Dark World

6 6. Busca pelo vilão.


O grupo formado por Guilherme, Erick, Bastet e Joe há muito tempo haviam saído do templo. Bastet estava dirigindo para o aeroporto. Era sem dúvida uma coisa perigosa, mas que tinham que fazer. O plano deles era chegar perto da pista de decolagem e procurar aviões prontos pra ir pra Europa, sem passageiros. Bastet e Guilherme poderiam tentar se teleportar para os aviões para saber o destino caso houvesse pilotos lá ou tentar perguntar para atendentes, pessoas. Poucos aviões pela guerra.

A rota até o aeroporto foi tranquila, fora buracos e a escuridão (Faltava iluminação na rodovia em que trafegavam) chegaram salvos. De longe era possível ver soldados e guardas. Pensaram eles se todos aqueles estariam sob ordem de Arthur.

— O único jeito de saber é ir até lá. Afirmou Bastet.

— Então vamos! Concordaram os três.

Eles caminhavam cautelosamente até pouco antes da entrada e planejaram rapidamente:

— Joe e Erick procurem a pista e estejam lá na hora, procurem aviões para a França. Eu e Guilherme vamos entrar e procurar qual avião irá para a França também. Suas roupas não deixam opções para vocês. E não levantem suspeitas. – Bastet falou.

E então os pares seguiram cada um para seu objetivo. Guilherme e Bastet adentraram o aeroporto. Havia mais pessoas comuns que guardas e soldados, mas o numero deles não é de se ignorar. Em quanto os dois caminhavam para o guichê e enfrentar a fila, alguns olhares não os largavam. Bastet, mais velha, cochichou no ouvido de Guilherme para que ele não falasse nada. Evitar problemas era o melhor a fazer.

Quando chegou a vez deles, antes que a atendente pudesse falar algo, um comandante os interrompeu:

— Vocês parecem muito jovens para viajarem sozinhos. Onde estão seus pais? Tem autorização?

Bastet respondeu calmamente:

— Já sou adulta senhor. Não preciso de autorização, mas obrigado por me ver jovem.

— E quantos anos têm? Posso as identidades?

— Ele é meu irmão, não tem, mas aqui está a minha.

— Carolina, hum. Para onde vai? Com seu irmão...

— João! Vamos para França.

— Nessas condições não acham arriscado viajar para o exterior?

— Temos que ir para casa de nossa mãe. Não podemos ficar mais no Brasil. Por favor, libere-nos. Temos pressa.

— Terão que vir comigo.

O comandante pegou Bastet pelo braço e a puxou para que visse com ela em quanto chamava um guarda para que pegasse o garoto. Bastet, intimidada, puxou para trás e se soltou. O comandante virou-se rápido e falou:

— Moça, não piore as coisas.

— Não tenho nada pra falar com você, bruto.

Nesse momento o comandante, furioso, levantou o braço para dar uma bofetada em Bastet. Guilherme pensou rápido e tirou sua espada, apontada para o pescoço do comandante que percebeu na hora parando o ataque.

— De onde diabos veio essa espada moleque? Afaste-a de mim. Você está maluco? Falou o comandante aos berros.

Quando Bastet desfocou o comandante de sua visão, percebeu que todos estavam olhando, assustados, indiferentes, agitados. Pensou ela: “Agora que Guilherme liberou a espada, teremos problemas”. Rapidamente ela olhou para o comandante furioso e puxou Guilherme pela gola da camisa. Ao cair no chão para trás, Bastet liberou sua magia. Uma rajada de fogo foi para o comandante, empurrando o para trás com violência e claro, incendiando-o. Todas as pessoas começaram a correr agitadas e assustadas sem entender o que viram. E os guardas e soldados em sua direção.

— Temos que correr, falou Guilherme em quanto se levantava.

— Vamos. – Gritou Bastet.

— Atrás deles, rápido! – Gritou o comandante em quanto de debatia tentando apagar o fogo.

Em quanto os dois corriam dos soldados, Erick e Joe não estavam melhores. Erick e Joe arrumaram encrenca também com alguns soldados que estavam lá de plantão. Duas pessoas pulando a mureta não é uma coisa bem vista afinal. Os garotos enfrentaram os que estavam lá, mas reforços estavam chegando. Com as espadas em mãos, eles correram e lutavam simultaneamente. Havia vários hangares e nessa fuga eles observaram de relance se havia pilotos dentro dos que tinham avião. Viram um belo jato e parecia pronto pra decolar, estava parte fora e o piloto dentro do hangar folheando um jornal.

Ambos pararam de costas ao edifício do aeroporto, estavam encurralados. Suas habilidades eram ótimas, mas competir com algumas dezenas de armas de fogo era impossível.

— Vocês já eram. Disse um soldado.

Com as armas apontadas para os garotos, esperaram ordens de um superior. Por azar, era o mesmo comandante que avia sido derrubado por Bastet, ordem: não poupar ninguém.

— Preparar, apontar...

