coisas ruins. Coisas ruins são as próprias maldades, e, quando distorcidas ficam piores.
Sonhos são fantasias e desejos. Nada do que acontece na realidade. Sonhar com algo da realidade é impossível. Você apenas acha que é sonho, mas não passam de lembranças.
Fale com o autor