Ouviu-se um som alto de vidro se quebrando. Todos pararam pra procurar da onde veio esse som, olharam pra cima e viram uma garota. Bastet ao mesmo tempo em que quebrará o vidro, lançava chamas contra os soldados rapidamente. Ela caia devagar já que Guilherme estava controlando a gravidade para ela. E logo eles recuaram confusos. Erick e Joe pulavam de alegria em quanto Guilherme descia do prédio.

— Não temos muito tempo. Podem aparecer mais. Falou Bastet.

— Acharam algum vôo para a França? Não conseguimos fazer nada por causa de um comandante idiota. Falou Guilherme.

— Tem vários aviões aqui, talvez aquele que vimos Erick possa ir. E só deve ter o piloto lá. Afirmou Joe.

— Vamos lá então, mostre onde é.

Eles correram até o hangar, soldados também começaram a vir atrás deles novamente ao longe, alguns atirando.

— Lá está o piloto. Disse Joe.

Bastet olhou pra ele e mexeu dois dedos da mão. O piloto esta hipnotizado, sendo controlado.

— Rápido senhor, vamos à França imediatamente. Exigiu Bastet olhando pra ele.

Em controle, o piloto correu para a porta e subiu no jato acompanhado pelos quatro. Em 30 segundos o jato começou a se movimentar. E já estariam voando rumo ao objetivo. Bastet ficou na frente com o piloto para que o controle da mente e do corpo do piloto não pare – ela não habilidade boa para isso e não conseguiria controlar a longa distancia. Erick, Guilherme e Joe famintos, pegaram sanduíches e bebida no frigobar, Erick foi ate a cabine oferecer à Bastet que agradeceu. Pouco tempo depois todos adormeceram, exceto Bastet.

Joe é um guerreiro de uma antiga e nobre família. A maioria das vezes ele veste camisa social e calça jeans pretos com uma capa também preta com capuz e que possui um leão dourado bordado atrás da capa, e, na camisa exatamente do lado esquerdo do peito. Joe tem 17 anos, seus pais eram guerreiros também obviamente, e alguns deles, já foram Templários e Cavalheiros de reis. Seus curtos cabelos negros e olhos castanhos combinam com sua pele clara e mostra sua beleza – Frequentemente garotas tentavam um relacionamento com ele, mas eram ignoradas – Dizia ele sempre que ele saberá quando a pessoa cuja ele amará chegará.

Bastet. Sua mãe quem lhe deu esse nome em homenagem à Deusa Bastet do antigo Egito. Bastet é uma garota de 19 anos, seu cabelo natural é preto, mesmo gostando de pintar de verde sempre que tem tempo. Sua descendência era quase inteira egípcia. Os magos mais sábios e poderosos eram dessa terra mística ou eram estrangeiros que iam pra estudos e viveram lá durante muito tempo. Não imagine que ela tinha costumes egípcios, ela nasceu no Brasil e só morou no Egito por seis anos. Muito inteligente não precisava ir à escola já que seus pais a ensinavam de tudo em casa.

Todos os cinco estavam sobrevoando o Oceano Atlântico na noite. Bastet era a única do grupo que não dormia para manter o piloto sob controle. Conversando desde Brasília com o piloto, ela descobriu que não é uma opção decolar na capital, Paris. As capitais de todos os países, segundo ele eram as áreas mais protegidas, vigiadas. Então decidiu escolher outra cidade mais ao sul ou sudeste. As cidades mais seguras agora, dizia o piloto sincero, seriam Menton ou Mônaco. Com aproximadamente quatro horas de voo já atravessavam alguns países da África e mantendo esse ritmo tranquilo até então, chegariam em alguns minutos. O único problema é que eles terão que pular do jato – Decidida por Menton, na França.

Menton é uma cidade francesa situada em frente ao Mar Mediterrâneo e próxima da fronteira com a Itália. No verão é cheia de turistas (alias, estranhos – segundo os moradores) que vem principalmente nos meados de fevereiro para o Fêtes dês Citrons (Festival do Limão).

Bastet foi até os garotos e os acordou. Sem tempo para deixá-los resmungar se apressou em falar.

— Garotos, nós temos alguns problemas e já estamos perto. Primeiro não há lugar para pousarmos e terei que usar magia com ajuda de Guilherme, eu estou fraca. Os três estavam olhando seriamente para ela, atentos a conversa.

— Que magia? Perguntou Guilherme.

— Levitação. Usarei em nós mesmos contra a força da gravidade e velocidade.

— Não é arriscado? Por que não usamos os paraquedas? Questionou Joe.

— Levaremos os paraquedas por precaução, mas não abram se eu não falar para abrir.

— Estejam prontos.

Quando o jato estava sobrevoando a cidade, Bastet conseguiu limitar o encanto da mente do piloto por mais 5 minutos para executar o plano. Abriu a porta do jato e saltaram a quase onze mil metros de altura do solo. No ar, se organizaram e deram as mãos. Já estava quase amanhecendo pela diferença de horário, mas ainda escuro. Bastet esperou um pouco para pronunciar a magia e assim a fez. Todos eles sentiam a magia de Bastet envolvendo seus corpos.

Guilherme da parte da energia dele para Bastet, que distribui para os outros o suficiente para que fiquem independentes com suas limitações. Eles se soltam e fazem uma formação seguindo Bastet. Estavam em alta velocidade nessa queda e a magia ajudava a ir mais rápido.

Com sucesso aterrissaram na Avenida Cochrane, que por sorte estava vazia. Assim que eles aterrissaram a magia foi liberada, assim acabando com o esforço de Bastet e Guilherme. Deram uma rápida olhada para ver se algo estava errado. Erick viu o Hotel e propôs que descansassem mais principalmente Bastet que nada descansou. Ao andarem em direção ao hotel, Guilherme começara a fazer uma magia de ilusão para que se disfarçassem. Ambos os quatro ficaram com aparências mais velhas. Vinte e poucos anos de idade e nada haver tinham com sua verdadeira identidade. Bastet puxou a orelha dele perguntando o porquê não ter usado antes no aeroporto, mas passou. Quando chegaram à recepção do hotel Parisien, Bastet entregou identidades falsas, assim como seus passaportes para que ele visse que são turistas. Dois quartos foram solicitados, um para Bastet e outro para divisão dos três garotos. Um ao lado do outro. Os garotos reclamaram, mas nada adiantou. Era 25 de março de 2012, 11h34 p.m. Hora de descansar.

O dia estava calmo nessa nova manhã. Apesar da Guerra, parece que Menton não foi tão afetada. Bastet já estava acordada, apreciando a vista da janela de seu quarto em quanto aprecia o café preparado por si.

Se quisessem encontrar Arthur teriam que agir rápido. Cerca de 40 minutos depois, 7:20 a.m. no relógio de parede, Bastet estava pronta para partir em busca do objetivo. Saiu do quarto indo para o quarto dos garotos. Bateu algumas vezes, mas não foi correspondida. Então ela teve a ideia de se desmaterializar para atravessar a parede. Lá estavam eles dormindo ainda, Joe e Erick nas camas e Guilherme no sofá. Bastet ficou com um pouco de pena –só um pouco- e começou a acordá-los.

Arthur sabia que estava sendo perseguido, ainda mais depois de se mostrar a todo o templo. Ele não sentia medo, queria acabar com o Mestre K e seus aprendizes cairiam diante dele. Com ou sem Mestre ele podia derrotar todos eles, pensava ele e não suportava mais ser o numero dois. Foi então que ideias maléficas brotavam em sua cabeça. Começaria a atrair aprendizes para uma armadilha. Ele estava no comando de muitos países (indiretamente). Fez com que fosse reforçada ainda mais a patrulha nas capitais, principalmente na Itália para que achassem os primeiros.

Guilherme e Erick estavam procurando juntos em uma parte da cidade e, Joe e Bastet em outra parte. Eles não pararam por um instante sequer, fora a alimentação.

O Mestre K, ainda no Brasil, estava concentrado em liberar e fortalecer sua magia, sua força e energia para que o mais rápido fosse à procura de Arthur. Preparava fortes selos para o necessário, e logo poderia localizar facilmente o autoritário.

Mas estava fácil demais...

Procurando informações, conversando com as pessoas, infiltrando em bases, todos estavam no mundo todo em busca de Arthur.

27 de Março de 2012, 06h44 a.m. e lá estavam os quatro procurando na ultima parte da cidade o qual nenhum deles tinha ido. E em breve começariam a ir para outras cidades até chegar à capital, Paris.

Por volta de 01h20, ainda horário de almoço, não apenas Guilherme, Erick, Bastet e Joe começaram a sentir uma sensação estranha em suas mentes como algo que quer dominá-los. Assustados tentavam se livrar, mas não conseguiam. Ouviram uma voz em suas mentes: Era o Mestre K falando para todos do mundo inteiro.

— Atenção pupilos. A localização de Arthur foi descoberta, infelizmente não por mim como queria que fosse seguindo o plano. Foi descoberta a um custo muito alto. A vida de Pablo Fernandes, Jessica Silva e Mary Hill foram perdidas.

Os aprendizes já ficaram preocupados quando o Mestre falou “Alto custo”, desabaram então quando falou quem perderá a vida. Esses aprendizes eram adultos e sempre se empenhavam em ajudar no templo. Eram como o trio imbatível admirado por todos no templo.

— Mary antes de falecer conseguiu me contatar mentalmente e mandou lembranças, imagens na Itália. Ouçam bem, quero que todos partam para Genova na Itália. Dentro de 1 dia estarei em Genova para dar as instruções. Não vão a Roma. Por favor, caros, 1 minuto de silencio em memória àqueles que deram a vida por nós.

O grupo de Itália chegaria rápido, estava praticamente na fronteira. Bastet roubou uma BMW na rua para que partissem. E então após um curto tempo partiram para o perigo, talvez a ultima batalha, a qual poderiam não sobreviver.